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Mais de 17 mil bancários foram demitidos em 2019

Entre janeiro e junho de 2019, ocorreram 15.222 admissões e 17.279 desligamentos no segmento bancário. O saldo do emprego na categoria ficou em 2.057 postos de trabalho a menos em todo o país. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal foram os estados com maiores saldos negativos

Pesquisa de Empego Bancário (PEB), realizada pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que, no primeiro semestre de 2019, os bancos fecharam 2.057 postos de trabalho no país. Desde 2013, o saldo acumulado mostra uma redução de 62,7 mil postos na categoria.

Nos seis primeiros meses de 2019, os piores saldos no período foram registrados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, onde houve redução de 732, 722 e 274 postos de trabalho respectivamente. No sentido oposto, São Paulo e Pará apresentaram os maiores saldos positivos, com a abertura de 553 e 166 postos respectivamente.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 1.658 postos no período, enquanto a Caixa fechou 489.

Faixa Etária

No semestre, a abertura dos postos bancários concentrou-se nas faixas entre 18 e 29 anos, com criação de 5.286 postos de trabalho. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo, com destaque para a de 50 a 64 anos, com fechamento de 3.213 postos. Na faixa de 30 a 39 anos foram fechados 2.432 e entre 40 e 49 anos o saldo foi de 1.804 postos fechados.

“Os bancos têm lucros exorbitantes que crescem ano após ano. Mesmo assim, continuam aumentando a sobrecarga de trabalho com a demissão de seus funcionários e aumentando seus lucros, uma vez que demitem aqueles mais velhos, que têm salários mais altos, e recontratam mais jovens, com salários menores”, observou o secretário geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.

A Contraf-CUT cobra dos bancos a redução do turnover na categoria, com a criação dos centros de realocação e requalificação dos funcionários que são atingidos pelas reestruturações das instituições e alterações no perfil de trabalho da categoria.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

No semestre, os bancos admitiram 7.023 mulheres. A remuneração média delas foi de R$ 3.966,84, o que representa 75,1% da remuneração dos 8.199 homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração é ainda maior entre homens e mulheres que foram desligados dos bancos nos seis primeiros meses de 2019. As 8.438 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.848,43, o que corresponde a 72% da remuneração média dos 8.841 homens desligados dos bancos no período.

“Estes dados mostram que as mulheres são discriminadas pelos bancos desde o início da carreira. Mas, mais do que isso, comprova que elas não têm as mesmas oportunidades de ascensão profissional do que homens, ainda que elas tenham melhor formação. Os homens entram ganhando mais do que as mulheres e, quando saem, estão ganhando mais ainda”, observou a secretária de Mulheres da Contraf-CUT. Elaine Cutis.

“Isso mostra, também, o quanto é importante a conscientização sobre a diversidade nos bancos”, completou Elaine. A Campanha da Diversidade, realizada pela Contraf-CUT com os sindicatos e federações a ela filiados, em parceria com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), faz parte do Censo da Diversidade Bancária e é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2018.

Reflexos da Reforma Trabalhista nos dados do CAGED

As demissões sem justa causa representaram 53,9% do total de desligamentos no setor, no 1º semestre de 2019. As saídas a pedido do trabalhador representaram 34,6%. Entre janeiro e junho foram, ainda, registrados 103 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram dos bancos por essa modalidade apresentaram remuneração média de R$ 11.175,81.

GOVERNO ANUNCIA LIBERAÇÃO DE SAQUES DE CONTAS DO FGTS; SAIBA QUAIS SÃO AS REGRAS

De acordo com o governo, saques começam em setembro, e limite será de R$ 500 por conta. Para equipe econômica, medida injetará na economia R$ 30 bi neste ano e R$ 12 bi em 2020. (Por Alexandro Martello, Guilherme Mazui e Gustavo)

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (24) a liberação de saques de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep.

De acordo com o governo, os saques do FGTS começarão em setembro. A previsão é injetar R$ 42 bilhões na economia até 2020. Os saques do PIS-Pasep começam em agosto.

