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Comissão de Empregados rejeita propostas da Caixa para o plano de saúde

O banco apresentou propostas que alteravam o modelo de custeio para pagamento do Saúde Caixa e que onera os trabalhadores

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) rejeitou as propostas da Caixa para a mudança no plano Saúde Caixa durante a reunião da mesa de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) nesta sexta-feira (21). Na última quarta-feira (19), o banco apresentou seis propostas que alteravam o modelo de custeio feito atualmente e todos afetam fortemente o pagamento do plano, onerando os trabalhadores.
O banco propõe a individualização por faixa etária do plano de saúde, alegando a sustentabilidade do Saúde Caixa. A Comissão dos Empregados nega. “O atual modelo do Saúde Caixa é sustentável e garante o pacto intergeracional, o mutualismo e a solidariedade com todos os empregados. O teto de gastos colocado pela Caixa é prejudicial aos empregados e são esses trabalhadores que lutam todo dia para construir a empresa que é a Caixa. Nós estamos rejeitando as propostas”, reforçou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. A coordenadora informou ainda que a CEE continua aberta a negociações, mas essas propostas não contemplam todos os empregados.

O teto de gasto que a coordenadora se refere é de 6,5%. O valor foi apresentado pela Caixa com a justifica de que seria fundamental para a manutenção da competitividade da Caixa no sistema financeiro. “A Caixa informou que esse teto de gastos colocado foi justificado para poder dar competitividade a empresa, mas não é isso que vemos. A Caixa tem sim é perdido mercado”, afirmou Fabiana.

Vale lembrar que na reunião anterior sobre Saúde Caixa a Caixa avaliou que para atender a CPC 33, ao estatuto da empresa, às resoluções da CGPAR e às demandas de usuários seria necessária uma cobrança individualizada dos mutuários.

Atualmente, o custo do Saúde Caixa é divido igualmente para todos os beneficiários. Com 70% do valor custeado pela empresa e o restante pago pelos trabalhadores. O modelo permite que todos os trabalhares condições de pagar o plano de saúde de forma solidaria com todas as faixas etárias e condições salariais.

As propostas apresentadas pela Caixa foram duramente criticadas pelos representantes dos empregados. Para Edgar Antônio Bastos Lima (Fenacef), as propostas não são sustentáveis para todos os empregados. “Precisamos ter o Saúde Caixa para todos os empregados, inclusive para os aposentados e para aqueles que ainda aguardam a decisão da Caixa em inseri-los no plano de saúde. Os aposentados já têm a renda comprometida por causa do equacionamento”, avaliou.

Outra crítica é a falta de dados apresentados pela Caixa. O movimento está prejudicado uma vez que a Caixa não entrega todas as informações – relatórios atuariais – sem poder avaliar as questões financeiras. “Nós rejeitamos as propostas na mesa de negociação porque não podemos construir algo que melhore o nosso plano sem todas as informações”, afirmou Carlos Augusto Silva (FEEB-SP/MS).

A Caixa avaliou que o modelo atual de 70/30 como defasado e ainda destacou que incluir o teto de 6,5% é incompatível. Para o banco, o modelo mais viável é a proposta 1. O banco condicionou ainda a entrada de novos empregados ao Saúde Caixa à aceitação da CEE à individualização do plano.

Contratação

Após reivindicação da Comissão de Empregados, a Caixa sinalizou que está sendo estudada a contratação de mais empregados. A situação está sendo analisada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

Agenda

Uma nova mesa de negociação está agenda para a próxima segunda-feira (24) já com as propostas de PLR. O horário ainda será definido.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

Feeb21082020

Fenaban apresenta proposta de reajuste zero

Comando rejeita na mesa e nova mesa de negociação acontece amanhã

Nesta sexta-feira, 21, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos deram continuidade à mesa de negociação da Campanha Nacional. Mais uma vez a Fenaban apresentou propostas que retira os direitos dos bancários, entre elas, a formalização de aumento zero, que significa uma perda para o bancário de 2,65%. O Comando Nacional rejeitou, novamente, a proposta na mesa. Para a representação da categoria, diante dos lucros dos bancos não tem cabimento uma proposta sem reajuste salarial e qualquer garantia de emprego. As negociações seguem neste sábado, 22, a partir das 11h.

O Comando Nacional, antecipou e agendou uma assembleia com a categoria para a próxima terça-feira, 25, com o objetivo de avaliação das propostas.

“Esperamos que a negociação de amanhã resulte em uma proposta global que possa ser avaliada pela categoria”, comenta Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Retirada de direitos
Até o momento, os bancos só apresentaram propostas que representam a retirada de direitos, como a redução de até 48% da PLR e a da redução de 55% parar 50% da gratificação de função. Também querem acabar com a 13ª cesta de alimentação.

De acordo com cálculos do Dieese, com as propostas apresentadas pela Fenaban na terça-feira (18) e nesta sexta-feira (20), o salário médio do bancário teria uma perda anual de R$ 13.282,57, levando-se em conta as reduções da gratificação por função, a 13ª cesta e a PLR.

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Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Fenaban não apresenta proposta e insiste em retirada de direitos

Negociação propõe retirada da 13 cesta e diminuição de comissão de função

Nesta quinta-feira, 20, o Comando Nacional se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos para a sexta rodada de negociação. O comando cobrou da representação dos bancos resposta às reivindicações da categoria. durante as negociações a Fenaban apresentou proposta para diminuição da comissão de função e a retirada da 13 Cesta. As negociações terão continuidade nesta sexta-feira, 21. Entre as respostas aguardadas pela categoria estão aumento real de salário e da PLR, regulamentação do teletrabalho, estabilidade no emprego, entre outros eixos de reivindicação.

Nesta quinta-feira, 20, foi realizado um tuitaço, que movimentou a categoria bancária em todo o país. Na terça-feira, o Comando Nacional rejeitou a proposta dos bancos de redução da PLR em até 48%.

“Foi uma negociação inconclusiva, ainda há muitos itens em abertos e questões relevantes nas reivindicações da categoria, como igualdade e diversidade, caminham lentamente e estão longe de atingirmos um objetivo ideal”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP MS).

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Caixa apresenta proposta de alteração no modelo de custeio do Saúde Caixa

As propostas de individualização do Saúde Caixa encarecem o custo para todos os usuários

A Caixa Econômica Federal apresentou à Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) uma proposta de alteração no modelo de custeio do Saúde Caixa, durante a quarta reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), realizada nesta quarta-feira (19), por videoconferência.

Antes de entrar na pauta principal da reunião, a CEE/Caixa cobrou proposta global para a minuta de reivindicações dos empregados incluindo a manutenção da PLR Social. Depois, o banco trouxe o retorno de pontos de reuniões anteriores sobre a jornada de trabalho. A Caixa apresentou a possibilidade de intervalo de 30 minutos (opcional) para quem faz jornada de 8 horas, além de férias divididas em até três vezes, bem como banco de horas.
Com relação ao banco de horas, a Caixa disse implementar, com limites, para evitar “abusos” das partes e dentro da proposta encaminhada seria possível negociar melhorias. Sobre a divisão das férias, a Comissão pediu que o período mínimo seja de 12 dias (na CLT atual o período mínimo é de 14 dias. Se o empregado tirar férias a partir de uma segunda-feira “perderia” dois dias no último final de semana).

Empregados reivindicam Saúde Caixa Para Todos com sustentabilidade
Em seguida, a Caixa iniciou apresentação sobre o Saúde Caixa, defendendo a alteração no modelo de custeio do plano. O banco justifica que, para atender à CPC33, ao estatuto da empresa, às resoluções da CGPAR e às demandas de usuários, seria necessário que a cobrança passasse a ser individualizada.

A Caixa disse também que o teto permitiu que o banco se enquadrasse ao Acordo de Basileia, ao liberar parte da provisão do benefício pós-emprego, podendo continuar a realizar operações de crédito e que se não fosse a aplicação do teto previsto no estatuto a provisão alcançaria 25 bilhões, comprometendo a contratação de novos créditos.

A CEE questionou que mesmo com a liberação do provisionamento com a aplicação do teto de 6,5% da folha de pagamento não houve ampliação das operações de crédito. Inclusive o fato absurdo do presidente Pedro Guimarães ter devolvido mais de uma dezena de bilhões de reais do IHCD’s que comprometeram novamente a estrutura de capital da empresa. A Caixa tem perdido mercado e não voltou a emprestar nos mesmos níveis de antes.

A Caixa alega que precisa alterar o modelo de custeio para garantir a sustentabilidade do plano, pois o pacto intergeracional estaria comprometido pelo envelhecimento dos usuários do plano. A CEE sustenta que a proposta da Caixa de alterar o formato de custeio compromete o acesso ao plano, comprometendo, aí sim, suas premissas, que são o pacto intergeracional, a solidariedade e o mutualismo.

A CEE contesta o estudo atuarial contratado pela Caixa, pois as premissas adotadas pela empresa que o realizou não se aplicam à nossa atual realidade. A sinistralidade, neste ano, por exemplo, foi reduzida. Defende a manutenção da proporção de 70/30 no custeio das despesas assistenciais do plano, para garantir que os empregados tenham de fato acesso ao plano.

A CEE/Caixa avalia que as propostas feitas pelo banco são ruins para os usuários do Saúde Caixa, pois aumenta e muito o custo para uma parcela significativa dos empregados, podendo inclusive, inviabilizar o plano de assistência à saúde para vários colegas. Queremos que a Caixa apresente nova proposta que atenda os anseios de todos os trabalhadores.

“Todos os modelos que a Caixa apresentou impõem perdas salariais imediatas para os trabalhadores da ativa e também aposentados. O prejuízo se aprofundará anualmente pois o teto estatutário de 6,5% sobre a folha exigirá aportes cada vez maiores por parte dos empregados”, explica Carlos Augusto Pipoca, representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP MS) na negociação.

Segundo a empresa foram dois anos de estudos para chegar aos resultados demonstrados hoje. “Lamentavelmente não participamos dessa empreitada o que dificulta a compreensão de como determinados valores foram obtidos. Por outro lado, o atual modelo de custeio mostrou alta resiliência e produziu superávits até 2015”, explica Pipoca.

De acordo com a Caixa o maior desafio é o teto previsto no estatuto da empresa. Para eles, a proposta apresentada na reunião atende a maior parte dos beneficiários no longo prazo, já que o teto de 6,5%, previsto no estatuto, seria fundamental para a manutenção da competitividade da Caixa no sistema financeiro.

O Saúde Caixa volta a ser debatido em reunião na próxima sexta-feira (21), às 15h, por videoconferência.

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Ao final da reunião, a direção da Caixa trouxe retorno sobre duas demandas colocadas pela CEE/CAIXA: reforçou comunicado interno para os gestores garantirem o rodízio de empregados nas unidades e que o atendimento nas agências é exclusivamente de serviços essenciais.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

Fenaban quer reduzir em até 48% a PLR dos bancários

Comando Nacional rejeitou na mesa a proposta, que faz retroceder a PLR aos patamares de 1995

O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta apresentada nesta terça-feira (18) pelos representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reduzir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da categoria. Com a queda do lucro líquido dos bancos, a PLR dos bancários já teria uma redução de até 25%. A proposta da Fenaban faz essa redução chegar a até 48% (veja abaixo a tabela com as reduções da PLR por faixas salariais nos três maiores bancos privados).

A redução da PLR proposta pelos bancos significaria um retrocesso aos patamares de 1995, quando a PLR foi negociada em acordo pela primeira vez. “Além da redução de 21% na atual regra da PLR, a Fenaban apresenta uma proporta que muda ainda mais a regra básica, o que significa um prejuízo de 41% para o bancário em ano de pandemia, onde o certo seria ganhar mais pelos riscos do trabalho prestado”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Reduções na PLR
A proposta da Fenaban reduz de 7,2% para 7% o limite mínimo de distribuição do lucro líquido no primeiro semestre em exercício. As reduções não param. A antecipação atual é de 54% do salário, mais fixo de R$ 1,474,38, com limite individual de R$ 7.909,30. Na proposta dos bancos, ficaria em 43,2% do salário, mais fixo de R$ 1.179,50, com limite individual de R$ 6.327,44.

A regra básica da PLR anual tem atualmente 90% do salário mais fixo de R$ 2.457,29, com limite individual de R$ 13.182,18. Pela proposta da Fenaban, cairia para 72% do salário mais fixo de R$ 1.965,50, com limite individual de R$ 10.545,74.

Outras perdas também foram apresentadas na reunião. O percentual da parcela adicional, por exemplo, retornaria ao patamar de 2012. Os valores fixos teriam redução de 20%, retornando ao patamar entre 2014 e 2015. O acelerador da regra básica retornaria ao patamar de 2007.

A Fenaban também faz ajustes na redação na base de cálculo para o salário base acrescido das verbas fixas de natureza salarial. A mudança, no entanto, afeta bancários de vários estados onde os bancos pagam gratificação semestral. Nesses estados, as perdas chegariam perto de 50%.

Proposta incompleta
Outro problema levantado na reunião desta quinta-feira (18) foi o fato de a Fenaban ter apresentado apenas uma proposta incompleta diante das reivindicações da categoria. Os representantes dos bancos preferiram discutir apenas PLR, deixando de lado pontos como aumento real de salário, emprego, saúde e contratação do teletrabalho.

“Dentre as decisões ficou acertado que o Comando Nacional defenderia junto ao Congresso Nacional a regulamentação da PLR junto à Recetia Federal e a Fenaban defenderia a queda do veto da Ultratividade, desde que seja para todos os trabalhadores”, explica Breda.

Os representantes da Fenaban se comprometeram a apresentar o restante de suas propostas para a negociação na próxima reunião, marcada para quinta-feira (20).

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Cláusulas Sociais e Econômicas foram discutidas na quinta mesa negociação entre Comando Nacional e Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários, que representa os sindicatos de trabalhadores, e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram nesta sexta-feira (14 de agosto), por videoconferência, para negociar as cláusulas sociais e econômicas da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); a atual perde validade no próximo dia 31.

Entre as propostas apresentadas pelo Comando nesta quinta rodada de negociação, estão a reposição da inflação registrada entre os meses de setembro e 2019 e agosto deste ano, mais 5% de aumento real. Bancários reivindicam ainda, o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales alimentação, refeição e auxílios creche/babá. E mais: Plano de Cargos e Salários, suspensão da terceirização, comissão bipartite para discutir as mudanças tecnológicas, isenção de tarifas para os bancários, e indenização adicional para coibir demissões imotivadas.

Os bancos assumiram compromisso de apresentar as respostas às reivindicações na sexta rodada de negociação programada para o dia 18 (terça-feira).

Opinião

Para o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Lourival Rodrigues, “a Fenaban culpou a pandemia pela queda na lucratividade. Os sindicatos desmontaram esse argumento, mostrando que os lucros permanecem altos e a redução foi em decorrência do aumento da PDD (provisão para possíveis calotes)”.

A Campanha entra numa fase decisiva; a data-base é 1º de setembro. “O momento exige mobilização, envolvimento da categoria. Portanto, é fundamental participar dos tuitaços, postar mensagens nas redes sociais. Mostrar insatisfação contra o discurso dos bancos, que só querem reduzir direitos e postos de trabalho”, reforça Lourival.

De acordo com o presidente da Feeb SP MS, Jeferson Boava, os Bancos tem atuado numa lógica de supressão de conquistas. “Os argumentos tem sido de que os bancos estão perdendo mercado para os fintechs e cooperativas, que as mudanças tecnológicas tem que ser observadas e alguns artigos da CCT trazem insegurança jurídica para os bancos. Nosso papel é continuar na linha de frente da defesa do bancário e da bancária e na luta por nenhum direito a menos”, destaca.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

BancodoBrasil14082020

Banco do Brasil quer retirar direitos dos funcionários

Negociações fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2020 e visam a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho dos funcionários do banco

A negociação desta sexta-feira, 14, entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco, teve destaque para a cobrança de metas abusivas e a Gestão de Desempenho Profissional (GDP). A rodada de discussões teve como pauta a saúde e as condições de trabalho. As negociações fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2020 e da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários.

GDP
Durante as discussões, o banco levantou a possibilidade de reduzir o prazo de observância de três para apenas um ciclo de avaliação para retirada da comissão de função. Para representação dos funcionários a alteração é inaceitável e a defesa é que sejam mantidos os três ciclos avaliatórios para o descomissionamento. “O Banco com isso, aumenta o peso das metas e diminui o das competências. Só um ciclo tornaria a vida do profissional bancário ainda mais instável, e resultaria em consequências serias para a saúde do trabalhador”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS).
Uma convocação de protesto foi agendada para a próxima segunda-feira, 17, às 14h. Os funcionários foram convidados a trabalharem (em casa ou in loco) e a postarem fotos vestidos de preto com a hashtag #Sem3GDPSemAcordo.

Metas e assédio
Sobre o principal questionamentos da mesa de discussão, relacionados ao uso da cobrança de metas como forma de assédio aos funcionários, o banco afirmou que “repudia qualquer tipo de assédio e que a prática não é tolerada no banco”. O banco disse ainda que a orientação aos funcionários é a utilização dos mecanismos disponíveis para denúncias e que todas elas serão analisadas para que a situação seja sanada. Disse também que todo gestor precisa ter passado pela trilha de capacitação, que inclui a formação sobre a intolerância ao assédio e a todas as formas de discriminação, que induz boas práticas de comportamento, que agrega não apenas para o trabalho, mas para a vida. O banco lembrou também que, além da ouvidoria, existe um protocolo de prevenção de conflitos firmado com o sindicato.
Sobre o assunto, a pesquisa aplicada pelo Dieese, demonstrou um aumento no adoecimento bancário, que declarou sentir pressão, ansiedade e insegurança.

Saúde
Outro ponto da discussão foi a questão da redução do prazo de 180 para 120 dias para avaliação medica em caso de licença saúde. Para a representação do bancário, a alteração pode resultar no fim da complementação do auxilio e no retorno precoce do bancário adoecido.
O Banco diz se sentir preocupado com a saúde do funcionário e alerta se bancários com afastamentos longos estão com tratamentos adequados e declarou que certas doenças psíquicas são curadas em três meses e não em seis. “A declaração fere inclusive os preceitos da medicina psiquiátrica, coloca em cheque tanto o adoecimento quanto o tratamento bancário”, explica a representante da Feeb.

Outras cláusulas
A representação dos funcionários também destacou a importância do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora nº 7, assim como a forma de sua construção. “É importante que o PCMSO seja feito de uma forma sinérgica entre o banco, os funcionários e a Cassi (Caixa de Assistência). Temos contribuições importantes que podem ajudar na melhoria da saúde laboral”, afirmou a representante da Federação dos Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS), Elisa Ferreira.

Os trabalhadores cobraram ainda, a produção conjunta da cartilha de orientações aos funcionários sobre os passos que devem ser dados nos casos de afastamentos para tratamento de saúde.

A representação dos funcionários também levantou questões dos egressos de bancos incorporados que precisam ser debatidas na mesa de negociações, como, por exemplo, o acesso ao Programa de Assistência Social, que é restrito aos associados da Cassi ou da Previ. Uma mesa específica para tratar do tema será instalada logo após o fim da Campanha Nacional.

Próximas reuniões
As próximas reuniões com o banco ocorrerão na segunda-feira (17), das 14h às 16h, quando serão debatidas reivindicações sobre Igualdade de Oportunidades e demais Cláusulas Sociais, como parte das negociações da Campanha Nacional. Em seguida, a partir das 16h, será realizada uma mesa de negociações específica para tratar de questões relacionadas às medidas de prevenção à Covid-19.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

Bancários discutem igualdade e cobram definições da campanha

Representantes da categoria defendem programa de prevenção à violência doméstica e sua incorporação à Convenção Coletiva de Trabalho

O Comando Nacional dos Bancários apresentou nesta quinta-feira (13) aos representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) as reivindicações sobre igualdade de oportunidades da categoria. O Comando reivindicou a incorporação à Convenção Coletiva de Trabalho do aditivo assinado em março deste ano que dá as diretrizes para a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias. Outra questão levantada é que as negociações da campanha comecem a ser definidas na semana que vem.

As propostas da categoria discutidas nesta quinta-feira apontam para o fim das desigualdades nas instituições bancárias, que atingem preponderantemente as mulheres, negros, homossexuais e pessoas com deficiência (PCDs). O Comando Nacional reivindicou a incorporação à Convenção Coletiva do aditivo assinado em março com a Fenaban para a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias. No programa está prevista a criação pelos bancos de canais de apoio para que bancárias vítimas de violência busquem assistência, acolhimento e atendimento.

De acordo com o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Lourival Rodrigues, as propostas discutidas na quarta rodada visam o fim das desigualdades dentro das instituições bancárias. “Buscamos a igualdade dentro da categoria, especialmente para mulheres, negros, homossexuais e pessoas com deficiências (PCDs). Os dados apresentados hoje são insuficientes e não permitem uma análise eficiente sobre as desigualdades dentro da categoria”, destaca Lourival.

Censo
Na reunião, a Fenaban apresentou os dados do 3º Censo da Diversidade Bancária. Mas, as informações trazidas foram consideradas insuficientes pelo movimento sindical. Os representantes do Comando Nacional reivindicaram que os dados sejam apresentados de forma completa para uma análise das desigualdades que atingem bancarias.
A Fenaban ficou de apresentar os dados em uma nova reunião a ser marcada.

A próxima reunião de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban acontece nesta sexta-feira (14), quando serão debatidas as Cláusulas Sociais e outras reivindicações.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Banco Itaú prorroga home office até final de janeiro de 2021

Medida vai de encontro à solicitação dos sindicatos para a proteção dos bancários e de seus familiares

Nesta quinta-feira, 13, foi anunciado pelo Banco Itaú a prorrogação do trabalho remoto (home office) até final de janeiro de 2021. A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul vê a decisão como resultado de parte das negociações dos sindicatos em defesa da saúde e da segurança do funcionário.

“As discussões ocorrem desde o início da pandemia e tal decisão nos mostra que estamos no caminho certo, a defesa pela saúde e segurança do trabalhador é primordial neste momento. Nosso papel é proteger a vida dos bancários e de seus familiares”, explica Jeferson Boava, presidente da Feeb SP MS.

Outra medida anunciada pelo banco nesta data foi a reabertura de 108 agências no país, o objetivo de acordo com a diretoria do Itaú é diminuir o fluxo de clientes nas demais unidades. Os Sindicatos se posicionaram e cobraram mais uma vez o cumprimento de todos os protocolos de segurança para a reabertura das agências. O fechamento de 23 agências no país também esteve entre os anúncios. Questionado pelo movimento sindical o Banco garantiu que trabalhadores não serão demitidos e sim realocados.

 

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Bancários não aceitam retirada de direitos tentada pela Fenaban

Saúde e Condicoes de Trabalho tendo como base pesquisa aplicada à categoria

• Categoria apresentou propostas para preservar vida durante a pandemia
• Metas abusivas e pressão no ambiente de trabalho provocam doenças entre os bancários
• Bancos querem retroceder conquistas que já existem na CCT
• Comando Nacional dos Bancários não aceitará retirada de direitos

O Comando Nacional dos Bancários voltou a negociar nesta terça-feira (11) com os representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema foi Saúde e Condições de Trabalho. Enquanto os representantes da categoria apresentaram propostas para enfrentar os problemas de saúde dos bancários, provocados pelas condições de trabalho, metas abusivas e a ameaça da pandemia, a Fenaban defendeu a retirada de direitos conquistados.

As propostas apresentadas pelo comando foram feitas com base em consulta nacional feita este ano com quase 30 mil bancários. Entre os apontamentos estão cansaço e fadiga produzidas por metas abusivas, cobranças excessivas, ansiedade, dores de cabeça entre outros males.

Durante a negociação foi proposto pelo Comando Nacional a permanência em home office de bancários que coabitam com familiares em grupo de risco, bem como a testagem de todos os bancários que estão em trabalho presencial.

Metas abusivas
As metas abusivas foram apresentadas pelos representantes da categoria como responsáveis por inúmeras doenças, conforme confirmado pela consulta feita entre os trabalhadores. De acordo com dados apontados, mais da metade dos entrevistados sofriam de cansaço e fadiga constante, resultado da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas. A maioria também padecia de crise de ansiedade.
Mesmo com o quadro de adoecimento da categoria, os representantes dos bancos se mostraram pouco dispostos a aceitar as propostas. Sobre o teletrabalho para bancários que convivem com parentes de grupos de risco, os representantes da Fenaban disseram preferir não criar uma regra padrão sobre a questão.

Retrocesso
Outra clausula da CCT que a Fenaban quer mudar é a que regula a complementação salarial em caso de afastamento para tratamento quando o benefício seja menor que o salário. Até agora, o funcionário pode ter essa complementação por 24 meses. A proposta da Fenaban é de que passe a ter uma carência de 12 meses entre um afastamento e outro, para que seja pago a complementação (retornando ao trabalho.)

Os representantes dos bancos também apresentaram propostas que significam na prática a retirada de direitos da categoria bancária. Uma delas é reduzir de 120 para 90 dias o pagamento de benefício emergencial de salário pelos bancos para os funcionários, enquanto o bancário recorre de alta indevida pelo INSS. Outro retrocesso proposto pela Fenaban foi a volta do rankeamento dos trabalhadores, com a divulgação dos “melhores” funcionários. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) proíbe a divulgação de ranking por causar o constrangimento, assédio moral e pressão no ambiente de trabalho.

A suspensão dos exames periódicos em casos de afastamento por motivos de saúde ou por homologação também está entre as preocupações do Comando.
“A Fenaban se mostrou insensível às demandas da categoria em relação às metas abusivas e às questões relacionadas ao covid-19, e mais, apresentou propostas que retrocedem em relação à atual CCT, como a questão da divulgação do ranking. Não podemos admitir. É necessário que haja o engajamento dos bancários para avançarmos e não retrocedermos”, comenta Jeferson Boava, presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e integrante do Comando Nacional.
Fonte: Federação dos Bancários SP/MS