Campanha Salarial: Trabalhadores Reivindicam Melhores Condições de Trabalho e Inclusão

Movimento sindical exige aumento de contratações, cumprimento da cota e garantia de acessibilidade para melhorar condições de trabalho e ascensão profissional de pessoas com deficiência

Trabalhadores iniciaram mais uma mesa de negociação da Campanha Nacional nesta quinta-feira (18). Com o tema “Saúde e Condições de Trabalho”, membros do Comando Nacional dos Bancários cobraram da Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban) mais inclusão e garantia de ascensão para pessoas com deficiência (PCDs). A Campanha Nacional visa a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com validade para dois anos após o término da vigência atual (que vai até 31 de agosto).

Além da ampliação do acesso ao emprego, os trabalhadores reivindicam ascensão, combatendo o capacitismo, para que todos tenham igualdade de oportunidade nos processos de carreira. Conforme levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os PCDs representam apenas 4% dos trabalhadores bancários. Nos cargos de liderança, o percentual é de apenas 2%.

Outra reivindicação é que mães e pais de pessoas com deficiência tenham a redução de jornada para acompanhamento médico e educacional dos filhos. A categoria também pede abono de faltas aos trabalhadores com deficiência, considerando que muitas vezes precisam se ausentar para ajustes técnicos de equipamentos e próteses ou para realizar terapias específicas.

Entre os dados apresentados, destacam-se as mulheres com deficiência, que representam 44% dos PCDs na categoria, enquanto 56% são homens. De acordo com o Dieese, os PCDs bancários têm remuneração média 37,6% inferior à das pessoas sem deficiência. Se for uma mulher negra PCD, a remuneração média é 48% inferior à média geral da categoria.

Neurodivergentes

Com relação aos neurodivergentes, trabalhadores ressaltaram a importância da inclusão de pessoas com diferenças neurológicas variáveis, como TDAH e autistas. É fundamental que estas pessoas possam discutir suas necessidades de adaptação sem medo de retaliação. Pessoas autistas, por exemplo, precisam de um ambiente de trabalho adequado para seu desempenho.

“A inclusão é um pilar fundamental para um ambiente de trabalho mais justo. Na mesa de negociações de hoje, reforçamos a necessidade de garantir que todos os trabalhadores, especialmente aqueles com deficiência e neurodivergentes, tenham as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional. Precisamos de compromissos claros dos bancos para promover um ambiente inclusivo, onde todos possam exercer suas funções com dignidade”, afirma Lourival Rodrigues, representante da Feeb SP/MS.

Outras reivindicações:

– Adequação do ambiente de trabalho;

– Proibição de transferência involuntária de PCDs;

– Comissão bipartite para inclusão de PCDs;

– Capacitação e inclusão de PCDs;

– Financiamento de veículos e estacionamento exclusivo;

– Abono de faltas e aumento de auxílio para pais com filhos PCDs.

A Fenaban reconheceu a necessidade de mais informações e se comprometeu a discutir as demandas com os bancos.

Calendário de Negociações

 Julho
25/07 – Saúde e condições de trabalho: combate aos programas de metas abusivas

Agosto
6 e 13/08 – Cláusulas econômicas
20/08 – Em definição
27/08 – Em definição

Fonte: Feeb SP/MS

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COE Santander reitera defesa dos direitos dos empregados durante negociação com o banco

A garantia do emprego foi um dos principais temas reivindicados

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander deu início às negociações do acordo específico com o banco, na tarde desta terça-feira (16). A defesa dos direitos dos trabalhadores e a garantia do empregos foram os principais temas debatidos.

O movimento sindical cobrou o fim das demissões e os números de agências, postos de atendimentos bancários (PABs), funcionários e terceirizados. “Os funcionários do Santander estão apavorados com as terceirizações ocorridas no banco e nossa principal reivindicação é de que esse processo seja interrompido e que as áreas já terceirizadas sejam revertidas para o trabalho bancário”, disse Ana Stela Alves de Lima, representante da Feeb SP/MS, na COE Santander.

As rodadas de negociações visam a renovação do acordo específico do banco (a ACT), com validade para dois anos após término da vigência atual (que vai até 31 de agosto). A minuta de reivindicações aprovada durante o Encontro Nacional dos Funcionários do Santander foi apresentada pela COE/Santander ao banco no dia 10 de junho . O documento foi elaborado com a participação ativa da Feeb SP/MS e busca atender às demandas atuais do cenário bancário.

Veja as principais reivindicações

1. Manutenção das Cláusulas Vigentes
– Reafirmamos a importância da manutenção integral das cláusulas vigentes no acordo atual, garantindo a preservação dos direitos conquistados pelos trabalhadores.

2. Combate à Terceirização
– Propomos a inclusão de cláusula específica para combater a terceirização no banco, assegurando que todas as atividades-fim sejam realizadas por empregados diretos do Santander, conforme indicado pela Feeb-SP/MS. Esta medida visa garantir a qualidade dos serviços prestados e a segurança dos empregos.

3. Direito à Desconexão
– Demandamos a inclusão de uma cláusula que assegure o direito à desconexão dos trabalhadores fora do horário de expediente, respeitando o tempo de descanso e lazer dos empregados, conforme as melhores práticas de bem-estar no trabalho.

Conclusão

Para o movimento sindical a implementação destas reivindicações é fundamental para a valorização dos trabalhadores e para a construção de um ambiente de trabalho justo e sustentável no Santander. A expectativa é que as propostas sejam analisadas e incorporadas ao próximo acordo.

As próximas reuniões serão realizadas nos dias 26 de julho e 2 e 9 de agosto, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Fonte: FEEB SP/MS

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Campanha Salarial: Bancários debatem igualdade de oportunidades em mesa de negociação

65% das bancárias apontam igualdade de oportunidades como prioridade

A mesa de negociação entre o movimento sindical e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) realizada nesta quinta (11/07), em São Paulo, teve como tema Igualdade de Oportunidades. Durante a negociação a representação dos bancários reivindicou Igualdade salarial; mulheres no setor da Tecnologia da Informação da Categoria Bancária; Cotas para ingresso do público trans, além de programas de capacitação de gestores para coibir práticas discriminatórias; e Ações que inibam a prática do Assédio Sexual.

Censo da Diversidade

O Comando Nacional destacou dados da Consulta Nacional da Categoria Bancária, realizada neste ano com quase 47 mil trabalhadores do setor de todo o país, onde o tema Igualdade de Oportunidade apareceu na 5ª colocação entre as prioridades da classe, relacionadas às cláusulas sociais. Entretanto, quando analisado separadamente as respostas de homens e mulheres, Igualdade de Oportunidade apareceu na 1ª colocação para 65% das mulheres, atrás de outros temas das cláusulas sociais, como manutenção de direitos, combate ao assédio moral e emprego. Enquanto que, para a maioria dos homens, manutenção de direitos é que aparece na 1ª colocação, ficando Igualdade de Oportunidade somente na 6ª posição.

De acordo com o movimento sindical, o resultado aponta que as mulheres bancárias percebem claramente a situação de desigualdade salarial entre gêneros e de ascensão profissional dentro das empresas. Além disso, os números demonstrados revelam a existência de grande desigualdade salarial e de acesso no setor bancário, com base em relatório elaborado pelo Dieese a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2022, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Recorte nacional

Apesar de representarem quase 48% da categoria, as bancárias têm remuneração média 20% inferior à remuneração média dos homens bancários. O recorte racial revela uma distorção ainda pior: as mulheres bancárias negras (pretas e pardas) têm remuneração média 36% inferior à remuneração média do bancário branco.

Por conta dessa diferença, para que as mulheres negras bancárias recebam a mesma remuneração que os colegas homens e brancos, elas teriam que trabalhar num mês de 48 dias ou mais 7 meses do ano para haver igualdade salarial.

O cenário do mercado de trabalho no país mostra que as mulheres recebem cerca de 22% menos de remuneração que os homens, o que revela que no retrato da categoria não é muito diferente. Representantes reforçaram a preocupação e a importancia do combate às desigualdades.

As desigualdades salariais de gênero se repetem em praticamente todos os cargos do setor bancário, mas se aprofundam nos cargos de liderança, onde elas recebem cerca de 25% menos que seus pares, e quanto maior for a escolaridade, onde as bancárias com doutorado recebem 61% da remuneração média dos homens bancários também com doutorado. As mulheres recebem mais que os homens em apenas 2,8% do total das ocupações no setor bancário.

Questão racial

Apesar de negros e negras representarem mais de 56% da população, segundo o IBGE, compõem 26,2% da categoria bancária, sendo que as mulheres negras apenas 12% do total de trabalhadores no setor. Esse dado, da Rais de 2022, mostra uma leve melhora no setor, considerando que, dez anos antes, em 2012, negros e negras representavam 18,9% da categoria.

Também há diferença salarial significativa entre homens bancários brancos e negros, com o segundo grupo recebendo remuneração média de 78,9% da remuneração média dos brancos.

Redução de mulheres na TI

Os bancários também mostraram que está havendo uma redução de mulheres contratadas em todos os cargos do setor. Entre janeiro de 2020 e maio de 2024, houve redução de 11.514 postos. Porém, quando é feito o recorte de gênero, o saldo positivo de emprego bancário entre homens foi de 1.331 postos, enquanto para as mulheres, foram eliminados 12.845 postos. Portanto, a cada um homem contratado no período, nove mulheres foram desligadas.

Nesse período, na área que teve mais contratação nos bancos, a de TI, ocorreram 19,9 mil admissões, porém, desse total 78% das vagas foram destinadas aos homens e o restante (22%) às mulheres.

Canais de combate ao assédio

A secretária da Mulher da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, cobrou informações sobre a implementação das cláusulas conquistadas nas campanhas de 2020 e 2022, de prevenção e combate à violência doméstica e familiar e de combate ao assédio sexual.

“Queremos os números, saber quantas são e a forma como as mulheres vítimas foram atendidas, se foram acolhidas realmente, protegidas e não revitimizadas”, explicou Fernanda, apresentando, em seguida, os números dos canais “Basta! Não irão nos calar”, programa de assessoria jurídica humanizada a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, de iniciativa do movimento sindical bancário.

“Atualmente temos 13 canais, com 449 mulheres já atendidas: desse total, foram geradas 235 medidas protetivas, com base na Lei Maria da Penha”, destacou.

Outras reivindicações

– Cumprimento da Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, especificamente no ponto sobre o Relatório de Transparência Salarial:

  • >Correção e adequação dos relatórios divulgados;
  • >Que divulguem os dados por empresa e não somente por estabelecimento (CNPJ);
  • >Que tragam o número absoluto de trabalhadores e trabalhadoras;
  • >E que os relatórios sejam compartilhados com os trabalhadores e com o Comando Nacional dos Bancários, para facilitar o acompanhamento.

– Realização do 4º Censo da Diversidade da categoria, o último foi divulgado em 2019.

Neste ponto, os trabalhadores lembraram que a realização do Censo da Diversidade é um compromisso firmado na CCT para ser realizado a cada cinco anos, período vencido.

– Olhar especial para as trabalhadoras e os trabalhadores transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo, para que, além de terem acesso às vagas no setor, consigam permanecer e ascender na carreira.

Um dos exemplos bem sucedidos no setor, que foi destacado pelos trabalhadores, é o caso do Banrisul, que abriu um concurso público com cota de 1% para a população trans, e teve esse percentual superado no processo seletivo. Existe ainda um ordamento para que órgãos do governo federal tenham reserva de vagas em concursos públicos para transexuais e indígenas.

– Adesão de todos os bancos ao Programa Empresa Cidadã, para que todos pratiquem a licença maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias.

– Programas de promoção de acesso à ascensão de negros e negras, além de igualdade salarial para toda a categoria.

– Programas de promoção para acesso e permanência de mulheres nas áreas de TI.

– Balanço, por bancos, sobre a implementação e realização dos programas de combate ao assédio e de violência doméstica.

Esta é a terceira mesa de negociação dentro do calendário com a Fenaban, que é parte das ações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, cuja data base é 1º de setembro.

As mesas anteriores abordaram: defesa do emprego do bancário (e representação de todo o ramo) e  cláusulas sociais (com foco na apresentação da proposta de redução da jornada de trabalho de cinco para quatro dias semanais, sem perdas salariais, e de reajustes nas verbas relacionadas ao teletrabalho).

“Acreditamos que, com união e determinação, conseguiremos alcançar uma igualdade de oportunidades real, onde cada trabalhador e trabalhadora tenha condições justas e dignas para desenvolver sua carreira. Seguiremos firmes na luta por um ambiente de trabalho mais inclusivo e equitativo para todos”, destacou Ana Stela Alves de Lima, representante e vice-presidente da Feeb SP/MS.

Calendário

Julho
18 e 25/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e combate aos programas de metas abusivas

Agosto
6 e 13/08 – Cláusulas econômicas
20/08 – Em definição
27/08 – Em definição

Fonte: Feeb SP/MS

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Trabalhadores cobram redução da jornada de trabalho

Comando Nacional também reivindica reajustes de verbas das cláusulas de Teletrabalho

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta terça-feira (2) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a segunda mesa de negociação para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais foi a principal pauta do dia. No âmbito das negociações, trabalhadores apresentaram dados de pesquisas, com base em projetos pilotos, realizados dentro e fora do país, com impactos positivos na saúde física e mental de funcionários, na redução de faltas no trabalho, além de ganhos na produtividade e na receita das empresas.

Reginaldo Lourenço Breda, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), afirmou: “A redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais não é apenas uma necessidade dos trabalhadores, mas uma medida estratégica que beneficia tanto os funcionários quanto as empresas. Estudos demonstram que a produtividade não é afetada negativamente, e há evidências claras de melhorias significativas na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Além disso, essa mudança pode gerar mais oportunidades de emprego, contribuindo para um mercado de trabalho mais equilibrado e inclusivo. Estamos comprometidos em lutar por essas mudanças que trazem benefícios reais e tangíveis para todos os envolvidos.”

Dados

No Brasil, a 4 Day Week Global iniciou testes em janeiro deste ano com 21 empresas. Resultados parciais do projeto mostram que 61,5% apresentaram melhoria na execução de projetos; 58,5% melhoria na criatividade e inovação; 44,4% melhoria na capacidade de cumprir prazos; e 33,3% na capacidade de angariar clientes.

Para os trabalhadores, os resultados parciais relevantes foram: 64,5% tiveram redução de exaustão frequente por causa do trabalho; 50% redução na insônia; 46,3% praticaram exercício mais de 3 vezes na semana; e 27,1% foi o aumento de quem dorme mais de 8 horas por noite.

Durante a negociação o Comando Nacional informou que a jornada de quatro dias semanais apareceu como prioridade para 42% dos trabalhadores que responderam à Consulta Nacional dos Bancários de 2024, aparecendo somente atrás de manutenção de direitos (70%); emprego (49%) e combate ao assédio moral (45%).

Impactos positivos na vida dos trabalhadores como melhorias na saúde física e mental, menos esgotamento, insônia e fadiga foram evidenciados. Trabalhadores destacaram ainda que a mudança não reduziria a produtividade, podendo até aumentar.

Potencial de geração de empregos

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.

Se a jornada reduzida fosse implementada entre os trabalhadores com jornada semanal de 30 horas, o potencial de geração de emprego seria de mais de 240 mil vagas, ou 55,5% do total que existe hoje.
Já, se a redução da jornada fosse implementada apenas na área de TI dos bancos privados, o potencial de geração de empregos seria de mais de 7 mil, aumento 25% no volume atual de postos.

Projeto piloto

A coordenação do Comando Nacional dos Bancários chegou a sugerir a criação de um projeto piloto e enfatizou a importância da redução da jornada para saúde do trabalhador.
Os representantes dos bancos afirmaram que vão levar o pedido para avaliação das direções das empresas.

Teletrabalho

Os trabalhadores pediram à Fenaban o número de profissionais que hoje estão atuando em home office, seja no sistema híbrido ou totalmente remoto.

A Fenaban disse que no Brasil, atualmente, 33% dos bancários estão em teletrabalho, ou seja, 143 mil. Do total de bancários em teletrabalho, 91% estão no modelo híbrido e 9% no modelo totalmente remoto.

A Fenaban disse que não há garantia, sequer, de manutenção do percentual de pessoas em teletrabalho. O Comando respondeu reforçando a cobrança por ampliação do home office.

Verbas do teletrabalho

O Comando Nacional reivindicou também a ampliação do valor da ajuda de custo, aos trabalhadores que atuam em home office. Na CCT de 2022, houve a conquista de ajuda de custo anual de R$ 1.036,80, com reajuste pelo INPC + 0,5% de ganho real em 2023, elevando o valor desde o ano passado para R$ 1.084,29/ano ou R$ 90,36/mês.

Segundo relatório do Dieese, entre 2019 e 2023, os cinco maiores bancos do país reduziram as despesas administrativas (com aluguel, água, energia, gás, materiais, reparação, segurança e vigilância, por exemplo) em 17%. Somente entre 2022 e 2023, essa redução foi 3%.

Por outro lado, nos itens que impactam o teletrabalho na categoria, como despesas domésticas, ar-condicionado, aluguel e taxas, energia elétrica residencial e plano de telefonia móvel, aumentaram significativamente.

A título de comparação, categorias de outros setores pagam valores superiores de auxílio home office. De 13 acordos analisados, a média é de R$ 141. Há também alguns bancos que pagam auxílios maiores, a partir de R$ 100 ao mês, chegando a R$ 210, no caso do JP Morgan e R$ 364,40 por mês, no caso do Banco Paulista.

Mobilizações

Após a reunião com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários decidiu que irá organizar uma plenária entre os profissionais em teletrabalho.

Além disso, orientou a manutenção de mobilizações sobre o tema, para reforçar as conquistas em Teletrabalho e impedir a retirada de direitos por parte dos bancos.

Calendário das próximas reuniões

Julho

11/07 – Igualdade de oportunidades
18 e 25/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e combate aos programas de metas abusivas
Agosto

6 e 13/08 – Cláusulas econômicas
20/08 – Em definição
27/08 – Em definição

Fonte: Feeb SP/MS, com informações Contraf Cut.

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Feeb SP/MS participa da primeira mesa de negociação da Campanha Nacional 2024

Comando Nacional cobra garantia do emprego e de direitos em encontro com a Fenaban

Contraf – CUT

A primeira mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi realizada nesta quarta-feira (26). A reunião, que marca o início da Campanha Nacional 2024, teve como foco as discussões sobre emprego e tecnologia, temas essenciais para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

Lourival Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, representou a Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) no encontro. “É fundamental que as negociações abordem não apenas os impactos imediatos da terceirização e pejotização, mas também as consequências de longo prazo para a qualidade do atendimento bancário e para a segurança dos trabalhadores. Estamos aqui para garantir que os direitos dos bancários sejam preservados e respeitados”, afirmou Rodrigues.

As principais questões abordadas incluíram a terceirização, citando especificamente o caso do Santander, e a pejotização como formas de burlar o trabalho bancário. O Comando também propôs à Fenaban a assinatura de um pré-acordo para garantir a ultratividade, e cobrou o retorno das homologações de rescisões contratuais aos sindicatos. A mesa também discutiu o impacto da inteligência artificial no emprego bancário.

Contraf – CUT

Em resposta, a Fenaban afirmou que levará as demandas apresentadas aos bancos para análise.

A próxima mesa de negociação está marcada para o dia 2 de julho e abordará as Cláusulas Sociais.

David Zaia, presidente da Feeb SP/MS, destacou a importância do processo:

“Nossa expectativa é que a negociação seja conduzida de forma eficiente, rápida, mas com tempo adequado para discutir todas as nossas reivindicações. Que possamos concluir com uma convenção que respeite os bancários, que garanta os seus direitos, a realidade para todos os trabalhadores e, acima de tudo, que faça justiça à importância do trabalho dos bancários”, concluiu.

Dados apresentados

Durante a primeira negociação o Comando Nacional ressaltou dados da RAIS (base de dados estatísticos, organizados pelo Ministério do Trabalho e Previdência), entre 2012 e 2022, que demonstra que a categoria bancária saiu de 513 mil pessoas para 433 mil, ou seja, uma redução de 16% (79,5 mil). No mesmo período, as demais categorias do ramo financeiro aumentaram em 72% os postos de trabalho, passando de 323 mil para 555 mil.

Nos últimos cinco anos as pequenas cidades ficaram desassistidas do serviço bancário e foram impactadas com o fechamento das 3 mil agências bancárias no total. O Comando Nacional também destacou a informação apontada na Consulta Nacional deste ano, que demonstra que a principal preocupação para 68% dos trabalhadores dos bancos privados é com a garantia do emprego.

A Fenaban alegou que as vagas de emprego dependem de crescimento econômico. O Comando, então, propôs a assinatura de uma carta conjunta para cobrarem do Banco Central a redução da taxa básica de juros, a Selic, que está em um percentual que faz com que o Brasil tenha um dos maiores juros reais do mundo, comprometendo o desenvolvimento do setor produtivo e a criação de empregos.

Terceirização

Com base em levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Comando apontou também que, em 2023, os bancos aumentaram em 22% a contratação de profissionais de TI, porém, no mesmo ano, houve um aumento de 89% de profissionais terceirizados nesta mesma área. Os representantes dos trabalhadores destacaram o caso do Santander, que vem substituindo bancários por contratados PJ, com salários de R$ 1.500, além de uma remuneração variável. Esses mesmos funcionários têm acesso ao sistema do banco e atendem aos clientes, sendo que, em alguns lugares, há relatos de que chegam a realizar cinco visitas ao dia.

Manifestação  

Durante a reunião, bancários de todo o país se mobilizaram nas redes sociais com a hashtag #JuntosPorEmprego, resultando em mais de 136 mil reações e alcançando o 1º lugar nos tópicos mais comentados da rede X (ex-Twitter) no Brasil.

Minuta

A minuta de reivindicações foi apresentada pelo Comando Nacional à Fenaban na última terça-feira (18). O documento passou por diversas etapas, incluindo conferências regionais e estaduais, a Consulta Nacional dos Bancários e a aprovação final na 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, com aprovação de mais de 95% dos votantes.

A minuta de reivindicações para a Campanha Nacional 2024 inclui nove eixos principais:

– Aumento real de 5% (inflação + 5%), PLR maior e ampliação de direitos

– Fim do assédio e dos instrumentos adoecedores na cobrança de metas

– Representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro

– Defesa dos empregos, considerando os avanços tecnológicos no trabalho bancário

– Redução da taxa de juros para induzir o crescimento econômico e geração de emprego e renda

– Reforma tributária: tributar os super ricos e ampliar a isenção do IR na PLR

– Fortalecimento das entidades sindicais e da negociação coletiva

– Ampliação da sindicalização

– Fortalecimento do debate sobre a importância das eleições de 2024 para a classe trabalhadora na defesa de seus direitos e da democracia: eleger candidatos e candidatas que tenham compromisso com as pautas dos trabalhadores

Calendário de negociação:

Os próximos temas a serem discutidos incluem emprego, cláusulas sociais, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho, e cláusulas econômicas.

Julho
2/07 – Cláusulas sociais
11/07 – Igualdade de oportunidades
18 e 26/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e combate aos programas de metas abusivas

Agosto
6 e 13/08 – Cláusulas econômicas
20/08 – Em definição
27/08 – Em definição

Fonte: Feeb SP/MS.

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COE entrega minuta de reivindicações ao Itaú

Documento destaca prioridades como convênio médico, diversidade e condições de trabalho; banco se compromete a acompanhar a relocação de trabalhadores e oferece empréstimo social no Rio Grande do Sul

Na manhã desta terça-feira (25), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) apresentou ao banco Itaú a minuta de reivindicações, resultado do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em São Paulo, no dia 6 de junho. A minuta define como pontos prioritários o convênio médico, a diversidade e o setor financeiro. A pauta permanente abrange temas como emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho, segurança e previdência. De acordo com a representação da COE Itaú, há preocupação com a instabilidade nas instituições financeiras, a transformação tecnológica e a redução de postos de trabalho, fatores que têm aumentado a pressão e os casos de adoecimento entre os trabalhadores. Para os representantes a expectativa é a de que as negociações com o Itaú tragam soluções para esses desafios.

Representantes dos trabalhadores destacaram os lucros anuais do banco que superam R$ 35 bilhões, e demonstram, portanto, capacidade para preservar empregos, ampliar direitos e debater a construção do setor.

As negociações terão como foco inicial a melhoria do plano de saúde para aposentados e ativos, além de questões relacionadas à diversidade e à representação dos trabalhadores. O Itaú comprometeu-se a desenvolver um programa mais democrático e transparente, permitindo à COE acompanhar o processo de relocação dos trabalhadores após o fechamento de agências. A importância de negociar as demandas específicas dos funcionários, especialmente diante das incertezas geradas pelo fechamento de agências e problemas com o plano de saúde também foi reforçada pela Coe.

Durante o encontro o banco anunciou a liberação de um Empréstimo Social para os funcionários do Rio Grande do Sul, como parte das iniciativas discutidas na reunião.

Walmir Gomes, representante da Feeb SP/MS que esteve presente na entrega, comentou: “A entrega da minuta é um passo crucial para assegurar que os trabalhadores do Itaú tenham suas necessidades e preocupações devidamente representadas. Esperamos que o banco se mostre receptivo às demandas, especialmente considerando seu lucro expressivo. Acompanhar de perto a relocação dos funcionários e melhorar o plano de saúde são passos essenciais para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e justo.”

Fonte: Feeb SP/MS

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⏱️Das 9h às 11h

🟢Vamos movimentar as redes, com a hashtag #JuntosPorEmprego

📣Por emprego digno e assegurado em todos os nossos direitos ✊

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TUITAÇO

Trabalhadoras e trabalhadores bancários realizarão, nesta quarta-feira (26), um tuitaço, na Rede X, das 9h às 11h, para mobilizar a categoria contra demissões e terceirizações no setor. A ação acontece no dia em que o Comando Nacional dos Bancários se reunirá com a Fenaban, para debater a defesa dos empregos, na primeira mesa de negociações como parte das negociações da Campanha Nacional de 2024. #JuntosPorEmprego

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Feeb SP/MS participa de 51º Encontro Nacional CONTEC

Evento em Uberlândia debateu temas de interesse da categoria bancária e aprovou pautas de reivindicações para a Campanha Nacional dos Bancários.

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, representada por seus sindicatos filiados, marcou presença no 51º Encontro Nacional Contec, realizado nos dias 20 e 21 de junho, em Uberlândia, Minas Gerais.

O evento reuniu líderes sindicais que debateram temas de interesse da categoria e teve como objetivo fortalecer a luta por melhores condições de trabalho para bancárias e bancários de todo o país.

A Feeb SP/MS contou com ampla participação no evento, com a presença de representantes dos Sindicatos dos Bancários de Araçatuba, Corumbá, Franca, Jaú, Lins, Marília, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Tupã, Venceslau e Votuporanga.

Além de palestras sobre temas ligados à conjuntura econômica e ao cenário atual no setor bancário, a programação contou a apresentação de pautas de reivindicações e debates.

David Zaia, presidente da Feeb SP/MS, secretário-geral da Contec e vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores, destacou a importância do encontro para a união dos bancários e o fortalecimento das reivindicações da categoria. “O 51º Encontro Nacional da Contec foi fundamental para alinharmos nossas pautas e estratégias. Discutimos profundamente as condições de trabalho e a necessidade de avanços significativos nas negociações com os bancos. A presença expressiva de nossos sindicatos reforça a coesão e a determinação de nossa luta por direitos e melhores condições para os bancários em todo o país”, afirmou Zaia.

Entre os resultados obtidos no encontro está a aprovação das pautas de reivindicações para a Campanha Nacional dos Bancários, que deverá ser entregue pela entidade à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na próxima semana. Também foram aprovadas as minutas a serem apresentadas ao Banco do Brasil e à Caixa, além da aprovação, por unanimidade, de uma nota de repúdio contra a proposta de pagamento de remuneração variável aos dirigentes da Funcef, aprovada pela Diretoria Executiva da Caixa.

Fonte: Feeb SP/MS

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Trabalhadores do Itaú entregam pauta específica de reivindicações no dia 25

Documento é resultado do encontro nacional, realizado em São Paulo, no dia 6 de junho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) vai entregar a minuta específica de reivindicações ao Itaú na próxima terça-feira (25). O documento servirá de base para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do banco.

As reivindicações foram construídas a partir dos debates nas Conferências regionais e estaduais, e no Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú, realizado em São Paulo, no dia 6 de junho.

Os principais pontos da pauta são emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho, plano de saúde, remuneração, previdência, segurança bancária e diversidade.

Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), representante na COE Itaú, destacou a importância de enfrentar os desafios no setor financeiro, incluindo mudanças tecnológicas e avanços da inteligência artificial, “Buscamos soluções para preservar os empregos e garantir os direitos dos bancários, para isso, é essencial mantermos o canal de negociação aberto com o banco”, disse.

Fonte: Feeb SP/MS