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DESEMPREGO AUMENTA E ATINGE 13,1 MILHÕES BRASILEIROS, DIZ IBGE

O desemprego no país foi de 12,6%, em média, no trimestre de dezembro a fevereiro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa subiu em relação ao trimestre anterior (12,2%), encerrado em janeiro, mas é menor do que a registrada no mesmo trimestre do ano passado (13,2%). Considerando o trimestre de setembro a novembro de 2017, quando o índice ficou em 12%, foi registrado alta.

Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil de dezembro a fevereiro foi de 13,1 milhões de pessoas. Isso representa alta de 4,4% em relação ao trimestre de setembro a novembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, são 426 mil pessoas a menos sem emprego, uma queda de 3,1%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Carteira assinada
O número de empregados com carteira assinada atingiu o menor nível desde 2012. Foram 33,1 milhões de pessoas com registro no trimestre encerrado em fevereiro contra 33,2 milhões na comparação com o trimestre de setembro a novembro. O IBGE considera que houve estabilidade. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve queda de 1,8%.

A categoria de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) também ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas aumentou em 4,4% na comparação com o ano passado.

Já o número de empregados sem carteira assinada (10,8 milhões) recuou 3,6% em relação ao
trimestre anterior, mas subiu 5% em relação ao mesmo trimestre de 2017.

Taxa média de desemprego subiu em 2017 
Em 2017, a taxa média de desemprego anual no Brasil atingiu 12,7%, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, de acordo com dados do IBGE.

De 2014, quando a taxa de desocupação atingiu o menor patamar (6,8%), para 2017, são quase 6,5 milhões de desempregados a mais, um aumento de 96,2%. O país fechou o ano com 13,2 milhões de pessoas sem emprego.

Setores importantes da economia, a agricultura, a indústria e a construção foram os que mais perderam
postos de trabalho.

Metodologia da pesquisa 
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. (Fonte: UOL)

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