Mesa do Comando Nacional debateu emprego, terceirização, homologações nos sindicatos e proteção aos trabalhadores durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026
A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 foi realizada nesta terça-feira (7). O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) debateram a defesa do emprego, diante do avanço das demissões, do fechamento de agências e das reestruturações promovidas pelo setor financeiro.
A Feeb SP/MS foi representada na mesa de negociação pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, Lourival Rodrigues, integrante do Comando Nacional dos Bancários, e pelo secretário-geral da Federação, Reginaldo Breda.
Durante a negociação, o Comando Nacional solicitou à Fenaban a suspensão imediata das demissões e do fechamento de agências enquanto durar o processo de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentados durante a reunião, entre janeiro de 2015 e maio de 2026 o setor bancário eliminou cerca de 93,3 mil postos de trabalho e reduziu em 42% sua rede física, com o fechamento de aproximadamente 9,5 mil agências. Somente no último ano, Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil encerraram, juntos, 15.331 postos de trabalho.
Além dos dados sobre emprego, os representantes dos trabalhadores destacaram que os cinco maiores bancos do país encerraram 2025 com lucro líquido conjunto de R$ 124 bilhões, reforçando a defesa de que qualquer processo de reestruturação seja previamente negociado com o movimento sindical.
“Levamos para a mesa os dados do Dieese que mostram que o setor bancário segue na contramão do mercado de trabalho brasileiro. Enquanto o país registra queda no desemprego, os bancos continuam promovendo demissões, mesmo acumulando lucros bilionários. Não vamos aceitar esse ritmo de desligamentos na categoria. Defendemos que qualquer processo de reestruturação seja discutido previamente com o movimento sindical e também solicitamos a suspensão das demissões e do fechamento de agências enquanto durarem as negociações da Campanha Nacional”, destacou Lourival Rodrigues.
A Fenaban rejeitou o pedido de suspensão das demissões e do fechamento de agências durante o período de negociação. Em relação ao retorno das homologações das rescisões nos sindicatos, informou que irá avaliar a reivindicação e apresentar uma devolutiva nas próximas rodadas.
A entidade patronal também informou que irá analisar outras reivindicações apresentadas pela representação dos trabalhadores e apresentar devolutivas nas próximas mesas de negociação.
Cláusulas debatidas
Durante a reunião foram discutidas cláusulas da minuta de reivindicações relacionadas à proteção do emprego e às condições de trabalho, entre elas:
Garantia de emprego; Proteção aos trabalhadores durante processos de reestruturação; Terceirização; Estabilidade para mulheres vítimas de violência doméstica; Não fechamento de agências; Indenização adicional em caso de demissão; Homologação das rescisões nos sindicatos; Banco de talentos bancários; Qualificação e requalificação profissional, especialmente na área de Tecnologia da Informação. Próximas negociações
As negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 terão continuidade nas seguintes datas:
16 de julho – Igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento; 21 de julho – Saúde e condições de trabalho; 30 de julho – Remuneração e cláusulas econômicas.
Bancários e Bancárias: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta.
Federação acompanhou o início das negociações com a Fenaban nas duas mesas da Campanha Nacional, representando os sindicatos filiados às duas confederações.
A Feeb SP/MS participou, nesta quinta-feira (2), da abertura das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), acompanhando as duas mesas de negociação realizadas ao longo do dia. A Federação foi representada pelo presidente, David Zaia, na mesa conduzida pela CONTEC, e pela vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima, na negociação realizada pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf.
A participação da Federação nas duas mesas reforça seu compromisso com a representação dos sindicatos filiados às duas confederações, acompanhando de forma permanente as negociações em defesa dos direitos, da valorização profissional e das melhores condições de trabalho para toda a categoria.
CONTEC abre negociações com foco na defesa do emprego e na manutenção de direitos
A primeira mesa de negociação da Campanha Salarial 2026 foi realizada pela CONTEC, que iniciou o diálogo com a Fenaban discutindo o eixo voltado ao emprego, às condições de trabalho e à proteção dos trabalhadores diante das transformações do sistema financeiro.
Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa dos postos de trabalho, a estabilidade no emprego, os impactos da digitalização do setor, a redução do número de agências, a terceirização e a necessidade de garantir que a modernização do sistema financeiro não represente perda de direitos nem enfraquecimento do atendimento presencial.
A comissão de negociação também reforçou a importância da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), preservando todas as conquistas históricas da categoria e avançando em novas cláusulas que atendam às atuais demandas dos bancários.
Para o presidente da Feeb SP/MS, David Zaia, a abertura das negociações demonstra a importância do diálogo permanente entre as representações dos trabalhadores e o setor patronal.
“Iniciamos uma nova Campanha Salarial e mais uma negociação extremamente importante para os bancários. Nossa prioridade é garantir a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, preservar os direitos conquistados ao longo dos anos e avançar em pautas que atendam às novas demandas da categoria. A Feeb SP/MS seguirá acompanhando todo o processo de negociação, representando seus sindicatos filiados em prol dos direitos dos trabalhadores”, defende David Zaia, presidente da Feeb SP/MS.
Contraf debate cláusulas sociais e novas garantias para a categoria
Na segunda mesa do dia, realizada pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf, as negociações tiveram como foco as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho.
Entre as reivindicações apresentadas à Fenaban estiveram a ampliação da inclusão de pessoas com deficiência (PCDs), a implementação da jornada de trabalho 4×3, a manutenção do teletrabalho com garantia do direito à desconexão, o fortalecimento da segurança bancária diante do crescimento das fraudes digitais e a preservação da ultratividade da Convenção Coletiva, assegurando a continuidade dos direitos enquanto as negociações estiverem em andamento.
Também foram defendidas medidas voltadas à ampliação das contratações de PCDs, garantia de oportunidades de crescimento profissional, proteção aos trabalhadores em regime de teletrabalho e fortalecimento do atendimento presencial como forma de combater o avanço das fraudes digitais.
A vice-presidente da Feeb SP/MS, Ana Stela Alves de Lima, destacou que a pauta social acompanha as transformações do mundo do trabalho e as necessidades apontadas pelos próprios bancários.
“Foi uma primeira rodada importante, que abriu o diálogo sobre temas fundamentais para a categoria. A redução da jornada precisa ser debatida considerando os impactos das novas tecnologias, a preservação dos empregos e a saúde dos trabalhadores. Também avançamos nas discussões sobre inclusão de PCDs e percebemos uma abertura para aprofundar o debate sobre o direito à desconexão, uma pauta essencial para garantir qualidade de vida aos bancários”, afirmou Ana Stela Alves de Lima.
As negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 terão continuidade na próxima semana, quando novos temas da pauta de reivindicações serão debatidos entre as representações dos trabalhadores e a Fenaban.
Os bancários e bancárias de Marília e região aprovaram, em assembleia realizada no dia 23 de junho, a minuta de reivindicações que norteará a Campanha Nacional Unificada 2026. A deliberação acompanhou o movimento nacional da categoria, que definiu as principais demandas a serem apresentadas à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A pauta foi construída de forma democrática, a partir das discussões realizadas nas conferências regionais, estaduais e nacional da categoria, além das contribuições obtidas por meio da Consulta Nacional dos Bancários, que neste ano registrou participação recorde de trabalhadores de todo o país.
Entre os principais pontos aprovados estão a reivindicação de reajuste salarial com ganho real de 5%, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales alimentação e refeição, além da defesa dos direitos já conquistados pela categoria.
A minuta também reforça a luta pelo fim das metas abusivas, pela manutenção do atual modelo de distribuição da PLR, pela preservação da mesa única de negociações e da Convenção Coletiva Nacional, garantindo a uniformidade dos direitos para todos os bancários do país.
Outro eixo importante da pauta é a defesa do emprego bancário e dos bancos públicos, além da busca por uma distribuição mais justa dos ganhos proporcionados pela evolução tecnológica no setor financeiro. Os trabalhadores também reivindicam medidas que assegurem a privacidade no teletrabalho, combatendo práticas de monitoramento excessivo.
Com a aprovação da minuta pelos bancários de Marília e região, o documento passa a integrar a pauta nacional que será entregue à Fenaban, marcando o início das negociações da Campanha Nacional Unificada 2026.
Encontro reuniu lideranças sindicais e representantes de entidades nacionais, que destacaram a defesa dos direitos, a renovação da CCT e a importância da mobilização da categoria diante dos desafios do mundo do trabalho.
Na noite desta sexta-feira (19), representantes de bancárias e bancários de todo o país, participaram da abertura da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. O encontro tem como objetivo a construção da Campanha Nacional 2026.
A abertura do evento contou com a leitura do Manifesto de Tolerância Zero à Violência e ao Assédio. Nas saudações iniciais, lideranças destacaram os desafios da Campanha Nacional dos Bancários e a importância da defesa da democracia. Representando a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) na mesa de abertura, a vice-presidente Ana Stela Alves de Lima enfatizou a necessidade de a categoria se organizar diante das transformações provocadas pelo avanço da tecnologia e pelas mudanças nas relações de trabalho.
“Não podemos permitir que apenas os empresários e banqueiros se apropriem dos ganhos proporcionados pela inovação tecnológica. A inteligência artificial e os avanços da tecnologia precisam beneficiar toda a sociedade e, principalmente, os trabalhadores. Essa é uma discussão que precisa estar nas ruas e fazer parte da agenda do movimento sindical em todo o país”, afirmou Ana Stela Alves de Lima.
A vice-presidente da Feeb SP/MS também destacou a importância do cenário político para a defesa dos interesses da classe trabalhadora. “Temos o desafio de reeleger o presidente Lula e, mais do que isso, renovar a composição do Congresso Nacional, fortalecendo a representação comprometida com os trabalhadores e com a democracia”, completou.
Para a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, a categoria terá grandes desafios pela frente em 2026. “Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. Mas podemos fazer o melhor acordo coletivo do país, com 85% das cláusulas acima da lei. Se não discutirmos o Brasil e não reelegermos o presidente Lula, se elegermos um presidente fascista, nossas conquistas estarão em risco”, afirmou.
“Então, temos duas grandes tarefas neste ano. E a principal é impedir que o Brasil retroceda. Por isso, o lema desta conferência é ‘Pelos bancários e pelo Brasil’. Não lutar pelo Brasil é não lutar pelos bancários”, completou.
Liderança política
O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP) marcou presença no evento e destacou um projeto apresentado por ele na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que garante que todos os municípios paulistas contem com pelo menos uma unidade bancária. “Cidades com pelo menos 10 mil habitantes precisam ter, no mínimo, um posto de atendimento bancário. E os bancos que fecharam unidades nesses municípios terão que reabrir as agências”, afirmou.
Marcolino também ressaltou a importância dos bancos públicos. “A Caixa e o Banco do Brasil têm recursos que podem ser investidos em todos os municípios. E estamos dialogando com os prefeitos sobre a necessidade de defendermos os bancos públicos”, disse.
Outros temas destacaram a abertura do evento como ampliar o combate ao feminicídio e fortalecer as mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora. A campanha pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial e a importância da defesa da NR-1 diante do aumento dos casos de adoecimento mental, também ganharam força.
Representando as correntes políticas do movimento sindical bancário, as intervenções convergiram para a defesa da unidade e da mobilização em torno da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Programação
Ao longo do evento, delegados e delegadas de todo o país debateram e aprovaram as prioridades que orientarão a Campanha Nacional 2026, em um contexto marcado pela defesa da Convenção Coletiva de Trabalho, da saúde dos trabalhadores e do fortalecimento da organização sindical.
A programação também contou com uma análise da conjuntura internacional e dos desafios para o desenvolvimento brasileiro, apresentada pelo economista José Kobori. Em sua exposição, o especialista abordou as transformações na economia mundial, a ascensão da China como potência econômica e tecnológica e os impactos da disputa global por inovação, inteligência artificial e soberania digital.
Kobori destacou ainda os desafios do Brasil para retomar uma trajetória de desenvolvimento, apontando a necessidade de fortalecer investimentos em indústria, ciência, tecnologia e educação. O economista também ressaltou a importância de instrumentos como o Pix para a soberania nacional e avaliou que o mundo passa por uma transição para uma ordem econômica cada vez mais multipolar.
Consulta Nacional dos Bancários
Outro momento da Conferência foi a apresentação dos resultados da Consulta Nacional dos Bancários. Reginaldo Breda, secretário-geral da Feeb SP/MS, integrou a mesa responsável pela divulgação dos dados do levantamento.
A economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado, apresentou os resultados da pesquisa, que contou com quase 55 mil respostas e reforça centralidade de aumento real, PLR, emprego, saúde, combate às metas abusivas e proteção diante das mudanças tecnológicas. A consulta foi realizada entre 17 de abril e 31 de maio.
Os resultados apontaram como principais prioridades da categoria a conquista de aumento real dos salários, a manutenção dos direitos, a defesa do emprego e dos planos de saúde, além do combate ao assédio moral. A pesquisa também evidenciou a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores, que aparece entre os temas centrais para a Campanha Nacional 2026.
O resultado representa um crescimento expressivo da participação da categoria. Em comparação com 2025, quando foram registradas 33.482 respostas, o aumento foi de 64%. Em relação a 2024, quando a consulta recebeu 46.824 participações, a alta foi de 17%.
“A Feeb SP/MS atingiu 92% da meta estipulada para a consulta, o que reflete a seriedade do trabalho realizado pelos nossos dirigentes nas bases sindicais. Todas as federações foram bem-sucedidas nesse processo de escuta da categoria e fizeram um grande trabalho de pesquisa. Com isso, teremos condições de construir uma boa campanha salarial e uma forte campanha de mobilização dos bancários”, afirmou Reginaldo Breda.
“A participação de quase 55 mil bancários e bancárias mostra que a categoria compreende a importância de apontar diretamente suas prioridades. A consulta oferece uma base concreta para a construção da pauta de reivindicações, fortalece a representação sindical e permite que a negociação coletiva parta da realidade vivida nos locais de trabalho”, afirmou Vivian Machado.
Segundo os dados apresentados, 66% dos respondentes trabalham em agências e 32% em departamentos. Por instituição financeira, a maior participação veio do Banco do Brasil (24,3%), seguido pela Caixa Econômica Federal (21,4%), Itaú-Unibanco (18,4%), Bradesco (16,3%), Santander (6,7%), Banrisul (2,8%), Banco do Nordeste (1,6%) e outros bancos (8,6%).
Conjuntura do Sistema Financeiro Nacional
A conjuntura do Sistema Financeiro Nacional e os impactos das transformações no emprego do ramo financeiro também estiveram entre os temas debatidos no segundo dia da conferência. O assunto foi apresentado pelo doutor em Economia Social e do Trabalho e mestre em História Econômica pela Unicamp, Gustavo Cavarzan, e pela mestre em Economia Política pela PUC-SP, Rosângela Vieira, ambos técnicos do Dieese.
O painel destacou o contraste entre os lucros recordes registrados pelo sistema financeiro e o elevado endividamento das famílias brasileiras, além dos efeitos da transformação digital sobre o setor bancário. Os especialistas alertaram para o fechamento de agências, a redução de postos tradicionais de trabalho, o avanço da inteligência artificial e os desafios relacionados à qualificação profissional, à saúde dos trabalhadores e à ampliação da participação das mulheres nas novas funções ligadas à tecnologia.
Aprovação da Minuta
Mais de 630 delegados e delegadas (372 homens e 261 mulheres) e 140 convidados, representantes da categoria bancária, de norte a sul do país, aprovaram, neste domingo (21), a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada.
A votação foi o último ato de uma série de atividades realizadas durante os três dias da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, na capital paulista, com base em debates construídos ao longo de meses em conferências estaduais, regionais, congressos por bancos e na Consulta Nacional dos Bancários que, neste ano, bateu recorde com a participação de 54.952 respondentes de todo o país.
A seguir, os principais eixos da pauta de reivindicações, que será entregue dia 24 de junho pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban):
– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR; – Fim das metas abusivas; – Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional); – Manutenção dos direitos conquistados; – Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados; – Defesa do emprego bancário; – Defesa dos bancos públicos; – Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.
Os delegados e delegadas também aprovaram neste domingo (21) os seguintes eixos de luta política para o próximo período:
– Por um sistema financeiro mais regulado; – Importância das eleições de 2026 e de apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e, com especial atenção, para Câmara dos Deputados e Senado; – Organização do movimento: autorregulação e comunicação; – Segurança tecnológica para os clientes.
As moções aprovadas foram:
– Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário; – Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil – Estabilidade de preços e proteção de emprego; – De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander; – Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e à Cuba. Lutar contra o imperialismo.
E as resoluções:
– Contras os ataques à democracia e soberania nacional, e pela reeleição do presidente Lula; – Contra a PEC 65/2023, independência do Banco Central, e que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social. A resolução inclui ainda posicionamento contra a porta-giratória no Banco Central e pela redução dos juros bancários.
Debates sobre conjuntura política, emprego, fechamento de agências e os desafios da transformação do sistema financeiro marcaram a atividade realizada em São Paulo.
Representantes dos trabalhadores do Bradesco de todo o país se reuniram nesta sexta-feira (19), em São Paulo, para o Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco. Com o tema “Mais valorização, direitos e futuro”, a atividade reuniu cerca de 100 delegados e delegadas, que aprovaram a pauta de reivindicações específicas e o plano de lutas e ação da categoria.
O encontro antecedeu a 28ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre os dias 19 e 21 de junho, também na capital paulista.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira destacou a importância do encontro para consolidar as reivindicações dos trabalhadores e preparar a mobilização da categoria. “Foi um dia de debates intensos e fundamentais para a construção da nossa luta. Analisamos a conjuntura nacional, discutimos a importância das eleições para o futuro dos trabalhadores e os desafios colocados para a Campanha Nacional dos Bancários. Também revisamos a pauta de reivindicações e aprofundamos o debate sobre temas que preocupam a categoria, como as demissões, o fechamento de agências e a renovação do acordo de remuneração variável. Saímos deste encontro mais fortalecidos e preparados para levar nossas propostas e defender os interesses dos trabalhadores na Conferência Nacional”, destacou.
Conjuntura política e democracia
A abertura dos debates contou com uma análise de conjuntura apresentada pela presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. Em sua exposição, ela ressaltou a importância histórica do movimento sindical na construção da democracia brasileira e na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Juvandia relembrou diferentes períodos da história recente do país, marcados por arrocho salarial, retirada de direitos e enfraquecimento da organização sindical, além do avanço de discursos de ódio e intolerância. “A luta sindical sempre esteve diretamente ligada à conquista de direitos e à construção de um futuro mais seguro para os trabalhadores e suas famílias. Nada foi conquistado sem mobilização. É preciso analisar o cenário atual e eleger representantes comprometidos com a democracia, a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores”, afirmou.
Desempenho do banco
O encontro contou ainda com uma apresentação do economista e técnico do Dieese Gustavo Cavarzan, assessor do Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o Bradesco. O especialista apresentou os números do banco e analisou os resultados obtidos pela instituição, fornecendo subsídios para os debates sobre as reivindicações dos trabalhadores.
Ao final da atividade, os participantes reforçaram a importância da negociação nacional dos bancários, considerada uma das mais abrangentes do país por reunir trabalhadores de bancos públicos e privados em uma mesma mesa de negociação, possibilitando avanços coletivos em direitos, salários e condições de trabalho.
O encontro foi encerrado com a aprovação da pauta de reivindicações específicas e do plano de lutas e ação que orientarão a atuação dos representantes dos trabalhadores na Campanha Nacional dos Bancários 2026.
“O Encontro Nacional é uma ferramenta fundamental para a construção da pauta dos funcionários do Bradesco. É o momento de definir estratégias para enfrentar questões que preocupam a categoria, como as demissões, o fechamento de agências e a reestruturação do banco, especialmente diante da migração acelerada para o modelo digital”, destacou Lourival Rodrigues, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.
Santander reuniu trabalhadores de todo o país para definir prioridades da Campanha Nacional 2026.
O Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo, se transformou nesta sexta-feira (19) em um espaço de debates e construção coletiva. 75 delegadas e delegados, representantes dos trabalhadores do Santander de todas as regiões do país, se reuniram no Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander para discutir os desafios da categoria, preparar a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidar as propostas que integrarão a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026.
As delegações começaram a chegar ainda na quinta-feira (18), quando teve início o credenciamento dos participantes. Na manhã de sexta, a abertura oficial do encontro contou com a saudação das correntes sindicais e entidades representativas.
Conjuntura política e os desafios para 2026
A primeira mesa de debates trouxe uma análise da conjuntura política, econômica e social e seus reflexos para a categoria bancária, com a participação da vereadora paulistana Luna Zarattini (PT), a mulher mais votada da história do partido na capital paulista, com 100.921 votos nas eleições municipais. Educadora popular e militante, Luna atribuiu o resultado histórico ao trabalho realizado nas periferias e à mobilização dos movimentos populares e das comunidades.
Ao abordar a importância da renovação política, a parlamentar defendeu a combinação entre novas lideranças e a continuidade das lutas históricas dos trabalhadores. “Acho importante ter renovação da política, com gente jovem entrando cada vez mais, mas sem esquecer de tudo que foi feito. Temos que seguir o legado e as lutas coletivas dos que vieram antes de nós. É assim que a gente vai construir o futuro”, afirmou.
Durante sua exposição, Luna também criticou a lógica de austeridade fiscal e defendeu que o orçamento público seja direcionado para investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, habitação e programas de distribuição de renda. Para ela, a ampliação dos direitos sociais e trabalhistas exige maior participação popular e enfrentamento das políticas que privilegiam grandes corporações.
A vereadora destacou ainda a importância das eleições de 2026 para a continuidade de políticas públicas e citou medidas em debate, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o debate sobre o fim da jornada 6×1. “É óbvio que esse legado do PT, esse legado do presidente Lula, assusta as elites nacionais e as elites internacionais. E a gente já tem avanços importantes, como a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil por mês, cobrando do andar de cima. O avanço que a gente tem também em discussões que estão na mesa, como a questão do empreendedorismo, dos entregadores, dos motoristas de aplicativo, e ainda dizer que o Lula bateu no peito para encarar a luta pelo fim da jornada 6×1”, destacou.
Segundo a parlamentar, será necessário ampliar a mobilização popular e fortalecer a representação no Congresso Nacional para viabilizar novos avanços sociais. “A gente vai precisar avançar ainda mais em todos os programas sociais que temos. Vamos precisar de mais pressão popular para aumentar nossas bancadas, reverter essa cara de Congresso inimigo do povo e garantir que um eventual quarto mandato do presidente Lula seja um governo de avanços, como ele pode ter”, afirmou.
Luna encerrou sua participação ressaltando que a disputa política em curso exigirá unidade e organização dos setores progressistas. “A gente precisa ter o entendimento de que a disputa política que estamos travando é séria, forte e combativa. Com certeza teremos reação do lado de lá, por isso precisamos de muita união para avançar em diversos aspectos para o nosso país”, concluiu.
Lucros, reestruturação e os impactos para os trabalhadores
Na sequência, técnicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentaram uma análise sobre o desempenho do Santander e as transformações em curso no modelo de negócios da instituição. Os estudos, apresentados por Rosângela Vieira e Paula Reisdorf, apontaram que, mesmo em um cenário econômico de crescimento moderado e juros elevados, o banco tem mantido elevados níveis de rentabilidade ao mesmo tempo em que acelera a digitalização, fecha unidades físicas e reduz postos de trabalho.
Segundo Rosângela Vieira, embora o Santander tenha registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a estratégia adotada pela instituição está baseada em um modelo mais seletivo e automatizado, voltado aos clientes de alta renda e sustentado por uma forte redução de custos. “O banco continua extremamente rentável, mas essa rentabilidade vem acompanhada de uma profunda transformação operacional. A aposta em clientes de maior renda, na digitalização e no uso crescente da inteligência artificial tem sido acompanhada pelo fechamento de agências e pela redução dos quadros de pessoal”, destacou.
A técnica do Dieese observou que a instituição encerrou, somente em 2025, 323 agências e 256 postos de atendimento, além de reduzir em 10% o número de empregados efetivos, enquanto ampliou em 11% o contingente de terceirizados. “Os trabalhadores que permanecem no banco convivem com um aumento das atribuições, maior pressão por metas e um ambiente cada vez mais desgastante. Esse processo tem reflexos diretos sobre a saúde física e mental dos bancários e aumenta os riscos de adoecimento”, alertou.
Paula Reisdorf chamou a atenção para a mudança estrutural ocorrida no grupo Santander ao longo da última década. Segundo ela, a instituição promoveu uma verdadeira “desbancarização” da força de trabalho, transferindo atividades para subsidiárias e empresas controladas que não estão enquadradas na categoria bancária.
“Em 2015, cerca de 90% dos trabalhadores do grupo eram bancários. Hoje, essa proporção caiu para aproximadamente 50%. O banco criou ou adquiriu dezenas de empresas e deslocou uma parcela importante das atividades para estruturas com custos menores e direitos reduzidos”, explicou.
A técnica destacou que trabalhadores dessas subsidiárias estão submetidos a jornadas mais extensas e benefícios significativamente inferiores aos garantidos pela convenção coletiva dos bancários. “Há uma clara estratégia de substituição de empregos bancários por vínculos mais precarizados. Enquanto os custos com pessoal do banco diminuíram, as despesas com empregados das controladas cresceram mais de 120% nos últimos anos, evidenciando a transferência das atividades para estruturas mais baratas”, afirmou.
Paula também ressaltou que o Santander lidera o fechamento de unidades físicas entre os países em que atua. Entre 2019 e o primeiro trimestre de 2026, a instituição encerrou 63% das suas agências no Brasil. Após um período de expansão entre 2020 e 2024, o banco eliminou quase seis mil postos de trabalho em 2025 e outros 554 apenas nos primeiros meses deste ano. “Os números mostram um modelo de negócios cada vez mais enxuto, automatizado e dependente da terceirização. A questão que se coloca é quais serão os limites desse processo e quais os impactos sobre os trabalhadores e sobre o atendimento à população”, concluiu.
Construção da pauta e prioridades para a campanha
No período da tarde, os participantes se dedicaram à discussão e consolidação das propostas que irão compor a minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander, que será entregue ao banco na segunda-feira (21). Também foram definidos os encaminhamentos e as estratégias que orientarão a Campanha Nacional dos Bancários 2026.
“Foi um encontro muito positivo e alinhado à realidade dos trabalhadores do Santander. Estamos enfrentando desafios importantes, como o fechamento de agências, a precarização das condições de trabalho, as metas abusivas e a redução dos postos de trabalho. Ao longo dos debates, construímos estratégias de enfrentamento e definimos prioridades para a Campanha Nacional 2026. A base foi ouvida, as cláusulas foram amplamente discutidas e as reivindicações refletem aquilo que os bancários vivenciam diariamente. Seguiremos firmes na defesa dos direitos, do emprego, da saúde e da valorização dos trabalhadores bancários”, destacou Letícia Françoso, representante da Feeb SP/MS na COE Santander.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima destacou que o encontro reforçou a importância da construção coletiva das reivindicações e do fortalecimento da mobilização para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Este encontro mostrou, mais uma vez, a capacidade de organização dos trabalhadores do Santander. Conseguimos construir uma pauta que dialoga com os desafios atuais da categoria, incorporando novas demandas relacionadas à saúde, defesa do emprego e às condições de trabalho. Agora, nosso compromisso é transformar essas reivindicações em avanços concretos na renovação do Acordo Coletivo, fortalecendo direitos e ampliando conquistas para todos os bancários”, afirmou.
“Foi um dia bastante produtivo, de muito aprendizado. Vemos que as angústias dos bancários são as mesmas do Sindicato, e esse encontro nos ajuda a pensar coletivamente em como superar os desafios do nosso trabalho”, diz Patrícia Bassanin, representante da Feeb SP/MS, na COE Santander.
Fim do fechamento de agências físicas, garantia do emprego e impactos da Inteligência Artificial na organização do trabalho e na saúde dos trabalhadores estiveram no centro dos debates.
Representantes dos trabalhadores de todas as regiões do Brasil participaram, nesta sexta-feira (19), do Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú Unibanco, realizado em São Paulo. O evento reuniu 88 delegados e delegadas, além de 20 convidados, para debater a conjuntura política e econômica, os impactos da Inteligência Artificial (IA) sobre o emprego, o andamento das negociações com o banco e as propostas específicas para a Campanha Nacional dos Bancários de 2026.
“Nosso encontro foi muito positivo, principalmente por aprovar uma pauta de reivindicações bastante completa, com propostas para enfrentar os principais problemas que estamos vivenciando no Itaú”, avaliou a coordenadora nacional da COE/Itaú, Valeska Pincovai. “A união demonstrada aqui vai fazer a diferença, e tenho certeza de que saímos ainda mais fortalecidos para continuar a luta e a defesa dos nossos direitos”, completou.
Valeska destacou que a principal preocupação dos trabalhadores atualmente é a saúde, diante do aumento dos casos de adoecimento na categoria. “A cobrança pelo cumprimento das metas, o assédio moral e o medo de perder o emprego diante do fechamento de tantas agências têm adoecido os funcionários. E o banco demonstra um descaso total em relação a isso, ao dificultar o afastamento dos trabalhadores que necessitam de tratamento de saúde”, afirmou.
A coordenadora também chamou atenção para a situação dos aposentados e as dificuldades de permanência no plano de saúde após o encerramento da vida laboral. “Outra luta importante é a questão dos aposentados. Quando o trabalhador se aposenta, muitas vezes não consegue manter o plano de saúde em razão dos custos, o que representa uma injustiça depois de tantos anos de dedicação ao banco”, ressaltou.
Ao final do encontro, os participantes aprovaram a pauta de reivindicações específicas, incorporando todas as propostas apresentadas pelas federações. O documento unificado será entregue ao Itaú em 2 de julho, marcando o início das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários de 2026.
“Um ponto de extrema atenção é o uso da Inteligência Artificial, que deve servir para melhorar as condições de trabalho e o atendimento, mas não para justificar o fechamento de agências, a eliminação de postos de trabalho e a sobrecarga dos bancários”, destaca Daniele Miyachiro, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.
Cenário político e os desafios para a democracia
Na primeira mesa do Encontro Nacional, a presidenta do Instituto Lula e ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, iniciou sua análise de conjuntura ressaltando a importância da Campanha Nacional dos Bancários. No entanto, destacou que, em 2026, a missão da categoria ultrapassa a defesa de suas pautas específicas.“Nós sabemos que defender os nossos direitos passa por defender a democracia no Brasil e garantir a eleição de um governo democrático que esteja ao lado dos trabalhadores”, afirmou.
Segundo Ivone, essa tarefa se dará em um cenário complexo. Ao analisar a conjuntura global, ela apontou que o avanço da extrema direita no mundo e no Brasil está associado às múltiplas crises do capitalismo, que desmontaram o Estado de bem-estar social e aprofundaram as desigualdades. “Com isso, há uma perda generalizada da confiança nas instituições democráticas, como o governo e os sindicatos. E essa descrença tem impactos diretos sobre o governo Lula”, observou.
“Mesmo com uma conjuntura marcada por avanços e bons índices econômicos no terceiro mandato de Lula, as pesquisas mostram que 42% das pessoas consideram que a economia brasileira está pior do que há seis meses. Ou seja, o governo tem resultados sólidos, mas não consegue repetir a experiência subjetiva de mobilidade social vivida nos dois primeiros mandatos. O desempenho econômico não se traduz automaticamente em popularidade”, acrescentou.
Lucros recordes e redução da estrutura física do banco
A segunda mesa teve início com a apresentação da economista do Dieese e assessora da COE/Itaú nas negociações com o banco, Cátia Uehara, que analisou os resultados de 2025 e do primeiro trimestre de 2026.
Segundo a economista, os cinco maiores bancos em operação no Brasil registraram, juntos, lucro próximo de R$ 124 bilhões em 2025. Nesse cenário, o Itaú se destacou ao alcançar lucro recorde de R$ 46,8 bilhões, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. Nos três primeiros meses de 2026, o banco já acumula lucro de R$ 12,2 bilhões.
Ao abordar a evolução dos postos de trabalho e da rede física, Cátia ressaltou que o sistema financeiro vem reduzindo sua estrutura sem comprometer a lucratividade. “Os bancos estão conseguindo apresentar resultados bastante significativos com menos pessoas. Em apenas 12 meses, Banco do Brasil e bancos privados fecharam quase 13 mil postos de trabalho no país”, destacou.
Segundo ela, somente a holding Itaú extinguiu 3.535 postos de trabalho entre 2024 e 2025, encerrando dezembro de 2025 com um quadro de 82.693 trabalhadores.
A economista também destacou que o Itaú fechou 2.439 agências em dez anos e que a instituição mantém mais de 700 iniciativas de Inteligência Artificial generativa em desenvolvimento. “Os processos implementados até o momento já geraram a redução de 300 mil horas de trabalho pelos agentes de IA”, observou.
Inteligência Artificial, monitoramento digital e as demissões em massa
Após a análise do balanço, a assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e da COE/Itaú, Cynthia Valente, abordou os impactos da Inteligência Artificial sobre o emprego e relembrou o processo de demissões em massa ocorrido em setembro de 2025. “Fomos surpreendidos por um processo de demissão em massa no Itaú, que utilizou ferramentas digitais para monitorar seus trabalhadores e alegou baixa aderência como justificativa para desligar mais de mil bancários, a maior parte deles lotados no Ceic, em São Paulo”, resumiu.
Segundo Cynthia, não houve negociação prévia com a representação dos trabalhadores e, diante da intransigência do banco, foi necessário recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. “O Itaú insistia que os trabalhadores não estavam trabalhando, especialmente aqueles que estavam em trabalho remoto. Como a negociação não avançou, tivemos de adotar medidas mais firmes”, explicou.
A mediação resultou em um acordo aprovado em assembleia por 89,3% dos participantes e garantiu indenizações para os trabalhadores desligados. “Consideramos uma ação bastante vitoriosa, porque em uma ação coletiva os trabalhadores dificilmente teriam uma resposta tão rápida ou mesmo a garantia de receber esses valores”, avaliou.Negociações permanentes e as prioridades da campanha
A terceira mesa do encontro foi dedicada ao andamento das negociações permanentes com o Itaú. Valeska Pincovai apresentou as principais reivindicações debatidas com o banco, com destaque para o fechamento de agências e os programas de avaliação de desempenho Gera e Evolui. “Em síntese, temos reiterado nas negociações nossas reivindicações por garantia do emprego e pelo fim do fechamento de agências; por mais saúde mental e pelo combate às metas abusivas e ao assédio moral; além de condições dignas de trabalho, transparência e valorização dos trabalhadores”, resumiu.
Valeska também apresentou os avanços garantidos no Acordo Coletivo de Trabalho renovado em janeiro de 2026 e os resultados obtidos pela Comissão de Conciliação Voluntária após as demissões em massa ocorridas em 2025
Saúde, Gera e os grupos de trabalho específicos
Na sequência, foram apresentados informes sobre o andamento dos grupos de trabalho específicos. A coordenadora do GT de Saúde, Rosângela Lorenzetti, fez um balanço das discussões e dos encaminhamentos em curso, enquanto os representantes da COE atualizaram os participantes sobre as negociações relacionadas ao programa Gera e aos demais temas em debate permanente com o banco.
As discussões reforçaram a importância da mesa de negociação permanente e da mobilização dos trabalhadores para enfrentar os desafios colocados pela reestruturação do banco, pelo avanço da Inteligência Artificial e pela necessidade de garantir emprego, saúde e melhores condições de trabalho para todos os funcionários do Itaú.
Congresso reuniu representantes do funcionalismo do Banco do Brasil de todo o país e definiu eixos de luta para a Campanha Nacional 2026
Dirigentes da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram, nos dias 18 e 19 de junho, do 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB).
A Federação foi representada por Maria Aparecida da Silva, a Cida, integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), que compôs a mesa da plenária final do congresso.
O encontro reuniu cerca de 280 delegados e delegadas de todo o país e debateu temas estratégicos para o funcionalismo do BB, com foco na defesa do banco público, da Cassi, da Previ e de melhores condições de trabalho.
Entre os principais pontos discutidos estiveram:
Previ Os diretores eleitos destacaram a importância da comunicação permanente com associados e associadas, do fortalecimento da cultura previdenciária e da defesa do associativismo como pilares para manter a entidade sólida e sustentável.
Cassi Os debates abordaram os desafios da Caixa de Assistência, com destaque para a ampliação da rede credenciada, a sustentabilidade do sistema, a atenção primária à saúde e a segurança jurídica dos associados. Saúde e condições de trabalho: os participantes reforçaram a preocupação com o adoecimento da categoria, a pressão por metas e a necessidade de combater práticas que prejudiquem a saúde mental dos trabalhadores.
“Saímos deste congresso com o entendimento de que a defesa da Cassi e da Previ continua sendo prioridade para os trabalhadores do Banco do Brasil. Também reforçamos a luta pela isonomia dos incorporados, garantindo Cassi e Previ para todos, sem qualquer distinção. Não podemos aceitar que existam colegas com menos direitos. Ao mesmo tempo, seguimos cobrando melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e mais atenção à saúde dos funcionários”, destacou Lucas Lima, representante da Feeb SP/MS.
Campanha Nacional 2026 Na plenária final, foram aprovados os eixos que irão nortear a pauta de reivindicações do funcionalismo do Banco do Brasil, organizados em torno de condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde.
Para Maria Aparecida da Silva, a participação da Feeb SP/MS no congresso reforça o compromisso da Federação com a defesa dos funcionários do Banco do Brasil e com a construção coletiva da campanha.
“O CNFBB é um espaço fundamental para organizar as prioridades do funcionalismo do Banco do Brasil. Saímos deste encontro com debates importantes sobre saúde, previdência, remuneração e condições de trabalho, temas que impactam diretamente a vida dos colegas. A Feeb SP/MS seguirá atuando de forma firme na defesa da Cassi, da Previ, do banco público e dos direitos dos trabalhadores”, destacou Cida.
A minuta de reivindicações aprovada no congresso será entregue ao Banco do Brasil no dia 24 de junho. Em seguida, será definido o calendário das mesas de negociação.
Saúde, valorização profissional, defesa do emprego e fortalecimento da organização sindical estiveram no centro dos debates realizados em São Paulo
Representantes dos trabalhadores do Banco Mercantil do Brasil de todo o país se reuniram nesta sexta-feira (19), em São Paulo, para o Encontro Nacional dos Funcionários do BMB. A atividade integrou o calendário preparatório da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e da Campanha Nacional 2026, consolidando as principais reivindicações específicas dos empregados da instituição e as estratégias de mobilização para o próximo período.
Durante o encontro, os participantes acompanharam uma análise do balanço do primeiro trimestre do banco e debateram as demandas prioritárias dos trabalhadores. Entre os temas aprovados para compor a minuta específica estão o combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhorias no plano de saúde, ampliação dos programas de vacinação para dependentes, criação de auxílio farmácia, vale combustível com reembolso de pedágios, fortalecimento da segurança bancária e medidas para garantir os direitos de trabalhadores adoecidos ou vítimas de assaltos.
Também foram aprovadas propostas relacionadas à defesa do emprego, redução da rotatividade, contratação de mais funcionários, implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCS), criação de um programa próprio de Participação Complementar nos Resultados (PCR), ampliação do auxílio educacional e combate à discriminação, com foco em diversidade e inclusão.
Outro eixo importante das discussões foi a organização sindical. Os representantes defenderam a retomada das homologações nos sindicatos, a ampliação do acesso dos dirigentes sindicais aos locais de trabalho e o fortalecimento dos canais de comunicação com os funcionários.
O coordenador do encontro, Marco Aurélio Alves ressaltou que as discussões permitiram construir uma pauta conectada com a realidade dos trabalhadores do Mercantil e alinhada aos desafios da categoria bancária. “Este encontro reafirmou a importância da participação dos trabalhadores na construção das reivindicações. Conseguimos consolidar propostas que tratam de saúde, emprego, remuneração, qualificação e condições de trabalho, além de fortalecer a nossa organização para a Campanha Nacional 2026. A unidade e a mobilização serão fundamentais para transformar essas demandas em conquistas concretas para os funcionários do Mercantil”, afirmou.
“Tratamos de questões fundamentais para os trabalhadores do Mercantil, como saúde, valorização profissional, condições de trabalho e o combate às metas abusivas. São pautas que impactam diretamente o dia a dia dos funcionários e que precisam permanecer no centro das negociações para que possamos avançar em conquistas concretas para a categoria”, destacou Jaquelini Bertanha, representante da Feeb SP/MS no encontro.
Evento reuniu representantes de todo o país em São Paulo e consolidou as principais reivindicações que serão levadas às negociações da categoria bancária
Dirigentes sindicais de diversas regiões do país participaram, nos dias 18 e 19 de junho, do 52º Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais da CONTEC, realizado em São Paulo. O evento reuniu representantes de federações e sindicatos de todo o Brasil para debater os desafios atuais da categoria bancária e construir a minuta de reivindicações que orientará a Campanha Salarial dos Bancários de 2026.
A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) marcou presença com uma ampla delegação formada por dirigentes de seus sindicatos filiados, reforçando o compromisso da entidade com a construção coletiva das pautas nacionais e a defesa dos interesses dos trabalhadores do setor financeiro.
Durante os dois dias de atividades, os participantes acompanharam palestras e debates sobre temas estratégicos para o futuro da categoria, entre eles saúde mental, riscos psicossociais no ambiente de trabalho, os impactos da inteligência artificial nas relações laborais e os desafios atuais do Direito Previdenciário.
Além dos painéis temáticos, o encontro foi dedicado à discussão e aprovação das propostas que comporão a pauta de reivindicações da categoria. Entre os principais pontos definidos estão a reposição integral da inflação acrescida de 5% de ganho real, reajuste do piso salarial, além do fortalecimento de cláusulas relacionadas à saúde dos trabalhadores, prevenção dos riscos psicossociais, controle das metas de desempenho, condições de trabalho e proteção ao emprego diante do avanço das novas tecnologias.
Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Feeb SP/MS e secretário-geral da CONTEC, David Zaia, que representou o presidente da Confederação, Lourenço Prado, durante o encontro. Ao lado da diretoria da entidade, Zaia coordenou os debates e a construção das propostas que serão encaminhadas para negociação com os bancos.
“Construímos, ao longo destes dois dias, uma pauta que busca responder aos desafios atuais da categoria bancária. Além das reivindicações econômicas, avançamos em temas essenciais como saúde mental, riscos psicossociais, condições de trabalho e os impactos da inteligência artificial. O objetivo é garantir que a modernização do setor aconteça com responsabilidade, preservando direitos, valorizando os trabalhadores e fortalecendo a negociação coletiva”, destacou David Zaia.
O encontro também reforçou a unidade do movimento sindical bancário, reunindo lideranças de diferentes estados em torno de objetivos comuns para a próxima campanha salarial. A minuta aprovada será entregue à representação patronal no próximo dia 24, marcando o início das negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
A expressiva participação das delegações dos sindicatos filiados à Feeb SP/MS evidenciou o protagonismo da Federação nos debates nacionais e seu compromisso permanente com a defesa dos direitos, da valorização profissional e da qualidade de vida dos bancários.