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GT Saúde cobra soluções do Itaú para problemas em atendimento médico e canal de denúncias

Federação reforça necessidade de mudanças em ASOs, prontuários e proteção ao sigilo das denúncias

O Grupo de Trabalho (GT) Saúde se reuniu na última terça-feira, 12 de agosto, com representantes do Itaú para discutir as demandas da categoria bancária. O encontro tratou de questões relacionadas às clínicas médicas do banco, às condições de atendimento e ao funcionamento do canal de denúncias.

Representando a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), Walmir Gomes destacou que a reunião foi um passo importante para pressionar o banco a rever procedimentos que afetam diretamente a saúde e a dignidade dos trabalhadores. “Nós reforçamos que o respeito ao bancário começa por um atendimento médico humanizado, com autonomia dos profissionais, e por canais de denúncia que realmente garantam sigilo e proteção ao denunciante”, afirmou.

Entre as reclamações apresentadas ao banco estão: falta de autonomia dos médicos para conclusão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), que só é finalizado após contato com um médico coordenador em São Paulo; repetição desnecessária de exames com objetivo de alterar o resultado do ASO; e fornecimento do documento apenas por e-mail.

Outro ponto levantado foi a exigência de que bancários façam carta de próprio punho, com autenticação em cartório e foto do crachá, para ter acesso ao seu prontuário médico — mesmo sendo o próprio trabalhador quem acessa o sistema IU Conecta. O GT apontou a contradição do procedimento: enquanto o ASO exige assinatura imediata do bancário, com possibilidade de recusa, o acesso a informações médicas pessoais enfrenta burocracias excessivas.

O Itaú se comprometeu a criar um espaço para contestação do resultado do ASO e garantir o envio de comprovante físico a quem solicitar.

No debate sobre o canal de denúncias, o GT voltou a questionar a quebra de sigilo, casos de demissão de denunciantes e a demora na apuração das queixas. O banco negou a prática de demissões em razão de denúncias e sugeriu uma nova reunião para tratar especificamente do assunto e propor melhorias.

Também foram discutidos temas como demissão de trabalhadores em tratamento de doenças graves, melhorias na folha de pagamento de licenciados, manutenção da qualidade de segurado e realização de pesquisa de satisfação.

Para Luciana Duarte, coordenadora do GT, a reunião foi relevante por cobrar respostas objetivas da instituição. “As demandas são recorrentes. Um exemplo é o desrespeito que muitos bancários sofrem quando precisam se afastar para tratamento médico. Também queremos soluções práticas para as reclamações no Ombudsman”, afirmou.

Já Valeska Pinkovai, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), ressaltou que a confiança no canal de denúncias depende de credibilidade e agilidade. “Os bancários precisam ter certeza de que sua denúncia será analisada de forma sigilosa e rápida. Esperamos respostas satisfatórias na próxima reunião”, disse.

Com informações do representante e Contraf CUT, editado por Feeb SP/MS.

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Entidades cobram avanço em proposta para a Cassi

Representantes reforçam a necessidade de encontrar solução sustentável para o custeio do plano de saúde

Na mesa de negociação sobre o custeio da Cassi, realizada hoje (15) em Brasília, com a presença da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec), Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil (Afabb), Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB), Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e Banco do Brasil, foram discutidas alternativas para o financiamento do plano. As entidades destacaram a importância de preservar o modelo da Cassi e buscar equilíbrio financeiro. “É preciso construir uma proposta que garanta a sustentabilidade da Cassi e o atendimento de qualidade aos associados”, afirmou David Zaia, presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) e secretário-geral da Contec.

Uma nova rodada de negociação está agendada para 28 de agosto.

Fotos: Andresa Gouvêa

Fonte: Feeb SP/MS

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CEE cobra e Caixa garante que reestruturação não trará perdas financeiras

Problemas no VPN, home office, o programa Super Caixa e segurança bancária também foram debatidos na mesa

Ao apresentar o processo de reestruturação, que vem chamando de reposicionamento, a Caixa Econômica Federal garantiu que não haverá perdas financeiras, durante a Mesa de Negociação Permanente, reunida nesta sexta-feira (15/8), no Aqwa Corporate, no Rio de Janeiro. A garantia foi dada a partir da advertência feita pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), de que a fusão de agências poderia gerar prejuízos para caixas e tesoureiros minuto e por prazo, realocados em caso de substituição pelos efetivos de unidades fechadas.

Para justificar a reestruturação, a Caixa argumentou que precisa se adequar à realidade, em que os clientes passaram a utilizar os canais digitais mais intensamente no seu dia a dia, e que há agências com baixas demanda e volume de atendimento. O coordenador da CEE, Felipe Pacheco, criticou o processo que deu origem ao reposicionamento, que foi colocado em prática sem qualquer negociação prévia com a representação dos empregados. “O banco não pode vir com o bolo pronto e servir. Ainda mais um tema desta relevância, que pode gerar impactos na vida dos empregados”, afirmou.

Eliana Brasil, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), também criticou a falta de diálogo. “Este problema vem se repetindo. É preciso que esta Mesa seja valorizada”, disse.

Rogério Campanate, representante da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), ressaltou que é preciso que haja uma comunicação efetiva antecipada, por parte da Caixa, às representações dos trabalhadores, antes de colocar em prática mudanças como esta, que mexem diretamente com a vida dos empregados. “No caso do home office, por exemplo, o pessoal recebeu a notícia, ficou todo mundo desesperado e a explicação de como seria aconteceu depois, e nem foi uma explicação oficial da Caixa. E a questão do problema no VPN, que coincidiu de ser na mesma época do comunicado das mudanças do home office e que demorou 15 dias para ter uma comunicação efetiva do que estava acontecendo, de quando seria o retorno e neste retorno a mensagem também foi no último dia do prazo final estabelecido”, exemplificou. “Isso estremece o processo de confiança por parte dos empregados, tanto nesse processo negocial, quanto no que a Caixa apresenta”, disse.

Em resposta, a Caixa fez autocrítica, pedindo desculpas e garantindo que nenhum colega será prejudicado financeiramente e que a mesa de negociações será valorizada, com o banco chamando sempre para apresentação prévia de mudanças antes de elas serem feitas.

Fechamento de agências
O banco disse que está assegurando vagas a todos de agências que serão fechadas. Serão extintas 52 agências e 23 postos de atendimento bancário no país. A CEE cobrou cuidado da Caixa para o fechamento de unidades. A representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Luiza Hansen, citou o caso do anúncio do fechamento da agência Cipó Guaçu, que causou a revolta da população e do comércio, levando à críticas de políticos locais. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está colhendo assinaturas para um abaixo-assinado contra o fechamento desta agência.

Outros temas foram tratados, como o programa Super Caixa, home office, VPN, segurança para os empregados nos casos de assaltos e depoimentos em casos de golpes.

VPN/Home office
Em relação ao home office foi reforçada a necessidade de serem estabelecidos critérios objetivos para que as pessoas possam se organizar para este modelo, evitando que algumas chefias possam utilizar este tipo de trabalho como punição ou como premiação.
A Caixa divulgou uma orientação de como deveria ser o trabalho remoto, que foi questionada pela CEE: seriam três dias na semana em casa e dois no presencial.

“Algumas áreas já tinham acordos diferentes. A de FGTS tinha dividido em quatro turmas, em escala, cada uma trabalhando uma semana presencial e três em home office. Os colegas argumentam que a forma proposta pela Caixa (3 em home e dois presencial) obriga as pessoas a carregar os equipamentos ida e volta, e que isso é perigoso, especialmente em lugares aqui do Rio de Janeiro”, argumentou Campanate.

A Caixa respondeu que acordos firmados anteriormente, poderiam continuar prevalecendo. “Esperamos que esta posição do banco seja mais efetiva, para que quem já tinha a escala definia, possa continuar”, afirmou Campanate.

A empresa reconhece que deveria ter comunicado antes, e que será providenciado um fluxo para indisponibilidades futuras. Foi cobrado que o banco estabeleça procedimentos para os casos dos depoimentos aos órgãos de segurança pública.

Super Caixa
A Caixa decidiu iniciar o debate da mesa de negociação, nesta sexta-feira (15/8), apresentando um programa próprio de pagamento de prêmios aos empregados de acordo com o desempenho, lançado em julho. É o já conhecido ‘Super Caixa’. A CEE criticou a Caixa por ter imposto o programa, sem negociá-lo, antes.

Outra crítica foi quanto ao prazo de pagamento dos valores, que era trimestral para a venda de produtos do Caixa Seguridade. Já com o ‘Super Caixa’ o pagamento é semestral. A CEE lembrou que com o novo prazo, o banco vai economizar e não haveria ganho para os empregados.

Indo mais fundo nos detalhes, a empresa afirmou que o Super Caixa vale para toda a rede negocial – atacado e varejo – e garante premiação a quem for além do seu desempenho individual. Além da avaliação individual, haverá uma avaliação coletiva por agência.
Um dos problemas apontados é que o programa estabelece que a premiação somente será paga mediante resultado obtido pela unidade e não apenas o resultado individual. Se um empregado não alcançar a meta, todos deixam de receber. A empresa alegou que não deve haver premiação sem resultado.

O representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC), Edson Heemann, observou que, “assim como o banco argumenta que não deve haver premiação sem resultado, entendemos que não deve haver trabalho sem remuneração, ou seja, se a venda foi feita e a Caixa auferiu lucro, o empregado tem que ser remunerado por ela”, disse.

Outra cobrança feita pela CEE foi com relação à disponibilização de telefone corporativo para o uso do app PJ.

Segurança
“Em relação à segurança bancária, envolvendo casos de fraudes que demandem procedimentos junto à Polícia Federal, a empresa vai verificar o procedimento atualmente adotado e o tema deve ser retomado em mesas futuras, no sentido de garantir suporte e segurança aos empregados que denunciam crimes e auxiliam investigações”, informou a representante da Fetec-CN, Tatiana Oliveira.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Tesifon Quevedo Neto, solicitou com urgência uma mesa específica para tratar da questão da segurança nas unidades que trabalham com numerário (dinheiro). “O objetivo é preservar a segurança dos empregados que atuam nesses locais, destacadamente tesoureiros e caixas, alvos primários em ações criminosas”, disse.

“Entendemos também que é preciso tratar sobre a questão da segurança para as agências sem numerário também, pois os empregados lotados correm riscos ao trabalharem em unidades a presença de vigilantes”, disse a representante da Fenacef, Marilda Bueno.

Nova rodada de negociações
A próxima rodada de negociações será realizada nos dias 18 e 19 de setembro, em Belo Horizonte.

No dia 18 será a mesa específica sobre o Saúde Caixa e no dia 19 ocorrerá a mesa de negociação permanente.

Feeb SP/MS (Tesifon Neto), com informações Contraf/CUT (Paulo Flores)

Fonte: Feeb SP/MS

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Bancários de Marília e Ourinhos promovem protesto e retardam abertura das agências Bradesco em 1 hora nesta terça-feira, dia 12

Manifestação seguiu pauta nacional e antecede a Conferência Nacional dos Bancários, prevista para 22, 23 e 24 deste mês.

Os trabalhadores bancários de Marília e Ourinhos realizaram nesta terça-feira, dia 12 de agosto de 2025, protesto em frente às agências do Bradesco. Tanto em Marília, quanto em Ourinhos, com o apoio do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, a abertura dos bancos para o público foi atrasada em uma hora. Antes, os bancários distribuíram panfletos com informações onde denunciaram o fechamento de agências e postos de atendimentos e a escalada nas demissões, com diminuição de vagas de trabalho.

“É um sinal de alerta, tiramos este 12 de agosto como Dia Nacional de Luta em todas as agências do Bradesco. O banco vem realizando demissões e fechamento de agências. Aqui mesmo em Marília, o Bradesco fechou a agência da avenida Rio Branco e a tradicional agência da rua Nove de Julho. Em nossa base sindical, fechou e não reabriu as agências das cidades de Chavantes e Oriente. Além disso, vários postos de serviços e atendimento acabaram sendo extintos pelo banco”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região e diretor da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Edilson Julian.

Cartazes e faixas foram fixadas na agência Bradesco da Sampaio Vidal em Marília e o mesmo ocorreu na agência central do banco em Ourinhos. Conforme o panfleto distribuído aos clientes, nos últimos 5 anos o Bradesco teria fechado mais de 25 mil postos de trabalho e quase 2 mil agências – 1.800 seria o número exato. “Por tudo isso, neste 12 de agosto, bancárias e bancários estão nas ruas em todo o país! Em defesa do emprego, do atendimento de qualidade e do respeito aos trabalhadores!”,  informou o comunicado panfletado nas portas do Bradesco nesta terça.

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Marília e Região realizaram reuniões com os trabalhadores das agências Bradesco enfatizando a defesa do emprego. A Conferência Nacional dos Bancários será realizada em São Paulo de 22 a 24 deste mês. “Em 2025 não teremos discussões de pautas econômicas, pois o reajuste deste ano já foi definido na campanha salarial do ano passado. Contudo, temos outras cláusulas que precisam ser aperfeiçoadas, como a saúde do bancário, as condições de trabalho, a segurança e a geração de novos empregos”, concluiu Edilson Julian.

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Negociações avançam e Mercantil reduz meta da PLR 2025 em resposta à COE

Comissão de Organização dos Empregados conquista ajuste na meta e reivindica melhorias nas bolsas educacionais e homologações.

Dando continuidade às negociações sobre a proposta do Programa Próprio de PLR 2025 do Mercantil, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniu com o banco na quarta-feira (30), na sede da Fetrafi-MG.

Após cobrança da COE, o banco apresentou uma melhoria na proposta, reduzindo a meta estipulada para 2025. Na última reunião, em 10 de julho, o Mercantil havia apresentado uma meta de R$ 1,2 bilhão, que agora foi ajustada para R$ 1 bilhão, representando uma vitória para os funcionários.

Durante o encontro, a COE também apresentou outras reivindicações, como a retomada das homologações nas entidades sindicais. Em resposta, o banco se comprometeu a avaliar a possibilidade de incluir na carta de demissão uma orientação para que o funcionário desligado procure a Comissão.

Os representantes dos trabalhadores solicitaram, ainda, aumento de 50% nas bolsas educacionais, passando de R$ 310 para R$ 460, e aguardam a análise do banco sobre essa proposta.

“Muitas vezes, nossas reivindicações são barradas pelo Jurídico do banco, mas esperamos que, desta vez, o Mercantil demonstre mais empatia com suas funcionárias e funcionários, que tanto contribuem para os bons resultados. Aguardamos o envio da nova proposta para darmos os próximos encaminhamentos”, destacou Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da COE Mercantil.

Fonte: Contraf/Cut

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Bancários de Marília e Ourinhos protestam contra demissões e pressão no Itaú Unibanco

Sindicato participa de ato nacional para denunciar fechamento de agências e sobrecarga de jornada, exigindo dignidade para os trabalhadores

Trabalhadores bancários de Marília e Ourinhos aderiram nesta terça-feira, dia 8 de julho, ao ato nacional contra as demissões e a precarização do ambiente de trabalho nas agências do Itaú Unibanco. A mobilização, que ganhou força em diversas cidades do Brasil, teve como objetivo expor a situação de pressão e sobrecarga enfrentada pelos funcionários da instituição bancária. Conforme observou Edilson Julian, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, nos últimos meses, Itaú tem intensificado a cobrança por metas, resultando em sobrecarga de jornada e adoecimento de milhares de trabalhadores.

O movimento sindical, que incluiu a participação ativa dos dirigentes sindicais de Marília e Ourinhos, consistiu na distribuição de panfletos nas agências do Itaú, tanto na Capital paulista quanto no Interior. Os materiais denunciavam o comportamento inadequado do banco no trato de seus colaboradores, ressaltando o descaso com a saúde e a segurança dos bancários. Essa ação reforça a unidade da categoria frente às práticas que, segundo os sindicatos, desrespeitam os direitos trabalhistas.

Os manifestos distribuídos hoje na região de Marília, que circularam em âmbito nacional, destacam a preocupação com o fechamento de agências e realocações compulsórias. Nos últimos meses, 120 unidades foram fechadas e mais de 55 estão em fase de fechamento até agosto, o que impacta diretamente idosos e aposentados. Além disso, a publicação “ItaUnido”, também distribuída, aponta para o “Lucro Bilionário, Fechamento de Agências e Pressão Sobre os Trabalhadores”, revelando que, apesar de um lucro líquido de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, o banco tem promovido uma onda de demissões e “metas abusivas e falsa realocação”.

“As condições de trabalho no Itaú Unibanco são preocupantes, com muita pressão e falta de consideração da instituição com os seus próprios bancários. Somos contra o fechamento de agências e isso realmente vem ocorrendo de forma intensa no Itaú Unibanco nos últimos meses”, afirmou o presidente Edilson Julian. Os materiais ressaltam que o lucro bilionário não condiz com o desrespeito aos trabalhadores, o que inclui o aumento de afastamentos por doenças psíquicas e a demissão de quem tem boa atuação.

A luta, conforme apontou o Sindicato dos Bancários de Marília e Região, é por um movimento que garanta o fim das metas abusivas e demissões, contratação de mais trabalhadores, reabertura de agências essenciais, segurança e dignidade para quem trabalha. “O Sindicato dos Bancários de Marília e Região, que recentemente sediou a conferência interestadual dos bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, reafirma com este importante ato o seu compromisso em lutar por condições de trabalho mais justas e pelo reconhecimento dos bancários”, concluiu Julian.

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Bancários de Marília contribuem para a formação da pauta nacional em defesa da categoria após dois dias de Conferência

Quase 200 dirigentes sindicais de 22 entidades dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul compareceram aos debates

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Marília e Região contribuíram diretamente para a composição das diretrizes da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que concluiu nesta quinta-feira, dia 3 de julho, a conferência interestadual. Realizada em Marília desde quarta-feira, dia 2, as plenárias reuniram quase 200 dirigentes sindicais, representantes de 22 entidades dos dois Estados.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Marília, e atual 2º-diretor financeiro da Federação, Edilson Julian, destacou a honra da entidade em ser a anfitriã de um evento de tamanha envergadura. Julian ressaltou que esta foi a primeira vez que a conferência ocorreu em Marília, reunindo na cidade grandes representações sindicais, como os sindicatos de Campinas – o maior da base –, São José dos Campos, Piracicaba, Sorocaba, além de importantes cidades do Mato Grosso do Sul.

O presidente da Federação, David Zaia, também esteve presente e avaliou positivamente os debates. Ele parabenizou a organização da conferência em Marília, salientando que a estrutura montada contemplou todas as delegações presentes, garantindo um ambiente produtivo para as discussões.

Entre os principais eixos abordados durante a conferência, destacaram-se a defesa da democracia, a busca pelo fim das pressões internas nos bancos e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores bancários. Houve também um momento de aprofundamento sobre a regulação dos serviços de saúde, tema de grande relevância para a categoria.

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Marília sedia conferência dos bancários e vive o protagonismo na defesa da categoria nos Estados de SP e MS

Debates começaram nesta quarta-feira, dia 2 de julho, e continuam amanhã, dia 3 de julho

Marília, através do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, se tornou o palco da Conferência Interestadual dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que teve início na manhã desta quarta-feira, 2 de julho de 2025. O evento, organizado pela Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb), reúne 180 dirigentes sindicais de 22 entidades dos dois Estados até amanhã, 3 de julho.

David Zaia, presidente da Feeb, ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado, abriu a conferência destacando a importância da união em tempos desafiadores. “É uma alegria estarmos reunidos aqui vindos de diferentes cantos dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul para construirmos juntos este espaço de escuta, análise e mobilização. Vivemos tempos desafiadores e são, nestes momentos, que a força coletiva se torna ainda mais necessária”, afirmou Zaia.

Representantes de sindicatos de importantes cidades do interior paulista, como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, Piracicaba, Franca, Tupã, Guaratinguetá, Rio Claro, Marília e São José do Rio Preto, além de cidades sul-mato-grossenses como Corumbá, Três Lagoas e Naviraí, estão participando do encontro.

De acordo com Edilson Julian, 2º-tesoureiro da Federação dos Bancários e presidente do sindicato anfitrião, o evento é inédito em Marília e representa um marco na defesa dos trabalhadores bancários. A programação começou em 1º de julho com a chegada das delegações e credenciamento. Nesta quarta-feira, 2 de julho, foi realizado um curso sobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ministrado pela especialista Luciana Moreira. Julian ressaltou a relevância do treinamento, explicando que “a saúde do bancário está no centro das atenções da luta sindical”.

Após o curso, a plenária se dividiu em mesas temáticas para discutir assuntos específicos dos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica) e privados (Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander e Mercantil). Reginaldo Lourenço Breda, secretário da Federação e presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Claro, contextualizou que essas reuniões por bancos “definirão as nossas delegações rumo à conferência nacional, encontro de bancos privados, Conecef e o congresso do Banco do Brasil”.

O presidente Zaia fez um balanço positivo do primeiro dia, observando que os debates iniciais abordaram o atual contexto socioeconômico. Ele destacou a transformação radical do mundo do trabalho com os avanços tecnológicos e o aperfeiçoamento da inteligência artificial, especialmente no ambiente bancário, que tem visto um crescimento expressivo das agências digitais. Zaia lembrou que 95% dos serviços bancários atuais são realizados por meio digital, com o uso da tecnologia. “Está ocorrendo a automação do processo e a substituição do trabalhador bancário pelo algoritmo, e o que poderia ser sinônimo de progresso pode se transformar em exclusão. Por isso que precisamos buscar a regulação e uma visão estratégica que priorize o ser humano”, concluiu.

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Feeb SP/MS participa de duas mesas temáticas sobre saúde dos bancários

Entidade esteve presente nas mesas promovidas pela Contec e pelo Comando Nacional, reforçando a defesa da saúde dos trabalhadores bancários

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou nesta segunda-feira (30) de duas mesas temáticas promovidas pela Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) e pelo Comando Nacional dos Bancários, sobre a saúde dos bancários. A agenda faz parte da negociação nacional e ocorreu no auditório da Federação Brasileira de Bancos (sede da Febraban), em São Paulo.

Pela manhã, participou o presidente da Feeb SP/MS e secretário-geral da confederação, David Zaia e no período da tarde a entidade esteve representada pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Lourival Rodrigues, integrante do Comando Nacional.

Saúde mental e condições de trabalho

Durante a primeira mesa do dia, representantes sindicais discutiram com a Fenaban o aumento de afastamentos por questões de saúde mental. Entidades patronais alegaram que muitos dos afastamentos decorrem de fatores externos à atividade bancária, como questões pessoais e familiares.

Sindicatos contestaram essa argumentação, destacando que o ambiente de trabalho é determinante no adoecimento da categoria. Entre os fatores apontados estão a pressão por metas, a sobrecarga de tarefas e o fechamento de agências.

“Naturalizar o sofrimento dos trabalhadores é um erro. As práticas de gestão que adoecem e afastam bancários de suas funções precisam ser revistas com atenção”, disse David Zaia. Ele também defendeu a suspensão de fechamentos de agências em regiões economicamente ativas.

Durante a reunião, também foram cobradas medidas de prevenção ao assédio moral e sexual, além do fortalecimento dos canais de denúncia e acolhimento.

Comando cobra cumprimento de acordos

No período da tarde, o Comando Nacional dos Bancários retomou o diálogo com a Fenaban para cobrar o cumprimento de compromissos assumidos em abril, como a entrega de uma cartilha de orientação aos trabalhadores e o balanço dos canais internos de denúncia.

O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Sales, entregou o texto da cartilha à Fenaban em nome do comando. O material define diretrizes para um ambiente de trabalho saudável e orienta os trabalhadores em casos de assédio ou necessidade de afastamento.

“É essencial que os bancos implementem, na prática, aquilo que foi acordado. O combate ao assédio e a promoção da saúde no ambiente bancário não podem ficar no papel”, afirmou Lourival Rodrigues.

A participação da Feeb SP/MS nas duas mesas reafirma o compromisso da entidade com a defesa da saúde e da dignidade dos bancários, atuando de forma articulada tanto no espaço da Contec quanto no Comando Nacional.

Fonte: Feeb SP/MS

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Conferência Interestadual dos Bancários reúne sindicatos em Marília para debater desafios da categoria

Evento da Feeb SP/MS prepara a base sindical para a Conferência Nacional dos Bancários e fortalece a luta por direitos

Nos dias 2 e 3 de julho, a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) realiza a Conferência Interestadual dos Bancários, na cidade de Marília (SP). O encontro reunirá dirigentes de 22 sindicatos filiados à Federação para aprofundar debates sobre os desafios da categoria e preparar a atuação para a Conferência Nacional dos Bancários, que acontecerá em agosto.

A programação inclui cursos de formação, reuniões por bancos, debates estratégicos e construção coletiva de propostas para a Campanha Nacional dos Bancários de 2025. O curso “ANS: da Regulação aos Custos e à Contratualização na Saúde Suplementar” abre as atividades no dia 2 de julho, seguido por encontros específicos de bancos públicos e privados e jantar de confraternização.

No dia 3, a diretoria da Feeb SP/MS se reúne para consolidar propostas e aprofundar os debates que irão compor a pauta nacional da categoria.

Confira os eixos da Campanha Salarial 2025:

Os debates da Conferência Interestadual serão organizados em torno de oito eixos temáticos que irão nortear as lutas e as negociações da campanha salarial deste ano. São eles:

  1. Conjuntura internacional e nacional: crescimento do fascismo e defesa da democracia;
  2. Avanços tecnológicos, inteligência artificial e impactos no trabalho bancário;
  3. Regulação do Sistema Financeiro Nacional;
  4. Como conquistar a redução da jornada sem redução de salário;
  5. Novas formas de trabalho: terceirização e pejotização no setor bancário;
  6. Formação da classe trabalhadora;
  7. Comunicação popular na era das redes sociais;
  8. Novas formas de mobilização.

Além de preparar a categoria para os desafios atuais, as discussões da Conferência Interestadual contribuem para a construção da pauta da 27ª Conferência Nacional dos Bancários, marcada para os dias 22 a 24 de agosto.

A Conferência Interestadual faz parte de um processo de construção coletiva, que ocorre nas conferências regionais e estaduais promovidas pelas federações de todo o país. Esses encontros são fundamentais para fortalecer a base da categoria e preparar as propostas que serão levadas para a Conferência Nacional.

Para a Feeb SP/MS, a participação ativa dos sindicatos é essencial para garantir a manutenção e a ampliação dos direitos conquistados. “As conferências regionais e estaduais fortalecem a organização da categoria e contribuem diretamente para a construção da nossa pauta nacional de reivindicações”, destaca o presidente da Feeb SP/MS, David Zaia.

Fonte: Feeb SP/MS