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Campanha Nacional: Negociações elevam reajuste de VA e VR para 8,88%

Comando Nacional cobra proposta global, índice e PLR

Durante a 15ª rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta terça-feira (23), foi apresentada a proposta de reajuste para os vales refeição e alimentação para 100% da inflação medida pelo INPC, projetada para 8,88% para o final de agosto.

O Comando reivindicou reajuste sobre a inflação dos alimentos, projetada para 15,37%, além de cobrar a proposta global para todas as cláusulas econômicas, índice e PLR.

“As negociações continuam para que possamos chegar a uma proposta decente para apresentar aos bancários. Até agora os banqueiros insistiram em não reconhecer a inflação como um índice a ser aplicado e também o aumento real”, explica o presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, David Zaia.

Os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) atingiram um lucro de R$ 56,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2022, um crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com rentabilidade de 18%.

“Hoje um pequeno avanço na questão do VR e do VA que chegaram a 100% da inflação, mas é importante destacar que no caso da alimentação a inflação é mais alta que a inflação geral, neste caso, cobramos da Fenaban para que reforcem o debate com os bancos e apresentem reajuste, porque a inflação da alimentação está muito mais alta que a inflação geral”, explica David Zaia.
Com a proposta conquistada pelo Comando, o valor do VR passa de R$ 41,92/dia para R$ R$ 45,65/dia. O VA passa de R$ 726,71/mês para R$ 791,24/mês, aumento de 64,53.

Diante da negativa do Comando, os bancos vão analisar a proposta de reajuste para o VA e VR sobre a inflação dos alimentos. Mas, vão considerar a alimentação dentro do domicílio e fora do domicílio.

Os bancos se comprometeram em entrar no debate sobre a proposta de reajuste para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nesta quarta-feira (24).

Assembleias

O Comando Nacional dos Bancários orientou, ainda, as entidades sindicais a realizarem assembleias na sexta-feira (26) para que os bancários analisem a proposta da Fenaban e autorizem o estado de assembleia permanente.

As entidades devem publicar o edital em seus sites e redes sociais ainda nesta terça-feira (23) e em jornais de grande circulação nesta quarta-feira (24).

Continuidade das negociações

A próxima reunião de negociação será realizada nesta quarta-feira (24), a partir das 14h, presencialmente, em São Paulo.

Fonte: Feeb SP/MS

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EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marília e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 52.059.664/0001-20, Registro sindical nº 7076 1V por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os trabalhadores bancários, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembleia geral extraordinária que se realizará de forma remota/virtual das 19:00 horas até às 23:59 horas do dia 26/08/2022 (sexta-feira), na forma disposta no site www.bancariosmarilia.com.br onde estarão disponíveis todas as informações necessárias para a deliberação acerca da seguinte pauta:1. Avaliação da proposta apresentada pela FENABAN; 2. Deliberação sobre a transformação desta Assembleia Geral Extraordinária em Assembleia Geral Extraordinária Permanente com consultas assembleares remotas/virtuais em dias e horários convocados pelo Comando Nacional dos Bancários por meio dos canais de divulgação digitais oficiais dos Sindicatos e da Feeb SP/MS;

Marília, 23 de agosto de 2022.

Edilson Aparecido da Silva Julian

Presidente

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Federação Nacional dos Bancos propõe reajuste de 65% da inflação

Proposta equivale perda real de 2,9% para a categoria bancária. Comando recusa e negociação retoma na segunda-feira (22)

O Comando Nacional se reuniu nesta sexta-feira (19) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a 12° mesa de negociação para a Campanha Nacional dos Bancários 2022.  A expectativa era que o banco apresentasse uma proposta geral condizente com os esforços da categoria.

No primeiro momento a Fenaban propôs congelar e diminuir o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a ser distribuída aos empregados. A reunião foi pausada após o Comando rejeitar a proposta. Na sequência, os bancos retiraram a proposta da PLR e apresentaram uma opção considerada ainda pior para a categoria, com reajuste de apenas 65% da inflação acumulada entre 1º de setembro de 2021 e 31 de agosto de 2022 para o salário e todos os direitos econômicos. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou novamente e as negociações continuam na próxima segunda-feira (22).

