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32º Congresso Nacional do Brasil define plano de lutas

Evento teve como tema “O BB que queremos para o futuro do Brasil”

Bancárias e bancários do Banco do Brasil estiveram reunidos neste domingo (8) em um único objetivo, definir juntos os planos para “O BB que queremos para o futuro do Brasil “, tema central do evento nacional de 2021.

Para isso, um plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos foi aprovado durante o 32º Congresso Nacional do Banco do Brasil. A programação incluiu a definição de seminários sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos sobre saúde e previdência.

O congresso destacou também, a importância da união dos empregados em defesa do BB e dos demais bancos e empresas publicas, todos de acordo com o movimento sindical, alvos de ataque do governo Bolsonaro.

A resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, também foram aprovadas durante a programação.
O dia de luta ficou definido para o próximo dia 18 de agosto.

Eixos do Congresso
O congresso foi dividido entre três eixos, sendo o primeiro sobre o tema Diversidade para construir um banco realmente do Brasil”, o segundo com a abordagem do tema “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos” e por fim, “O BB que queremos para o futuro”, terceiro e último eixo.

A representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Elisa Ferreira, destacou durante sua participação na terceira mesa temática as convergências de interesses sociais e a importância do banco público para o futuro do País. “É essencial pensarmos sobre o Brasil que queremos. O que está sendo colocado em “xeque” é o liberarismo, a iniciativa privada e o livre mercado, e o produto claro do liberalismo é a exclusão social, a concentração de renda e a miséria, em contraposição, temos em pauta discussões essenciais em defesa do bem estar social e da busca por uma sociedade mais inclusiva e mais humanista. Para isso, é essencial entendermos a importância do Banco do Brasil como banco público e construirmos esse diálogo tão fundamental para o futuro do País”, defende a dirigente sindical.

Homenagem à Jeferson Boava

Jeferson Boava nasceu em Itatiba, São Paulo. Ingressou em 1989 no Banco Nossa Caixa, atual Banco do Brasil, foi membro do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Feeb SP/MS de abril de 2020 a junho de 2021. Seu legado foi lembrado durante o 32º CNFBB, em uma homenagem preparada pelos companheiros e companheiras de luta sindical.

Um vídeo com depoimentos de dirigentes da base ressaltou a importância de Jeferson como liderança durante as tantas lutas dos trabalhadores.
“Promoveu mudanças e avanços, deixou sua passagem marcada. Tinha a capacidade de antecipar resultados e de prever as consequências de cada escolha e à característica de acolher a todos e de incentivar o crescimento dos colegas. No movimento sindical trabalhou muito pela unidade, tema central da nossa luta, construiu pontes e caminhos para essa unidade acontecer”, lembrou a companheira de luta, Elisa Ferreira.

Para isso, um plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos foi aprovado durante o 32º Congresso Nacional do Banco do Brasil. A programação incluiu a definição de seminários sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos sobre saúde e previdência.

O congresso destacou também, a importância da união dos empregados em defesa do BB e dos demais bancos e empresas publicas, todos de acordo com o movimento sindical, alvos de ataque do governo Bolsonaro.

A resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, também foram aprovadas durante a programação.
O dia de luta ficou definido para o próximo dia 18 de agosto.

Eixos do Congresso
O congresso foi dividido entre três eixos, sendo o primeiro sobre o tema Diversidade para construir um banco realmente do Brasil”, o segundo com a abordagem do tema “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos” e por fim, “O BB que queremos para o futuro”, terceiro e último eixo.


Elisa Ferreira, durante terceira mesa da programação
A representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Elisa Ferreira, destacou durante sua participação na terceira mesa temática as convergências de interesses sociais e a importância do banco público para o futuro do País. “É essencial pensarmos sobre o Brasil que queremos. O que está sendo colocado em “xeque” é o liberarismo, a iniciativa privada e o livre mercado, e o produto claro do liberalismo é a exclusão social, a concentração de renda e a miséria, em contraposição, temos em pauta discussões essenciais em defesa do bem estar social e da busca por uma sociedade mais inclusiva e mais humanista. Para isso, é essencial entendermos a importância do Banco do Brasil como banco público e construirmos esse diálogo tão fundamental para o futuro do País”, defende a dirigente sindical.

Homenagem à Jeferson Boava

Jeferson Boava nasceu em Itatiba, São Paulo. Ingressou em 1989 no Banco Nossa Caixa, atual Banco do Brasil, foi membro do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Feeb SP/MS de abril de 2020 a junho de 2021. Seu legado foi lembrado durante o 32º CNFBB, em uma homenagem preparada pelos companheiros e companheiras de luta sindical.

Um vídeo com depoimentos de dirigentes da base ressaltou a importância de Jeferson como liderança durante as tantas lutas dos trabalhadores.
“Promoveu mudanças e avanços, deixou sua passagem marcada. Tinha a capacidade de antecipar resultados e de prever as consequências de cada escolha e à característica de acolher a todos e de incentivar o crescimento dos colegas. No movimento sindical trabalhou muito pela unidade, tema central da nossa luta, construiu pontes e caminhos para essa unidade acontecer”, lembrou a companheira de luta, Elisa Ferreira.


Em vídeo, a representante da Feeb SP/MS destacou, ainda, fala de repúdio aos comportamentos do atual governo, a quem associa responsabilidade às milhares de mortes. “Somam-se mais de 550 mil brasileiros mortos pela pandemia, sem medo de errar mais da metade dessas mortes seria evitável. Foram as omissões e principalmente as ações deste governo que mataram meio milhão de brasileiros. A primeira tarefa é derrubá-lo. Precisamos transformar o luto em luta”, enfatizou Elisa.

Veja vídeo da homenagem

Correios
Ainda durante o Congresso foi destacada a moção em defesa da luta contra a privatização dos Correios. “Não apenas o Banco do Brasil, mas os demais bancos e as empresas públicas estão sob ataque. Um exemplo é a aprovação da privatização dos Correios nesta semana na Câmara dos Deputados”, ressaltou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Saúde e previdência
A importância da aprovação sobre a realização de seminários sobre saúde e previdência também foi destacada. “É importante refletirmos sobre a Cassi e os plano de saúde e de previdência dos funcionários, que são muito afetados pelos ataques que estão sendo promovidos pelo governo federal, mas também pelas resoluções 23 e 25 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União)”, destacou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Emrpesas dos Funcionários do Banco do Brasil.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Congressos Nacionais dos bancos públicos prestam homenagem a Jeferson Boava e às vítimas da Covid 19

Dirigente representante da Feeb SP/MS, Ana Stela, ressalta a falta de combate efetivo por parte do governo federal

Tiveram início na última sexta-feira (06), os Congressos Nacionais dos bancos públicos. Uma abertura conjunta entre os Bancários do Banco da Amazônia (Basa), Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal ocorreu com transmissão ao vivo pela internet.
Os congressos nacionais são promovidos anualmente pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A agenda nacional é apoiada pelas comissões de trabalhadores de cada um dos bancos e pela Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

Homenagem às vítimas da Covid-19
A abertura contou com momento de homenagem às vítimas da Covid 19, em especial ao companheiro sindical Jeferson Boava, presidente da Feeb SP/MS, que veio à óbito em junho deste ano, por complicações causadas pela Covid-19.

“Um companheiro valoroso, um militante aguerrido das causas dos trabalhadores, da classe trabalhadora, um companheiro que estaria aqui conosco aqui hoje nesta abertura se o governo Jair Bolsonaro não tivesse agido de forma genocida, criminosa e se tivesse comprado vacina. Fazemos a abertura deste Congresso com a homenagem a esse companheiro tão importante, tão aguerrido na luta pela defesa dos bancos públicos, da classe trabalhadora, dos direitos, das empresas públicas e de um país pra todos e todas”, destacou Juvandia Moreira Archives, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Para falar em nome da Federação dos Bancários dos Sindicatos dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul foi convidada a diretora do Sindicato dos Bancários de Campinas, Ana Stela Alves de Lima. “É uma honra e uma tristeza estar aqui nesta noite representando o companheiro Jeferson, a quem deveria estar aqui fazendo essa saudação, infelizmente não foi possível. Sentimos sua falta na luta, no companheirismo e no dia-a-dia do movimento sindical. Essas perdas que muitos de nós brasileiros sofremos com as idas precoces, marcam a vida e o coração das pessoas”, destaca.

A falta de combate efetivo por parte do governo federal foi ressaltada durante a fala da dirigente. Aqueles milhares de brasileiros que perderam alguém próximo sabem que uma semana antecipada de vacina pode mudar a vida de todo um grupo e uma família”, protesta a representante em nome da categoria e do companheiro Jeferson Boava.
“Nosso grande anseio é que a luta realmente continue. Temos que fazer um esforço para que os bancos públicos continuem públicos e para que eles possam num futuro próximo exercer o papel que lhes cabe, que é o de fazer a diferença no sistema financeiro”, saudou Ana Stela.

Durante a abertura a solidariedade dos representantes dos bancos públicos se estendeu a todos os familiares dos bancários que sofreram tanto durante a pandemia. As falas ressaltaram ainda, a indignação da classe pelo ato deliberado do governo de não comprar vacinas e de atacar as empresas publicas.

Programação
No sábado e no domingo os congressos seguiram com uma programação de luta por questões específicas de cada um dos bancos e pelo debate da importância da defesa do papel dos bancos públicos para o desenvolvimento social e econômico, com fortalecimento do papel do Estado e das políticas públicas do país.

Sábado, 7 de agosto ocorreu o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa. Confira aqui.

Domingo, 8 de agosto, foi a vez dos bancários do Banco do Brasil, participarem do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. 

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Empregados da Caixa definem calendário de lutas durante 37º Conecef

Congresso defende empresas públicas e fortalece luta pela democracia e soberania nacional

Empregados da Caixa Econômica Federal estiveram reunidos no 37º Congresso Nacional dos Empregados realizado no último sábado (7).

Dentre as pautas definidas durante a programação que ocorreu remotamente, em todo o país, estão o calendário de atuação específica da categoria em defesa da Caixa Econômica Federal e do seu quadro de pessoal.

“Saímos fortalecidos de mais um Congresso Nacional. Neste que é um período fundamental para que empregados de todo o Brasil estejam unidos em prol da defesa das empresas públicas e pautados na luta pelo emprego, pelos direitos do trabalhador e nas convicções da importância de cada um para mudar o cenário nacional e combater os ataques que a nossa democracia tem sofrido. Temos certeza de que juntos, mais uma vez, chegaremos a grandes e importantes resultados para a maioria”, defende Carlos Augusto Pipoca, empregado da Caixa, membro da Comissão dos Empregados da Caixa e representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O Congresso também foi decisivo para a aprovação da resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, que altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa.

“Com a desculpa de promover uma ‘reorganização’ da administração pública, a PEC 32 ataca diretamente os funcionários públicos e seus direitos, além de ser prejudicial aos serviços públicos oferecidos à população brasileira”, enfatiza Pipoca.

O Dia Nacional de Luta foi definido para o próximo dia 18 de agosto.

Durante o Congresso, empregados e representantes do movimento sindical enfatizaram a importância da união dos empregados na luta em defesa das empresas públicas e da soberania nacional.

Além dos ataques aos empregados da Caixa, os debates ressaltaram outros ataques sofridos pela classe trabalhadora do país, como exemplo a aprovação pela privatização dos Correios, realizada na última semana pela Câmara dos Deputados. Assim como ataques do governo à Eletrobras, à Petrobras, ao Banco do Brasil e demais bancos públicos, todos, de acordo com a categoria, “na mira deste governo que quer dar a troco de bananas tudo o que é público”.

Saúde e a pandemia
Ataques aos planos de saúde dos empregados e o desrespeito ao trabalhador que foi linha de frente durante o atendimento à mais da metade da população para o pagamento do auxilio emergencial, também foram debatidos.

Homenagem
O 37º Conecef prestou homenagem ao ex-presidente da Fenae; do Sindicato dos Bancários de Curitiba e da APCEF/PR, Pedro Eugênio. Jornalista por formação, lutador social por vocação, Pedro Eugênio entrou para a Caixa em 1982. Foi presidente da APCEF/PR. Fez parte da coordenação nacional em defesa da Caixa e esteve na Fenae entre 1999 e 2014, sendo presidente entre 2008 e 2014.

Após a aposentadoria, criou o Instituto Datagenio, canal nas redes sociais para informar ou denunciar decisões que afetassem a Caixa pública ou seus empregados. Pedro Eugenio deixou um rico legado de mais de 30 anos para a Caixa pública e social, contra a retirada de direitos de seus empregados. Pedro Eugenio presente!

Moções e resoluções aprovadas
Durante a programação foram aprovados por delegadas e delegados presentes, um conjunto de moções e resoluções, que reforçam a defesa da democracia e da organização sindical.

Dentre elas, a resolução em defesa da conselheira Rita Serrano e da sua participação ampla no Conselhos Administração da Caixa. A classe enfatizou que perseguição, assédio, atitudes de desqualificação e criminalização de representantes da categoria não serão aceitas.

Uma moção em defesa da saúde dos empregados e das empegadas da Caixa também foi aprovada. De acordo com os representantes, uma decisão fatal foi tomada quando, de forma unilateral, a direção da Caixa decidiu encerrar as negociações do GT Saúde Caixa. “Não é certo que o governo se utilize do poder para definir como as pessoas devem viver, sobreviver e também morrer”, pontua Pipoca.

Uma moção em defesa dos participantes da Funcef também foi aprovada.

Outra aprovação foi da moção em defesa dos Correios na luta contra a privatização. “Os Correios representam a presença do Estado e dos serviços públicos em todas as regiões do país, defendê-los também está entre os deveres fundamentais”, destaca.

Por fim, também foi aprovada durante o congresso uma moção de repudio ao Pedro Guimarães e à direção da Caixa, por manter os trabalhadores dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul sem a garantia plena dos seus direitos por adotar o Verocard, Greencard nesses estados.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Bancários do Itaú discutem Emprego, Saúde e melhores condições em Encontro Nacional

Encontro aconteceu virtualmente na tarde de quinta-feira (5) com a participação de 159 delegados e delegadas 

Na tarde desta quinta-feira (05), os 159 delegados e delegadas participaram do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú. O encontro ocorreu virtualmente e definiu a pauta de reivindicação específica. “Foi uma oportunidade para colocarmos em discussão temas fundamentais para o interesse dos funcionários e traçarmos juntos estratégias de luta com base na realidade do país e nas reivindicações dos trabalhadores”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e representante na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

Saúde 
O tema Saúde do trabalhador foi  pauta da primeira mesa de trabalho do encontro nacional, ministrada pelo secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles. 

De acordo com o especialista, apesar da vacinação, a fase ainda é de muita luta no cenário nacional. “A vacinação começou, mas está longe de ser o ideal. Por isso temos continuar na luta pelo real cumprimento dos protocolos de saúde e segurança que negociamos com a Fenaban no começo da pandemia e na luta pela vacinação de todos os bancários”, afirmou Salles.

O secretário de Saúde do Trabalhador a questão do retorno aos trabalhos presenciais. “O acordo que tivemos com a Fenaban é que não haverá volta sem negociar os critérios, com um protocolo único mínimo de procedimento. Temos que continuar protegendo os trabalhadores de riscos à sua saúde. Uma eventual volta só pode acontecer com a vacinação completa. Mesmo assim, temos de pensar em outros problemas que podem vir a acontecer. Temos que ter tranquilidade, pois estamos lidando com a vida das pessoas. Os bancos também têm de ter responsabilidade neste processo. Não pode ser só negócio.”

Emprego
Sobre o tema emprego foram debatidos números apresentados pela economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cátia Uehara, no início do encontro. “Nós temos que abrir negociações sobre as metas e sobre os programas de remuneração, que muitas vezes são usados como justificativas para as demissões”, disse Valdenia Ferreira, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mina Gerais (Fetrafi-MG) na Comissão de Organizados dos Empregados (COE) do Itaú.

Remuneração
A remuneração dos trabalhadores foi o terceiro tema a ser abordado. Delegados e delegadas destacaram que a instabilidade e o medo de demissões são os resultados da implementação do GERA, programa de remuneração variável criado para substituir o AGIR e a importância em continuar as negociações. 

GT Saúde
O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú, tema da quarta mesa de debate foi apresentado pela coordenadora do GT, Luciana Duarte. A apresentação ressaltou as negociações feitas no último período e a importância do movimento sindical ter conquistado o GT de Saúde no Itaú. 

Fundação Itaú
O Último tema debatido pelos delegados e delegadas do encontro foi Fundação Itaú. Foi feito um breve relato sobre todos os planos e um resgate das últimas eleições, realizadas em maio. 

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Lucro do Banco do Brasil é de quase R$ 10 bi no primeiro semestre

Lucro cresce junto com sobrecarrega de trabalho e adoecimento de funcionários

De acordo com a análise divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Banco do Brasil obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, o que significa um crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020. No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Segundo o banco, a redução das provisões para lidar com devedores duvidosos (PCLD Ampliada) e o crescimento da carteira de crédito destacam-se no resultado do semestre. A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido ajustado) cresceu 3,9 pontos percentuais (p.p.) em doze meses, chegando em 14,1%. 

Conforme lembra a dirigente sindical, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Elisa Ferreira,  o lucro acontece em uma realidade de fechamento de agências, redução de mais de 5 mil funcionários do quadro funcional e mais clientes. “É um lucro conseguido às custas do esgotamento dos funcionários, o que reflete em adoecimento físico e psíquico. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que, apesar do enorme resultado da empresa, o governo, com frequência, vem com o discurso sobre a privatização do BB”, ressalta.

De acordo com a dirigente, essa incoerência deixa evidente que a privatização do BB só interessa ao setor privado, ou seja, para quem quer comprar, e não à sociedade brasileirta. “O que devemos discutir é a importância do papel do Banco do Brasil enquanto banco público para ser usado como instrumento de política econômica e desenvolvimentista”, destaca. 

Redução do pessoal e sobrecarga
Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor.

“A redução de agências e de funcionários deixou várias cidades sem um único banco, além de precarizar o atendimento à população. As reestruturações são sempre no caminho de diminuir o atendimento à população de baixa renda enquanto aumenta a estrutura para a alta renda e para as grandes empresas, deixando de cumprir um papel essencial de banco público, que é a bancarização do povo brasileiro”, defende Elisa. .

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Encontro Nacional de Trabalhadores do Bradesco Fortalece Estratégia de Luta

Metas abusivas, saúde do trabalhador e atual conjuntura foram temas do Encontro

Bancários participaram nesta terça-feira (03) do Encontro Nacional de Trabalhadores do Banco Bradesco. O Encontro trouxe em sua programação assuntos como Saúde do Trabalhador, Segurança Bancária, Balanço do Banco, Teletrabalho, Auxílio Educacional e atual conjuntura do país.

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul contou com a participação de vários dirigentes sindicais, entre eles, Edilson Julian e Lourival Rodrigues, membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco.

“O Encontro foi fundamental para definirmos a nossa estratégia de luta para reivindicações como a defesa pela garantia do emprego, a Saúde do trabalhador, Auxílio Educacional principalmente para ensino superior e pós graduação, entre outros”, explica Lourival Rodrigues.

Atual conjuntura

A programação incluiu palestra sobre o tema: “O Brasil que queremos”, ministrada pela presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“Nós temos que discutir o Brasil que a gente quer, para pensar numa solução para este mundo que está tão doente. É importante falar do geral, para depois falarmos do específico. Olhando o geral para saber como vamos atuar por banco”, salientou Juvandia, que também é funcionária do Bradesco.

“Os desafios são muitos e o Encontro tem o objetivo de pontuar cada um deles e fortalecer estratégia de luta e determinação pelos direitos dos trabalhadores”, explica o representante da Feeb SP/MS na COE Bradesco, Edilson Julian.

Saúde

A segunda mesa do dia trouxe a Saúde do Trabalhador como tema. A apresentação foi ministrada pelo secretário da Saúde do Trabalhador, Mauro Salles.

De acordo com o representante sindical, o tema ganhou ainda mais importância diante do cenário da pandemia. “Após decretada pandemia e o vírus tomar conta do Brasil, o Comando Nacional dos Bancários correu para negociar com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para proteger a categoria”, explica. De acordo com o representante, dentre as conquistas alcançadas no período estão o rodízio dos funcionários, home office para metade da categoria, garantia de emprego e dos protocolos no ambiente bancário e de atendimento. Esses cuidados se mantêm, pois, a pandemia não acabou. Outro movimento que a gente fez, foi vacina para todos e prioridade para os bancários”, esclarece.

O secretário de Saúde do Trabalhador também ressaltou que a pressão pela volta dos bancários vacinados. “O acordo que tivemos com a Fenaban é que não haverá volta sem negociar os critérios, com um protocolo único mínimo de procedimento. Temos que continuar protegendo os trabalhadores de riscos à sua saúde”, pontua.
A pressão do banco por metas também foi ressaltada durante a apresentação. “Mesmo no período da pandemia e com trabalhadores em home office houve pressão pelas metas, o que causou um impacto muito forte na saúde do trabalhador”, explica. Afastamento por doenças psíquicas, assedio moral e aumento de casos de Ler/ Dort também foram destacados e estão entre as causas do trabalho excessivo.

Segurança

Sobre a Segurança Bancária falou o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Elias Jordão, que lamentou o investimento dos bancos em novos modelos de agências, as chamadas agências de negócios, sem portas de segurança. “Eles argumentam com as quedas nas estatísticas de crimes, pela digitalização e virtualização do dinheiro. A Polícia Federal, mesmo com a nossa pressão, tem autorizado o plano de segurança em agências que não circulam o numerário”, lamenta.

Outros

A programação inclui ainda apresentação feita pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, sobre o balanço do banco. Para finalizar, o tema Teletrabalho foi abordado em palestra ministrada pela coordenadora da COE Bradesco, Magaly Fagundes.

A importância na participação dos bancários e dirigentes nas redes sociais em ações de tuitaço também foram reforçadas durante o Encontro.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Santander é condenado a pagar R$ 50 milhões por práticas antissindicais

Reprodução: Folha de São Paulo

O Santander Brasil foi condenado pela Justiça a pagar R$ 50 milhões por práticas antissindicais, quantia que será revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O banco pode recorrer.

A decisão foi assinada pelo juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 60ª vara do trabalho de São Paulo, nesta terça-feira (27). Procurado, o Santander afirma que ainda não foi notificado da decisão.

A ação foi protocolada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários em fevereiro deste ano e pedia uma determinação judicial para que o Santander se abstivesse de praticar atos de conduta antissindical.

Entre esses atos estariam as demissões feitas pelo banco ao longo da pandemia e a supressão da gratificação de função dos dirigentes sindicais. A entidade também alega que houve descumprimento de acordos envolvendo o Banesprev (Fundo Banespa de Seguridade Social) e o Cabesp (Caixa Beneficente dos Funcionários do Banco do Estado de São Paulo).

Na ação, o sindicato ainda apontou uma manifestação nas redes sociais pelo diretor de marketing do banco, Igor Puga, acusando parte dos empregados de oportunismo ao afirmar que eles estariam interessados em ser demitidos para receber uma indenização.

Em tentativa de conciliação entre o sindicato e o Santander, o banco defendeu a improcedência do pedido e requereu a limitação territorial e subjetiva da decisão –o que foi rejeitado pelo juiz.

Entre os argumentos citados pelo sindicato na ação está o lucro reportado pelo banco no primeiro semestre deste ano. Nesta quarta (28), o Santander divulgou um resultado de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre, acima das estimativas do mercado, de R$ 3,9 bilhões e quase o dobro (98,4%) do que o registrado em igual período do ano passado.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Comando Nacional debate encontros e Conferência Nacional

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quarta-feira (28) para debater os encontros dos bancos públicos e privados. Na ocasião, foram discutidos detalhes da 23ª Conferência Nacional dos Bancários, assim como as artes e slogans referentes aos eventos.

Na reunião, os participantes trataram, ainda, sobre o andamento da vacinação dos bancários pelo Brasil. Em muitos lugares, foi possível a inclusão da categoria na lista de prioridade.

O Comando definiu, também, a reivindicação do agendamento de uma reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para negociar o retorno ao trabalho presencial.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Reforma tributária: relator recua e desiste de cortar incentivo para vale-refeição

Reproduzido do Jornal O Globo


BRASÍLIA — O relator da reforma tributária, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), disse nesta quarta-feira que irá retirar do seu texto a medida que previa o fim dos incentivos fiscais do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que paga benefícios como o vale-alimentação.
Ele também afirmou que os dividendos distribuídos por empresas do Simples Nacional continuarão isentos. E que deve subir o limite de isenção de micro e pequenas para acima de R$ 20 mil mensais.

O deputado esteve reunido com a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentando as alterações do texto. A expectativa é de que a matéria seja analisada no plenário da Câmara assim que acabar o recesso parlamentar. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), confirmou que este é um dos projetos prioritários para o segundo semestre.

Atualmente, as empresas podem deduzir do Imposto de Renda renda o dobro das despesas comprovadamente realizadas em programas de alimentação do trabalhador, previamente aprovados pelo governo. Esse benefício deixaria de existir em 31 de dezembro de 2021, pela proposta original do relator.

Agora, Sabino voltou atrás e disse que o incentivo ao vale-alimentação está mantido.

— Vamos retirar do texto qualquer menção ao programa de alimentação do trabalhador — disse, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Sabino explicou que a decisão de retirar a menção do PAT do texto foi tomada após conversas com parlamentares da oposição.

— No nosso entendimento, havia um impacto muito pequeno em relação ao PAT e entendemos que isso não iria causar qualquer desestímulo à opção pelo programa de alimentação ao trabalhador. Sensíveis aos argumentos apresentados pelos deputados da oposição, nós vamos também retirar do texto qualquer menção ao programa de alimentação do trabalhador, garantindo assim que ainda que micro o impacto, ele não ocorrerá — disse.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS