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Caged aponta queda do emprego bancário pelo terceiro mês

Salário médio do admitido correspondeu a 88,5% do desligado.

Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) apontaram queda do emprego bancário pelo terceiro mês consecutivo. A categoria bancária apresentou fechamento de postos de trabalho. Em maio, foram eliminados 433 postos, resultante de 3.172 admissões e 3.605 desligamentos, maior nível desde outubro de 2021. Do total de vagas fechadas no mês, 322 vagas (74,4%) em Bancos Múltiplos com carteira comercial.

Entre março e maio, foram fechados cerca de 800 postos de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, ocorreu a criação de 8,3 mil postos de trabalho, decorrente de forte impacto de contratações da Caixa Econômica Federal, a partir de decisão judicial favorável à contratação de trabalhadores aprovados no concurso de 2014. No ano, o setor acumula criação de 2,7 mil postos.

Rotatividade

Apesar de os bancos mencionarem programas de inclusão de jovens quase nenhuma contratação foi via primeiro emprego. Nos desligamentos, a modalidade demissões a pedido do trabalhador representou 37,3% da totalidade, queda em relação aos meses anteriores. Em contrapartida, os desligamentos sem justa causa, motivados pelo empregador, somaram 56% do total, maior patamar dos últimos 12 meses.

O salário mensal médio de um bancário admitido em abril alcançou o valor de R$ 5.403,87 enquanto o do desligado foi de R$ 6.107,26, isto é, o salário médio do contratado correspondeu a 88,5% do que se desligou.

Faixa etária e sexo

Sobre a distribuição da movimentação do emprego com recorte de gênero, observa-se que o saldo negativo, em maio, se deu exclusivamente entre as mulheres (-546 postos), enquanto entre os homens foi positivo (+113 postos).

No ano, os desligamentos foram mais efetivos entre as mulheres (-7.946 postos) em relação aos homens (-7.182 postos). Já nas admissões, são 10.380 postos destinados a homens contra 7.523 a mulheres. Assim, o saldo entre janeiro e maio de 2022, é negativo para bancárias, com a eliminação de 424 postos, e positivo para bancários, com abertura de 3.198 postos. Esta situação, se prorrogada, afetará diretamente no estoque de trabalhadores do setor bancário, tornando-o ainda menos igualitário.

No que toca a questão das faixas etárias, o saldo é positivo entre as faixas até 29 anos, com ampliação de 936 vagas. Já para as demais faixas etárias, o movimento foi contrário, com o fechamento de 1.369 vagas.

Confira aqui a análise mais detalhada no estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Agências do Santander terão atendimento gerencial estendido

A partir do dia 18 de julho os atendimentos serão das 9h às 17h 

O banco Santander informou, por meio de comunicado institucional, que todas as agências do Brasil terão atendimento gerencial das 9h às 17h, a partir de 18 de julho.

Ao identificar a decisão do banco novamente sem qualquer negociação, o movimento sindical procurou o Santander para questionar a medida. Uma reunião sobre o tema deverá ocorrer na próxima semana.

O banco informou que já vem automatizando parte das funções, e que a ampliação do horário busca a melhoria dos atendimentos oferecidos aos clientes.

“A decisão deve ser acompanhada pelos sindicatos para que fiscalizem se as jornadas de trabalho estão sendo extrapoladas. Cobranças indevidas de metas também serão vistoriadas”, disse o presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, David Zaia.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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GT Saúde Caixa será implementado nesta quarta-feira (13)

Conquista dos empregados, grupo bipartite objetiva criar uma proposta de gestão para o plano de assistência à saúde dos empregados da CaixaO Grupo de Trabalho (GT) bipartite Saúde Caixa será implementado novamente em reunião na tarde desta quarta-feira (13), por videoconferência. O objetivo do grupo é criar uma proposta de gestão, que passará pelo crivo da mesa permanente de negociação e, posteriormente, dos beneficiários.

A renovação do GT Saúde Caixa com mais acesso a relatórios, dados, acompanhamento de credenciamento e descredenciamento, com vistas a dar suporte para a mesa permanente, foi uma conquista dos empregados no aditivo no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa, aprovado no final de outubro de 2021, com duração até o final de agosto de 2023.

O primeiro GT Saúde Caixa foi criado em 2020 para discutir uma proposta de custeio e de gestão para o plano, que apresentou déficits entre 2016 e 2020, que seria aplicada à partir de janeiro de 2022, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2022. Entretanto, a Caixa comunicou unilateralmente o fim dos trabalhos, em agosto de 2021.