De acordo com estimativas do Banco Central, a inflação é de 8,95% para o período. Já o reajuste proposto foi de 5,82%. A proposta representa uma perda real de 2,9% para a categoria. A representação dos bancários considerou a atitude desrespeitosa e provocativa, além de destacar o esforço da categoria ao contribuir com a alta rentabilidade dos bancos. Os bancos obtiveram um aumento de 14,4% no lucro semestral. A rentabilidade foi de 18% nos últimos 12 meses. “Mesmo em um dos períodos mais críticos, o bancário esteve presente e contribuiu diretamente com os resultados obtidos. O que vemos hoje foi descaso para com os funcionários e retrocesso nos direitos dos trabalhadores. Esperamos que na próxima negociação seja apresentada nova proposta, adequada às expectativas e necessidades do trabalhador”, explicou Reginaldo Breda, Secretário Geral da Feeb SP/MS.

Lucros

O lucro total dos cinco maiores bancos do país nos seis primeiros meses de 2022, entre eles, Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, foi de R$ 74,2 bilhões com tarifas cobradas dos seus clientes, alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2021.

Calendário de luta  

Na próxima semana as negociações acontecem presencialmente, em São Paulo, com a participação dos membros do Comando Nacional dos Bancários.

A orientação é para que a categoria intensifique a mobilização nas redes durante o final de semana.

Um tuitaço também já está programado para ocorrer na manhã de segunda-feira (22), entre 9h e 10h, com a hashtag #Desrespeito, citando os perfis dos bancos, com dados que mostrem que eles podem atender as reivindicações da categoria.

Já na terça-feira (23), deverá ocorrer o Dia Nacional de Luta, com informações à população sobre tarifas e altos lucros dos bancos, além de demonstrar que a categoria está mobilizada para lutar por seus direitos e pelo aumento real.

O presidente da Feeb SP/MS, pediu aos sindicatos que intensifiquem as participações e lutas.

“Vamos entrar em um momento decisivo da nossa campanha salarial. A mobilização dos bancários é fundamental para garantir que os banqueiros apresentem proposta decente. Não podemos permitir retrocessos e a garantia da reposição e do aumento real são condições fundamentais para um bom acordo”, enfatizou o presidente da Feeb SP/MS, David Zaia.

Próxima negociação

A próxima reunião de negociação será realizada presencialmente, em São Paulo, na segunda-feira (22), a partir das 10h. O Comando Nacional dos Bancários está convocado a permanecer durante toda a semana na capital paulista para participar das negociações com os bancos.

Confira o calendário

22/8 – 10h (presencial): Continuação de todos os temas

23/8 – 14h (presencial): Continuação de todos os temas

24/8 – 10h (presencial): Continuação de temas

25/8 – 14h (presencial): Continuação de temas

26/8 – 10h (presencial): Continuação de temas

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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HOJE TEM NEGOCIAÇÃO ÀS 16H

O tuitaço começa às 11h e vai até às 12h. Vamos subir nos trends pra deixar bem claro para a Fenaban que #QueremosProposta

Fenaban, pedimos aumento condizente com valor real dos trabalhadores e trabalhadoras, sem os quais o setor não teria alcançado mais um semestre de lucros astronômicos. #QueremosProposta @Febraban
Igualdade de oportunidades, combate à discriminação, por salários iguais para trabalho de igual função, independente de condição física, raça, cor, gênero, idade e orientação sexual. #QueremosProposta @Febraban, manda a proposta geral!
Tira o escorpião do bolso, Fenaban! Pedimos aumento justo de salário e do reajuste do VA e VR. Chega de lucros astronômicos às custas de gestão que sobrecarrega trabalhadores! #QueremosProposta @Febraban
Fenaban, a saúde financeira dos bancos tá em dia, mas a nossa não! Chega de metas abusivas! Queremos o combate ao assédio moral e sexual, proteção do emprego, mais PLR e aumento justo nos salários e nos reajustes do VA e VR. #QueremosProposta @Febraban

Se a Fenaban quer combater o assédio moral, precisa avançar na mesa de negociação com os bancários. Trabalhadores exigem o fim de metas abusivas! #QueremosProposta @Febraban

Exigimos proposta salarial descente! Sem as trabalhadoras e os trabalhadores, os bancos não teriam alcançado recorde de lucros. #QueremosProposta @Febraban

Queremos uma proposta global que garanta as conquistas das bancárias e dos bancários, que atenda as reivindicações de pontos fundamentais para a categoria e que não seja porta de entrada para mais casos de adoecimentos! #QueremosProposta @Febraban

Fim da terceirização, garantia de empregos, qualificação das trabalhadoras e trabalhadores e redução da jornada de trabalho para quatro dias. Fenaban, esse é o conteúdo da proposta global que reivindicamos. #QueremosProposta @Febraban

Fenaban, aumento real de 5% para a categoria é muito pouco. Pedimos a valorização dos bancários e bancárias, sem os quais setor não teria alcançado mais um semestre de lucros astronômicos. #QueremosProposta @Febraban

Tira o escorpião do bolso, Fenaban! Desde o dia 15 de junho você está com as reivindicações dos bancários. Proposta geral já! #QueremosProposta @Febraban

Fenaban, você se preocupa com as bancárias e bancários? Então, cadê a resposta sobre controle do teletrabalho, para que as horas não sejam extrapoladas e a ajuda de custo seja regulamentada? #QueremosProposta @Febraban

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Campanha salarial 2022 – BANCO DO BRASIL S.A.

Com a participação de representantes das Federações de bancários filiadas, a Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação da CONTEC, realizou na manhã desta quarta-feira – via remota/virtual –, a oitava reunião com a Comissão de Negociação do Banco do Brasil, dando continuidade aos debates das cláusulas da pauta de reivindicações dos funcionários, entregue ao Banco em 15/06/2022.

Por sugestão dos dirigentes sindicais da CONTEC, foram debatidas as seguintes cláusulas, da pauta da nossa campanha salarial:

a) CLÁUSULA 3ª – REAJUSTE DOS AUXÍLIOS: REFEIÇÃO, CESTA ALIMENTAÇÃO, CRECHE/BABÁ e FILHOS COM DEFICIÊNCIA, objetivando a renovação das cláusulas 13, 14, 15, 16 e 17 do ACT revisando, com elevação dos valores, havendo o banco informado que pretende renovar, seguindo a linha do que restar decidido na mesa da FENABAN. Ponderamos que os alimentos subiram bem além da inflação, mas o banco se manteve na posição de aguardar a definição da mesa da FENABAN;
b) CLÁUSULA 11 – DESPESAS COM ENTIDADES DE CLASSE, destacando que a despesa é decorrente do exercício de atividade prestada ao banco, além de não representar montante significativo para a empresa. No entanto, o banco se manteve irredutível;
c) CLÁUSULA 12 – ADICIONAL DE HORAS EXTRAS, para renovação da cláusula 5ª do ACT revisando, com o que concordou o banco;
d) CLÁUSULA 13 – ADICIONAL DE TRABALHO NOTURNO, visando a renovação da cláusula 9ª do ACT revisando, com o que concordou o banco;
e) CLÁUSULA 16 – AUXÍLIO REFEIÇÃO, buscando renovar a cláusula 13 do ACT revisando, com a supressão dos §§ 6º e 7º, tendo o banco registrado que pretende renovar a cláusula com a redação da cláusula do ACT revisando, mas seguindo a linha do que vier a ser decidido na mesa da FENABAN;
f) CLÁUSULA 17 – AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO, propondo a renovação da cláusula 14 do ACT revisando, havendo o banco destacado que pretende renovar a cláusula, observando o que vier a ser decidido na mesa da FENABAN;
g) CLÁUSULA 18 – DÉCIMA TERCEIRA CESTA ALIMENTAÇÃO, para renovação da cláusula 15 do ACT revisando, ao que o banco registrou que pretende renovar a cláusula, nos termos do ACT revisando, desde que em consonância com o que ficar decidido na mesa da FENABAN;
h) CLÁUSULA 19 – AUXÍLIO-CRECHE / AUXÍLIO-BABÁ, pretendendo a renovação da cláusula 16 do ACT revisando, tendo o banco informado de sua pretensão de renovar a cláusula nos termos do ACT revisando, condicionado ao que restar decidido na mesa da FENABAN;
i) CLÁUSULA 20 – AUXÍLIO FILHOS COM DEFICIÊNCIA, no intuito de renovar a cláusula 17 do ACT revisando, havendo o banco esclarecido que pretende renovar a cláusula nos termos do ACT revisando, mas observando o que vier a ser decidido na mesa da FENABAN;
j) CLÁUSULA 21 – VALE-TRANSPORTE, objetivando a renovação da cláusula 19 do ACT revisando, com ajuste do § 3º, para contemplar os colegas localizados em localidades que não contem com transporte municipal, com o que não concordou o banco que, por sua vez, pretende inserir as verbas 011-Adicional por mérito e 123-VCP, para os incorporados, com o que não concordaram os representantes dos trabalhadores. As partes ajustaram voltar a debater a cláusula;
k) CLÁUSULA 64 – AUXÍLIO COMBUSTÍVEL, pedindo auxílio equivalente ao vale transporte para os colegas que trabalham em localidades que não contem com o transporte público regular, havendo o banco ficado de reavaliar;
l) CLÁUSULA 65 – JORNADA DE TRABALHO – DESLOCAMENTO PSO, visando o computo do tempo de deslocamento entre a residência ou agência de localização e o posto de trabalho temporário designado pelo gestor, bem como o custeio das despesas com tal deslocamento, o que o banco ficou de reavaliar;
m) CLÁUSULA 66 – CÔMPUTO DO TEMPO DE TRABALHO EM BANCOS INCORPORADOS, objetivando tratamento isonômico para com os funcionários egressos dos bancos incorporados, com o que não concordou o banco, apesar das ponderações dos representantes laborais;
n) CLÁUSULA 81 – NEGOCIAÇÃO EXCLUSIVA COM O SINDICATO DA CATEGORIA BANCÁRIA, tendo o banco se negado a clausular a matéria, não se sensibilizando com os fundamentos apresentados pelos dirigentes sindicais; e,
o) CLÁUSULA 82 – FORNECIMENTO DE LISTAGEM, com informações que facilitem o contato com os representados, com o que não concordou o banco, alegando que a matéria se encontra em debate na mesa da FENABAN, além de invocar as limitações impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados.

As partes ficarem de agendar nova reunião.

Representaram a Contec o Coordenador da Comissão, Gilberto Antonio Vieira e Jéssica Alencar (CONTEC) e os seguintes dirigentes: Carlos Souza, Dejair Besson, José Luiz do Valle e Rogério Marques (FEEB-SP/MS), Florival Cardoso Menezes e Valéria Ferreira de Oliveira (FEEB-MG/GO/TO/DF), Antonio Ribas Maciel Júnior, Carlos Ferreira Kravicz. João Haroldo Ruiz e Luana Narimatsu da Silva (FEEB-PR), Armando Machado Filho, João Barbosa, Luiz Francisco Cardoso, Michael da Silva e Walter Augusto Hofelmann (FEEB-SC), Ivanilson Batista Luz e Edson Gallo (FEEB GO/TO), Valderlan Galindo Ramos (FEEB AL/PE/RN), Elsie de Andrade Farias (FEEB NN) e Arimarcel Padilha (FEEB PB).

O Banco do Brasil foi representado por sua Gerente Executiva, Dra. Karine Etchepare Wernz, pelo Gerente de Soluções Paulo César Neto e pelos colegas Anderson Andrei da Silva Sá, Carlos Alberto Marques Pereira, Élcio Felix Brito, Mirian Lusia Nunes e Drs. Flávio Renato Fachini e Luzimar de Souza.

Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN/CONTEC

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Teletrabalho: Caixa faz proposta prejudicial aos empregados; CEE recusa

Banco retrocede na proposta apresentada anteriormente, não aceita dar ajuda de custo aos empregados que tiveram elevação dos gastos por estarem em home office e quer vincular modalidades remota e presencial

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal recusou, em mesa de negociação, a proposta sobre teletrabalho apresentada pelo banco em reunião ocorrida nesta terça-feira (16). Ao invés de retomar os debates e os pontos que já haviam sido acordados entre as partes antes do início da Campanha Nacional dos Bancários, o banco retrocedeu, se recusou a pagar ajuda de custo aos empregados que trabalhem remotamente (home office) e quer vincular as mesmas regras da criação de banco de horas para este grupo com aqueles que trabalham presencialmente.

“Sabemos que há interesse de muitos empregados em trabalhar remotamente, mas o banco quer que o trabalhador assuma todos os custos que têm a mais com energia elétrica, internet e todos os demais. Essa proposta não passa pelos empregados e a recusamos em mesa”, disse o coordenador da CEE, Clotário Cardoso, lembrando que a Caixa já havia aceitado dar ajuda de custo para os trabalhadores que exerçam suas atividades em casa. “Simplesmente quiseram deixar de lado o que já havia sido acordado em nossas negociações e estavam propondo que a gente aceitasse pontos que são prejudiciais aos trabalhadores”, completou.

A proposta da representação dos empregados é que a Caixa garanta todos os direitos dos(as) empregados(as) que trabalham presencialmente àqueles(as) que exerçam suas funções em regime de teletrabalho, bem como o registro de ponto, a remuneração das horas extras, além dos direitos e garantias previstos na minuta entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com ajuda de custo pelos gastos hoje assumidos pelos trabalhadores (energia, internet, água etc.).

“Na mesa única com os demais bancos, houve avanço nas negociações sobre as propostas para o teletrabalho”, lembrou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio Grande do Sul (Fetrafi/RS), Rachel Weber.

Leia também:
>>>>> Teletrabalho, banco de horas e controle de jornada em debate na Caixa

“A Caixa quer se aproveitar do interesse dos empregados pelo trabalho remoto para jogar sobre as costas deles os custos que eles passaram a ter em suas residências. E, sem contar que o banco deixou de ter os custos que tinha quando os empregados trabalhavam nas suas dependências”, reforçou o representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC), Edson Heemann.

Dados da 2ª Pesquisa Nacional sobre Home Office dos Bancários, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que durante o período de home office realizado em decorrência do isolamento da pandemia de covid-19, os gastos dos trabalhadores em suas residências com energia elétrica aumentaram 86,5% ; com supermercado, 73,4%; com internet, 50,4%; com conta de água, 55,5% (veja outros números no gráfico).

Retrocesso

A Caixa queria estabelecer um banco de horas com prazo de compensação de seis meses, tanto para quem trabalha remotamente quanto para quem trabalha presencialmente. Na proposta negociada anteriormente, o banco aceitava pagar ajuda de custo e o banco de horas era apenas para quem trabalhar remotamente. Além disso, o prazo era de dois meses para compensação. Caso não houvesse folga neste prazo, o banco teria que pagar pelas horas trabalhadas a mais.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb-BA/SE), Emanoel de Souza, lembrou que “em negociações realizadas anteriormente, já havia sido acordado, inclusive validado pelo pessoal do Jurídico da Caixa, que no presencial, não seria criado banco de horas. Quem está no presencial deve receber pelas horas trabalhadas a mais”.

“A Caixa quer criar banco de horas para o presencial porque há sobrecarga de trabalho. Ao invés de contratar mais para não haver necessidade de os empregados trabalharem além do horário, estão querendo normalizar a sobrecarga sem ter que pagar pelas horas trabalhadas”, disse o representante da Federação dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa/RJ), Rogério Campanate.

Negociações

As negociações sobre o teletrabalho foram interrompidas para serem retomadas posteriormente.

Nesta quarta-feira (17), a partir das 16h, haverá nova rodada de negociações.

Fonte: Contraf

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Campanha Nacional: BB apresenta proposta que pode reforçar assédio moral

Empresa sugere redução de ciclos avaliatórios e funcionários apresentam impactos negativos da medida

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) recebeu, na manhã desta terça-feira (16), a proposta do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022-2023. Entre as mudanças sugeridas pelo BB, estão a redução dos atuais três ciclos avaliatórios para um ciclo e a substituição de 1 ano de assistência psicológica para 20 sessões de psicoterapias a vítimas de assalto ou sequestro.

Ciclos avaliatórios          

O ACT vigente estabelece que o funcionário poderá ser dispensado da função ou descomissionado com três ciclos avaliatórios “consecutivos de desempenho insatisfatório”. O trabalhador no cargo de gerente-geral, entretanto, pode sofrer esses sanções se tiver apenas um ciclo de desempenho insatisfatório.

“Nós não concordamos com a proposta do banco. Nossa proposta, para ficar mais justo, é que os três ciclos de avaliação sejam estendidos para todos, incluindo aos gerentes-gerais”, disse o coordenador da CEBB, João Fukunaga.

“Essa mudança sugerida pelo banco fragiliza a condição dos funcionários. Um ciclo não é suficiente. O instrumento atual é importante e precisa ser melhorado e não reduzido”, completou a representante da Fetrafi-RS na CEBB, Priscila Aguirres.

A representante da Feeb-SP/MS na CEBB, Elisa Figueiredo, lembrou que esta é a terceira vez que o banco tenta reduzir os ciclos de avaliação. “A primeira vez foi em 2018, a segunda, em 2020”.

A preocupação dos trabalhadores é que as avaliações sejam utilizadas indevidamente para ameaçar, de forma velada, funcionários que não conseguem cumprir metas. Com a redução dos ciclos essa manobra negativa seria facilitada. “O perigo, portanto, é que essa proposta termine por reforçar o assédio moral dentro do BB”, explicou Fukunaga.

Cobertura menor de terapias

Na proposta de reduzir “1 ano de assistência psicológica para 20 sessões de psicoterapia”, a funcionário ou seu dependente vítima de assalto ou sequestro, o banco alegou que um levantamento feito com base nos últimos quatro anos revelou que são raros os casos em que as 20 sessões foram extrapoladas. O banco argumentou ainda que sua proposta abre espaço para um número ilimitado de consultas, se o tratamento precisar ser prorrogado.

“Por que colocar um limite, então, se o tratamento pode ser prorrogado?”, questionou o representante da Fetrafi/MG na CEBB, Rogério Tavares. “Não podemos deixar o texto como está?”, continuou. A advogada Renata Cabral, sócia de Crivelli Advogados, que assessora a Contraf-CUT, ponderou ainda que o texto sobre o tema presente no ACT atual é “absolutamente mais benéfico” aos trabalhadores do BB.


Demais propostas do banco

  • Retirar a limitação de 18 meses para a empresa se comunicar com o funcionário afastado por condições médicas, pedindo reavaliação do seu estado de saúde;
  • Unificação dos ACT’s data-base, Teletrabalho e CCP;
  • Incluir as verbas 011-Adicional por mérito e 123-VCP Incorporados aos descontos que incidem sobre o pagamento do Vale transporte;
  • Auxílio funeral – quando o benefício for assegurado por entidade patrocinada e o valor for inferior ao previsto no ACT, o banco arcará com a diferença;
  • Horário de repouso em atividades repetitivas – acompanhar CCT;
  • Liberação de adiantamentos condicionada à manutenção de conta corrente ativa;
  • Exclusão da cláusula 28, sobre vantagens de férias e licença prêmio.


Próxima reunião

Quarta-feira – 17 de agosto – Cláusula Sociais

Fonte: Contraf.

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Campanha Nacional: Combate ao Assédio Moral volta a ser negociado com Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)

Bancos negam que causa de adoecimento está relacionada à cobrança de metas

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos nesta segunda-feira (15), para mais uma negociação. O combate ao assédio moral foi novamente tema do debate. Apesar de mais uma vez os bancos negarem que a causa do adoecimento está relacionada à cobrança excessiva de metas, dados de pesquisa realizada pelos próprios recursos humanos dos bancos comprovam que a categoria bancária é a que mais adoece.

Após pressão do Comando Nacional, os bancos se comprometeram a apresentar proposta ainda nesta semana.

“As queixas estão relacionadas diretamente ao estabelecimento de metas inatingíveis e às cobranças abusivas por parte dos bancos. É grave o tema de adoecimento mental e físico dos bancários quando comparado a outras categorias”, explica Reginaldo Breda, secretário Geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os representantes da categoria também levantaram dados da Consulta Nacional respondida em 2022 por mais de 35 mil bancários. De acordo com as respostas, 77% apontaram que a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam cansaço, fadiga e preocupação constante; outros 54% responderam que causa desmotivação, vontade de não ir trabalhar, medo de estourar; 51% relacionaram a tensão à dor, formigamento nos ombros, braços ou mãos e 44% apontaram crise de ansiedade e pânico.

(veja gráfico abaixo).

A pauta voltará a ser discutida na próxima rodada de negociação, programada para quinta-feira (18).

Revisão Cláusulas de Teletrabalho

O Comando Nacional também tratou sobre a redação de cláusulas de teletrabalho, tema discutido na semana passada. A Fenaban analisará as observações feitas pelo Comando Nacional dos Bancários e enviará nova proposta sobre o tema.

Confira o calendário para as próximas negociações:

18/8 – 16h (online): Continuação de todos os temas

19/8 – 10h (online): Continuação de todos os temas

22/8 – 10h (presencial): Continuação de todos os temas

23/8 – 14h (presencial): Continuação de todos os temas

24/8 – 10h (presencial): Continuação de temas

25/8 – 14h (presencial): Continuação de temas

26/8 – 10h (presencial): Continuação de temas

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Negociações entre COE Santander e banco avançam

Esforço dos sindicatos foi fundamental para o avanço de pautas especificas para mulheres

Nesta sexta-feira (12), representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com o banco para dar continuidade às negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2022, que tem por objetivo a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos trabalhadores do Santander, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Durante a negociação o movimento sindical obteve três avanços voltados para pautas específicas para as mulheres trabalhadoras, entre elas, a ampliação do período de amamentação de 9 para 12 meses,o fortalecimento de políticas de prevenção e combate ao assédio sexual dentro das dependências da instituição e a criação e inclusão do termo de combate à violência contra a mulher no aditivo. Apesar dos avanços, a reivindicação sobre mais contratações ainda não obteve avanço.

“Foi muito importante a negociação de hoje. Discutimos temas fundamentais para a categoria e avançar em pautas específicas para as mulheres é de suma importância”, destaca Patrícia Bassanin, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), na COE Santander.

Para a representação dos trabalhadores o resultado vem ao encontro da luta permanente dos sindicatos de combate e prevenção ao assédio sexual. A cobrança por mais contratações foi reforçada pelo movimento sindical que considera a demanda urgente para a categoria.

“Não vamos cruzar os braços enquanto o banco perde funcionários e amplia a terceirização, precarizando a mão de obra e removendo direitos do trabalhador. Sem contratação há sobrecarga de trabalho e aumento dos quadros de adoecimentos. É urgente o avanço nesta pauta também”, comenta a representante.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS