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Feeb SP/MS participa da terceira negociação específica com o Santander e reforça reivindicações sobre saúde e condições de trabalho

Negociação debate assistência médica e melhorias nas condições de trabalho dos empregados do banco.

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou, nesta terça-feira (28), da terceira rodada de negociação da pauta específica do Santander, realizada em São Paulo, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A Federação foi representada por Letícia Françoso, integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

A reunião foi marcada por debates sobre saúde, assistência médica e condições de trabalho. Embora o banco tenha apresentado devolutivas sobre algumas reivindicações discutidas nas rodadas anteriores, a representação dos trabalhadores avaliou que a negociação segue considerando os pontos prioritários.

Um dos assuntos debatidos foi o programa de bolsas de estudo. O Santander informou que, das 2.500 bolsas disponibilizadas atualmente, cerca de 90% já estão sendo utilizadas, principalmente em cursos de pós-graduação. Segundo o banco, 54% dos beneficiários são mulheres, 45% homens e aproximadamente 5% pessoas com deficiência.

Também foi retomada a proposta de criação de bolsas voltadas à formação em tecnologia para mulheres e pessoas transgêneros, com o objetivo de ampliar a diversidade em uma área ainda predominantemente ocupada por homens. O banco informou que estudará a possibilidade de reservar parte das bolsas já ofertadas para esse público e destacou a existência da plataforma Open Academy como uma plataforma de estudos.

“Recebemos com expectativa a sinalização de que o banco irá estudar mecanismos para ampliar a participação de mulheres e pessoas transgêneros nas bolsas voltadas à tecnologia. É uma área que ainda apresenta grande desigualdade e precisa de ações concretas para promover mais inclusão e oportunidades.”, destaca Letícia Françoso, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Outro ponto de destaque foi a reivindicação pelo fornecimento de aparelhos celulares corporativos aos empregados que desempenham atividades externas. O banco informou que, neste momento, disponibiliza apenas o chip corporativo e que não há previsão para fornecimento dos aparelhos. A representação dos trabalhadores reforçou que não é razoável exigir que os bancários utilizem equipamentos particulares para atividades profissionais, uma vez que o aparelho celular é um bem de uso pessoal do empregado.

A COE também voltou a defender medidas que garantam o direito à desconexão e o respeito à jornada de trabalho, evitando que os empregados permaneçam disponíveis para demandas profissionais fora do expediente. O Santander informou que o tema continuará sendo tratado na mesa nacional de negociação da Fenaban, assim como as discussões relacionadas à saúde do trabalhador e às medidas de prevenção aos riscos psicossociais.

Na área da saúde, a representação dos trabalhadores reiterou a importância de o banco manter o subsídio ao plano de saúde após a aposentadoria para empregados com mais de cinco anos de vínculo, além de defender melhorias na qualidade da assistência prestada.

Outro pleito apresentado foi a possibilidade de os empregados escolherem entre as duas operadoras de saúde atualmente contratadas pelo Santander, considerando que a qualidade da rede credenciada varia entre as regiões do país. Segundo a representação dos trabalhadores, diversas reclamações recebidas nas bases sindicais apontam dificuldades de atendimento e custos adicionais para os bancários. O banco informou que, neste momento, não há possibilidade de alteração, em razão dos contratos firmados com as operadoras.

A representação dos trabalhadores também cobrou mudanças nas regras de coparticipação do plano de saúde. Atualmente, em alguns procedimentos, o empregado pode arcar com até 30% do valor de exames e tratamentos, o que, dependendo da complexidade do atendimento, gera descontos elevados e compromete significativamente a renda do trabalhador. A proposta apresentada busca estabelecer um limite para esses descontos, evitando que os custos da assistência médica se tornem excessivamente onerosos.

Segundo Letícia Françoso, as reivindicações apresentadas refletem situações enfrentadas diariamente pelos bancários e foram construídas a partir das demandas encaminhadas pelas bases sindicais.

“Levamos para a mesa as dificuldades que os colegas enfrentam no dia a dia, principalmente em relação ao plano de saúde. Recebemos muitas reclamações sobre a qualidade do atendimento em algumas regiões, os altos valores da coparticipação e o impacto desses custos no orçamento das famílias. Nosso papel é transformar essas demandas em reivindicações concretas e continuar cobrando soluções do banco.”, afirma.

As negociações da pauta específica do Santander terão continuidade no dia 12 de agosto, quando a representação dos trabalhadores voltará a cobrar respostas e avanços nas reivindicações apresentadas.

Fonte: Feeb SP/MS

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