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CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito

Modelo apresentado pelo banco exige dez ações para o primeiro delta e outras dez para o segundo, além de vincular a progressão ao Alcance.Caixa; Super Caixa, PLR Social e Saúde Caixa também foram debatidos

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa rejeitou, nesta sexta-feira (31), em São Paulo, a proposta apresentada pelo banco para a sistemática de Promoção por Mérito dos anos-base 2026 e 2027. Para a representação das empregadas e dos empregados, o elevado número de requisitos e a inclusão do Alcance.Caixa dificultariam excessivamente a conquista dos deltas, sobretudo para quem trabalha na rede de agências e impediria que o pagamento seja realizado em janeiro.
A discussão ocorreu durante a quarta reunião de negociações específicas com a Caixa, que integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026. Além da Promoção por Mérito, a mesa tratou da remuneração variável, do Super Caixa, da PLR Social e do Saúde Caixa.
“A proposta apresentada pela Caixa não considera as condições reais de trabalho. Para conquistar o primeiro delta, seriam necessárias dez ações. Para o segundo, o empregado precisaria completar outras dez e ainda depender do resultado do Alcance.Caixa. Na prática, o banco criaria uma série de obstáculos para impedir que grande parte do quadro avance na carreira”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
A Promoção por Mérito é uma conquista da organização dos trabalhadores e da negociação coletiva. Cada delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. Ao propor que o Alcance.Caixa seja um dos critérios, o próprio banco admite que o pagamento seria realizado apenas após a divulgação do balanço anual da empresa. 
No caso da progressão referente ao ano-base 2026, a CEE cobra que o pagamento seja efetuado em janeiro de 2027. Os deltas relativos a 2025 somente foram creditados em abril de 2026, reduzindo o efeito financeiro da progressão para os empregados.

Proposta dificulta acesso aos deltas

A Caixa propôs uma sistemática válida por dois anos. A definição antecipada foi considerada positiva pela representação dos empregados, mas não compensou os problemas existentes nos critérios. Para 2027, apesar de manter a estrutura do programa, o banco pretende divulgar as ações que integrarão cada bloco somente até o fim do primeiro trimestre daquele ano.
A proposta divide os requisitos dos empregados ativos em dois blocos: Saúde em Dia, formado por ações de capacitação, saúde e qualidade de vida; e Estratégia Caixa, composto por cursos vinculados ao planejamento estratégico do banco. 
 

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A CEE ressaltou que os empregados da rede de agências não possuem as mesmas condições dos trabalhadores das áreas-meio e da matriz para realizar uma grande quantidade de cursos durante o expediente. Mesmo o tempo de capacitação previsto no Acordo Coletivo de Trabalho não é assegurado em muitas unidades.
“Não existe igualdade de condições entre quem trabalha na matriz e quem está diariamente no atendimento. Nas agências, as empregadas e os empregados enfrentam filas, metas, falta de pessoal e sobrecarga. Criar uma extensa lista de cursos como requisito para o delta significa excluir justamente quem tem menos condições de realizá-los”, afirmou o representante da Fetrafi-MG, Clotário Cardoso.
A representação reivindicou a redução expressiva do número de ações, a exclusão do Alcance.Caixa e a garantia de tempo efetivo, dentro da jornada, para capacitação.
A proposta prevê como impedimentos, entre outros pontos, menos de 180 dias de efetivo exercício no ano-base, estar na última referência salarial do PCS, penalidade de suspensão, registro de censura ética, reincidência de advertência nos últimos cinco anos, falta não justificada e contrato suspenso ou extinto.
A Caixa informou que analisará as ponderações apresentadas e deverá elaborar uma segunda versão da proposta. Um avanço confirmado pelo banco foi a aceitação dos comprovantes de vacinação contra a gripe emitidos pelo Sistema Único de Saúde, por clínicas particulares ou pela própria campanha interna da Caixa.

Super Caixa precisa ser negociado

Na discussão sobre renda variável, a CEE voltou a reivindicar que o Super Caixa e quaisquer outros programas que gerem renda para os empregados sejam negociados com a representação dos trabalhadores. A CEE defende o “vendeu, recebeu” e o pagamento de bônus para todos, e que a distinção feita pelo banco entre “remuneração” e “premiação” não elimina o impacto desses valores na renda e na organização financeira das famílias.
A representação cobrou transparência, acesso permanente às informações de desempenho e definição de todas as regras antes do início do período de apuração. Também exigiu que os critérios não sejam alterados durante o ciclo e que tenham o mesmo grau de complexidade para empregados da rede, das centralizadoras, das áreas-meio e da matriz.
A CEE reivindicou ainda a retirada dos índices de Negócios Sustentáveis (NS) e de satisfação dos clientes (CSAT) como redutores dos valores a serem pagos.
“Quem vendeu precisa receber. Não é aceitável que o empregado entregue o resultado e depois perca o pagamento por causa de NS, CSAT ou de regras alteradas no decorrer do programa. Esses indicadores transformam uma suposta premiação em punição e aumentam a pressão e o adoecimento”, afirmou o representante da Fetraf-RJ/ES, Ronan Teixeira.
A representação manteve a defesa do princípio “vendeu, recebeu” e de bônus para todos. Segundo a CEE, os resultados são construídos coletivamente, inclusive pelos empregados responsáveis pelo atendimento social e pelos serviços que permitem que outros trabalhadores se dediquem diretamente aos negócios.
Dados divulgados pela própria Caixa reforçam a contribuição do quadro de pessoal para os resultados. Em maio de 2026, os prêmios de seguros emitidos pela Caixa cresceram 8,5% em relação ao mesmo mês de 2025, diante de alta de 5,9% no restante do mercado. No acumulado dos cinco primeiros meses, o crescimento da Caixa foi de 8,3%, contra 6,9% do mercado sem a instituição.