O movimento sindical cobra transparência e acesso a todas as informações. O objetivo é construir propostas para sustentabilidade e viabilidade do plano de assistência à saúde dos empregados.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Categoria bancária consegue suspender debate sobre trabalho nos fins de semana

Presidente de comissão decide que PL não será colocado em pauta até as eleições e aumenta articulação pelo arquivamento definitivo da matéria no Congresso

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), da Câmara dos Deputados, deputado Sílvio Costa Filho, decidiu que o Projeto de Lei (PL) 1043/2019, que libera a abertura dos bancos aos sábados e domingos, somente voltará a ser debatido e encaminhado à votação após o período eleitoral. A deliberação ocorreu nesta quarta-feira (6), ao final de audiência sobre a matéria, realizada a pedido das entidades sindicais.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que atendeu a solicitação do movimento sindical e requereu a audiência, concluiu sua fala na reunião afirmando que irá conversar com o relator do PL, deputado Eli Corrêa Filho (União-SP), e com o autor, David Soares (União-SP), para que a matéria seja arquivada definitivamente.

População discorda de PL

Durante a audiência a representação dos trabalhadores destacou o resultado da enquete realizada, junto à população sobre a matéria. Na pesquisa realizada pela própria Câmara dos Deputados,  97% disseram discordar totalmente do PL 1043.

“Os bancos deveriam se preocupar em melhorar o setor financeiro, tendo em vista questões preocupantes como falta de agências, endividamento das famílias ocasionado pelos juros de 300% ao ano, sobrecarga de trabalho, adoecimento do trabalhador, entre outros”, destaca Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

MP n° 1116

Nesta quinta-feira (7), a partir das 14h, está prevista uma audiência no Congresso Nacional para debater a Medida Provisória nº 1116, que prejudica o acesso aos jovens e reduz direitos das mulheres no mercado de trabalho. Durante negociação de hoje, o Comando Nacional cobrou da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que se posicione contrária à MP.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Campanha Nacional: negociação conquista avanços no combate ao assédio sexual

Na terceira reunião da Campanha 2022, Comando Nacional apresentou à Fenaban propostas para fim de abusos e pela equidade em todos os segmentos

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quarta-feira (6) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional 2022 da categoria. O tema da mesa foi Igualdade de Oportunidades, com o foco no combate ao assédio sexual. O assunto ganhou força após as denúncias de assédio sexual no sistema financeiro. “Temos acompanhado a repercussão dos casos denunciados e avançado em ações que colocam o movimento sindical à disposição das vítimas”, explica Reginaldo Breda, secretário geral e representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na mesa de negociação.

Durante a negociação desta quarta-feira, representantes lembraram que a categoria é referência no combate ao assédio sexual.  “As vítimas devem ser protegidas e acolhidas e quem compactua ou comete esse tipo de crime deve ser punido”, destaca.

O comando apresentou, sem citar o nome de vítimas, vários casos de assédio relatados aos sindicatos. Em muitos deles, os assediadores foram protegidos pelos superiores e as vítimas, caladas ou até punidas com transferências.

Pesquisa

Levantamento feito pelo Think Eva e pelo Linkedin, chamado “Assédio no contexto do mundo corporativo”, no início de 2020, aponta que menos 47,12% das participantes que responderam à pesquisa afirmaram ter sido vítima de assédio sexual em algum momento.
Para os bancários o tema deve ser tratado com rigidez tendo em vista que o Brasil registra um caso de assédio a cada 10 minutos e um caso de feminicídio a cada sete horas.

A pesquisa da Think Eva/Linkedin apontou ainda que 78% das vítimas de assédio se sentem constrangidas em denunciar os abusos, por entenderem que há impunidade

Proposta do Comando

Pela proposta do Comando, as empresas deverão se dedicar: (1) à divulgação de cartilhas para o combate ao assédio sexual, promovendo a formação do quadro sobre o tema e fornecendo mecanismos de apuração a todas as denúncias de abusos contra funcionárias e funcionários; (2) ao acolhimento das denúncias e apuração bipartite, banco e sindicato; (3) à proteção e assistência às vítimas, com período de estabilidade e transferência, quando necessário para a garantia do bem-estar da vítima; (4) e à punição rígida dos culpados.

Caberá à empresa coibir situações constrangedoras, humilhantes, vexatórias e discriminatórias, promovidas por superior hierárquico ou qualquer outro empregado no ambiente de trabalho. Em casos denunciados e reconhecidos pela empresa, todas as despesas médicas deverão ser reembolsadas ao empregado pelo banco.

O movimento ressaltou ainda, que o debate da igualdade de oportunidades vai além de um debate interno da categoria e passa a ser um debate civilizatório. “Estamos entre as categirias mais organizadas do país e devemos ser exemplos ao cobrar e fazer valer medidas mais efetivas para combater todo tipo de assédio, preconceito e violência dentro do sistema financeiro”, pontua.

Em resposta, os bancos garantiram que irão priorizar o tema na negociação deste ano, com o compromisso de avançar no combate ao assédio sexual, em especial com o aperfeiçoamento de ferramentas de prevenção aos abusos no ambiente de trabalho.

Igualdade de oportunidades

O Comando apresentou a exigência da categoria nas ações para eliminar desigualdades no local de trabalho e prevenir distorções atuais, em busca da equidade em todos os segmentos. A entidade também cobrou que seja reafirmado, por parte das empresas, o compromisso de não discriminação, de respeito e da promoção de não discriminação por raça, cor, gênero, idade ou orientação sexual, no trabalho bancário.

Pessoas com deficiência

As demandas da categoria bancária requerem a plena inclusão e integração de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência, combate à sua discriminação e a garantia de seu trabalho em condições dignas e com respeito a suas limitações ou recomendações médicas.

Entre as ações necessárias para o cumprimento da cláusula, estão cursos de formação, conhecimento de Libras por pelo menos um funcionário por setor, promoção de acessibilidade universal, subsídio a aquisição de seus equipamentos (cadeiras de roda, muletas, prótese, bengala, óculos, aparelho auditivo, órteses) e a concessão de transporte especial e de financiamento de veículo.

Continuidade das negociações

Após todas as reuniões, a comissão da Fenaban levará aos bancos as propostas do Comando. Ao final, será apresentada uma proposta global, com todos os temas em negociação.

O Comando ainda cobrou posicionamento contrário da Fenaban à Medida Provisória nº 1116. Uma audiência no Congresso para debater a MP, que prejudica o acesso aos jovens e reduz direitos das mulheres no mercado de trabalho está prevista para esta quinta-feira (7), a partir das 14h.

Próximas negociações:

Sexta-feira, 22 de julho: Cláusulas Sociais e Teletrabalho

Quinta-feira, 28 de julho: Cláusulas Sociais e Segurança Bancária

Segunda-feira, 1º de agosto: Saúde e Condições de Trabalho

Quarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas Econômicas

Quinta-feira, 11 de agosto: Continuação das Cláusulas Econômicas

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Comando Nacional dos Bancários convoca Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual

Objetivo é intensificar a exigência das apurações das denúncias de assédio

Bancários de todo o Brasil realizam nesta terça-feira (5) o Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual. O ato foi idealizado pelo Comando Nacional dos Bancários e objetiva intensificar as denúncias e a exigência das devidas apurações junto à base da categoria e à sociedade.

O movimento sindical reforça as notícias e os relatos acompanhados na última semana sobre as práticas criminosas de assédio moral e sexual na categoria bancária, principalmente contra as colegas bancárias da Caixa. “Devemos intensificar a gravidade das denúncias relatadas e a exigência pela devida punição dos envolvidos, assim como, assegurar vítimas de assédio a não se calarem”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O ato terá como foco o respeito às mulheres, a equidade de condições no trabalho, a exigência de respeito e acolhimento às colegas denunciantes dos casos ocorridos na Caixa. De acordo com o Comando Nacional, os atos presenciais podem ser realizados nas unidades dos bancos, com prioridades às da Caixa, para diálogo com a categoria e a população local. Representantes de movimentos sociais locais, feministas e de direitos humanos, entre outros, estão convidados para potencializar as ações.

Nas mídias sociais o ato usará a hashtag #BastaDeAssedio em sinal de protesto e solidariedade às vítimas.

Baixe aqui cartaz para impressão.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Itaú apresenta novo programa de remuneração “Decola”

Banco explica que mudanças trarão maior equilíbrio e satisfação dos clientes

A direção do Banco Itaú apresentou na tarde de quinta-feira (30) à Comissão de Organização dos Empregados (COE) o “Decola”, novo programa de remuneração a ser implantado. O objetivo, segundo os representantes do banco é trazer maior equilíbrio entre o peso coletivo e o individual, além de proporcionar a satisfação dos clientes.

O programa entrou em vigor nesta sexta-feira (1) e desapontou a representação dos trabalhadores, uma vez que ainda existem dúvidas com relação aos procedimentos e a contratação das metas. “É preciso entender para poder acompanhar e auxiliar os trabalhadores à medida que surgirem dúvidas”, explica Reginaldo Breda, secretário geral e representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na COE Itaú.

Entre os questionamentos apresentados nesta sexta-feira estão questões relacionadas à remuneração e metas. Os representantes cobraram do banco maior entendimento e que as dúvidas sejam esclarecidas. O banco se comprometeu a fazer reuniões em todas as regionais para sanar os questionamentos dos trabalhadores com relação ao novo programa.

Gera
Um grupo de trabalho para discutir e entender o GERA, antigo programa de remuneração, também foi criado. Para a representação sindical o objetivo é a construção de um acordo coletivo de trabalho que contemple todos os trabalhadores.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

EDITAL

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA – BANCO SAFRA

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marilia e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 52.059.664/0001-20, Registro sindical nº 7076-1V por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, que prestam serviço para o Banco Safra S/A para a assembleia geral extraordinária específica que se realizará de forma remota/virtual durante o período das 08:00 horas até às 20:00 horas do dia 07 de julho de 2022, na forma disposta no site www.bancariosmarilia.com.br, e via WhatsApp, onde estarão disponíveis todas as informações necessárias para a deliberação acerca da aprovação dos Instrumentos Coletivos a seguir: Acordo Coletivo de Trabalho para Pactuação de Jornada de Trabalho e Identificação de Cargo que se enquadra como Função de Confiança com vigência de 2 (dois) anos a partir de sua assinatura; Acordo Coletivo de Trabalho sobre Jornada de Trabalho e pagamento da gratificação de função de Gerentes com vigência de 2 (dois) anos a contar de sua assinatura; Acordo Coletivo de Trabalho – Sistema Alternativo Eletrônico de Controle de Jornada de Trabalho com vigência de 2 (dois) anos a partir de sua assinatura; Acordo Coletivo de Trabalho – Compensação de Jornada – Regime Especial com vigência de 2 (dois) anos a contar de sua assinatura; Acordo Coletivo de Trabalho – Termo de Quitação de Horas com vigência de 2 (dois) anos a contar de sua assinatura e seus anexos (Fluxo Operacional e Termo de Quitação Pessoa Física) a serem celebrados com o Banco Safra S/A.

Marilia-SP,04 de julho de 2022.

Edilson Aparecido da Silva Julian

Presidente

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Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul repudia ações de Pedro Guimarães, acusado de assédio sexual

Além de apuração das denúncias, representação dos empregados pede afastamento do presidente da Caixa

Após se tornar pública a acusação de assédio sexual feita por diferentes empregadas da Caixa Econômica Federal ao presidente Pedro Duarte Guimarães, a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, se solidariza com as vítimas e manifesta repúdio e pedido de afastamento.

A informação ganhou repercussão nacional na noite de ontem (28). Além repercussão na imprensa, a denúncia ganhou destaque nos meios políticos, em especial no Congresso Nacional, onde vários parlamentares se pronunciaram em plenário e solicitaram o pedido de demissão do executivo.

Entenda o caso

De acordo com a reportagem do site Metrópoles, o silêncio foi rompido no fim do ano passado, quando um grupo de empregadas que trabalham ou trabalharam em equipes diretamente ligadas ao gabinete da presidência da Caixa, decidiram fazer a denúncia do assédio a que vinham sendo submetidas ao Ministério Público Federal, que desde então, trabalha nas investigações em sigilo. A identidade das vítimas foi preservada nas reportagens. Entre os relatos estão toques em partes íntimas sem consentimento, abordagens inconvenientes, convites incomuns e desrespeitosos, incompatíveis com a relação entre o presidente do maior banco público do país e suas empregadas.

A maior parte dos testemunhos está ligada a atividades do programa Caixa Mais Brasil, realizadas em vários locais de todas as regiões do país. O programa acumula, desde 2019, mais de 140 viagens, a maioria aos finais de semana, em que estavam Pedro Guimarães e equipe. De acordo com a reportagem, “Mulher bonita é sempre escolhida para viajar”. A escolha das mulheres que integram a comitiva de Pedro Guimarães nas viagens do programa Caixa Mais Brasil é feita diretamente pelo gabinete dele, denunciam as funcionárias. As selecionadas, segundo relatos, são comunicadas como quem recebe um prêmio.

Nesses eventos profissionais, todos ficam hospedados no mesmo hotel, ocasião em que ocorria o assédio.

Pedro Guimarães foi procurado pela coluna, mas não aceitou falar até a publicação desta reportagem. A Caixa enviou uma nota na qual diz não ter conhecimento das denúncias (leia a íntegra ao final da reportagem).

Para o secretário geral da Feeb SP/MS, Reginaldo Breda, o afastamento do cargo deve ser imediato. “Os relatos são fortes. Tendo em vista a gravidade do caso, exigimos investigação imediata e afastamento do cargo do então presidente da Caixa, a fim de preservar a integridade e a segurança das vítimas”, disse o secretário.

O Comando Nacional colocou toda a estrutura sindical do país à disposição das vítimas para proteção institucional irrestrita e imediata.

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa enviará um ofício ao Ministério da Economia pedindo negociações para cobrar o afastamento de Pedro Guimarães, apuração independente do gravíssimo caso e proteção às trabalhadoras.

Fenae
A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) também reforçou em nota o pedido de afastamento imediato de Pedro Guimarães enquanto correm as investigações em respeito à segurança de todos os empregados do banco. A Fenae se solidariza com as vítimas e enfatiza que “a violência contra as mulheres, em qualquer nível, contraria todos os valores e princípios da Caixa, assim como seu histórico na promoção da igualdade e do respeito aos direitos humanos”.

Confira alguns testemunhos:

 “Ele trata as mulheres que estão perto como se fossem dele.”

“Ele já tentou várias vezes avançar o sinal comigo. É uma pessoa que não sabe escutar não.”

“Ele me chamou para ir para sauna com ele. Perguntou: ‘Você gosta de sauna?’. Eu disse: ‘Presidente, eu não gosto’. Se eu tivesse respondido que gosto, ele daria prosseguimento à conversa. De que forma eu falo não? Então, eu tenho que falar que não gosto. É humilhante. Ele constrange.”

“Ele falou assim: ‘Vai lá, toma um banho e vem aqui depois para a gente conversar sobre sua carreira’. Não entendi. Na porta do quarto dele. Ele do lado de dentro (do quarto) e eu um metro para fora. Falei assim: ‘Depois a gente conversa, presidente’. Achei aquilo um absurdo. Não ia entrar no quarto dele. Fui para meu quarto e entrei em pânico.”

“Ele abriu a porta com um short, parecia que estava sem cueca. Não estava decente. A sensação que tinha era que estava sem (cueca). Muito ruim a sensação.”

“Tenho pânico de ter que trabalhar com ele. Tenho medo da pessoa. Agora eu tento literalmente me esconder nas agendas.”

“Agora, quando viajo, coloco cadeira na porta do quarto. Fico com medo de alguém bater.”

“Ele veio e enfiou o celular e o cartão no meu bolso e falou: ‘Eu vou botar aí na frente’. Na hora, não tive reação. Pensei: ‘Botar na frente? Fiquei meio assim…”

“Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso.”

“Hoje ainda trabalho nas agendas de vez em quando. Mas tento não ficar perto. Quando tenho que viajar, tenho crise de ansiedade.”

“Aí ele disse: me abraça direito, porra. E deu umas catracadas, e passou a mão em mim. Na hora de tirar a mão, passou a mão no meu peito.”

“A gente tinha muito receio, porque a corda arrebenta sempre do lado mais fraco, porque em qualquer lugar em que vá essa denúncia ele pode ter um infiltrado. E isso afeta o resto do meu encarreiramento, no aspecto profissional. Então, era melhor esperar passar.”

Fonte: FEEB SP/MS

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Coe Itaú entrega pauta de reivindicação específica ao Banco

O documento é resultado do Encontro Nacional dos Bancários do Itaú

Os representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú entregaram nesta quinta-feira (23), a pauta de reivindicação específica do banco. O documento é resultado do Encontro Nacional dos Bancários do Itaú.“Reafirmamos o nosso compromisso com o banco de negociação permanente, através da COE Itaú e nos colocamos à disposição para a resolução de conflitos e pendências na negociação diária, entre elas, as ligados ao Gera, novo programa de remuneração variável”, explica Reginaldo Breda, secretário Geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e representante na COE Itaú.

O tema Emprego foi um dos principais citados. Bancários reforçaram o pedido pelo fim das demissões e da contratação dos terceiros, além de ressaltar a importância por mais contratações nas agências e a renegociação do acordo do Teletrabalho e quitação de horas extras. O documento inclui, ainda, pautas relacionadas à Saúde e Condições de Trabalho, Segurança Bancária, Diversidade e Previdência Complementar, entre outras.

Veja aqui a Minuta_Itaú_2022.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS