bb-25022021

Movimento sindical reforça luta contra reestruturação do Banco do Brasil

Acompanhe o calendário para as próximas atividades

Nesta semana, membros da Comissão dos Funcionários do BB (CEBB) se reuniram com o Comando Nacional dos Bancários para definição dos próximos atos contra as reestruturações no Banco do Brasil e as medidas propostas pela direção do banco e pelo governo Bolsonaro.

As iniciativas já adotadas nacionalmente incluem, além de manifestações nas redes sociais e atos públicos, ações judiciais, elaboração de materiais e estudos e realização de ato político.

O calendário tem ocorrido em todas as bases sindicais do país e entidades membros do Comando Nacional.

“Avançamos na luta que inclui debates e manifestações, para a atuação dos parlamentares, entre eles, deputados federais, estaduais e senadores, em decorrência da apresentação do Projeto de Lei 461/21, de autoria do deputado federal Kim Kataguiri – DEM/SP, que propõe a possibilidade de privatização do Banco do Brasil, passando a figurar no escopo do Programa Nacional de Desestatização”, explica Jeferson Boava, presidente da Federação dos Bancários de SP e MS.

Ações nacionais
O juiz Antonio Umberto de Souza Junior, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu na semana passada, liminar que restabelece o pagamento da gratificação de caixa no Banco do Brasil, em ação ingressada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
A decisão determina, ainda, que os caixas executivos devem ser mantidos em atividade em 11 de janeiro deste ano (data em que o banco anunciou o plano de reestruturação) em seus cargos, com garantia de pagamento da gratificação, até o julgamento final da ação. Caso a folha de pagamento referente ao mês de fevereiro já tenha sido fechada, o BB deve emitir a folha suplementar. O banco pode recorrer.

Ações Feeb SP/MS
A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) ingressou neste mês com três ações contra o banco, reforçando assim, a luta da categoria contra as decisões que prejudicam bancários e bancárias de todo o país.

Dentre as ações ingressadas pela LBS Advogados estão:
Ação de incorporação da gratificação de função dos descomissionados; Ação de vedação das remoções compulsórias para outra praça: e Ação de manutenção do plano plus aos egressos do bcn, contribuindo integralmente (parte empregado e empregador).

Tuitaço
A reunião reforçou a realização do tuitaço contra a reestruturação, em defesa do banco público, para toda quinta-feira. Nesta semana a atividade contou com o mote sintetizado na “hashtag” #BBoBancoDeTodos. Atividades abertas de rua com a utilização de som, faixas, panfletagem, reunião com os funcionários, também foram reforçadas.

Calendário

A partir de 25 de fevereiro estão previstos os seguintes encaminhamentos e mobilizações:

Encaminhamento de Carta-aberta (Espelho Nacional) para distribuição à sociedade e ampliação do debate sobre a importância das empresas públicas.

Divulgação da Revista “Articulação Nacional contra o Desmonte do Banco do Brasil” – elaborada pela CONTRAF, Bancários de Brasília, ANABB, AFABB e FABB.

Lançamento da Revista em Sessão Plenária Especial no Congresso Nacional – Câmara e Senado Federal.

Lançamento Regionais: Mês de Março (datas a confirmar) – organizar o lançamento da publicação nas regiões Centro-Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, a partir das federações, com a realização de eventos em formato de plenárias.

Poderá ser organizado lançamento público da revista em eventos organizados pelas entidades.

Atuação no Congresso Federal – Brasília – Visita aos gabinetes e reuniões com parlamentares para debater a importância da defesa das empresas públicas e apresentar a Revista “Articulação Nacional contra o Desmonte do Banco do Brasil”

Realização de Ato Político – Plenária com as entidades representativas dos trabalhadores da Petrobrás, Correios e outras (em fase de organização), com o objetivo de ampliar mobilizações em defesa das empresas públicas, contra o desmonte e privatização.

“Reforçamos a importância do envolvimento de todos nas mobilizações acima propostas e o engajamento por parte dos funcionários do BB por meio da realização de atividades em suas bases, em defesa do Banco do Brasil para os brasileiros”, destaca Elisa Ferreira, representante da Feeb SP/MS.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Movimento Sindical cobra realocação de trabalhadores do Itaú

Banco já demitiu mais de 200 gerentes com a justificativa de busca de ‘novo perfil’

O movimento sindical cobrou do Banco Itaú a realocação dos funcionários ao invés de desligamentos. De acordo com o Banco a busca é por um “novo perfil”.

“Entendemos a necessidade de atualização do modelo, porém simplesmente fechar as portas para funcionários que se dedicaram há anos, em meio a uma pandemia, o que agrava ainda mais a atitude do Banco é desumano e pode causar uma leitura contrária à pretendida”, destaca o secretário geral da Feeb e representante do COE Itaú, Reginaldo Breda.

Demissões
Mais de 200 gerentes operacionais (GO) e gerentes-gerais comerciais (GGC) foram demitidos recentemente em todo o Brasil pelo Banco Itaú. De acordo com o movimento sindical, o número pode ser ainda maior, uma vez que as homologações não são mais feitas nos sindicatos desde a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017.

O Banco negou que as demissões tenham ocorrido em razão do projeto Itaú 2020, que estabelece um novo modelo de agências. A justificativa apresentada foi a de que a empresa estaria buscando um “novo perfil de liderança” de profissionais.

“Nossa cobrança é para que esses funcionários que de acordo com avaliação do banco já não se enquadram no “novo perfil de liderança” sejam realocados para outras funções e não demitidos”, reforça Breda.

Projeto piloto
Outro questionamento por parte do movimento foi com relação ao projeto piloto de novo modelo de agências (projeto Itaú 2030) – que a princípio envolveria apenas 50 unidades nas regiões de Guarulhos (SP) e São João de Miriti (RJ). De acordo com os sindicatos, houve denuncias que apontam que o Banco tem implementado o novo modelo em diversas regiões de São Paulo de forma não oficial.

O Banco negou a ocorrência e se comprometeu a levar o assunto para ser discutido junto à diretoria.

Agir
O Gera, programa que substituiu o Agir, também tem sido motivo de preocupação para os bancários.
Ao contrário do que a direção do Itaú propagou o novo programa não traz benefícios coletivos maiores e melhores resultados para os clientes.

O banco considerou debater sobre o assunto em breve.

Banco de horas negativas
Já sobre o banco de horas negativas ficou acordado entre as partes que os trabalhadores terão um período de 18 meses, a partir do mês de março, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas.
O acordo terá acompanhamento trimestral para avaliação e pode ser prorrogado por mais seis meses caso os trabalhadores não consigam zerar suas horas.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Após ações contra o BB, justiça restabelece pagamento da gratificação de caixa

Retirada de gratificação fazia parte do plano de reestruturação do BB

O juiz Antonio Umberto de Souza Junior, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu ontem (18) liminar que restabelece o pagamento da gratificação de caixa no Banco do Brasil, em ação ingressada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A gratificação tinha sido extinta pelo recente plano de reestruturação e foi colocada em prática no último dia 10 de fevereiro, quando o Banco negou reivindicações e retirou funções dos caixas.

“O Banco teve a oportunidade de negociar conosco temas da reestruturação como a questão dos caixas e negou as reivindicações.. Diante desse contexto, as ações judiciais foram adotadas para fazer esse enfrentamento”, pontua o presidente da Feeb, Jeferson Boava.

Decisão
Com abrangência nacional, a liminar determina que o BB suspenda a “implementação do novo modelo de atuação, designação e remuneração dos caixas executivos”. A decisão determina, ainda, que os caixas executivos devem ser mantidos em atividade em 11 de janeiro deste ano (data em que o banco anunciou o plano de reestruturação) em seus cargos, com garantia de pagamento da gratificação, até o julgamento final da ação. Caso a folha de pagamento referente ao mês de fevereiro já tenha sido fechada, o BB deve emitir a folha suplementar. O banco pode recorrer.

Ações Feeb SP/MS
A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) ingressou neste mês com três ações contra o banco, reforçando assim, a luta da categoria contra as decisões que prejudicam bancários e bancárias de todo o país.

Dentre as ações ingressadas pela LBS Advogados estão:
Ação de incorporação da gratificação de função dos descomissionados; Ação de vedação das remoções compulsórias para outra praça: e Ação de manutenção do plano plus aos egressos do bcn, contribuindo integralmente (parte empregado e empregador).

“Seguimos a estratégia nacional e entramos com as ações junto com demais entidades e a Comissão de Empresas dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), hoje temos uma grande vitória com a decisão da ação da Contraf”, ressalta Boava.

Discussão
Na próxima segunda-feira (22) a Feeb se reúne com o Comando Nacional e demais representantes do Banco do Brasil e levará o conteúdo demandado na plenária da última quarta-feira (17) para discussão nacional.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Itaú paga PLR no dia 1º de março

eja a tabela com as faixas de valores

O Itaú informou nesta sexta-feira (19), a data para o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que será efetuada no dia 1º de março.

A PLR é mais um dos direitos conquistados pelo movimento sindical depois de muitos anos de luta. “O pagamento da PLR é resultado dos anos de luta da categoria. Em tempos de dificuldade, estarmos unidos em defesa dos nossos direitos é fundamental”, comenta o secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de SP/MS, Reginaldo Breda.

Pagamento
Devido à queda no lucro, o Itaú não pagará 2,2 salários para todos, com teto de R$ 20.528,66. Neste ano, o banco adotou a regra de 5% do lucro para pagar, que corresponde a regra básica de 90% do salário de dezembro de 2020 + valor fixo de R$ 2.529,54, limitado a R$ 13.568, 74, que deverá ser multiplicado por 1,512826. Com isso, vai haver majoração no pagamento, conforme a tabela abaixo. O valor da parcela adicional é de R$ 5.059,08, que será paga no mesmo dia.

PCR
Em setembro o banco Itaú pagou a Participação Complementar dos Resultados (PCR) no valor de R$ 2.943,50. Como a ROE (rentabilidade sobre o patrimônio líquido) do Itaú em 2020 não ultrapassou 23%, não haverá diferença a ser paga agora.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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CEE/Caixa desenvolve calendário de lutas contra reestruturação e metas desumanas

A Comissão definiu o calendário durante reunião realizada na sexta-feira (12), fortalecendo a Campanha de Valorização dos bancários da Caixa. Programação começa com tuitaço na próxima sexta-feira (19)

A reestruturação de áreas da Caixa tem preocupado a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). A mudança acontece em todo o país, sem justificativa e planejamento, deixando os empregados inseguros e em pânico. Esse foi um dos temas debatidos na reunião da última sexta-feira (12) da Comissão, que aconteceu por meio de videoconferência. No encontro, os representantes dos empregados abordaram ainda a Campanha de Valorização dos bancários da Caixa, que tem como temas as metas desumanas e o desrespeito do banco. O Saúde Caixa também foi tema da reunião.

Para intensificar as cobranças, a CEE está desenvolvendo um calendário de lutas fortalecendo a Campanha de Valorização dos empregados, contra a reestruturação, metas desumanas, o assédio e as medidas abusivas do presidente da Caixa, Pedro Guimaraes. As atividades começam na próxima sexta-feira (19), com um tuitaço em defesa da Caixa 100% pública e dos direitos dos empregados.

“O objetivo é mobilizar todos os empregados e mostrar para a Caixa a nossa união. A Caixa precisa respeitar os empregados, as metas desumanas têm deixados todos sobrecarregados e adoecidos e isso não pode acontecer”, afirmou Carlos Augusto Pipoca, representante na Federação dos Bancários dos Estados de SP/MS na Comissão Executiva dos Empregados. 

Reestruturação
A Comissão recebeu mais denúncias de áreas que estão sendo extintas ou realocadas para centralizadoras. Além disso, os empregados têm relatado incertezas quanto ao trabalho, sem saber o que acontecerá com a sua área. Outro ponto descartado pela CEE/Caixa foi a falta de comunicados oficiais pelo banco, que insiste em dizer que não há reestruturação.

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizaram, na segunda-feira (08), a primeira audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a perseguição aos empregados que está acontecendo na Caixa devido à reestruturação imposta pela gestão do banco.

O procurador do trabalho deu um prazo de 30 dias par que a Caixa apresente as informações solicitadas para então definir os desdobramentos.

Metas desumanas O crescimento da cobrança de metas também foi tema da reunião. Em tempos de pandemia, a Caixa tem cobrado metas desumanas, adoecendo os empregados. Diante desse cenário que surgiu a Campanha de Valorização dos bancários da Caixa.

A reivindicação para reduzir a meta vem sendo feita pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) desde o início da pandemia. Diversos ofícios já foram enviados cobrando a direção do banco, mas sem respostas.

Durante a Campanha Nacional 2020, o assunto também foi tratado. O pedido foi para que a Caixa deixasse de cobrar as metas enquanto perdurar a pandemia.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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COE Itaú negocia com banco nesta sexta-feira (12)

Nesta sexta-feira (12), a Comissão de Organização de Empregados (COE) Itaú, negociará com o banco pautas referentes às demissões, banco de horas negativo e PCR (Programa Complementar de Resultados).

A Federação dos Bancários dos Estados de SP/MS, orienta a participação de todos frente à luta por garantias de direitos dos funcionários.

Ocorrem a partir das 14h reunião com o COE Itaú e a partir das 17h com o Banco.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Banco do Brasil nega reivindicações do Comando Nacional

esmo com mediação do MPT, negociações se estagnam; trabalhadores buscam diálogo e a transparência

Mesmo com a mediação do MPT (Ministério Público do Trabalho), as negociações sobre o plano de reestruturação do BB, entre Comando Nacional dos Bancários e Banco do Brasil se estagnaram nesta terça-feira (9). O Banco negou as reivindicações dos trabalhadores e não aceitou a retirada de condições para a proposta.

O plano de reestruturação tem início nesta quarta-feira (10), com a retirada das funções dos caixas.

“A garantia das gratificações de caixas continuará em negociação, tendo em vista o momento de dificuldade pelo qual o país passa, onde uma redução salarial agravaria ainda mais a situação dos funcionários”, disse Jeferson Boava, presidente da Federação dos Bancários dos Estados de SP e MS.

O plano de reestruturação prevê a demissão de 5 mil funcionários e o fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios.
“Nossa luta é contra o desmonte do BB, e pela transparência nas decisões e garantia dos direitos das bancárias e dos bancários”, completa Boava.

Negociação
Na primeira parte da reunião, o banco apresentou uma proposta de prorrogação de 30 dias no processo de retirada da gratificação dos caixas, mas condicionou a proposta à assinatura por todas as entidades do acordo de compensação de horas em decorrência da pandemia e do Acordo de Comissão de Conciliação Prévia (CCP), ambos já em negociação com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). O banco também exigiu a retirada de ações judiciais em andamento. A CEBB negou as propostas apresentadas.

Na segunda parte da reunião, o banco retirou até mesmo a proposta que havia feito antes e não deu prazo para que as entidades consultassem os funcionários sobre a proposta apresentada pela manhã.

A CEBB incentivou a continuidade das atividades de lutas.

Mediação
As reuniões de negociação entre trabalhadores e o banco com a intermediação do MPT tem ocorrido desde quarta-feira (3) e não obtiveram avanço desde então. “Nossa orientação é para que os sindicatos intensifiquem o calendário de lutas a partir de hoje (10), data de início do plano de reestruturação”, destaca o presidente.

Paralisação de 24h
Nesta quarta-feira, ocorrem as paralisações de 24h de agências e unidades de atendimento do BB de todo o país. O Estado de Greve foi aprovado na última semana por meio de assembleias.

Comando solicita negociação
Apesar de intensificar as atividades, os trabalhadores querem continuar as negociações. Ao fim da mediação, o Comando Nacional dos Bancários solicitou uma reunião para dar continuidade às tratativas.

A previsão é de que na próxima semana hajam novas negociações.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Bradesco anuncia a redução de mais de um terço de sua rede de agências

COE cobra reunião com o Banco para tratar o assunto

O Bradesco anunciou na última semana lucro líquido recorrente de R$ 19,458 bilhões. Na ocasião, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista com jornalistas que deve reduzir em mais de um terço a sua rede de agências entre 2020 e 2021, o que significa o fechamento de mais de 450 agências.

Após o anúncio, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco solicitou uma reunião com o banco para tratar sobre o assunto. “É preciso dialogar com o Banco. O fechamento das agências reflete em uma possível redução de salários de inúmeros funcionários”, explica Lourival Rodrigues, representante da Federação dos Bancários dos Estados de SP/MS.

Reestruturação
O fechamento das agências faz parte do plano de reestruturação de despesas que o banco tem implementado desde o ano passado, que resulta no fechamento de 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências.

Para 2021, a estimativa é que sejam encerradas atividades de mais 450 agências. O corte total desde o início da reestruturação significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências.

“É preciso reforçar que estamos no meio de uma pandemia e lembra-los do acordo de não demitir neste período”, explica Lourival.

Banco do Brasil - Curitiba 23 / 07/ 18 - Fotos da fachada do Banco do Brasil agência Centro na praça Tiradentes. Foto: Marcelo Elias - Gazeta do Povo

Funcionários do BB pressionam banco a abrir informações sobre reestruturação

Em reunião com Ministério Público do Trabalho, representantes do BB se comprometeram a discutir as gratificações dos caixas e informar agências que serão fechadas

Nesta quarta-feira (3), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com integrantes do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição, ligado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O encontro foi marcado pela falta de informações sobre o plano de reestruturação que a direção do banco quer implantar. Os representantes dos funcionários pediram a intermediação do MPT para a obtenção de informações.

Durante a reunião, os representantes dos funcionários lembraram que o MPT participou da negociação do Plano de Demissão Voluntária (PDV) apresentado pelo banco em 2016 e que em situações de fechamento de agências, tradicionalmente os bancos informam aos sindicatos. A exceção aconteceu agora, em 2021, quando o Banco do Brasil anunciou a reestruturação com o plano de demissões e de fechamento de agências de postos de atendimento por todo o país sem passar as informações, alegando razões de mercado. Os representantes do banco se comprometeram a submeter a pauta com os pontos destacados pela CEBB à instância superior e trazer a resposta até a próxima audiência com o MPT, prevista para segunda-feira (8).

“É fundamental a categoria se mostrar unida em um momento de total descaso com os milhares de funcionários que podem ser prejudicados. A fase é de instabilidade para os bancários e de preocupação, tendo em vista o avanço da pandemia no país e a reestruturação de seus postos de trabalho e possível redução de salários”, enfatiza o presidente da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Jeferson Boava.