O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. No ato, Bolsonaro assinou uma medida provisória (MP) para permitir os saques.

De acordo com o governo, o saque neste ano será de até R$ 500 por conta

Na cerimônia, o governo também informou que:

– quem tiver conta na Caixa, o banco depositará automaticamente o valor;
– quem não tiver conta na Caixa deverá seguir o cronograma será divulgado pelo banco;
– quem tiver o Cartão Cidadão poderá fazer o saque em caixa automático;
– saques inferiores a R$ 100 poderão ser feitos em casas lotéricas, mediante apresentação de carteira de identidade e CPF;
– será criada a modalidade saque-aniversário;
– quem optar pelo saque-aniversário poderá utilizar os recursos como garantia para empréstimo pessoal;
– não haverá alteração na multa de 40% em caso de demissão sem justa causa se o trabalhador  – migrar para o saque-aniversário;
– não haverá prazo para os saques do PIS-Pasep;
– a liberação dos saques deve beneficiar 96 milhões de trabalhadores.

Atualmente, há cerca de 260 milhões de contas ativas e inativas no FGTS. Desse total, cerca de 211 milhões (80%) têm saldo de até R$ 500.

Calendário de saques
– Saque imediato: a Caixa fará o pagamento entre setembro de 2019 e março de 2020 (os demais detalhes do calendário serão informados em 5 de agosto pelo banco);
– Saque-aniversário: a partir de outubro deste ano será aberta a opção para o trabalhador escolher, e o primeiro pagamento ocorrerá em abril de 2020.

Em 2020, quem nasceu em janeiro e fevereiro receberá em abril, quem nasceu em março e abril receberá em maio e quem nasceu em maio e junho receberá em junho. Após junho, os saques poderão ser feitos no mês de aniversário do trabalhador.

A partir de 5 de agosto a Caixa dará mais detalhes, como cronograma e canais de atendimento.

Governo vai liberar R$ 12 bilhões para saques do FGTS

Saque-aniversário
Além do saque de até R$ 500 por conta, o governo também anunciou uma nova modalidade de saques a partir de 2020: o saque-aniversário.

Segundo o governo:

– a modalidade permitirá a realização de saques anuais;
– os interessados em migrar para a modalidade terão que comunicar a a decisão à Caixa Econômica a partir de outubro;
– ao confirmar a mudança, o trabalhador deixará de efetuar o saque em caso de rescisão de contrato de trabalho.

De acordo com o Ministério da Economia, a migração não é obrigatória. Se o trabalhador não comunicar à Caixa a intenção de aderir ao saque-aniversário, permanecerá na regra anterior.

“Quem realizar a mudança, por questão de previsibilidade do fundo, só poderá retornar à modalidade anterior após dois anos a partir da data de solicitação à instituição financeira”, informou o governo.

Na modalidade saque-aniversário, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores (veja na tabela abaixo):


De acordo com o governo, o calendário do saque-aniversário em 2020 ainda será divulgado pela Caixa. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no primeiro dia do mês do aniversário até o último dia útil do segundo mês subsequente.

Portanto: se a data de aniversário for dia 10 de março, o trabalhador terá de 1º de março até o último dia útil de maio para efetuar o saque.

Garantia para empréstimo
O Ministério da Economia também informou que o trabalhador que optar pela modalidade saque-aniversário poderá utilizar os recursos como garantia para empréstimo pessoal.

Neste caso, explicou o governo, o pagamento das parcelas será descontado diretamente da conta do trabalhador no FGTS no momento em que for feita a transferência de recursos do saque-aniversário.

Multa de 40% do FGTS
De acordo com o Ministério da Economia, não haverá alteração na multa de 40% em caso de demissão sem justa causa para quem migrar para o saque-aniversário.

O governo informou ainda que as demais hipóteses de saque, como as relacionadas à aquisição de casa própria, a doenças graves, à aposentadoria e ao falecimento, não foram alteradas.

“O trabalhador poderá, portanto, mesmo em caso de opção pelo saque-aniversário, utilizar seu saldo para compra de imóveis para habitação ou usá-lo para pagar dívidas resultantes de financiamento habitacional”, informou.

Saques do PIS-Pasep
Além dos saques do FGTS, o governo também anunciou a liberação de saques do PIS-Pasep. Segundo o material divulgado à imprensa, não haverá prazo para o saque.

– quem tiver recursos referentes ao PIS: o saque deverá ser feito na Caixa;
– quem tiver recursos referentes ao Pasep: o saque deverá ser feito no Banco do Brasil.

De acordo com o governo, o saque para herdeiros será “facilitado”, isso porque bastará ao dependente apresentar a certidão do INSS par ater acesso ao recurso.

Injeção de recursos na economia
De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, dos R$ 42 bilhões que o governo prevê que serão injetados na economia , R$ 30 bilhões serão liberados em 2019 e os outros R$ 12 bilhões, em 2020.

Dos R$ 30 bilhões previstos para este ano, R$ 28 deverão ter origem nos saques do FGTS e outros R$ 2 bilhões, nas contas do PIS-Pasep.

No governo Michel Temer, foi permitido o saque de contas inativas do FGTS. De acordo com a Caixa Econômica, os saques somaram R$ 44 bilhões, com 25,9 milhões de trabalhadores beneficiados.

Impacto no PIB
De acordo com o governo, a estimativa é que a medida anunciada nesta quarta-feira aumente em 0,35 ponto percentual o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 12 meses.

“Em até dez anos, a expectativa é que sejam criados três milhões de empregos formais e que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita tenha um aumento de 2,5 pontos percentuais”, acrescentou a área econômica.

Entenda FGTS, PIS e Pasep
FGTS – Foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato. Assim, o trabalhador pode ter mais de uma conta de FGTS, incluindo a do emprego atual e dos anteriores. Atualmente, o saque do FGTS só é possível em algumas hipóteses, como demissão sem justa causa, término do contrato por prazo determinado, compra de moradia própria, entre outras.

PIS – É um abono pago aos trabalhadores da iniciativa privada, administrado pela Caixa Econômica Federal.

Pasep – É pago a servidores públicos por meio do Banco do Brasil.

Lucro do FGTS
Na cerimônia desta quarta-feira, o governo informou que passará a distribuir aos trabalhadores 100% do lucro do FGTS. Atualmente, 50% são distribuídos.

O governo aplica parte do montante das contas do FGTS em títulos do Tesouro e, desde 2016, há a distribuição desse lucro para os trabalhadores.

Adiamento do anúncio
A intenção inicial da área econômica era divulgar a liberação dos saques do FGTS na semana passada. Entretanto, o anúncio foi adiado após críticas do setor de construção civil.

Isso porque parte do saldo das contas do FGTS é utilizada pelo governo para financiar linhas de crédito nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura.

Do orçamento de R$ 85,5 bilhões aprovado para 2018 pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), R$ 69,4 bilhões foram destinados para a área de habitação.

Na última semana, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou que, se uma torneira for aberta (liberação para os trabalhadores) é preciso “fechar a torneira ou por mais água” para não secar o volume. (Fonte: G1)

LUCRO DO BRADESCO CRESCE 25% NO 2º TRIMESTRE E VAI A R$ 6,4 BILHÕES

Lucro foi influenciado por um aumento de prestação de serviços, maior margem financeira e menos despesas com provisões para perdas com inadimplência

O Banco Bradesco teve alta de 25,2% no lucro líquido recorrente do segundo trimestre, beneficiado por aumento em receitas com prestação de serviços, maior margem financeira e menos despesas com provisões para perdas com inadimplência.

O segundo maior banco privado do país teve lucro líquido recorrente de 6,462 bilhões de reais entre abril e junho, superando a previsão média de analistas de 6,059 bilhões de reais, segundo dados Refinitiv.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido do Bradesco atingiu 20,6% no segundo trimestre, nível mais alto dos últimos 16 trimestres, de acordo com material de divulgação do balanço.

O banco ainda apresentou crescimento de 8,7% na carteira de crédito expandida, para 560,54 bilhões de reais. Já as despesas com provisões para perdas com inadimplência (PDD) somaram 3,487 bilhões de reais, queda de 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2018. (Fonte: Exame)

Santander Brasil fecha trimestre com lucro de mais de R$ 3 bilhões

 (Por Talita Moreira e Álvaro Campos)

O Santander Brasil obteve lucro líquido de R$ 3,635 bilhões no segundo trimestre em termos gerenciais, o que representa alta de 20,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado veio acima da média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que apontava um ganho de R$ R$ 3,509 bilhões.

O lucro societário do Santander ficou em R$ 3,410 bilhões entre abril e junho, com aumento de 14,7% em relação ao segundo trimestre de 2018.

O terceiro maior banco privado do país em ativos contabilizou margem financeira bruta de R$ 11,327 bilhões no segundo trimestre, o que representa alta de 5,3% em relação aos três meses imediatamente anteriores e de 8,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) totalizaram R$ 2,826 bilhões, com aumento de 8,8% em relação ao primeiro trimestre, e queda de 33,9% na comparação com o período de abril a junho de 2018.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 4,655 bilhões, frente a R$ 4,275 bilhões no segundo trimestre do ano passado. Também houve crescimento de 2,8% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

As despesas gerais totalizaram R$ 5,214 bilhões, alta de 2,2% no trimestre e de 7,1% frente ao mesmo período do ano passado.

O banco obteve retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) de 21,3% em termos gerenciais. No segundo trimestre do ano passado, o indicador ficou em 19,5%.

Inadimplência 
O Santander Brasil fechou o segundo trimestre com inadimplência de 3% em sua carteira de crédito, o que indica recuo de 0,1 ponto percentual em três meses. Perante junho de 2018, entretanto, houve alta, de 0,2 ponto.

De acordo com o banco, a maior participação das operações de varejo na carteira de crédito explica a elevação da taxa em 12 meses.

Fonte: Valor Econômico

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Conferência aprova luta contra reforma da Previdência e MP 881

A Conferência Interestadual dos Bancários de SP e MS aprovou hoje (16), em Ribeirão Preto, mobilização contra a reforma da Previdência e Medida Provisória (MP) 881/2019 e luta em defesa de novas contratações e dos bancos públicos.

Organizado pela Federação dos Bancários de SP e MS, a Conferência reuniu 167 dirigentes de seus 23 sindicatos filiados. A abertura da Conferência aconteceu ontem (15) na sede do Sindicatos dos Bancários de Ribeirão Preto; a plenária final ocorreu no Hotel Nacional Inn.

As deliberações serão apresentadas na 21ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre os dias 2 e 4 de agosto em São Paulo. Neste ano, não foi discutido o tema reajuste salarial, definido na Campanha de 2018, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida por dois anos. A CCT prevê a reposição da inflação registrada entre os meses de setembro de 2018 e agosto de 2019, mais 1% de aumento real.

Deliberações da Conferência

Reforma da Previdência

Manter a mobilização da categoria bancária contra a reforma da Previdência (PEC 6), aprovada em votação de primeiro turno pela Câmara dos Deputados, no dia 10 deste mês de julho, com base no substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Acompanhar as orientações das centrais sindicais e construir propostas visando o cumprimento efetivo dos direitos sociais previstos na Constituição de 1988.

MP 881

Combater a Medida Provisória (MP) 881, denominada Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, em tramitação no Congresso Nacional. A minirreforma trabalhista altera vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Entre as mudanças, flexibiliza horários e jornada de trabalho com liberação de trabalhos aos sábados, domingos e feriados, sem distinção de atividades; exclui empregados com remuneração superior a 30 salários mínimos da aplicação da CLT; e acaba com a obrigatoriedade das CIPAs (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), para micro e pequenas empresas e estabelecimentos ou locais de obra com menos de 20 trabalhadores.

Contratação

Abrir processo de negociação com os bancos e empresas do setor financeiro, visando a contratação de seus trabalhadores.

O trabalho bancário fora das regras estabelecidas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) deve ser negociado com os sindicatos representantes dos trabalhadores.

Bancos públicos

Defesa das instituições financeiras públicas como agentes de fomento do desenvolvimento econômico e social do país; entre elas, Caixa Federal, BNB e BNDES. E também de instituições financeiras constituídas por capital público e privado (sociedade economia mista); entre elas, o Banco do Brasil.

ribeirao preto

Federação realiza Conferência em Ribeirão Preto

A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul abre nesta segunda-feira (15 de julho), na sede do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto, a Conferência Interestadual, que reunirá os 23 sindicatos filiados durante dois dias; entre eles, o de Marília e Região.

Preparatória à 21ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre os dias 2 e 4 de agosto em São Paulo, a Interestadual irá discutir as reivindicações e bandeiras de lutas gerais e específicas da categoria. Neste ano, não será discutido o tema reajuste salarial, que foi definido na Campanha de 2018, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida por dois anos. A CCT prevê a reposição da inflação registrada entre os meses de setembro de 2018 e agosto de 2019, mais 1% de aumento real.

Programação

15 de julho de 2019

Local: Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto

14h: credenciamento

14h30: Organização dos Trabalhos

15h: Encontros de Bancos

Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, CEF, outros bancos

18h: encerramento

16 de julho de 2019

Local: Hotel Nacional Inn

8h30: credenciamento

9h30: Abertura

10h: Regimento Interno

10h15: 1º Painel – Emprego e futuro nos Bancos – a questão da tecnologia Bancária. Dieese

2º Painel – Reforma da Previdência: O que muda na CCT

11h30: Previdência

13h: Almoço

14h30: Apresentação das atividades e negociações das COEs (Comissão de Organização dos Empregados)

16h30: – Plenária Final

18h: encerramento

Sindicatos garantem adiantamento emergencial de salário

Reunida com os sindicatos na Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador, no dia 11 deste mês de julho em São Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) concordou em conceder o adiantamento emergencial de salário para o bancário que recebeu alta do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas foi considerado inapto pelo médico do banco, sem exigir o pedido de prorrogação do benefício, previsto na item C da cláusula 57ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

 Gustavo Frias,  participou da mesa como representante da Federação dos Bancários de SP e MS, junto com o novo diretor de Saúde, Daniel de Abreu, esclarece que para receber o adiantamento até a concessão do benefício pelo INSS, por um período máximo de 120 dias, “o bancário afastado do trabalho para tratamento de saúde deve preencher três requisitos previstos na cláusula 57ª da CCT (itens A, B e C). Ou seja, inaptidão ao trabalho, segundo o médico do banco, recurso válido à Junta de Recurso do Conselho de Recursos do Seguro Social e o agora dispensado pedido de prorrogação. A medida adotada, cabe destacar, evita uma série de transtornos na vida do bancário adoecido”.

Gustavo Frias esclarece também que o adiantamento poderá ser reembolsado em parcelas equivalentes a 30% do salário líquido, desde que solicitada pelo bancário. “A devolução num única parcela desestabiliza o bancário. No caso de benefício indeferido, vale lembrar, o valor do adiantamento não será descontado, reembolsado”.

PCMSO: A Fenaban apresentou proposta de questionário de avaliação, com oito perguntas sobre o serviço prestado pelas clínicas contratados pelos bancos via o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), atendendo reivindicação dos sindicatos. O questionário será aplicado durante seis meses. Após esse período, avaliação conjunta entre os sindicatos e a Fenaban. “Serão pesquisados bancários lotados em agências e departamentos. O objetivo é saber se os problemas envolvendo clínicas terceirizadas estão resolvidos”, observa Gustavo Frias.

Pendências: Na próxima reunião, sem data marcada, a Fenaban se comprometeu em responder os seguintes pontos: pagamento de vale-alimentação aos licenciados; adiantamento do auxílio-doença previdenciário ou acidentário até o efetivo pagamento do benefício pelo INSS; pressão de gestores cobrando a data de retorno ao trabalho, inclusive com envio de mensagem para comparecer ao médico do banco; gestores que se recusam a protocolar o atestado médico; e cumprimento da cláusula 45ª, que trata da possibilidade do próprio bancário solicitar o benefício e, consequentemente, agendar a sua perícia junto ao INSS.

fonte- SEEB-Campinas

Comissão da Câmara aprova projeto que susta normas da CGPAR 23

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, aprovou na última quarta-feira (10), o parecer do deputado Sóstenes Cavalcante, relator do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 956/2018, de autoria da deputada Erika Kokay, que susta os efeitos da Resolução nº 23 CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), de 18 de janeiro de 2018, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Esse PDC “estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde dos seus empregados”.

O referido projeto que foi aprovado desde novembro de 2018 pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, agora deverá ser apreciado pelo plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para o Senado.

Antes da votação do parecer, o Diretor de Assuntos Legislativos da CONTEC Gladir Basso reuniu-se com a deputada Erika Kokay; Carlos Castro, diretor de Relacionamento Institucional da Advocef; Maria Lúcia Cavalcante Dejavite e Edgar Lima, vice-presidente e presidente da Fenacef, respectivamente.

“Foi uma grande vitória, mas apenas vencemos uma importante batalha. Agora vamos todos trabalhar no plenário da Câmara, sendo imprescindível que os empregados de empresas estatais busquem os apoios dos deputados federais dos seus estados”, afirmou Carlos Castro, diretor de Relacionamento Institucional da Advocef.

Já Gladir Basso afirmou que “este é o trabalho que realizamos na Câmara dos Deputados com ênfase na reforma da Previdência e no PLC 956/2018, de autoria da deputada Érica Kokay, que susta os efeitos da Resolução 23, de 18 de janeiro de 2018 do Ministério do Planejamento, desenvolvimento e Gestão”.

Fonte: CONTEC com Federação dos Bancários do Paraná

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Comissão especial da Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência aprovou nesta quinta-feira (4), por 36 votos a 13, o texto-base do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), favorável ao endurecimento das regras de aposentadoria.

 

Para concluir a votação, os deputados precisarão ainda analisar destaques que pedem mudanças no texto.

 

No total, os partidos apresentaram 23 destaques. Outros 99 foram protocolados individualmente por parlamentares, mas, provavelmente, serão rejeitados em bloco.

 

Após ter sido aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) seguirá para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.

 

 

Reforma

Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para sanear as contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.

 

A estimativa de economia prevista com a reforma é da ordem de R$ 1 trilhão em 10 anos.

 

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

 

Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.

 

Veja alguns pontos aprovados no texto-base:

Idade mínima de aposentadoria

65 anos para homens do setor público e do privado

62 anos para mulheres do setor público e do privado

 

Idade mínima de professores

60 anos para homens

57 anos para mulheres

 

Tempo de contribuição

Setor privado:

20 anos para homens

15 anos para mulheres

 

Setor público:

25 anos para homens e mulheres

 

 

Regra de transição

As regras da PEC valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

 

Para quem trabalha, a idade mínima subirá aos poucos. Começa em 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres) e terá acréscimo de 6 meses por ano. Em 2021, por exemplo, será de 62 (homens) e 57 (mulheres).

 

O que ficou fora do parecer do relator:

Capitalização – PEC enviada pelo governo abria caminho para a criação do modelo de capitalização, em que cada trabalhador poderia fazer a própria poupança, mas essa parte saiu do relatório.

 

Estados e municípios – Mudanças nas regras de aposentadoria de servidores estaduais e municipais não foram incluídas na PEC, conforme previa o texto inicial do governo Bolsonaro.

 

Desconstitucionalização – Relator também vetou dispositivos que tiravam da Constituição regras que definem idade e tempo de contribuição mínimos, o que permitiria que futuras mudanças pudessem ser feitas por meio de projeto de lei, que exige quórum menor do que uma PEC.

 

BPC – Atualmente, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) é pago, no valor de um salário mínimo, a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda. A proposta original do governo era pagar um salário mínimo após os 70 anos (hoje é a partir dos 65), com a possibilidade de pagar R$ 400 a partir dos 60. O relator, porém, manteve a regra atual.

 

Fonte: Fernanda Calgaro, G1 — Brasília