PLR Social

A CEE também cobrou o pagamento integral da PLR Social. A minuta específica reivindica uma parcela equivalente a 6% do lucro líquido, distribuída linearmente, sem limite individual e sem compensação com a regra geral da PLR.
A pauta inclui ainda a eliminação dos atuais limitadores, transparência na metodologia de cálculo, acompanhamento pelas entidades sindicais e mecanismos de governança paritária na definição e validação dos indicadores.
A Caixa respondeu que a reivindicação está na mesa e será debatida posteriormente. Para a CEE, a PLR está entre as parcelas mais aguardadas pelos trabalhadores e precisa reconhecer efetivamente os resultados construídos pelo quadro de pessoal.
A CEE também cobrou em mesa o pagamento do 1% da PLR Social de 2020, que deixou de ser paga em 2021. O percentual a ser pago é de 4%, distribuído linearmente entre os empregados. Na ocasião a Caixa pagou apenas 3%.

Relatório do Saúde Caixa

Na segunda parte da reunião, a Caixa antecipou para a CEE o Relatório de Administração do Saúde Caixa referente a 2025. A divulgação pública será realizada na próxima segunda-feira (3). De acordo com os dados, o plano terminou o ano com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Ativos e seus dependentes representam 71% da carteira; aposentados e dependentes, 26%; e pensionistas e dependentes, 2%.
O custo assistencial total chegou a R$ 4,29 bilhões, crescimento de 22,38% em relação a 2024. As receitas efetivas somaram R$ 3,76 bilhões e as despesas totais, R$ 4,39 bilhões, resultando em déficit operacional de R$ 627,8 milhões, recomposto, segundo o banco, por mecanismos previstos no ACT e pela utilização da reserva técnica. 
A CEE observou que a concentração de despesas na faixa etária acima de 59 anos, acompanha a própria composição da carteira e solicitou informações mais detalhadas sobre os custos por idade.
A representação voltou a defender a contratação de empregados. Além de reduzir a sobrecarga e melhorar o atendimento, a renovação do quadro contribui para ampliar e rejuvenescer a base de participantes do Saúde Caixa.
“A sustentabilidade do Saúde Caixa não pode ser buscada com mais cobrança sobre os usuários. A Caixa precisa colocar mais dinheiro no plano, restabelecer efetivamente o modelo de custeio 70/30. Também precisamos preservar a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional e garantir aos contratados após agosto de 2018 que a Caixa continue contribuindo com o custeio do plano na aposentadoria”, declarou Luiza.
A CEE cobrou ainda informações detalhadas sobre os custos administrativos e investimentos em tecnologia que permitam aos usuários conferir procedimentos, autorizar atendimentos digitalmente e colaborar com o controle dos gastos. O responsável pelo Saúde Caixa comprometeu-se a apresentar as informações solicitadas. A Caixa informou que deverá trazer novas respostas na semana seguinte.

Pendências das mesas anteriores

Na abertura da reunião, a CEE também cobrou respostas sobre reivindicações já apresentadas, entre elas o teletrabalho, o teletrabalho para pessoas com deficiência, a construção de novos PFG e PCS, os problemas provocados pelo sistema Gênesys e pela fila do Move Brasil, os processos seletivos internos, a contratação de empregados e as metas.
O banco informou que os temas continuam em análise e que apresentará propostas quando os estudos internos estiverem concluídos. 
As negociações específicas com a Caixa fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Empregadas e empregados devem acompanhar o site e as redes sociais da Contraf-CUT e dos sindicatos para receber informações atualizadas sobre as próximas reuniões e os encaminhamentos da campanha.

Fonte: Feeb SP/MS

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COE entrega minuta de reivindicações ao Bradesco com foco na defesa do emprego, saúde e combate às metas abusivas

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco entregou, na manhã desta terça-feira (28/07), à direção do banco, em São Paulo, a minuta específica de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, representante da Feeb SP/MS na comissão, participou da atividade.

Construída a partir do diálogo com bancários de todo o país, a minuta reúne as principais demandas dos empregados do Bradesco e integra a Campanha Nacional 2026, que busca a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o período de 2026 a 2028.

“A minuta reflete os desafios enfrentados pelos trabalhadores do banco e tem como prioridades a garantia do emprego, o combate às metas abusivas e a preservação da saúde física e mental dos funcionários”, destaca Lourival, que é bancário do Bradesco.

Entre as principais reivindicações está a proteção ao emprego, com propostas que asseguram estabilidade aos trabalhadores, inclusive em processos de fusão ou aquisição, realocação em casos de reestruturação e indenização ampliada para demissões sem justa causa.

A minuta também reivindica a manutenção de agências e postos de atendimento, medida considerada essencial para reduzir a sobrecarga de trabalho e preservar a qualidade do atendimento.

Metas justas e mais saúde

Outro eixo prioritário é o combate às metas abusivas e ao assédio moral. A COE defende que os bancários participem da definição das metas, que elas tenham caráter coletivo e estejam vinculadas às atividades efetivamente realizadas.

A proposta também prevê o fim da individualização das metas, da divulgação de rankings entre empregados e da cobrança de resultados durante afastamentos por motivos de saúde ou licenças legais.

Na área da saúde, a representação prioriza avanços no plano de assistência médica, como a inclusão de dependentes, a manutenção do plano para aposentados nas mesmas condições dos trabalhadores da ativa e a ampliação da cobertura, inclusive na área odontológica.

documento também propõe a criação de um programa de subsídio para medicamentos, o cumprimento integral da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), além de reivindicações relacionadas à segurança nas agências, aos planos de carreira, à igualdade de oportunidades, à diversidade e à valorização profissional.

“O momento é de união e participação da categoria. Sabemos das dificuldades e dos desafios que temos pela frente, especialmente diante das transformações do setor financeiro. É fundamental que os trabalhadores estejam mobilizados para fortalecer nossa campanha e conquistar avanços”, afirma Lourival.

Conforme acordado entre as partes, o aprofundamento das discussões sobre a pauta específica do Bradesco ocorrerá após o encerramento da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, quando serão retomadas as negociações voltadas às demandas exclusivas dos empregados do banco.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS participa da terceira negociação específica com o Santander e reforça reivindicações sobre saúde e condições de trabalho

Negociação debate assistência médica e melhorias nas condições de trabalho dos empregados do banco.

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou, nesta terça-feira (28), da terceira rodada de negociação da pauta específica do Santander, realizada em São Paulo, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A Federação foi representada por Letícia Françoso, integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

A reunião foi marcada por debates sobre saúde, assistência médica e condições de trabalho. Embora o banco tenha apresentado devolutivas sobre algumas reivindicações discutidas nas rodadas anteriores, a representação dos trabalhadores avaliou que a negociação segue considerando os pontos prioritários.

Um dos assuntos debatidos foi o programa de bolsas de estudo. O Santander informou que, das 2.500 bolsas disponibilizadas atualmente, cerca de 90% já estão sendo utilizadas, principalmente em cursos de pós-graduação. Segundo o banco, 54% dos beneficiários são mulheres, 45% homens e aproximadamente 5% pessoas com deficiência.

Também foi retomada a proposta de criação de bolsas voltadas à formação em tecnologia para mulheres e pessoas transgêneros, com o objetivo de ampliar a diversidade em uma área ainda predominantemente ocupada por homens. O banco informou que estudará a possibilidade de reservar parte das bolsas já ofertadas para esse público e destacou a existência da plataforma Open Academy como uma plataforma de estudos.

“Recebemos com expectativa a sinalização de que o banco irá estudar mecanismos para ampliar a participação de mulheres e pessoas transgêneros nas bolsas voltadas à tecnologia. É uma área que ainda apresenta grande desigualdade e precisa de ações concretas para promover mais inclusão e oportunidades.”, destaca Letícia Françoso, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Outro ponto de destaque foi a reivindicação pelo fornecimento de aparelhos celulares corporativos aos empregados que desempenham atividades externas. O banco informou que, neste momento, disponibiliza apenas o chip corporativo e que não há previsão para fornecimento dos aparelhos. A representação dos trabalhadores reforçou que não é razoável exigir que os bancários utilizem equipamentos particulares para atividades profissionais, uma vez que o aparelho celular é um bem de uso pessoal do empregado.

A COE também voltou a defender medidas que garantam o direito à desconexão e o respeito à jornada de trabalho, evitando que os empregados permaneçam disponíveis para demandas profissionais fora do expediente. O Santander informou que o tema continuará sendo tratado na mesa nacional de negociação da Fenaban, assim como as discussões relacionadas à saúde do trabalhador e às medidas de prevenção aos riscos psicossociais.

Na área da saúde, a representação dos trabalhadores reiterou a importância de o banco manter o subsídio ao plano de saúde após a aposentadoria para empregados com mais de cinco anos de vínculo, além de defender melhorias na qualidade da assistência prestada.

Outro pleito apresentado foi a possibilidade de os empregados escolherem entre as duas operadoras de saúde atualmente contratadas pelo Santander, considerando que a qualidade da rede credenciada varia entre as regiões do país. Segundo a representação dos trabalhadores, diversas reclamações recebidas nas bases sindicais apontam dificuldades de atendimento e custos adicionais para os bancários. O banco informou que, neste momento, não há possibilidade de alteração, em razão dos contratos firmados com as operadoras.

A representação dos trabalhadores também cobrou mudanças nas regras de coparticipação do plano de saúde. Atualmente, em alguns procedimentos, o empregado pode arcar com até 30% do valor de exames e tratamentos, o que, dependendo da complexidade do atendimento, gera descontos elevados e compromete significativamente a renda do trabalhador. A proposta apresentada busca estabelecer um limite para esses descontos, evitando que os custos da assistência médica se tornem excessivamente onerosos.

Segundo Letícia Françoso, as reivindicações apresentadas refletem situações enfrentadas diariamente pelos bancários e foram construídas a partir das demandas encaminhadas pelas bases sindicais.

“Levamos para a mesa as dificuldades que os colegas enfrentam no dia a dia, principalmente em relação ao plano de saúde. Recebemos muitas reclamações sobre a qualidade do atendimento em algumas regiões, os altos valores da coparticipação e o impacto desses custos no orçamento das famílias. Nosso papel é transformar essas demandas em reivindicações concretas e continuar cobrando soluções do banco.”, afirma.

As negociações da pauta específica do Santander terão continuidade no dia 12 de agosto, quando a representação dos trabalhadores voltará a cobrar respostas e avanços nas reivindicações apresentadas.

Fonte: Feeb SP/MS

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Após cobrança da COE, Itaú esclarece regras sobre uso de veículo próprio em visitas comerciais

Banco reafirma que aplicativos de mobilidade continuam permitidos em situações excepcionais e orienta lideranças a considerar segurança, realidade regional e características das atividades.

A atuação da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú levou o banco a esclarecer oficialmente as diretrizes de deslocamento dos trabalhadores que atuam nos times de Negócios Pessoa Jurídica (PJ). A resposta foi encaminhada à representação dos empregados após questionamentos sobre orientações que vinham sendo repassadas às equipes e geravam dúvidas quanto à obrigatoriedade do uso de veículo próprio durante visitas comerciais.

No comunicado, o Itaú informou que, em 22 de julho, enviou orientações aos colaboradores e às lideranças reforçando as regras de mobilidade aplicáveis à área. O banco destacou que permanecem em vigor as políticas corporativas relacionadas ao tema, incluindo a Política de Gastos Corporativos (RC-46), bem como as normas sobre estacionamento no polo e o reembolso mensal destinado aos cargos comerciais contemplados pela política de exceção.

Segundo o banco, a orientação para que os empregados beneficiados pela política de estacionamento ou de reembolso priorizem a utilização de veículo próprio nas visitas comerciais não impede o uso de aplicativos de mobilidade. A instituição esclareceu que essa alternativa continua autorizada em situações excepcionais ou quando se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência.

O Itaú também informou ter reforçado às lideranças que a aplicação das diretrizes deve considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores, garantindo a correta interpretação das normas internas.

Para a representação dos empregados, o esclarecimento atende uma reivindicação importante apresentada na COE e reduz as dúvidas geradas pelas orientações repassadas em algumas localidades.

“Levamos essa demanda ao banco porque muitos trabalhadores estavam inseguros quanto à forma de realizar seus deslocamentos. O esclarecimento de que o uso de aplicativos continua permitido em situações excepcionais e que a segurança deve ser considerada na aplicação das regras representa um avanço importante. Seguiremos acompanhando a implementação dessas orientações para que não haja interpretações divergentes nas unidades e para que os empregados tenham suas condições de trabalho respeitadas.” afirma Daniele Miyachiro, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

O banco encaminhou à COE a íntegra da comunicação enviada aos colaboradores, reafirmando ainda que a utilização dos recursos disponibilizados pela instituição deve ocorrer de forma responsável e consciente, conforme as políticas corporativas vigentes.

No comunicado, o Itaú informou que, em 22 de julho, enviou orientações aos colaboradores e às lideranças reforçando as regras de mobilidade aplicáveis à área. O banco destacou que permanecem em vigor as políticas corporativas relacionadas ao tema, incluindo a Política de Gastos Corporativos (RC-46), bem como as normas sobre estacionamento no polo e o reembolso mensal destinado aos cargos comerciais contemplados pela política de exceção.

Segundo o banco, a orientação para que os empregados beneficiados pela política de estacionamento ou de reembolso priorizem a utilização de veículo próprio nas visitas comerciais não impede o uso de aplicativos de mobilidade. A instituição esclareceu que essa alternativa continua autorizada em situações excepcionais ou quando se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência.

O Itaú também informou ter reforçado às lideranças que a aplicação das diretrizes deve considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores, garantindo a correta interpretação das normas internas.

Para a representação dos empregados, o esclarecimento atende uma reivindicação importante apresentada na COE e reduz as dúvidas geradas pelas orientações repassadas em algumas localidades.

“Levamos essa demanda ao banco porque muitos trabalhadores estavam inseguros quanto à forma de realizar seus deslocamentos. O esclarecimento de que o uso de aplicativos continua permitido em situações excepcionais e que a segurança deve ser considerada na aplicação das regras representa um avanço importante. Seguiremos acompanhando a implementação dessas orientações para que não haja interpretações divergentes nas unidades e para que os empregados tenham suas condições de trabalho respeitadas.” afirma Daniele Miyachiro, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

O banco encaminhou à COE a íntegra da comunicação enviada aos colaboradores, reafirmando ainda que a utilização dos recursos disponibilizados pela instituição deve ocorrer de forma responsável e consciente, conforme as políticas corporativas vigentes.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS participa de negociação específica com o Banco do Brasil e reforça defesa da saúde dos trabalhadores e da sustentabilidade da Cassi

Mesa da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) debateu metas, condições de trabalho, concurso público, quadro de pessoal e o futuro da Cassi.

Mesa da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) debateu metas, condições de trabalho, concurso público, quadro de pessoal e o futuro da Cassi

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou, na tarde desta quinta-feira (23), da terceira rodada de negociação específica entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco, realizada no âmbito da Campanha Salarial 2026. A Federação foi representada por Maria Aparecida da Silva (Cida), dirigente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e representante da Feeb SP/MS na CEBB.

A negociação teve como foco a defesa de melhores condições de trabalho, o enfrentamento do adoecimento da categoria, a realização de novo concurso público, a recomposição do quadro de pessoal e a busca por uma solução definitiva para garantir a sustentabilidade da Cassi.

Para Maria Aparecida da Silva (Cida), a valorização dos funcionários passa por investimentos na saúde, na estrutura de trabalho e no fortalecimento da assistência aos empregados.

“Defender a sustentabilidade da Cassi é defender a qualidade de vida dos funcionários do Banco do Brasil. Da mesma forma, é fundamental enfrentar as causas do adoecimento, com metas mais equilibradas, reforço no quadro de pessoal e melhores condições de trabalho. Esses temas precisam avançar de forma conjunta para garantir mais segurança e qualidade de vida aos trabalhadores”, afirmou.

Durante a reunião, a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, reforçou que o banco precisa assumir sua responsabilidade pelo custeio da Cassi e apresentar uma solução definitiva para assegurar a continuidade e a sustentabilidade do plano de saúde dos funcionários.

Outro tema de destaque foi o crescimento dos casos de adoecimento, especialmente relacionados à saúde mental. Segundo a representação dos trabalhadores, levantamento realizado com funcionários do Banco do Brasil mostra que mais de 40% dos empregados utilizam medicamentos controlados, cenário atribuído à sobrecarga de trabalho, à pressão por metas e às condições de trabalho.

A comissão também defendeu a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, especialmente para as agências, como forma de reduzir a sobrecarga das equipes e melhorar o atendimento à população.

A situação dos trabalhadores do PSO também esteve na pauta. A representação sindical denunciou o acúmulo e o desvio de funções, além da insuficiência de pessoal e da necessidade de garantir tempo adequado para capacitação dos empregados que vêm assumindo novas atribuições.

Outro ponto debatido foi a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.

As negociações específicas do Banco do Brasil terão continuidade nas próximas rodadas da Campanha Salarial 2026, quando a representação dos trabalhadores seguirá cobrando avanços nas reivindicações apresentadas ao banco.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS e SEEB MARÍLIA E REGIÃO apoiam chapa “Representação de Verdade” na eleição da SantanderPrevi

Votação será realizada entre os dias 3 e 7 de agosto. Participantes escolherão representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade.

O Sindicato dos Bancários e Marília e Região , juntamente com a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) apoia a chapa “Representação de Verdade” nas eleições da SantanderPrevi, que serão realizadas entre os dias 3 e 7 de agosto, por meio de votação digital no PortalPrev. A chapa conta com a dirigente da Feeb SP/MS e representante da Federação na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Patrícia Bassanin, candidata ao Conselho Deliberativo da entidade. O material de campanha já está disponível para utilização pelas entidades sindicais.

Os participantes da SantanderPrevi irão eleger seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal. Nesta eleição, pela primeira vez, também serão escolhidos os suplentes dos dois conselhos, ampliando a representatividade e garantindo maior continuidade aos trabalhos de fiscalização e acompanhamento da gestão da entidade.

A chapa “Representação de Verdade” é composta por Patrícia Bassanin, candidata titular ao Conselho Deliberativo, tendo Cássio Murakami como suplente. Para o Conselho Fiscal, concorrem Paula Margarida Moreira Viana, como titular, e Thiago Moreira, como suplente.

Segundo a plataforma apresentada pelos candidatos, a chapa defende uma atuação pautada pela transparência, pela boa governança e pela gestão responsável dos recursos da previdência complementar, com foco na fiscalização dos investimentos, no acompanhamento das decisões estratégicas da entidade e na defesa do patrimônio dos participantes.

O Sindicato e a Federação reforçam a importância da participação dos trabalhadores e aposentados vinculados à SantanderPrevi no processo eleitoral, fortalecendo a representação dos participantes nos espaços de decisão da entidade.

Conselho Deliberativo

Patrícia Bassanin – Titular

Dirigente da Feeb SP/MS, representante da Federação na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e diretora Financeira do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Patrícia Bassanin já atuou como conselheira da SantanderPrevi por duas gestões consecutivas (2020–2023 e 2023–2026).

Ingressou no banco em 1991, no então Banco América do Sul, posteriormente incorporado ao Sudameris, Banco Real e Santander, onde exerceu as funções de escriturária e assistente comercial.

É graduada em Educação Física pela PUC-Campinas, possui curso de extensão em Políticas Públicas de Emprego pelo Instituto de Economia da Unicamp, certificação CPA-20 e outros cursos voltados ao sistema financeiro.

Cássio Murakami – Suplente

Ingressou no Banco América do Sul em 1986 e acompanhou as sucessivas incorporações até o Santander. Atualmente, atua como Especialista em Operações I na área de Conciliação Operacional de Cartões, Consignado e Riscos.

É bacharel em Administração pela Faculdade 28 de Agosto de Ensino e Pesquisa e possui pós-graduação em Estratégia e Liderança Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Conselho Fiscal

Paula Margarida Moreira Viana – Titular

Empregada do Santander desde 2006, é diretora regional do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região e representa a Comissão dos Empregados da Fetrafi-MG nas negociações com o banco.

É graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário Newton Paiva, possui pós-graduação em Gestão de Pessoas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), MBA em Ciência Política e formação em Previdência Complementar, Relações Sindicais e Liderança.

Thiago Moreira – Suplente

Ingressou no banco em 2005 e atualmente é diretor de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região.

É licenciado em Matemática pela Universidade Braz Cubas (UBC) e pós-graduado em Empreendedorismo e Gestão de Negócios em Serviços pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Fonte: Feeb SP/MS

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Negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças

Fenaban ameaça retirar cláusulas de saúde e se recusa a discutir os altos índices de adoecimento na categoria bancária; Comando Nacional reforça defesa da mesa única.

Ameaças à manutenção da mesa única, às cláusulas de saúde e recusa em discutir saídas para o endividamento da categoria. Esse foi o resumo da postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira (21), durante a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários.

Durante a reunião, a representação dos trabalhadores criticou a postura da Fenaban, afirmando que não houve avanço nas negociações e que a entidade patronal propôs discutir a separação das negociações entre bancos públicos e privados. Para o Comando Nacional dos Bancários, a manutenção da mesa única é fundamental para garantir a unidade da categoria e a preservação dos direitos de todos os bancários. A representação também ressaltou que esse modelo foi decisivo para proteger os trabalhadores durante períodos de reformas trabalhistas e de ataques aos direitos, lembrando que, antes da criação da mesa única, os empregados de bancos públicos negociavam separadamente e enfrentaram anos de reajustes salariais reduzidos e perdas de direitos.

A posição de separar a mesa única foi proposta pelo negociador da Fenaban, Adauto Duarte, que foi questionado, inclusive, pelos representantes dos bancos públicos que estavam na mesa.

Endividamento da categoria

Na mesa desta terça-feira (22), a Fenaban também trouxe a devolutiva sobre um programa de juros baixos para os bancários saírem das dívidas, proposto pelo Comando Nacional na mesa anterior.

Outro ponto debatido na reunião foi o combate ao endividamento dos bancários. A representação dos trabalhadores voltou a defender a redução das taxas de juros praticadas nas linhas de crédito destinadas aos empregados, mas a Fenaban rejeitou o pleito, apresentando dados considerados insuficientes pelo movimento sindical. Segundo a representação dos trabalhadores, os bancos possuem condições de adotar, para toda a categoria, as menores taxas já praticadas entre as principais instituições financeiras.

As entidades sindicais também reforçaram que o endividamento está diretamente relacionado à saúde dos trabalhadores, já que a pressão financeira intensifica o estresse e agrava os impactos físicos e emocionais provocados pelo ambiente de trabalho.

A única alternativa apresentada pela Fenaban foi a possibilidade de encerrar rapidamente a Campanha Nacional para antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A representação dos trabalhadores, no entanto, ressaltou que o avanço das negociações depende da apresentação de uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

“O combate ao endividamento precisa ser tratado como uma questão de saúde do trabalhador. Não basta antecipar a PLR; é necessário discutir medidas permanentes, como condições de crédito mais justas e políticas que reduzam o peso das dívidas no orçamento dos bancários. A Feeb SP/MS seguirá defendendo soluções concretas nas próximas rodadas de negociação.”,  afirmou Reginaldo Breda, secretário-geral da Feeb SP/MS, que representou a Federação na mesa de negociação.

Saúde e condições de trabalho

Sobre a pauta da saúde, o movimento sindical destacou que, em 2024, a categoria bancária representou 25% do total de afastamentos acidentários por doença mental pelo INSS. Os transtornos mentais são, inclusive, responsáveis por mais da metade dos afastamentos na categoria, conforme o quadro abaixo.

Durante a negociação, a representação dos trabalhadores também apresentou dados da Consulta Nacional dos Bancários 2026 para reforçar a preocupação com a saúde da categoria. O levantamento, que ouviu quase 55 mil bancários em todo o país, aponta um cenário que, segundo as entidades sindicais, é compatível com os indicadores de afastamentos registrados pelo INSS, reforçando a necessidade de medidas voltadas à prevenção do adoecimento e à melhoria das condições de trabalho.

“Os dados da Consulta Nacional confirmam uma realidade que os sindicatos acompanham diariamente nas bases: o adoecimento dos bancários continua sendo uma das principais preocupações da categoria. É fundamental que os bancos reconheçam esse cenário e avancem em medidas efetivas para reduzir a sobrecarga, melhorar as condições de trabalho e promover a saúde dos trabalhadores.”, destacou Breda.

No levantamento, realizado entre abril e maio deste ano, 40% afirmaram terem utilizado medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes) no último ano.

Na pergunta “quais impactos a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam à sua saúde?”, com possibilidade de múltipla escolha, as principais respostas foram:

– 67% afirmaram preocupação constante com o trabalho;
– 59%, que os impactos são cansaço e fadiga constante;
– 47% apontaram desmotivação, vontade de não ir trabalhar;
– 42% sofrem com crises de ansiedade/pânico;
– 39%, que estão com dificuldades em dormir, mesmo aos finais de semana; e
– 24%, com medo de “estourar” e perder a cabeça.

Diante desse cenário, a representação dos trabalhadores voltou a defender a implementação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), com o mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho e maior acesso a informações sobre a saúde da categoria.
A seguir, o resumo das reivindicações da categoria relacionadas à saúde:

1 – Fim das metas abusivas.
2 – Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico.
3 – Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos.
4 – Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos.
5 – Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento.
6 – Prevenção de riscos psicossociais — implementação da NR-1 e da NR-17.

A representação dos trabalhadores também defendeu que o adoecimento da categoria deve ser analisado a partir da organização do trabalho, destacando que estudos acadêmicos e órgãos nacionais e internacionais reconhecem a relação entre metas abusivas e o agravamento da saúde física e mental dos trabalhadores. Para as entidades sindicais, esse cenário reforça que a responsabilidade pelo adoecimento não pode ser atribuída exclusivamente ao indivíduo, mas também às condições de trabalho impostas pelas instituições financeiras.

Ao final da reunião, as entidades sindicais avaliaram que a Fenaban interrompeu o avanço das discussões ao questionar pontos já consolidados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), inclusive cláusulas relacionadas à saúde dos bancários. A representação dos trabalhadores reafirmou que o tema continuará sendo tratado como prioridade nas próximas rodadas de negociação e defendeu a manutenção da mesa única como espaço de construção das cláusulas nacionais.

Após mais um pedido de intervalo, a Fenaban concordou em continuar a negociação de saúde na próxima mesa, agendada para o dia 30 de julho.

Dia Nacional de luta e mobilização

O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários aprovou a realização de um Dia Nacional de Luta e Mobilização, em 28 de julho, para reforçar as reivindicações da campanha nas bases de todo o país.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS participa de terceira mesa de negociação com a Fenaban e reforça defesa da igualdade de oportunidades

Negociação abordou políticas de igualdade de oportunidades, combate ao racismo e ao assédio, além de medidas para enfrentar o endividamento da categoria.

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou, nesta quinta-feira (16), da terceira rodada de negociações da Campanha Salarial 2026 entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. A Federação foi representada na mesa pela vice-presidente Ana Stela Alves de Lima.

A reunião teve como foco a igualdade de oportunidades, o combate às discriminações, o enfrentamento ao assédio e o crescente endividamento da categoria.

Durante a negociação, o movimento sindical apresentou dados que evidenciam a permanência das desigualdades de gênero e raça no setor bancário, especialmente nos cargos de liderança, e defendeu o fortalecimento das políticas de inclusão e promoção da diversidade.

Segundo Ana Stela, a mesa avançou em temas importantes e permitiu aprofundar o debate sobre a necessidade de ampliar a presença de mulheres, especialmente mulheres negras, nos cargos de liderança e em áreas estratégicas, como Tecnologia da Informação. Também foram discutidas medidas concretas para fortalecer o combate ao racismo e ao assédio no ambiente de trabalho, além da preocupação com o elevado endividamento da categoria e da defesa de condições de crédito mais justas para os bancários.

“A negociação desta quinta-feira trouxe avanços importantes na construção de políticas voltadas à igualdade de oportunidades. Tivemos sinalizações positivas para fortalecer o combate ao racismo e ao assédio sexual, além da ampliação da formação de mulheres para áreas estratégicas. Também reforçamos uma preocupação que afeta diretamente a categoria: o alto nível de endividamento dos bancários. Defendemos a redução das taxas de juros e condições mais justas para os trabalhadores, pauta que seguirá nas próximas negociações”, afirmou Ana Stela Alves de Lima, vice-presidente da Feeb SP/MS.

Entre os principais encaminhamentos da reunião, a Fenaban apresentou propostas para fortalecer as políticas de igualdade de oportunidades. Uma delas prevê a oferta de cursos voltados à formação e ao desenvolvimento profissional de mulheres nas áreas financeira e tecnológica, buscando ampliar sua participação em funções estratégicas.

No combate ao racismo, a representação dos bancos propôs que denúncias envolvendo práticas discriminatórias, inclusive cometidas por clientes, passem a ser acolhidas pelos canais internos já existentes para denúncias de assédio, que também deverão atender casos de LGBTfobia. A proposta foi considerada um avanço pelas entidades sindicais.

Outro ponto discutido foi o enfrentamento ao assédio sexual. A Fenaban concordou em incluir na Convenção Coletiva de Trabalho uma relação de condutas que caracterizam assédio sexual e importunação, medida que deve contribuir para facilitar a identificação dessas práticas e fortalecer ações de prevenção e orientação.

Endividamento preocupa categoria

A reunião também tratou do elevado nível de endividamento dos bancários. Dados da Consulta Nacional dos Bancários 2026 mostram que 71% dos trabalhadores possuem dívidas, principalmente com cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial.

Diante desse cenário, o Comando Nacional reivindicou a criação de um programa de renegociação das dívidas da categoria, além da redução das taxas de juros praticadas para empregados dos bancos. A Fenaban informou que irá analisar a proposta e apresentar um posicionamento nas próximas rodadas de negociação.

As negociações da Campanha Salarial 2026 prosseguem nas próximas semanas, com novos encontros entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS participa de terceira mesa de negociação com a Fenaban e reforça defesa da igualdade de oportunidades

Negociação abordou políticas de igualdade de oportunidades, combate ao racismo e ao assédio, além de medidas para enfrentar o endividamento da categoria

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou, nesta quinta-feira (16), da terceira rodada de negociações da Campanha Salarial 2026 entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. A Federação foi representada na mesa pela vice-presidente Ana Stela Alves de Lima.

A reunião teve como foco a igualdade de oportunidades, o combate às discriminações, o enfrentamento ao assédio e o crescente endividamento da categoria.

Durante a negociação, o movimento sindical apresentou dados que evidenciam a permanência das desigualdades de gênero e raça no setor bancário, especialmente nos cargos de liderança, e defendeu o fortalecimento das políticas de inclusão e promoção da diversidade.

Segundo Ana Stela, a mesa avançou em temas importantes e permitiu aprofundar o debate sobre a necessidade de ampliar a presença de mulheres, especialmente mulheres negras, nos cargos de liderança e em áreas estratégicas, como Tecnologia da Informação. Também foram discutidas medidas concretas para fortalecer o combate ao racismo e ao assédio no ambiente de trabalho, além da preocupação com o elevado endividamento da categoria e da defesa de condições de crédito mais justas para os bancários.

“A negociação desta quinta-feira trouxe avanços importantes na construção de políticas voltadas à igualdade de oportunidades. Tivemos sinalizações positivas para fortalecer o combate ao racismo e ao assédio sexual, além da ampliação da formação de mulheres para áreas estratégicas. Também reforçamos uma preocupação que afeta diretamente a categoria: o alto nível de endividamento dos bancários. Defendemos a redução das taxas de juros e condições mais justas para os trabalhadores, pauta que seguirá nas próximas negociações”, afirmou Ana Stela Alves de Lima, vice-presidente da Feeb SP/MS.

Entre os principais encaminhamentos da reunião, a Fenaban apresentou propostas para fortalecer as políticas de igualdade de oportunidades. Uma delas prevê a oferta de cursos voltados à formação e ao desenvolvimento profissional de mulheres nas áreas financeira e tecnológica, buscando ampliar sua participação em funções estratégicas.

No combate ao racismo, a representação dos bancos propôs que denúncias envolvendo práticas discriminatórias, inclusive cometidas por clientes, passem a ser acolhidas pelos canais internos já existentes para denúncias de assédio, que também deverão atender casos de LGBTfobia. A proposta foi considerada um avanço pelas entidades sindicais.

Outro ponto discutido foi o enfrentamento ao assédio sexual. A Fenaban concordou em incluir na Convenção Coletiva de Trabalho uma relação de condutas que caracterizam assédio sexual e importunação, medida que deve contribuir para facilitar a identificação dessas práticas e fortalecer ações de prevenção e orientação.

Endividamento preocupa categoria

A reunião também tratou do elevado nível de endividamento dos bancários. Dados da Consulta Nacional dos Bancários 2026 mostram que 71% dos trabalhadores possuem dívidas, principalmente com cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial.

Diante desse cenário, o Comando Nacional reivindicou a criação de um programa de renegociação das dívidas da categoria, além da redução das taxas de juros praticadas para empregados dos bancos. A Fenaban informou que irá analisar a proposta e apresentar um posicionamento nas próximas rodadas de negociação.

As negociações da Campanha Salarial 2026 prosseguem nas próximas semanas, com novos encontros entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.

Fonte: Feeb SP/MS

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COE cobra avanços ao Bradesco e conquista retorno do registro de ponto para gerentes de relacionamento empresas

Em reunião com o banco, comissão debateu mudanças no Bradesco Saúde, programa Supera, remuneração variável e reforçou reivindicações da categoria

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu, na manhã desta segunda-feira (13), por videoconferência, com representantes do banco para discutir uma série de temas de interesse dos trabalhadores. Entre os principais resultados do encontro estão o compromisso de retomada do registro de ponto para os gerentes de relacionamento empresas, o debate sobre as mudanças no Bradesco Saúde e a apresentação do programa de remuneração variável Supera para 2026.

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica Oliveira, a reunião trouxe avanços importantes, mas ainda há muitas demandas da categoria que precisam ser atendidas. “Avançamos em vários pontos, mas temos muito pra melhorar. Estamos muito atentos aos pedidos e reclamações dos bancários e vamos insistir neles. O banco passa por muitas transformações, o lucro vem crescendo e os bancários do Bradesco merecem ser valorizados por isso”, afirmou.

Registro de ponto

Atendendo a uma reivindicação da COE, o Bradesco informou que os gerentes de relacionamento empresas voltarão a registrar o ponto. Segundo o banco, com a modernização do sistema eletrônico de controle de jornada, implementada na última renovação do acordo, passou a ser possível o registro da jornada desses trabalhadores. A medida será implementada após a assinatura de um acordo entre a Contraf-CUT e o Bradesco.

Mudanças no Bradesco Saúde

Durante a reunião, o banco apresentou as alterações no Bradesco Saúde, que, segundo a instituição, são resultado de um processo de escuta dos trabalhadores, diálogo com o movimento sindical e adequação às práticas de mercado.

Entre as mudanças anunciadas estão:

  • inclusão dos estagiários no Bradesco Saúde;
  • ampliação da cobertura odontológica, com próteses para todos os beneficiários e ortodontia completa a partir do cargo de gerente de agência;
  • inclusão de cônjuge no plano, independentemente de ser dependente no Imposto de Renda;
  • criação do plano Nacional Plus para empregados a partir do cargo de gerente de agência;
  • manutenção das regras atuais para funcionários antigos em relação aos dependentes já cadastrados;
  • cobrança de mensalidade para novos cônjuges incluídos por empregados antigos;
  • para os empregados admitidos a partir de 1º de julho de 2026, cobrança de mensalidade para dependentes, como cônjuges e filhos.

A COE manifestou preocupação com a diferenciação de direitos entre os trabalhadores e criticou a limitação da cobertura de ortodontia apenas para empregados a partir do cargo de gerente de agência.

A comissão também solicitou ao banco uma tabela detalhada com os valores das mensalidades dos dependentes e reforçou reivindicações históricas da categoria, como a ampliação da rede credenciada, especialmente fora dos grandes centros urbanos, melhorias nos valores de reembolso e a manutenção do plano de saúde para os aposentados.

Programa Supera e remuneração variável

O banco apresentou o desenho do programa de Participação por Resultados (PPR) Supera para o exercício de 2026. Entre os avanços informados estão a garantia de pagamento para bancárias da força de vendas durante a licença-maternidade e a redução do percentual mínimo de cumprimento de metas das agências e da área Empresas de 95% para 90%, facilitando o acesso ao programa.

O Bradesco também apresentou a estrutura do programa de PPR da chamada segunda onda, voltada às áreas de atacado do banco, que deverá contemplar aproximadamente mais 10 mil trabalhadores.

A COE reivindicou a redução dos patamares de ROAE para pagamento do Programa de Remuneração Bradesco (PRB), reajuste das faixas de pagamento com base na melhora dos resultados do banco e mudanças nos critérios de aferição das metas em casos de dissolução de carteiras de clientes, situação que frequentemente prejudica os gerentes.

Sobre esse último ponto, o banco informou que já possui um mecanismo de revisão dos resultados e que, após os pagamentos, mantém uma janela de 45 dias para análise de eventuais questionamentos e complementação dos valores quando necessário. Em relação às demais reivindicações, informou que, neste momento, não há possibilidade de avanços.

Próximos passos

Ao final da reunião, a COE solicitou ao Bradesco a definição de uma data para a realização de um encontro presencial destinado à entrega da pauta específica de reivindicações dos trabalhadores, dando continuidade às negociações permanentes entre a representação dos empregados e o banco.

Fonte: ContrafCut