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Pochmann: “Sindicatos precisam reescrever o Brasil e mudar sua forma de ser”

Segundo o economista, movimento sindical deve se reinventar frente às novas configurações sociais da classe trabalhadora

Por: Vanessa Ramos
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 17 de Setembro de 2021 às 14:45

O Brasil vive um momento de ruptura histórica que só pode ser comparado a dois períodos da história brasileira que também ofereceram condições de transformação. À década de 1880, momento da chamada ‘abolição’ da escravatura, e aos anos de 1930, quando o país migra de uma fase majoritariamente agrária para um período de industrialização.

A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele participou da plenária ‘Siderlei de Oliveira’ realizada pela Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac-CUT) nesta quinta-feira (16) para falar sobre alternativas às mudanças do capitalismo e o avanço do neoliberalismo.

O evento ocorre até esta sexta-feira (17) e conta com a participação de entidades sindicais de todo país. Apesar do cenário passível de transformações, o campo progressista, de esquerda, tem feito diagnósticos equivocados e ultrapassados, aponta. Segundo ele, a visão de segmentos como o movimento sindical está velha e viciada em modelos que não existem mais.

Com o diagnóstico de que há um impacto externo, cria-se uma ideia de que o Brasil passa por tantas transformações advindas de fora de suas fronteiras que só restaria ao país se acomodar, não restando, assim, alternativas.

Essas são narrativas permeadas de equívocos, sustenta Pochmann, ao exemplificar discursos relacionados à revolução tecnológica ou à globalização financeira que apostam na absorção das informações e das ideias e que, de maneira geral, são conduzidas por empresários e capitalistas.

“Embora nós tenhamos capacidade de perceber essas mudanças e em geral olhando pelo lado mais negativo, nós não conseguimos ingressar na disputa do sentido da mudança que está em curso no Brasil”, disse.

Segundo o economista, a classe dominante ou, como ele chamou, “dos ricos, dos endinheirados”, compreende o que significa períodos de mudança histórica e, por isso, move suas peças.

“Se a gente quiser entender o Brasil, porque que nós temos o racismo, uma desigualdade profunda entre o campo e a cidade, por exemplo, precisamos entender o que aconteceu lá naquela mudança da época de 1880, que é um período que reescreve o Brasil, assim como a partir da década de 1930. Ou seja, quero chamar a atenção de que temos em mãos uma oportunidade histórica de reescrever o Brasil assim como nesses outros períodos”, defende.

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A questão, para Pochmann, é perceber que os privilegiados sabem fazer a leitura das vulnerabilidades a cada tempo histórico, para que não haja avanços à classe trabalhadora ou a determinados segmentos sociais.

“Eles oferecem em geral um cenário de pessimismo, um cenário de depressão, em que só se enxergam as coisas mais difíceis porque sabem que o povo entristecido é um povo que não luta, trabalhadores em sindicatos desorganizados, deprimidos, não vão à luta para vencer, mas para sobreviver”, alertou.

Transformações permanentes

Para o economista, é preciso entender que a sociedade urbana, industrial, de um Brasil dos anos de 1970 ou de 1980 não existe mais.

“O ingresso do Brasil na globalização, a permanência das políticas neoliberais, foram desmontando algumas estruturas. Hoje não temos mais uma burguesia industrial. Poderíamos não gostar, mas tínhamos figuras ilustres como personalidades que estavam no âmbito da indústria. Essa burguesia industrial, portanto, tinha uma referência. Hoje o que temos é uma burguesia de comércio, de serviço”, falou.

Ao mesmo tempo, Pochmann explica que essa burguesia foi se convertendo. Os donos foram vendendo suas indústrias para o capital estrangeiro, outras fecharam. Mas com o dinheiro ganho com algumas dessas empresas, os antigos donos então se renderam ao rentismo.

“Colocaram dinheiro no banco e passaram a viver de juros, defendendo os juros altos. De outro lado, aquela burguesia industrial que conseguiu manter pelo menos o nome da indústria, se converteu em comerciante. Comprando, na verdade, componentes, insumos no exterior para montar e vender no Brasil. E como todo comerciante, em qualquer lugar do mundo, o objetivo é comprar barato e vender caro”, descreve.

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De acordo com o economista, esse empresário que anteriormente era industrial e passou a ser um comerciante, começa a apoiar qualquer medida que signifique redução de custos.

“A mudança da legislação trabalhista, tudo que puder reduzir custo, é excelente para ele. É um amante da alta taxa de juros e câmbio. Quanto mais valorizada a nossa moeda, maior é a facilidade para importar produtos e vender caro no Brasil.”.

Apontar para o futuro

Frente às transformações da sociedade brasileira, Pochmann aponta para o fato de que o Brasil tem hoje uma nova classe trabalhadora, que majoritariamente é a de serviços. Uma classe que, segundo ele, ao menos antes da pandemia, respondia por uma maioria de ocupados no país.

É diante deste cenário que a análise precisa ser feita, defende o professor.

“Podemos até ter bons diagnósticos, entender que o atual governo está destruindo o país, que o desemprego aumenta, que há precarização. Nós temos um diagnóstico que, na maior parte das vezes, é até correto sobre a realidade nacional. O problema é que esse diagnóstico não aponta para um futuro”, avalia.

“Em geral, a gente diz que ‘a situação está ruim, mas anteriormente era melhor’, que ‘anteriormente havia carteira assinada’, que tinha emprego, ou seja, nós jogamos para o passado e não para o futuro. Esta nos parece uma questão que nos coloca como conservadores, querendo conservar uma realidade que não existe mais”, completa.

Visão iluminista

Pochmann entende que a questão está em como construir um novo horizonte de expectativas sobre um futuro melhor. Ele compreende que isso implica reconhecer que o país está diante de algo novo sobre o qual ainda se desconhece, de uma nova classe trabalhadora que precisa ser estudada.

Critica, assim, a visão de entidades sindicais já há muito tempo no país, exemplificando a partir da pauta da terceirização.

“De fato, a terceirização tem características precarizadoras. Ocorre, porém, que essa visão de cima para baixo, essa visão iluminista, da forma como foi feita esta luta, nos fez perder contato justamente com a massa de terceirizados”, observou.

Em estudo realizado pelo Dieese, sugeriu Pochmann, havia na década de 1990 aproximadamente 14 milhões de trabalhadores terceirizados nas atividades-meio, tal como era possível naquele período.

“Desse total, 80% jamais tinham tido um emprego assalariado com carteira assinada, ou seja, não tinham absolutamente nada antes de ter um emprego com carteira assinada. Portanto, para esses trabalhadores, a terceirização não era precarização, pelo contrário, para eles era uma ascensão, passaram a ter emprego com carteira assinada, com direitos sociais”, acrescentou.

Para Pochmann, esses trabalhadores, ao conquistarem algo que antes não tinham, melhor, portanto, diante do argumento das entidades sindicais e de partidos políticos entenderam que essas organizações progressistas ao serem contra a terceirização, eram contra eles.

Desafios no presente

O economista acredita que o movimento sindical precisa se reinventar. Ele aponta como caminho possível que os sindicatos repensem o cenário atual em que se evidencia uma proliferação de atividades vinculadas às plataformas digitais.

“Nosso discurso é crítico: somos contra esse emprego. Mas os trabalhadores nos dizem: se não temos esse emprego, teremos o quê? Eu não estou defendendo a precarização, o rebaixamento. Quero chamar a atenção que esta é a realidade do país. E existe uma incapacidade que as instituições têm hoje de lidar com essas mudanças”, afirma.

De acordo com Pochmann, os trabalhadores vão procurar instituições que os representem, que os permitam construir identidade e pertencimento, mas isso se configura atualmente de uma forma diferente dada as mudanças de atuação da classe trabalhadora.

Avalia, assim, que parte do lugar que seria do sindicato ou de outras instituições passou a ser ocupado por igrejas, pelo crime organizado ou as milícias – o chamado, segundo ele, novo sistema de jagunço que controla o país.

“Enquanto o lema das igrejas é ‘fale que quer, quero escutar’. O nosso lema é ‘silêncio que eu quero falar’. Ou seja, estamos no sentido inverso. Queremos dizer o que tem que ser feito, não temos espaço para ouvir, para identificar a realidade, a situação de cada um”, comenta, ao sugerir que isso seja repensado por entidades e partidos políticos.

Para Pochmann, os sindicatos precisam conhecer melhor quem querem representar diante das mudanças no mundo do trabalho, de modo que é preciso, em sua percepção, uma reorganização profunda do modo de fazer a ação política, de fazer a ação sindical.

“A classe trabalhadora que nós temos hoje no Brasil está vivendo um momento insurrecional, ela detesta a situação em que estamos vivendo porque é opressiva, porque os salários são baixos. O problema é que nós não alimentamos esta insurreição do ponto de vista individual para se transformar em coletiva. Porque muitas vezes o papel das nossas instituições é resistir às mudanças porque queremos voltar a um passado que não existe mais”, conclui.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Novo Plano CD: comunicado aos participantes do Banesprev

No último dia 16, o Banesprev informou que o novo plano de Contribuição Definida foi aprovado pela Previc. As associações e entidades sindicais lamentam esse ataque aos participantes, chancelado, mais uma vez, pelo órgão que deveria ser o fiscalizador.

Mesmo com as várias ações judiciais em curso, ingressadas com o objetivo de barrar as intenções do Santander, a autarquia auxilia e chancela todas as pretensões dos banqueiros. Este processo vem sendo noticiado desde o início da pandemia mundial de Covid-19 e está recheado de irregularidades.

Nos próximos dias, os participantes devem receber uma enxurrada de informações, de todos os lados, gerando um cenário de incertezas e desafios quanto ao futuro dos beneficiários dos planos do Fundo de Pensão.

O Banesprev e seus representantes indicados pelo Santander incrementaram de todas as formas o Plano CD a fim de vender este produto. É desnecessário alertar que ele favorecerá grandemente a instituição financeira. Desde o início do processo, o Fundo de Pensão vem assediando os participantes com e-mails semanais, vídeos milionários etc.

Do outro lado, com a intenção de informar e orientar sobre os perigos de adesão a este novo plano de benefícios, estão as associações de empregados e sindicatos da categoria bancária. No site da Afubesp, há um campo em destaque com todas as informações necessárias sobre o Novo Plano CD, que visa reduzir as obrigações do banco e, consequentemente, diminuir os benefícios dos participantes.

     >>>>> Tudo sobre os Perigos do Plano CD em um só lugar

Lá, também é possível acessar o jornal específico que fala o que está em jogo e outros documentos com todas as informações necessárias para o melhor entendimento dos participantes. Há ainda um histórico de tratativas para barrar as intenções do Santander e os links para assistir uma dezena de Lives informativas e tira-dúvidas com linguagem de fácil entendimento.

Informe-se e coloque na agenda a próxima live, que será realizada nesta quinta-feira (23), às 19h, e acompanhe pelos canais da Afubesp no Youtube e no Facebook.

Para finalizar, um alerta: quando as propostas do banco chegarem até você, não deixe de refletir: se este novo Plano CD fosse bom para mim, o Santander estaria se empenhando tanto para me convencer a migrar?

Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp (Afubesp).
Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Estado de São Paulo (Afabesp).
Associação de Defesa dos Direitos Previdenciários dos Banespianos (Abesprev)
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)
Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS)
Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec-CUT/SP).
Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb/SP).

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

Bancários de Franca participam de eleição do Sindicato

Chapa 1 “A Chapa do Bancário”concorre ao pleito

Nesta quinta-feira (23/09) os associados do Sindicato dos Bancários de Franca irão às urnas para votarem nas eleições da entidade.

Concorre ao pleito a Chapa 1 – A Chapa do Bancário, única inscrita para disputar a eleição, encabeçada pelo atual presidente da entidade Edson Santos.

A eleição será na quinta-feira (23/09), das 08h00 às 15h00, com as urnas percorrendo todos os locais de trabalho das dezessete cidades que compõem a base do sindicato para a coleta dos votos.

Os associados que estiverem em home office, em férias ou afastados, poderão votar na urna fixa que estará na sede social do sindicato, na rua José Bonifácio nº 1479 – Centro.

Bancário, participe!! Exerça seu direito!! 

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Movimento sindical reforça questionamento à Caixa sobre erro da PLR

Documento enviado comprova erro do banco

O movimento sindical enviou um novo ofício à Caixa Econômica Federal com questionamentos sobre o valor pago aos empregados pelo banco a título de PLR referente à parcela adicional e à PLR Social.

O primeiro ofício foi enviado no dia 13 de setembro e o mais recente na última sexta-feira (17). Os primeiros questionamentos se basearam no comunicado emitido pela própria Caixa, já o segundo foi acrescido de detalhes com base em análise de
holerites de empregados, o que contribuiu para a realizac’ão dos cálculos e possibilitou a constatação de que os valores pagos são menores do que os que deveriam ter sido pagos.

PLR
A PLR dos 83.294 empregados é composta pela soma da PLR Fenaban com a da PLR Social. A Caixa paga 50% a título de adiantamento da regra básica da regra da Fenaban (90% do salário + R$ 2.807,03 x 50%), mais 2,2% do lucro do 1º semestre distribuído linearmente como parcela adicional. Como PLR Social o valor corresponde a 4% do lucro líquido do semestre distribuído linearmente entre os empregados, proporcionalmente aos dias trabalhados individualmente no período.

Ofício
Em ofício, o movimento sindical deixa claro o questionamento feito quanto ao adiantamento de PLR 2021 pago pela Caixa, especificamente quanto ao percentual do Lucro Líquido da parcela adicional da PLR Fenaban, equivalente a 2,2% do lucro líquido, e da PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido.

De acordo com o texto “tanto a parcela adicional da PLR Fenaban quanto a PLR Social são diretamente vinculadas ao lucro líquido e, portanto, o pagamento de 50% do total anual devido nestas duas parcelas é calculado tendo como parâmetro o lucro líquido do 1º semestre, conforme descrito no ACT”.

O ofício detalha ainda, que “o valor devido para a Parcela Regra Adicional seria equivalente a divisão linear de R$ 10.843.513.000,00 x 2,2%, que resultaria em valor de cerca de R$ 2.864,04. No entanto, para o caso da parcela adicional, o ACT prevê teto individual de R$ 2.807,03 na antecipação. Portanto justamente esse teto seria o valor devido como antecipação da parcela adicional para cada empregado da Caixa”.

Já com relação à PLR Social, diz o ofício, “o valor devido, conforme ACT, é equivalente à divisão linear de 10.843.513.000,00 x 4%, o que resultaria em valor de cerca de R$ 5.276,38. No caso da PLR Social não se aplica teto individual.

Os valores calculados pela Caixa, porém, correspondem à R$ 1.451,01 e R$ 2.638,20, ou seja, praticamente metade do valor devido. Na prática a forma utilizada pela Caixa resultou no pagamento não de 50% destas duas parcelas, conforme previsto no ACT, mas sim 25%, pois houve uma dupla divisão por 2, primeiro ao utilizar o lucro semestral e depois ao aplicar em cima deste valor nova divisão por dois.

O movimento cobrou a imediata regularização, com o pagamento da diferença devida relativa ao adiantamento da PLR.

Prazo para pagamento
De acordo com o que foi acordado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e no ACT dos empregados, a Caixa tem até o dia 30 de setembro para efetuar o pagamento. Uma mesa para tratar o assunto já foi cobrada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE).

EDITAL

EDITAL

Edital de convocação da assembleia geral eleitoral para instauração do processo eleitoral do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marilia e Região, por seu Presidente abaixo assinado, CONVOCA, todos associados em condições de votar, para Assembleia Geral Eleitoral que fará realizar no dia 28 de setembro de 2021, no Centro Sindical à Rua Taquaritinga, nº 91, nesta cidade de Marilia-SP. Em primeira convocação às 18:00 horas, ou em segunda convocação às 19:00 horas, tudo consoante com Estatuto, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia:

1) Instauração do Processo Eleitoral, para composição do Sistema Diretivo:  Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Conselho de Representantes na Federação do Sindicato, Efetivos e Suplentes.

2) Conforme determina o Artigo 72 do Estatuto Social, eleger a Comissão Eleitoral, que acompanhará todo o processo. A Comissão Eleitoral tomará posse na Assembleia, conforme paragrafo 1º do artigo 72.

Marilia, 23 de setembro de 2021.

Dejair Besson

Vice Presidente

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Banco do Brasil informa retorno ao trabalho presencial

Bancários pontuam falta de negociação e cobram planejamento

Nesta semana, o Banco do Brasil anunciou o retorno dos bancários ao trabalho presencial. Bancários do Banco do Brasil poderão retornar ao trabalho presencial de forma opcional. Um comunicado interno foi enviado ontem (15), para informar funcionárias (os) que estão em home office, e não pertencem ao grupo de risco, sobre a possibilidade do retorno ao trabalho presencial a partir do dia 20 de setembro. Segundo o banco, o retorno é opcional e válido inclusive para aqueles que ainda não se vacinaram ou completaram as duas doses do imunizante.

De acordo com avaliação da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), o retorno deve ser feito de forma planejada. “O ideal é um retorno gradual e bem planejado. A não exigência do ciclo completo de vacinação é muito preocupante”, pontua Elisa Ferreira, representante da Feeb SP/MS, na Comissão de Empresas dos Funcionários do Banco do Brasil.

Recentemente, durante a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgou pesquisa que mostra que quase 13 mil bancários e bancárias, revelam que o trabalho remoto garantiu mais proteção contra a pandemia. Entre os que ficaram em teletrabalho, 77% não apresentaram diagnóstico positivo de Covid-19, contra 23% contagiados. Já entre os que estiveram em trabalho presencial, o percentual de contaminação foi de 38%.

De acordo com o comunicado interno, o retorno ao trabalho presencial pode ser feito para funcionários que não são grupo de risco (estes permanecem em casa), de forma voluntária e não obrigatório.

“Hoje esse público é de cerca de 18 mil funcionários, sendo a maioria de área meio e diretorias. Vale destacar que esse retorno não suprirá a demanda das agências, que estão sobrecarregadas e fazendo um importante trabalho. Portanto, o ônus pode ser muito maior que o bônus, levando em consideração a gravidade da doença e a baixa taxa de imunização”, destaca Elisa.

Governo
Segundo o Ministério da Saúde, atualmente quase 36% da população brasileira está imunizada. E, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), baseada em dados científicos, só é possível controlar a disseminação da Covid-19 quando 70% da população estiver devidamente imunizada.

Entidades sindicais relatam, ainda, dados que mostram a economia do Banco com o home office.

“A decisão foi tomada sem negociação e desrespeita o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Emergencial da Covid-19, estabelecido no início da pandemia, que trouxe mais proteção à saúde dos funcionários e funcionárias de todo o país. É uma decisão impulsionada por um governo negacionista, que finge uma normalidade que não existe”, completa a representante da Feeb SP/MS.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Federação dos Bancários discute reajuste do plano de saúde Economus

Sequência de reajuste foi iniciada em 2018

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) se reuniu hoje (16), para tratar sobre os reajustes do Economus. A sequência de reajustes foi iniciada em 2018 e de lá para cá tem dificultado a permanência dos aposentados no plano. As atualizações preveem:

• Alteração do percentual de contribuição de 15,95% para 22,5%, aplicados sobre a renda do titular; Reajuste dos pisos para:
a. Feas Básico e Feas Pamc: de R$300,00 para R$ 600,00 (per capita)
b. Novo Feas: de R$600,00 para R$ 1.200,00 (por grupo familiar);

• Estabelecimento de um teto de contribuição mensal de R$ 4.500,00,
a. individual para os planos Feas Básico e Feas Pamc;
b. por grupo familiar, para o Novo Feas;
c. no mês de recebimento do 13º salário esse valor de teto será de R$ 9.000,00; e
d. o valor de teto não será observado nos casos de recebimento antecipado de recursos do plano PrevMais;

• Mudança na coparticipação do Novo Feas, que passou de 20% para 30% para procedimentos de baixa complexidade, mantendo o limite mensal de desconto de 5% sobre a renda do titular.

Durante a reunião desta quinta-feira foi reforçada a necessidade de negociação com o banco e o acompanhamento da situação. “Temos analisado a situação junto aos dirigentes sindicais e demais entidades do funcionalismo, além de buscar respaldo jurídico para as medidas mais adequadas. Nesse momento vamos cobrar do banco uma negociação séria e acompanhar as diversas medidas jurídicas já tomadas”, explica David Zaia, presidente da Feeb SP/MS.

A reunião destacou, ainda, a liminar ingressada pela LBS advogados contra o Banco do Brasil S.S. e Economus, Instituto de Seguridade Social, que garante a permanência dos aposentados do ex BNC no plano Plus com o pagamento integral conforme determina a lei. Com a liminar, os aposentados egressos do Banco Nossa Caixa, que tenham rescindido o contrato de trabalho, podem ser reincluídos ou mantidos no plano de saúde Economus Plus, sendo neste caso, o percentual de 16% descontado com base no último salário da ativa.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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COE Itaú negocia retorno ao trabalho presencial com o banco

Trabalhadores do grupo de risco de agências já têm data marcada para retornar

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu, na tarde de quinta-feira (9), com a direção do banco para negociar o retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office.

Os representantes dos trabalhadores cobraram negociação para garantir um retorno programado, baseado em critérios científicos, com percentual de imunização superior a 70%, para não colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Desde 1º de setembro, o banco permitiu que trabalhadores voluntários dos prédios administrativos voltem gradativamente aos locais de trabalho. “Temos ouvido inúmeras denúncias de pressão por parte de gestores. Nosso papel é não admitir esse tipo de postura e cobrar do banco a mudança imediata”, destaca Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

Membros do movimento sindical também cobraram como o departamento de saúde do trabalhador irá se comportar neste retorno. O Itaú informou que existe fiscalização para garantir o respeito aos protocolos de saúde e segurança e que todo o sistema de infraestrutura do banco permanecerá híbrido, para evitar aglomerações nos escritórios. 

Retorno às agências
Conforme acertado nos últimos encontros, o banco comunicou aos dirigentes sindicais, antes mesmo de publicar comunicado interno, o retorno das pessoas do grupo de risco de agências e tem o ciclo vacinal completo a partir de 20 de setembro.

No Rio de janeiro será em 5 de outubro. Caso alguém não tenha tomado as duas doses, o banco vai aguardar a data da segunda dose, mais 14 dias, período de imunização completa, para cobrar o retorno.

As gestantes de agência não retornarão ao trabalho presencial em todo o Brasil.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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PLR do Bradesco será paga dia 20

Banco atendeu pedido da representação dos trabalhadores e adiantará pagamento

O Bradesco informou na manhã desta sexta-feira (10), que efetuará o pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) no dia 20 de setembro. De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, o banco poderia efetuar o pagamento até o dia 30 de setembro.

A 13ª Cesta também será paga este mês. O pagamento está previsto para o dia 28.

De acordo com a Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), os adiantamentos atendem aos pedidos do movimento sindical ao banco.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Reajuste dos bancários será de 10,97% nos salários, entenda a fórmula

Federação dos Bancários avalia trabalho dos sindicatos fundamental para o aumento real do salário

Os bancários terão reajuste de 10,97% nos salários, vales refeição e alimentação e demais direitos econômicos estabelecidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, com ganho de real de 0,5% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre setembro de 2020 e agosto de 2021, que ficou em 10,42%.

“O trabalho constante dos sindicatos têm permitido que os bancários mantenham o valor real do seu salário com crescimento. Isso é muito importante, mas ao mesmo tempo lamentamos esse índice de inflação, que não é bom para o país. O importante neste momento é que a gente esteja atento e cobre do governo que atenda medidas necessárias para reduzir a inflação, o que consideramos o cenário mais sustentável para o país”, diz Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Cálculo do reajuste dos bancários

O economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), alerta que algumas pessoas podem achar que existe erro na porcentagem de reajuste. “O cálculo não é feito com a simples soma de 10,42% mais 0,5%. Existe uma fórmula de cálculo composto para se calcular o ganho real”, explicou.

Para se chegar ao índice de reajuste deve-se somar 10,42%+1 e 0,5%+1 e multiplicar os resultados, depois se subtrair 1 e se multiplicar por 100 para se se chegar à porcentagem. A fórmula é a seguinte: (1+10,42%) x (1+0,5%) -1.

Histórico de aumento

A categoria vem obtendo aumento real no decorrer da história. Desde 2004, o ganho real acumulado é de 21,94%. Considerando os pisos salariais o ganho real é ainda maior, chegando a 43,56% neste mesmo período. “Isso ocorre porque, em muitos anos, os pisos tiveram reajuste diferenciado, acima do reajuste geral dos salários”, explicou o economista do Dieese.

Segundo dados do Ministério do Trabalho compilados pelo DIEESE, até julho de 2021, apenas 17,5% dos reajustes foram acima do INPC, 32,2% iguais ao INPC e 50,3% abaixo do INPC.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS