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Feeb SP/MS realiza reunião para discutir nova proposta de reajuste no PCR Itaú

Federação e sindicatos avaliam proposta com aumento real e definem próximos passos

A Feeb SP/MS realizou nesta segunda-feira (29) uma reunião com os dirigentes sindicais para avaliar a nova proposta apresentada pelo banco Itaú, que trata do reajuste do Programa Complementar de Resultados (PCR) e demais programas próprios voltados aos bancários.

Durante o encontro, os dirigentes reconheceram que, embora a proposta esteja abaixo do esperado, representa um avanço em relação à anterior. A reunião definiu que a proposta será levada às assembleias da categoria, previstas para a próxima semana, com cronograma a ser definido em reunião com representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú.

“Embora não seja a proposta ideal, é uma conquista parcial e deve ser apresentada à categoria. O momento exige responsabilidade e mobilização para que os bancários possam avaliar com clareza os ganhos e os limites desse acordo”, destacou Reginaldo Breda, secretário-geral da Feeb SP/MS.

Além da proposta econômica, o grupo também discutiu a importância de retomar com o banco temas como a alta nas demissões e a implementação de um sistema de informação ao sindicato sobre desligamentos. A orientação é que os sindicatos iniciem ainda nesta semana conversas nas agências para esclarecer os termos do acordo e incentivar a participação nas assembleias.

“É fundamental mantermos o diálogo com os trabalhadores e assegurarmos que a negociação coletiva continue sendo o principal instrumento de defesa e valorização da categoria”, reforçou David Zaia, presidente da Feeb SP/MS.

 Confira a nova proposta do Itaú e os principais pontos:

  • Reajuste do PCR pelo INPC de março (5,20%) + 1% de aumento real, totalizando 6,25%.
  • ROE até 22,1%: R$ 3.907,98
  • ROE acima de 22,1%: R$ 4.096,34
  • Para 2026: reajuste conforme a regra da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
  • Vigência do acordo: dois anos.

Em breve será divulgada a data para a realização das assembleias.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS reforça defesa da saúde mental no trabalho e repudia adiamento da NR-1

Feeb SP/MS cobra ações urgentes para a saúde mental dos bancários e critica adiamento das medidas de prevenção ao adoecimento psíquico no trabalho

A saúde mental dos trabalhadores voltou ao centro do debate durante reunião da Mesa de Saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta sexta-feira (25), em São Paulo. O encontro foi marcado por críticas ao adiamento, por parte do governo federal, da aplicação das medidas previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da prevenção de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Para a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), o recuo representa um grave retrocesso na luta por ambientes laborais mais saudáveis e menos adoecedores, especialmente no setor bancário, onde a pressão por metas e a intensificação do trabalho têm provocado índices alarmantes de adoecimento psíquico.

“As empresas sozinhas não farão o necessário. Precisamos bater firme. Se depender delas, esse debate não avança”, afirmou Lourival Rodrigues, presidente do sindicato dos bancários de Campinas e representante da Feeb SP/MS na mesa de saúde. “O adoecimento mental é hoje uma das maiores preocupações da categoria bancária, e não podemos aceitar esse retrocesso.”

A NR-1, recentemente atualizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, determina que as empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais como estresse, assédio moral e burnout. Durante a reunião, a Fenaban e o movimento sindical se comprometeram a assinar uma manifestação pública conjunta em apoio à norma, que tem sido alvo de críticas por parte de setores empresariais.

Também foi discutida a elaboração de duas cartilhas com orientações: uma, a ser produzida pelos bancos, deve trazer diretrizes sobre saúde mental e ambiente de trabalho saudável; a outra, de responsabilidade das entidades sindicais, trará fluxo e orientações para os trabalhadores em caso de afastamento por motivos de saúde. O movimento sindical também reivindicou acesso aos dados das pesquisas internas feitas pelas instituições financeiras, para que seja possível propor medidas preventivas baseadas em evidências reais.

Para a Feeb SP/MS, o enfrentamento ao adoecimento mental deve passar por quatro eixos principais:

•Prevenção: a gestão por metas e a pressão constante imposta pelos bancos são fatores que contribuem diretamente para o adoecimento psíquico. “O modelo de gestão atual adoece os trabalhadores, e a prevenção é um dos caminhos mais eficazes para combater esse cenário”, afirma Lourival.

•Informação: muitos bancários adoecidos desconhecem os procedimentos para dar entrada no benefício. A falta de orientação por parte dos bancos agrava a situação.

•Concessão do benefício: a morosidade do INSS no reconhecimento de doenças relacionadas ao trabalho também é um fator de tensão para os trabalhadores.

•Acolhimento no retorno: os programas internos das instituições financeiras têm falhado em reintegrar adequadamente os profissionais que retornam de licenças médicas. “Hoje, os programas de acolhimento são frágeis e não estão preparados para lidar com a complexidade dos casos de saúde mental”, destaca Lourival.

Durante a reunião, o Comando Nacional também manifestou repúdio ao caso de assédio moral sofrido por uma executiva do Goldman Sachs após sua licença-maternidade, que resultou em uma doença ocupacional. A Fenaban se comprometeu a investigar o ocorrido junto ao banco e reforçar os canais de denúncia.

Dados apresentados pelo movimento sindical reforçam a gravidade do cenário: em 2024, as doenças mentais e comportamentais representaram 55,9% dos afastamentos acidentários e 51,8% dos afastamentos previdenciários entre os bancários. Ainda assim, a Fenaban se negou a reconhecer o ambiente de trabalho como um dos fatores determinantes para esse aumento de casos — postura criticada pelas entidades sindicais.

A Feeb SP/MS continuará atuando na defesa da saúde mental dos trabalhadores, cobrando ações concretas dos bancos e do governo para garantir ambientes de trabalho mais humanos, seguros e saudáveis.

Fonte: Feeb SP/MS

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Itaú apresenta proposta final para o PCR em reunião com a COE

Federação avalia avanços, mas destaca que proposta ainda não reflete os lucros do banco

Nesta sexta-feira (25), o Itaú se reuniu com a Comissão de Organização dos Empregados (COE Itaú) para dar continuidade às negociações sobre o Programa Complementar de Resultados (PCR). O encontro, realizado às 15h, foi convocado pelo próprio banco, que apresentou sua proposta final para o reajuste do benefício.

A nova proposta prevê a correção do PCR pelo INPC de março, acumulado em 5,20%, acrescido de 1% de aumento real. Com isso, o valor do benefício passaria para R$ 3.908,05. A COE informou que levará a proposta às federações, que irão deliberar sobre os próximos encaminhamentos junto à categoria. Uma nova rodada de negociação está marcada para o dia 5 de maio.

Representando a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), Reginaldo Breda destacou que, embora a proposta represente um avanço, ainda está aquém do esperado.
“Não é a proposta ideal, considerando o resultado expressivo alcançado pelo banco. Mas, por se tratar de uma proposta final, vamos submetê-la à avaliação das federações e, posteriormente, aos bancários”, afirmou.

A Feeb SP/MS reforça a importância da mobilização da categoria e seguirá acompanhando de perto o processo de negociação, buscando sempre a valorização dos trabalhadores do Itaú.

Fonte: Feeb SP/MS

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Sindicatos protestam em Sorocaba contra terceirização e precarização promovidas pelo Santander

Manifestação contou com apoio da Feeb SP/MS e sindicatos da região; ato foi pacífico e bem recebido pelos trabalhadores

Na manhã desta quinta-feira, 24 de abril, a Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), em parceria com os Sindicatos dos Bancários de Sorocaba, Campinas e Rio Claro, realizou um protesto em frente à empresa Pulse – prestadora de serviços terceirizados do Santander – no centro de Sorocaba. A manifestação teve como objetivo denunciar a crescente precarização promovida pelo banco por meio da terceirização de atividades típicas da categoria bancária.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Bancários de Sorocaba e contou com a participação de diversos dirigentes sindicais que dialogaram com os trabalhadores da unidade, levando informações sobre seus direitos e os impactos negativos da terceirização no setor financeiro.

Júlio César Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e anfitrião do ato, destacou:
“A luta é por dignidade, respeito e justiça para todos os trabalhadores que contribuem com o sistema bancário brasileiro. É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda tenhamos trabalhadores realizando funções de bancários recebendo apenas um salário mínimo e sem acesso aos direitos da categoria.”

A mobilização acontece em um contexto de transformação acelerada no setor bancário. Dados do Dieese apontam que, entre 2019 e 2023, mais de 27 mil postos de trabalho bancário foram fechados no país. No mesmo período, o Santander ampliou seu quadro funcional para 55,6 mil empregados, com grande parte formada por terceirizados que atuam em empresas como a Pulse. Esses trabalhadores, apesar de executarem tarefas típicas de bancários, não têm garantidos os direitos previstos na convenção coletiva da categoria.

Ana Stela Alves de Lima, vice-presidente da Feeb SP/MS e bancária do Santander, esteve presente na mobilização e reforçou a importância do ato:
“Embora executem trabalho de bancários, esses funcionários não têm a representação da nossa categoria. É injusto que o banco não os trate com o mesmo respeito. Esta mobilização não é ofensiva; é um recado claro de que não estamos satisfeitos e vamos lutar, como sempre fizemos, pelos direitos de todos os trabalhadores.”

Os sindicatos exigem que o Santander reconheça os trabalhadores da Pulse como bancários, garantindo-lhes todos os direitos trabalhistas e sindicais da categoria. O ato também alertou a sociedade sobre os impactos sociais e econômicos da terceirização desenfreada, especialmente em um setor que segue registrando lucros bilionários — como os R$ 13,87 bilhões contabilizados pelo banco no último período, mesmo com o fechamento de 272 agências físicas.

A Feeb SP/MS seguirá atenta e mobilizada, defendendo condições dignas de trabalho, valorização profissional e respeito aos direitos da categoria bancária.

Fotos: Sindicato dos Bancários de Sorocaba

Fonte: Feeb SP/MS

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Negociação sobre custeio da Cassi avança com segunda rodada

Entidades defendem soluções permanentes e maior responsabilidade do Banco do Brasil

Na terça-feira, 22 de abril, foi realizada a segunda rodada de negociações sobre o custeio da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). A reunião foi conduzida pela comissão de negociação composta por representantes da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito), Contraf – CUT (Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), ANABB (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil), FAABB (Federação das Associações de aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil) e AAFBB (Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil).

A coordenação abriu os trabalhos reforçando que o objetivo das entidades representativas é encontrar uma solução permanente para o custeio da Cassi. Foram apresentadas premissas que consideram o novo cenário normativo, especialmente a recente Resolução CGPAR 52/2024.

Entre os pontos defendidos pelas entidades, destaca-se a proposta de adoção da proporção de 70% de contribuição por parte do Banco do Brasil e 30% dos associados, conforme previsto na CGPAR 52. Também foi solicitada a retomada das contribuições patronais no período pós-laboral para os funcionários admitidos a partir de 2018, afetados pela antiga resolução CGPAR 42, agora revogada. Na ocasião, também foi destacada a questão dos funcionários dos bancos incorporados. Outra proposta apresentada foi de que o banco assuma integralmente os custos administrativos da Cassi, além de uma sugestão de contribuição sobre o lucro líquido, sem impacto no percentual destinado à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O Banco do Brasil se mostrou receptivo às propostas e demonstrou disposição para avançar nas discussões. A instituição se comprometeu a realizar simulações com base nas premissas apresentadas.

David Zaia, secretário-geral da Contec e presidente da Feeb SP/MS, acompanhou a rodada e destacou a importância do momento:
“Estamos em um momento decisivo. A nova resolução abre uma janela importante para corrigir distorções e garantir a sustentabilidade da Cassi. Esperamos que o banco compreenda a responsabilidade que tem com seus trabalhadores, ativos e aposentados.”

A próxima rodada de negociações foi agendada para o dia 13 de maio, às 14h.

Fonte: Feeb SP/MS

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Saúde Caixa: desequilíbrio financeiro reforça reivindicação pelo fim do teto estatutário

Despesas do plano foram maiores do que receitas no primeiro bimestre de 2025, e empregados estão no limite de sua capacidade; Caixa precisa retirar teto de custeio do seu estatuto para acabar com restrição para a cobertura de 70% dos custos do plano já prevista no ACT

O Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa, composto por representantes dos trabalhadores e do banco, se reuniu na manhã desta terça-feira (1º/4). O banco apresentou os dados gerenciais e os resultados financeiros do plano nos dois primeiros meses do ano.

Segundo os dados apresentados pela Caixa, o plano possui uma reserva técnica de R$ 101,5 milhões, mas o resultado assistencial do primeiro bimestre ficou negativo em R$ 154,1 milhões, com receitas de R$ 573,2 milhões e despesas de R$ 727,3 milhões. Tanto as receitas quanto as despesas ficaram dentro dos valores projetados.

“O saldo de receitas e despesas do bimestre mostra que, para evitarmos o desequilíbrio financeiro do plano no curto prazo, o banco precisa, urgentemente, retirar de seu estatuto o teto para o seu custeio com a saúde das empregadas e empregados, para que, assim, possa cobrir 70% dos custos do Saúde Caixa, como estipulado no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico do plano de saúde, e que não é atingido exatamente pela restrição prevista no estatuto”, disse o coordenador do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.

Hoje, o estatuto social da Caixa limita em 6,5% da folha de pagamentos os gastos do banco com a saúde de seus empregados. Este limite impede que a Caixa arque com os 70% dos custos do Saúde Caixa, conforme estipulado no ACT específico do plano. Com isso, o somatório das contribuições dos usuários está se aproximando dos 50% dos custos do Saúde Caixa. “Os valores de mensalidades cobrados dos usuários do plano já estão muito altos. Independentemente de idade, ou faixa salarial, já extrapolou o limite do que podemos pagar”, reforçou o coordenador do GT Saúde Caixa.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS), Carlos Augusto (Pipoca), ressaltou ainda que a política de custeio estabelecida pelo banco “pressiona os colegas a saírem do plano e buscar uma alternativa no mercado, principalmente aqueles que têm salários mais altos”, disse.

“Só não fizeram isso ainda porque o Saúde Caixa tem coberturas que os planos de saúde ofertados pelo mercado não possuem e, mesmo assim, também têm altos custos e o risco de aumentos bruscos de preços, a redução drástica da rede credenciada e da qualidade do atendimento, devido à regulamentação precária dos planos de saúde no país”, ressaltou o representante da Federação das Bancárias e dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Serginho Amorim. “Cobramos que o Saúde Caixa melhore sua rede credenciada, e contenha os aumentos das mensalidades para evitar que o plano se iguale aos demais e, desta forma, haja uma debandada de usuários”, completou.

Queremos Saúde, Caixa

Desde fevereiro, a Contraf-CUT, juntamente com federações e sindicatos de bancários de todo o país, realizam uma campanha para cobrar a melhoria da qualidade de atendimento e a contenção dos custos das mensalidades pagas pelos usuários do Saúde Caixa.

“Precisamos continuar realizando ações de racionalização das despesas para reduzir os custos desnecessários, mas para conter os aumentos de mensalidades é fundamental que a Caixa retire de seu estatuto o teto de custeio com a saúde do seu quadro de pessoal”, observou o coordenador do GT Saúde Caixa.

“Além disso, para manter a viabilidade do plano, precisamos melhorar a qualidade da rede de atendimento. Uma ferramenta para isso é a volta dos comitês regionais de credenciamento e descredenciamento. Depois de nossa reivindicação, o banco se comprometeu a reativá-los, o que será muito importante para ampliar os vínculos entre os usuários e o plano, que possamos melhorar a comunicação e avançar na busca de soluções para os problemas locais”, completou.

Próxima reunião

O banco se comprometeu a realizar uma nova reunião daqui a um mês para apresentar os dados consolidados do trimestre. A data ainda não foi definida, mas a previsão é a de que seja logo após à divulgação do balanço trimestral do banco.

Fonte: Contraf CUT

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Feeb SP/MS participa da mesa de Igualdade de Oportunidades e cobra medidas concretas dos bancos

Encontro debateu desigualdade salarial entre homens e mulheres e reforçou a necessidade de políticas efetivas para garantir equidade no setor bancário

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) esteve representada na mesa de negociação de Igualdade de Oportunidades, realizada nesta segunda-feira (31), pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, Lourival Rodrigues.

Durante a reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os representantes dos trabalhadores cobraram medidas concretas para reduzir a desigualdade salarial e de ascensão profissional entre homens e mulheres no setor bancário.

“Queremos projetos concretos. As diferenças salariais entre homens e mulheres persistem, e os bancos precisam assumir compromissos efetivos para mudar esse cenário”, destacou Lourival Rodrigues.

Segundo dados do Dieese apresentados na mesa, as bancárias ainda recebem, em média, 19% a menos que os homens, e a diferença salarial é ainda maior para as negras, que ganham 34,5% a menos do que os colegas brancos. Além disso, 95,7% dos postos de trabalho fechados nos últimos anos eram ocupados por mulheres.

Outro ponto abordado foi a necessidade de transparência nos dados salariais. O Comando Nacional dos Bancários reforçou a importância de os bancos divulgarem as informações por empresa, e não apenas por CNPJ de estabelecimentos isolados, para garantir um diagnóstico real da desigualdade e facilitar a implementação de soluções.

Sobre os encaminhamentos, Lourival Rodrigues destacou: “A representante da Fenaban assumiu o compromisso de levar a demanda do movimento sindical aos bancos para discutir políticas efetivas de combate à desigualdade salarial. Na próxima mesa de negociação, esperamos um retorno sobre essas propostas.”

Mais Mulheres na TI

Também foram apresentados os avanços do programa Mais Mulheres na TI, conquistado na última renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A iniciativa oferece 3.100 bolsas de estudo para formação de mulheres na área de tecnologia, sendo que 1.118 já foram selecionadas na primeira fase do programa.

“A procura pelas bolsas foi muito alta, mostrando que há uma demanda reprimida entre as mulheres que querem se qualificar e atuar na área da tecnologia”, ressaltaram as representantes do movimento sindical. Uma nova fase de inscrições será aberta ainda neste semestre.

Canais de combate à violência

A reunião também tratou do acompanhamento da implementação dos canais de acolhimento às bancárias vítimas de violência doméstica, outra conquista da categoria na CCT. Segundo a Fenaban, 84% dos bancos já disponibilizam esses canais, e outros 11% preveem a implementação até 2025.

O Comando Nacional dos Bancários destacou a importância de garantir a efetividade desses canais e de ampliar a divulgação para que todas as trabalhadoras tenham conhecimento e acesso ao suporte necessário. Desde sua criação, os canais sindicais de acolhimento já realizaram mais de 1.100 atendimentos, auxiliando bancárias em situação de vulnerabilidade.

Próximos passos

Uma nova reunião foi agendada para abril, envolvendo representantes de Recursos Humanos dos bancos, para aprofundar as discussões sobre igualdade de oportunidades e definir ações concretas para acelerar a paridade salarial no setor.

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS promove evento em Campinas para debater o Saúde Caixa

Encontro reuniu dirigentes sindicais de diversas bases para discutir melhorias no plano de saúde dos empregados da Caixa

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS) realizou, nesta terça-feira (18), um encontro em Campinas para debater o Saúde Caixa e os desafios enfrentados pelos beneficiários do plano. O evento reuniu dirigentes sindicais de diversas bases, reforçando a mobilização nacional “Queremos Saúde, Caixa”, que cobra melhorias na rede credenciada e a revisão do teto de custeio imposto pelo banco.

A abertura do encontro contou com falas do presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Lourival Rodrigues, e do presidente da Feeb-SP/MS, David Zaia, que destacou: “A defesa do Saúde Caixa é uma luta essencial para garantir a manutenção dos direitos dos empregados da Caixa, preservando a qualidade do atendimento e a sustentabilidade do plano”.

Em seguida, o dirigente Gabriel Musso apresentou um panorama sobre a atual situação do Saúde Caixa, analisando sua sustentabilidade e os impactos para os trabalhadores. Participaram do evento representantes dos Sindicatos dos Bancários de Sorocaba, Rio Claro, Piracicaba, Ribeirão Preto, Jaú, Araçatuba, Campinas, Votuporanga, Tupã, Franca e São José dos Campos.

Mobilização segue com abaixo-assinado nacional

Como parte da campanha nacional, os sindicatos convocam os bancários a assinarem o manifesto “Saúde Caixa – 300 Mil Vidas Pedem Atenção”, organizado pela Contraf-CUT. O abaixo-assinado está disponível entre os dias 17 e 21 de março e será encaminhado ao presidente da Caixa, Carlos Vieira, reivindicando melhorias no atendimento e a ampliação da equipe responsável pela administração do plano.

A mobilização pelo Saúde Caixa continuará ao longo de 2025, com novas ações para garantir que o plano seja mantido conforme o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que prevê que a Caixa custeie 70% das despesas. Atualmente, devido ao teto de custeio imposto pelo banco, os empregados estão arcando com quase 50% dos custos, o que compromete o acesso e a qualidade do atendimento.

➡ Clique aqui e participe do abaixo-assinado!

Fonte: Feeb SP/MS

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Feeb SP/MS participa do Seminário Nacional Campanha Santander

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) esteve presente no Seminário Nacional Campanha Santander, realizado nesta sexta-feira (14)

O Seminário Nacional Campanha Santander foi conduzido por membros do Comando Nacional dos Bancários, da Comissão de Organização (COE/Santander) e de um Grupo de Trabalho do Comando Nacional dos Bancários, que sintetizaram ações no campo jurídico, institucional e internacional.

A campanha de mídia foi lançada no dia 25 de fevereiro e tem abordado conteúdos relacionados ao atual cenário pelo qual passam os funcionários do Banco Santander Brasil. entre as pautas abordadas estão, o elevado volume de demissões, fechamento de agências e ataques aos direitos dos trabalhadores.

No encontro, houve apresentação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o balanço financeiro do banco e os impactos para trabalhadores e clientes. Também foram debatidas iniciativas jurídicas e sindicais para enfrentar os desafios do funcionalismo.

Letícia Françoso, representante da Federação dos Bancários dos Estados de Sao Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) na Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander), participou do Seminário. “Uma vez que essa temática foi definida em mesa de negociação é importante que o bancário saiba que as nossas ações não param e que estamos atentos na defesa dos direitos”, defende Letícia.

A atividade faz parte das mobilizações do movimento sindical para a defesa dos direitos e do emprego no setor bancário.

Fonte: Feeb SP/MS