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Comando dos Bancários cobra fim do assédio moral

Doenças mentais como estresse, depressão, burnout e ansiedade são as principais causas de adoecimento da categoriaA maior causa do adoecimento na categoria bancária é a pressão, com assédio moral, por metas abusivas. Este foi um dos principais pontos da negociação que aconteceu na tarde desta segunda-feira (1º/8) entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%. A variação entre os bancários foi 1,7 vezes maior do que a média dos outros setores.

Para a categoria, o tema de Saúde tem uma importância muito grande. Com as mudanças do setor financeiro houve alterações também no tipo de doença entre os bancários. Antes as doenças que mais acometiam a categoria eram as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort) e agora é o adoecimento mental.

De acordo com os bancos, as metas não geram adoecimento e o adoecimento mental não é um problema dos bancários. Em resposta, o Comando Nacional demonstrou que o adoecimento mental dos bancários é maior que em outras categorias e ressaltou a importância do avanço ao combate ao assédio moral.

Após a pressão do Comando, a Fenaban aceitou analisar as propostas da minuta de reivindicações da categoria.

A negociação

Durante a negociação foi ressaltado o aumento do adoecimento físico e psíquico na categoria. De acordo com o levantamento do Dieese, a partir de dados do INSS, as doenças mentais e comportamentais representavam 23% dos afastamentos previdenciários da categoria em 2012. Em 2021, a porcentagem passou para 36%. Entre os afastamentos acidentários (B91), o salto foi de 30% em 2012 para 55% em 2021. As doenças nervosas saíram de 9% para 16%.

Além da exigência à questão da saúde, a categoria lembrou os bancos sobre o recente episódio em que o banco Santander foi condenado a pagar R$ 275 milhões de indenização por cobrança de metas abusivas, em uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho com base em estudos embasados em diversos dados, pesquisas e entrevistas com trabalhadores da categoria. Na decisão a Justiça proibiu o banco de continuar a exercer tais práticas.

As denúncias de assédio moral e sexual que levaram à queda do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também foram evidenciadas durante o debate.

Os bancos insistiram quanto à necessidade da realização de estudos que comprovem a relação entre o adoecimento mental e a pressão por metas e assédio moral. Após o Comando Nacional apresentar diferentes casos coletados a partir do atendimento diário aos bancários, a Fenaban aceitou analisar as propostas da categoria.

“Para nós bancários a causa do adoecimento mental está totalmente ligada à cobrança de metas abusivas, onde só 20% dos bancários conseguem cumpri-las. Para a FENABAN este continua sendo um problema do mundo e da sociedade em geral. Vamos continuar com as cobranças por soluções para o fechamento de um acordo com avanços para a Saúde da nossa categoria”, defende Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Novas cláusulas

A categoria abordou, ainda, a necessidade da inclusão de novas cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em decorrência da atual conjuntura sanitária do país e do mundo. Outra cláusula nova é a que trata das medidas pós-covid-19, com a inclusão de procedimentos de combate e prevenção de doenças e suas sequelas.

Próxima reunião

A próxima reunião de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2022 com a Fenaban acontece na quarta-feira (3). Em pauta, as cláusulas econômicas.

Fonte: FEEB SP/MS

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Esclarecimento jurídico: Exigência da declaração de bens dos funcionários da Caixa Federal e do BB feita pela CGU

Funcionários da Caixa Federal e do Banco do Brasil receberam no dia 14 de julho, via email, a solicitação feita pela Controladoria Geral da União (CGU) da declaração de bens. A informação deve ser registrada pela plataforma eletrônica e-Patri; inclusive pelos empregados da Caixa Federal.

De acordo com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) o objetivo é a verificação de conflito de interesses na formação de renda do agente público, porém, não vê sentido na solicitação ao funcionário normal e sim aos diretores e agentes da presidência.  “Medidas de combate à corrupção e que visam dar transparência na gestão pública, no governo federal é uma necessidade e um dever. Porém, não podemos aceitar os sigilos impostos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na CEBB.

Para esclarecer o assunto e tirar dúvidas, a LBS Advogados, assessoria jurídica da Feeb SP/MS, preparou um documento com perguntas e respostas sobre o assunto em questão. Confira:


É obrigatória a apresentação da declaração de bens pelos empregados públicos da Caixa e Banco do Brasil?

R. Sim, porque o Decreto nº 10.571, de 09 de dezembro de 2020, determina a apresentação da declaração de bens de todos os agentes públicos civis da administração pública federal direta e indireta, incluindo os empregados, dirigentes e conselheiros das empresas estatais, mesmo as não dependentes de recursos do Tesouro Nacional para o custeio de despesas de pessoal ou para custeio geral. Como Caixa e Banco do Brasil se enquadram na classificação de empresa estatal da administração pública indireta, não dependentes de recursos do Tesouro Nacional para o custeio de despesas de pessoal, seus empregados e empregadas, dirigentes e conselheiros e conselheiras se submetem a determinação deste Decreto.

Existe alguma discussão jurídica sobre a aplicabilidade deste decreto para os empregados do Banco do Brasil e Caixa?

R. Existe, mas enquanto a Controladoria Geral da União não interpretar de forma diversa, recomendamos o envio da declaração, para que o trabalhador não tenha risco de sofrer qualquer penalidade.

Como deverá ser entregue a declaração?

R. Por meio eletrônico, pelo portal e-Patri (www.epatri.cgu.gov.br) a partir de 1º de agosto de 2022, de acordo com a data de aniversário em calendário disponibilizado pela CGU e que se encontra ao final desse texto. O e-Patri enviará mensagens de correio eletrônico para o endereço informado pelo agente público no referido sistema ou no cadastro da plataforma digital “Gov.Br”.

Caso eu não receba mensagem eletrônica do E-Patri, mesmo assim preciso apresentar declaração de bens?

R. O Decreto não vincula a apresentação da declaração ao recebimento do e-mail e por isso recomendamos o envio através do acesso ao portal, de acordo com o calendário disponibilizado.

O que deve ser declarado?

R. Os bens e rendimentos, atividades econômicas e profissionais. A declaração também poderá ser substituída por uma autorização, por meio eletrônico, de acesso às declarações anuais de Imposto sobre Renda e Proventos das pessoas físicas (IRPF) que são entregues anualmente a Receita Federal. No Decreto nº 10.571 há previsão de guarda, sigilo das informações autorizadas, além da possibilidade de revogação de acesso à declaração a qualquer momento, no mesmo portal. Além da declaração de bens, no mesmo ambiente digital, deverá apresentar informações sobre situações que possam gerar conflito de interesse.

Quando a declaração será exigida?  

  1. Anualmente:
  • no ato da posse ou da contratação em cargo, função ou emprego nos órgãos ou nas entidades do Poder Executivo federal;
  • no prazo de dez dias úteis, contado da data da designação, quando se tratar de função de confiança equivalente ou superior à Função Comissionada do Poder Executivo de nível 5;
  • no prazo de dez dias úteis, contado da data do efetivo retorno ao serviço, no caso de agente público federal que se encontrava, a qualquer título, afastado ou licenciado, sem remuneração, do serviço, por período igual ou superior a um ano;
  • na data da exoneração, da rescisão contratual, da dispensa, da devolução à origem ou da aposentadoria, no caso de o agente público federal deixar o cargo, o emprego ou a função que estiver ocupando ou exercendo.

Esse ano será apresentada a declaração referente aos anos 2020 e 2021 e deverá ser entregue de acordo com a data de nascimento da empregada ou empregado público conforme calendário abaixo:

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Funcionários do BB entregam pauta de reinvindicações à Cassi

Trabalhadores pedem recomposição da lista de medicamentos do PAF, ampliação do PCMSO e posicionamento do BB e Cassi sobre déficits

A Comissão Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) entregou ontem (27) a pauta específica de reivindicações à direção da Cassi, como parte das negociações da Campanha Nacional 2022. O documento foi elaborado coletivamente e aprovado durante o 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado em junho.

Também nesta quarta-feira, a CEBB enviaram ao presidente da Caixa de Assistência dos Funcionários, Clovis de Castro Júnior, um ofício pedindo transparência e o retorno da publicação mensal dos resultados por planos da entidade.

Conforme demonstrado na matéria publicada nesta manhã, o Plano Associados da Cassi acumula, no primeiro quadrimestre de 2022, déficits operacional e líquido de R$ 118 milhões e R$ 567 mil, respectivamente, com projeção para o ano de R$ 250 milhões negativos, o que levará ao consumo de reservas da Cassi.

PAF e PCMSO
Os representantes dos trabalhadores reivindicam também a ampliação da lista de medicamentos do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Nova regra da ANS
Os trabalhadores do BB também solicitam à entidade um posicionamento sobre nova regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que passa a valer a partir de 1º de agosto, determinando que os planos não poderão mais limitar o número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Campanha Nacional: Segurança bancária é cobrada durante rodada de negociação

Categoria cobrou prioridade nas questões relacionadas à integridade física e à vida de bancários e clientes. Bancos recusam e negociação não avança. 

A segurança bancária foi tema da mesa de negociação realizada nesta quinta-feira (28) entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Trata-se de um tema fundamental para a categoria bancária, pois está relacionado à vida e à integridade física, tanto dos trabalhadores do ramo financeiro como também dos clientes”, destaca Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Uma pesquisa realizada em 2020 pelo movimento sindical em parceria com a Confederação dos Trabalhadores em Segurança Privada (Contrasp) e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) apontou 839 ataques no setor, entre eles, 321 explosões ou arrombamentos de caixas eletrônicos, 439 assaltos ou tentativas, 34 ataques a carros-fortes e 45 saidinhas bancárias, além de 40 assaltos a correspondentes e outros 86 a agências dos Correios ou lotéricas. No total foram seis mortes no ano.

Durante a negociação o movimento sindical propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) específico para discutir a questão e elaborar uma nova redação para as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria que tratam sobre segurança bancária.

A Fenaban recusou a proposta de criação do GT e disse que está aberta a debater o tema até o final de agosto e, caso contrário, assumirá a responsabilidade por tocar a pauta de acordo com seus interesses.

Portas de segurança

Ao longo dos anos, a luta do movimento sindical possibilitou avanço na mesa bipartite de segurança bancária com a instalação das portas de segurança, grande conquista para a categoria. Durante a pandemia, os bancos investiram na implantação de lojas de negócios, em substituição às agências. A adaptação retirou as portas giratórias e os vigilantes. Apesar da reação dos trabalhadores contra a medida e da presença de caixas eletrônicos nesses locais, os bancos alegam não existir trânsito de numerário nessas unidades para manter a decisão.

“Para nós do movimento sindical, a vida do bancário é mais importante do que o lucro das agências e locais de atendimento. O custo com a segurança não é responsabilidade dos Bancários. O que temos visto são locais de trabalho de riscos que necessitam urgente de uma intervenção e medidas de segurança rígidas. Não podemos ser negligentes quando o que está em jogo é a vida das pessoas”, destaca Reginaldo Breda.

Negociação não avança

A Fenaban alega que houve redução de 98,5% no número de assaltos a agências e postos bancários de 2000 a 2021 e propõe que a representação dos trabalhadores se juntem aos bancos e atuem contra as normas estaduais e municipais de segurança, que exijam aparatos de segurança além dos previstos na Lei 7.102/1983, que regulamenta a segurança bancária.

O movimento sindical argumentou que os casos reduziram justamente por causa dos sistemas de segurança, considerou a proposta da Fenaban inoportuna e enfatizou que a retirada de portas de segurança e de vigilantes das agências bancárias desrespeita legislações específicas de estados e municípios.

Próxima negociação

A próxima reunião de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcada para segunda-feira (1º de agosto) para debater sobre saúde e condições de trabalho.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Campanha Nacional: Negociações sobre Teletrabalho avançam

Bancos sinalizaram positivamente para a pauta sobre Teletrabalho 

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta terça-feira (26) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para mais uma rodada de negociação. A discussão teve como pauta o Teletrabalho. Os bancos sinalizaram aceitar negociar as propostas dos bancários para definir a redação das cláusulas específicas para que o tema seja inserido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

“Foi um momento importante da campanha nacional e um avanço. O tema precisa de atenção. Entendemos que com o avanço da tecnologia trabalhadores também podem ser beneficiados, porém, é preciso deixar pontos bem esclarecidos para que a jornada de trabalho seja respeitada, assim como outros direitos já conquistados”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A representação dos bancos afirmou que é preciso analisar as redações propostas pelos trabalhadores para evitar que haja insegurança jurídica nos pontos que forem clausulados.

Saúde do trabalhador

Outro ponto debatido foi a questão da saúde do trabalhador. A representação pontuou a pesquisa aplicada durante a pandemia que apontou que muitos trabalhadores não receberam equipamentos e móveis ergonômicos para se evitar adoecimentos. Como exemplo foi apontada a luta pela redução da LER/Dort (lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) na categoria.

Outros pontos da proposta

A proposta apresentada pelo Comando será analisado pelos bancos. Entre os destaques mencionados estão: quantidade de trabalho compatível com a jornada e responsabilidade do empregador pelas condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho (independentemente do local onde o mesmo é realizado). A redação também pontua que tanto a remuneração quanto os direitos da categoria não devem diferir por causa da modalidade de trabalho realizada, seja ela presencial, ou remota, assim como as metas estipuladas.

Violência doméstica

Em situações de casos de violência doméstica o documento estabelece garantia às trabalhadoras que forem vítimas do direito de escolha da modalidade presencial ou home office.

GT

Os bancos também acataram a proposta de criação de um grupo de trabalho (GT) bipartite específico para promover reajustes e revisão nas cláusulas visando a melhoria das mesmas.

Qualificação e requalificação profissional

Além do tema teletrabalho, um outro ponto tratado na reunião foi a qualificação e requalificação profissional, tendo em vista a agilidade com que as mudanças tecnológicas estão ocorrendo e a necessidade do trabalhador acompanhar. Para isso, a representação dos trabalhadores destacou a importância dos bancos arcarem com as capacitações e que as mesmas ocorram dentro do horário de expediente.

Indenização adicional

Outra proposta apresentada pelo Comando Nacional dos Bancários que foi debatida na mesa de negociações desta terça-feira é com relação à indenização adicional para os casos de dispensa imotivada. Na categoria bancária, houve uma redução de 77 mil postos de trabalho entre 2013 e 2021. Nos últimos cinco anos entre (2016 a 2021), a redução de postos foi de 57.175 postos de trabalho.

O Comando pediu garantias contra a dispensa imotivada, com indenização adicional no valor equivalente a três vezes a maior remuneração do empregado a cada cinco anos trabalhados.

Homologações nos sindicatos

O Comando também pede o retorno das homologações das rescisões contratuais nos sindicatos para que sejam acompanhadas de um profissional e os erros evitados e os direitos do trabalhador preservados.

Próximas negociações

A data-base da categoria bancária é 1º de setembro. As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban continuam. A próxima reunião acontecerá na quinta-feira (28) e abordará o tema da segurança bancária. Em seguida, no dia 1º de agosto, será tratado o tema de saúde e condições de trabalho.

Fonte: Feeb SP/MS

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Caixa se compromete a contratar mais empregados

Banco também aceitou discutir o Programa de Gestão de Desempenho de PessoasEm reunião de negociações com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, ocorrida nesta segunda-feira (25), o banco se comprometeu em dar continuidade das fases do processo de contratação, previsto em edital, dos candidatos já convocados e com exames médicos aptos.

Conforme relatado pela representação dos bancários, a Caixa tem reduzido drasticamente o número de trabalhadores no banco, enquanto isso, houve aumento no número de clientes e de contas. Como resultado, bancários destacaram a superlotação, a sobrecarga de trabalho e o  adoecimento, fatores que tem prejudicado tanto o trabalhador como o atendimento à população.

O banco possui mais de 142 milhões de clientes e 220 milhões de contas bancárias. Cada empregado é responsável pelo atendimento de, em média, 1.700 clientes.

Durante a negociação o movimento sindical demandou que mais contratações sejam efetuadas.

A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) autorizou a Caixa a contratar mais empregados até completar um quadro de 87.544 trabalhadores. Segundo dados dos representantes da Caixa, atualmente o banco possui 86.907 empregados.

GDP

O banco demonstrou disponibilidade em debater sobre o Programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). De acordo com a representação dos bancários, a forma como se encontra pode ser utilizada como assédio, uma vez que a ferramenta é aplicada para medir o desempenho do trabalhador e não como gestão de pessoas. Trabalhadores defenderam a sua utilização como formas para desenvolver e ascender a carreira do profissional.

A Caixa aceitou discutir a GDP para que haja uma construção conjunta de uma ferramenta de avaliação do desempenho das empregadas e empregados.

Seleção interna

Outra demanda apresentada pela representação dos empregados foi com relação aos processos de seleção interna (PSI).

A Caixa informou que desde novembro de 2020 não existem mais travas que impedem a ascensão.

A representação dos trabalhadores também cobrou maior divulgação do fim das travas no PSI. A Caixa se comprometeu a melhorar a comunicação e encontrar formas para que não se impeça a ascensão profissional. Mas, com relação aos optantes pelo REG/Replan não saldado disse que estes estavam cientes da impossibilidade quando fizeram a opção.

Jornada

A representação dos empregados também apresentou a demanda de jornada de quatro dias semanais. Entre os argumentos utilizados estão estudos que mostram haver ganho de produtividade quando se há redução de jornada, além de ser uma tendência mundial. A representação citou um estudo realizado na Europa e enfatizou as mudanças tecnológicas como ganhos que precisam ser compartilhados também pelos trabalhadores.

Outros assuntos

A reunião também tratou sobre descomissionamento arbitrário, a incorporação de função gratificada e o fim da designação por minuto para as funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor.

“Os empregados lutam para conquistar uma função gratificada, mas quando conseguem obtê-la se estabelece uma grave dependência, já que em alguns casos ela representa 60% ou mais da remuneração do trabalhador. Por esse motivo regular com clareza o acesso às funções é um dos pontos cruciais da mesa especifica com a Caixa”, Carlos Augusto (Pipoca), representante da Federação Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS).

Sobre a designação por minuto o banco concorda em debater e quer agendar uma reunião específica para tratar do assunto. Mas, com relação aos outros dois temas o banco se nega a retomar a incorporação das gratificações de função e disse que os descomissionamentos ocorrem quando há motivação, classificando-os como desligamentos motivados.

A representação dos trabalhadores também pediu o retorno das áreas de logística e gestão de pessoas nos estados/regiões.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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COE Santander conquista acordo para compensação de banco de horas

Conquista tranquiliza trabalhadores que terão até agosto de 2023 para realizar a compensação

O movimento sindical conquistou neste mês (julho), por meio das negociações da Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander), um acordo que amplia o prazo para a compensação do banco de horas. A conquista contempla bancários que ficaram em casa durante a pandemia, mas foram impossibilitados de trabalhar devido à falta de fornecimento de equipamento ou acesso ao sistema.

O acordo prevê a extensão do prazo de compensação para até agosto de 2023. Dentre os critérios previstos estão os seguintes:

  • 10% para o empregado que compensar de 30 (trinta) a 59 (cinquenta e nove) horas por semestre (julho de 2022 a dezembro de 22, e janeiro de 2023 a junho de 2023); b) 20% para o empregado que compensar de 60 (sessenta) a 100 (cem) horas por semestre (julho de 2022 a dezembro de 2022, e janeiro de 2023 a junho de 2023);
  • 30% para o empregado que compensar de 101 (cento e uma) a 150 (cento e cinquenta) horas por semestre (julho de 2022 a dezembro 2022, e janeiro de 2023 a junho de 2023);
  • 40% para o empregado que compensar de 151 (cento e cinquenta e uma) a 180 (cento e oitenta) horas por semestre (julho de 2022 a dezembro de 2022, e janeiro de 2023 a junho de 2023;
  • Fica compromissado, também, que haverá o abatimento de 40% no saldo de horas negativas acumuladas, especificamente, para empregados com deficiência e empregadas que durante a gestação estiveram afastados de suas atividades em decorrência da pandemia da Covid-19, desde que compensem 60 (sessenta) horas por semestre (julho de 2022 a dezembro de 2022, e janeiro de 2023 a junho de 2023);
  • Não poderá ocorrer desconto em folha de pagamento até setembro de 2023;
  • Em caso de demissão sem justa causa, as horas não serão descontadas da rescisão;
  • Não é permitido compensar horas aos finais de semana e feriados;
  • Só será permitido compensar 4 dias por semana, de segunda a sexta, e até 1 hora e 50 minutos por dia.

De acordo com o movimento sindical, o acordo tranquiliza os trabalhadores que se encontravam apreensivos com a possibilidade de descontos no salário e agora tem regras claras para compensação. A COE orienta, ainda, trabalhadores que não consigam realizar a compensação de horas por algum motivo, para que procurem seus sindicatos.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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COE Santander realiza entrega de aditivo ao Banco na próxima semana

A Comissão de Organização de Empregados (COE/Santander) realiza na próxima segunda-feira (25) a reunião de negociação com o banco. Esta será a primeira rodada de negociação do aditivo Santander. Acompanhe este canal e as redes sociais da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) e de seus sindicatos filiados para mantar-se informado.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Negociação sobre teletrabalho foi adiada

A pedido da Fenaban, a reunião será realizada na próxima terça-feira (26)

A pedido da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a reunião para a negociação sobre cláusulas sociais – teletrabalho, que aconteceria nesta sexta-feira (22), foi adiada para a próxima terça-feira (26), a partir das 14h.

Acompanhe os sites e redes sociais da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) e de seus sindicatos filiados para manter-se informado e mobilizado. “Bora ganhar esse jogo!”

Confira as próximas datas:

Negociação sobre Teletrabalho será realizada na próxima terça-feira (26)

Próximas negociações incluem, ainda, temas como Segurança Bancária, Saúde e Condições de Trabalho e Cláusulas Econômicas 

Fonte: Feeb SP/MS

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Federação dos Bancários cobra transparência do Banco Santander

Reunião foi marcada a pedido dos Sindicatos após anúncio de ampliação do horário de atendimento

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) cobrou nesta tarde (19), transparência nas decisões do Banco Santander. A exigência aconteceu por meio de reunião on-line, entre a diretoria da Feeb SP/MS, sindicados filiados e representantes do banco. O encontro foi solicitado pela entidade, após o Banco informar a extensão do horário de atendimento. “Mais uma vez fomos surpreendidos com a decisão unilateral do banco. Uma prática que tem sido adotada pelo Santander e desrespeitado a representação sindical da categoria, que presa e defende o cumprimento dos direitos do trabalhador”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Feeb SP/MS.

Durante a reunião, a Feeb SP/MS questionou a decisão e exigiu do Banco o estabelecimento de critérios de controle dos horários, de modo que a extensão do atendimento não ultrapasse a jornada do trabalhador. O banco, por sua vez, explicou que os novos horários serão administrados por gerências regionais e se colocou à disposição para eventuais excessos. “Foi uma reunião positiva embora, tenhamos evidenciado ao banco a postura inadequada que vem sendo adotada ao não dialogar antecipadamente com a representação sindical. Nossos sindicatos fiscalizarão se estes horários estão sendo cumpridos sem qualquer extrapolação do cumprimento da jornada de trabalho da bancária e do bancário”, enfatiza Breda.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS