Crise econômica aumenta casos de afastamento do trabalho por ansiedade

Transtornos mentais e de comportamento são o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho hoje, atrás apenas de lesões e doenças do sistema osteomuscular

A ansiedade já responde por dois em cada dez afastamentos por transtornos mentais e comportamentais. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo A ansiedade já responde por dois em cada dez afastamentos por transtornos mentais e comportamentais. Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Medo do futuro, palpitações, insônia, falta de ar, sensação de paralisia. Situações assim, que descrevem alguns dos sintomas de ansiedade, têm levado mais pessoas ao afastamento do trabalho.

Dados da Secretaria de Previdência mostram que as concessões de auxílio-doença por transtornos de ansiedade cresceram 17% em quatro anos: de 22,6 mil, em 2012, para 26,5 mil, em 2016.

Nesse período, as despesas com o benefício à União foram de R$ 1,3 bilhão. 
A ansiedade já responde por dois em cada dez afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, categoria que também abrange depressão, esquizofrenia e problemas relacionado ao uso de drogas.

Fica atrás apenas de depressão, que responde por três em cada dez concessões desse tipo de benefício. O auxílio-doença é previsto para segurados do INSS acometidos por doenças que impeçam o trabalho.

Para especialistas, entre os fatores para o aumento dos afastamentos por ansiedade, estão a crise econômica e a maior conscientização sobre a doença, o que colabora para diagnóstico e tratamento.

“Doenças psiquiátricas menores, em que o estresse e ambiental é um fator para desencadeamento, aumentam em época de crise econômica, porque cresce a insegurança”, afirma Márcio Bernik, coordenador do ambulatório de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.

Ansiedade, segundo ele, é mais comum que depressão, mas é menos diagnosticada.

“É desafiador enfrentar transtorno mental porque é subjetivo”, afirma o subsecretário da Previdência Social Benedito Brunca. 
Bernik diz que a incapacitação profissional é um dos fatores que ajudam a diagnosticar quando a ansiedade é uma doença. “O que vai determinar se é uma doença ou não é o sofrimento excessivo e prejuízo funcional”, diz.

Hoje, transtornos mentais e de comportamento são o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho, atrás de lesões e doenças do sistema osteomuscular. 
Afastamento “Comecei a ser muito pressionado. Quando vi, estava doente”, afirma o bancário Webert Maciel, 28. Segundo ele, a doença começou após ter sofrido assédio moral no trabalho.

“Tinha pânico de sair de casa. Passava cinco dias sem dormir e comecei a desmaiar. Era depressão profunda.” 
Mesmo com laudo de três médicos e dois psicólogos, ele diz que teve de recorrer à Justiça para comprovar no INSS que o quadro tinha ligação com o trabalho. (Fonte: Gazeta do Povo)

Dona do Itaú vai se associar à Cambuhy, de Moreira Salles, para comprar ações da J&F na Alpargatas


Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco, pretende comprar 50% da participação da J&F na Alpargatas; J&F é dona de 54% das ações da empresa de calçados.

A Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco, informou nesta segunda-feira (26) que pretende comprar 50% da participação da J&F na Alpargatas, empresa de calçados que é dona da marca Havaianas. A J&F, grupo controlado por Joesley Batista, é dona de 54% da Alpargatas.

O grupo de Joesley Batista comunicou pela manhã que fechou um acordo para negociar a venda de suas ações na empresa para o fundo Cambuhy, criado pelo empresário Pedro Moreira Salles, ex-presidente do Unibanco e atual copresidente do conselho de administração do Itaú.

“A Itaúsa tem por objetivo adquirir 50% da participação detida pela J&F e firmar acordo de acionistas com a Cambuhy para gestão compartilhada da Alpargatas”, disse a Itaúsa em comunicado.

Além do banco Itaú, a Itaúsa também é dona de negócios, como a Duratex, de móveis e construção civil, a Elekeiroz, de produtos químicos, e a Itautec, de tecnologia. (Fonte:G1)

Bradesco começa a corrigir desvios de função

Antiga reivindicação do movimento sindical, correção de distorções teve início para gerentes e assistentes PF e PJ; o movimento cobra solução para todos os casos, incluindo cargos administrativos
O Bradesco começou a corrigir casos de desvios de função no banco, quando um bancário de determinado cargo acumula responsabilidades de outro, muitas vezes com remuneração superior à sua. Antiga reivindicação do movimento sindical, a correção das distorções nas carreiras está sendo feita pelo banco para os cargos de assistentes e gerentes PF e PJ.

“O banco informou que está corrigindo as distorções. Embora o Bradesco afirme que este é um processo normal de reconhecimento do trabalho dos seus funcionários, sabemos que isso não estava sendo feito e que, agora, após a insistente cobrança do movimento sindical sobre o tema, foi iniciado para alguns cargos”, esclarece a diretora do Sindicato de SP e bancária do Bradesco Erica de Oliveira.

“Entretanto, sabemos que o problema também ocorre na área administrativa do banco. Cobramos do Bradesco a correção das distorções na remuneração para todos os funcionários nesta situação. Por sua vez, o banco informou que vai fazer um levantamento e dará retorno à representação dos bancários sobre o tema”, informa Erica. (Fonte: Seeb SP)

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Setor bancário reduziu 9.621 postos em 2017

​Nos cinco primeiros meses de 2017, foram fechados 9.621 postos de emprego bancário no país, um aumento de 60,4% na comparação com o mesmo período de 2016

Os bancos fecharam 9.621 postos de trabalho no país entre janeiro e maio de 2017, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Ao analisarmos os dados do Caged, podemos ver que o segmento das instituições financeiras é um dos que mais demitem no Brasil. Os balanços dos bancos mostram que eles são os que mais lucram em nosso país. Pior do que isso, apenas com o que arrecadam com cobranças de tarifas de serviços prestados aos clientes, sem contar os ganhos com as demais operações financeiras, altamente lucrativas, daria para pagar todas despesas com os quadros de funcionários e ainda sobraria muito dinheiro. Eles não têm motivo para continuar com essa onda de demissões”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

O último mês com saldo positivo de empregos foi janeiro de 2016, quando houve mais contratações do que demissões. Desde então, foram registrados apenas saldos negativos

Nenhum estado apresentou saldo positivo de emprego bancário, ou seja, todos tiveram fechamento de postos de trabalho. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados por esse enxugamento do quadro, com fechamento de 2.804 (29,1%), 1.322 (13,7%) e 1.049 (10,9%) postos bancários, respectivamente.

Na segmentação por Setor de Atividade Econômica a análise do Dieese revela que os “bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, entre outros bancos menores, foi responsável pela maioria dos postos fechados (-4.960 postos ou 51,6% do total). A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 4.368 postos (45,4% do total de postos fechados). Esses dados revelam o impacto do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), anunciado pela Caixa Econômica Federal em 7 de janeiro de 2017.

Motivos dos Desligamentos Do total de desligamentos nos bancos, 52% (9.573) foram sem justa causa. A participação dos desligamentos a pedido foi expressiva, 41% do total (7.505), devido à concentração dos desligamentos na Caixa Econômica Federal por meio do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) que impactou principalmente o mês de março de 2017.

Faixa Etária Os bancários admitidos concentraram-se na faixa etária até 24 anos de idade, com saldo positivo em 2.457 postos. Como demonstra a Tabela 2, os desligamentos concentraram-se nas faixas etárias superiores a 25 anos e, especialmente, entre 50 a 64 anos, com fechamento de 6.597 postos de trabalho.

Tempo no Emprego Entre os 18.324 desligados, 46,6% estavam no emprego há 10 anos ou mais e 18,4% permaneceram entre 5 e 10 anos no emprego.

Desigualdade entre Homens e Mulheres As 4.409 mulheres admitidas nos bancos nos cinco primeiros meses de 2017 receberam, em média, R$ 3.530,69. Esse valor corresponde a 67,3% da remuneração média auferida pelos 4.294 homens contratados no mesmo período.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 9.306 mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e maio de 2017 recebiam, em média, R$ 6.397,68, o que representou 79,0% da remuneração média dos 9.018 homens que foram desligados dos bancos no período.

Fonte: Contraf-CUT

O que acontece se os grandes bancos caírem na Lava Jato?

Um banco ameaçado é um problema muito maior para a economia que uma empreiteira à beira da falência (Fernando Jasper)
A Lava Jato parece estar nos calcanhares do mercado financeiro. Se apontar o envolvimento de um ou mais grandes bancos no esquema de corrupção, a operação testará a alardeada solidez do sistema bancário brasileiro.
É conhecido o impacto das investigações sobre as empreiteiras, que antes pareciam inabaláveis: milhares de demissões, fornecedores quebrados, obras abandonadas. Mas a coisa toma outra dimensão quando se trata do setor financeiro, onde está depositado o grosso do dinheiro de cidadãos e empresas.

Um banco ameaçado representa um problema muito maior para a economia do que uma empreiteira à beira da falência. Ainda mais no Brasil, onde a concentração bancária só aumenta: os quatro maiores detêm mais de 70% dos ativos e quase 80% dos depósitos e empréstimos. E, como o sistema financeiro é todo interligado, a “doença” de um pode se espalhar rapidamente para os demais – é o chamado risco sistêmico.

Apesar disso, analistas ouvidos pela Gazeta do Povo não esperam qualquer desastre. Acham pouco provável que a solvência das principais instituições financeiras venha a ser ameaçada, mesmo que banqueiros ou altos executivos sejam presos, e mesmo que lá na frente elas tenham de pagar multas pesadas por crimes ou infrações administrativas.

Os especialistas também veem poucas chances de corrida bancária – o fenômeno em que multidões de clientes tentam sacar dinheiro ao mesmo tempo por medo de que o banco quebre, o que acaba facilitando a própria quebra.

“Se a Lava Jato chegar num executivo de um grande banco, a imagem da instituição sai arranhada. Mas não vejo risco de quebra, nem para o banco, nem para o sistema. Numa situação dessas, a instituição se blinda afastando imediatamente o executivo que estiver envolvido”, diz João Augusto Salles, analista da consultoria Lopes Filho & Associados.

Para o consultor, pode ocorrer, “no limite, radicalizando”, uma migração de recursos rumo aos estatais Banco do Brasil e Caixa, que sempre podem contar com o socorro do governo. “Mas mesmo esse seria um passo radical”, avalia.

O caso que serve de parâmetro para a maioria das análises é a prisão de André Esteves, sócio do BTG Pactual, em novembro de 2015, sob suspeita de tentar obstruir a Lava Jato. Em um dia, as ações do banco caíram perto de 40%. Vários clientes bateram em retirada, fazendo saques volumosos.

“Esse é um caso particular porque a imagem do Esteves sempre foi muito associada à do BTG. No caso de instituições maiores, não acho que a prisão de um banqueiro possa interferir na solidez do banco”, avalia Luiz Miguel Santacreu, analista da agência de classificação de risco Austin Rating.

Patrimônio robusto 
Embora tenha se agigantado nos anos que antecederam a prisão de Esteves, o BTG é pequeno perto dos grandes bancos comerciais. No melhor momento, seu patrimônio de referência “nível 1”, de alta qualidade, chegou a R$ 23 bilhões – uma fração dos números que hoje exibem Itaú (R$ 111 bilhões), Bradesco (R$ 73 bilhões) e Santander (R$ 58 bilhões), os maiores bancos privados.

“Não creio que o sistema bancário vá ser abalado. Ele é muito forte e os acionistas, muito robustos”, diz Fernando Meibak, que foi executivo de bancos e hoje é sócio da Moneyplan Consultoria.

Salles, da Lopes Filho, observa que o perfil do BTG e de seus clientes também foi determinante para o estrago causado pela prisão do banqueiro.

“O BTG é um banco de investimentos, com clientes institucionais, que são muito mais sensíveis. Basta um ruído para que comecem a resgatar os recursos. Isso afeta muito os bancos de pequeno e médio porte”, diz Salles. “Nos grandes bancos de varejo, os clientes são muito mais pulverizados.”

Reação rápida ‘salvou’ BTG 
Em meio ao choque da prisão de André Esteves, os sócios do BTG agiram rápido: afastaram o sócio da diretoria e trataram de levantar dinheiro. Em apenas uma semana, venderam a rede de hospitais Rede D’Or por R$ 2,4 bilhões. Na sequência, passaram adiante carteiras de crédito e até um banco na Suíça.

O BTG encolheu drasticamente – o valor de seu ativo despencou de R$ 284 bilhões em setembro de 2015 para R$ 132 bilhões no fim de 2016 – mas conseguiu estancar a sangria. Recentemente, o ativo total voltou a crescer, chegando a R$ 148 bilhões ao fim de março, segundo o último balanço da instituição. (Fonte: Gazeta do Povo)

Financiários terão reajuste salarial de 4,38%

Aumento corresponde aos 3,35% de reposição da inflação acumulada de junho de 2016 a maio de 2017 mais 1% de aumento real conquistado em 2016; financeiras poderão pagar PLR até 30 de setembro

Mesa de negociação em 2016: ao lado dos sindicatos, financiários  garantiram acordo com validade de dois anos, reposição total da inflação mais aumento real de 1% para salários e demais verbas

São Paulo – Com data-base em 1º de junho, os financiários começam a receber os salários com o reajuste conquistado na Campanha 2016. O acordo foi fechado com validade para dois anos e os trabalhadores garantiram a reposição da inflação mais aumento real de 1%.

Assim, os salários e demais verbas serão reajustados em 4,38%, o que corresponde aos 3,35% de reposição da inflação acumulada de junho de 2016 a maio de 2017, mais o 1% de aumento real conquistado em 2016.

Bancos criam empresa de análise de crédito

Nova empresa deve entrar com força para conquistar boa parte do mercado

A promessa é de que a nova empresa entre com força para conquistar boa parte do mercado, que tem faturamento anual de aproximadamente R$ 3 bilhões. Três empresas: o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil); o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC Boavista); e a Serasa Experian, concentram a atuação no segmento.

Os bancos alegam que, a médio prazo, o aumento na concorrência no segmento contribua para o avanço do acesso ao crédito, para a redução da inadimplência e do superendividamento.

Em nota, o Banco do Brasil afirma que “tal atuação propiciará, através de um conhecimento mais profundo dos perfis, um significativo aperfeiçoamento dos processos de concessão, precificação e direcionamento de linhas de crédito realizados pelos entes participantes do Sistema Financeiro Nacional, resultando, assim, na melhoria do ambiente de crédito do país em uma perspectiva de médio e longo prazos”.

O controle sob a empresa será compartilhado entre os bancos. Cada um deterá 20% do capital social.

Fonte: Contraf-CUT

Encontro dos Bancos Privados: 1º dia de atividades debateu impactos da reforma trabalhista e das novas tecnologias no emprego bancário

O presidente do Sindicato dos Bancários de Marilia e Região, Geofredo Borges da Rocha,os diretores Edilson Aparecido da Silva Julian, Marconi Eduardo Giovanini, Jader Zompero Dias, participaram na manhã desta quarta-feira (7), do primeiro dia de atividades do Encontro Nacional de Bancos Privados, realizada na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, localizada no Centro da cidade.
Com o objetivo de subsidiar os trabalhos dos delegados que participam do encontro que acontece até dia 08 (quinta-feira), o ciclo de debates foi aberto com a exposição da economista Regina Coeli Moreira Camargos, que falou sobre a precarização iminente, fruto das flexibilizações propostas na Reforma Trabalhista, como a admissão da jornada intermitente, parcelamento das férias, negociado sobre legislado, entre outras mudanças.

Na sequência a assessora econômica do DIEESE, Cátia Uehara apresentou o painel “Reestruturação e Emprego nos Bancos”, no qual expôs dados sobre o processo de reestruturação que vem ocorrendo nos bancos. De acordo com Uehara, os bancos estão vivenciando sua 5ª onda de reestruturações, que teve inicio na década de 1970. A primeira e a segunda, teriam tido efeitos mais internos no setor, porém, a partir da terceira onda (cujo principal fator foi a implementação dos caixas eletrônicos), os bancos inauguraram uma era na qual o investimento em canais de autoatendimento e digitais começa a ser expressivo, resultando em significativa redução dos custos e impactando no número de empregos no setor, onde o corte nos postos de trabalho vem sendo cada vez maior.

Ainda de acordo com a economista do DIEESE, em 2016, os bancos investiram R$18 bilhões em tecnologia, montante próximo ao aplicado no ano anterior, que foi de R$19 bilhões, evidenciando sua importância estratégica para o setor.

Por último, o Professor Moisés Marques, da Faculdade 28 de Agosto apresentou o tema “Novas tecnologias e o futuro dos bancos”, que expôs sobre o avanço das fintechs, empresas que aliam tecnologia a serviços financeiros e estão avançando sobre espaços antes ocupados apenas por instituições financeiras tradicionais, os bancos.

Marques explicou conceitos, como Indústria 4.0, que engloba robótica e sistemas ciberfísicos e Big Data, banco de dados ultra sofisticado, que realiza mapeamento digital de informações dos usuários, retenção, análise e interpretação dessas informações, propiciando um avanço nas abordagens comerciais futuramente, uma realidade na qual seja possível oferecer ao cliente um produto “antes mesmo que este perceba seu interesse ou necessidade naquilo” e abordou também, uma tendência para o setor, que é o uso da tecnologia block chain, plataforma registros certificações de documentos e criptomoedas (como as bitcoins), aumentando significativamente a segurança das transações digitais, algo que futuramente dará espaço à desativação de muitos setores dentro dos bancos, uma vez que não haverá mais a necessidade de tantos profissionais para realização de certificações, a exemplo da extinção que vem ocorrendo com o setor de cartórios em muitos países pelo mundo.

ENTIDADES REPRESENTATIVAS PARTICIPAM DA SEGUNDA MESA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CASSI

Nesta última sexta-feira (02/06), as Entidades Representativas de Funcionários da Ativa e Aposentados do Banco do Brasil participaram da segunda Mesa de Prestação de Contas do acordo firmado entre as entidades e Banco do Brasil.

A diretoria da Cassi apresentou o fluxo das despesas e receitas e a atual situação da execução do orçamento e planejamento orçamentário recentemente aprovados.

Foram apresentadas informações financeiras apresentando o impacto do Memorando de Entendimentos nas contas da Cassi, ocasião que o Banco do Brasil prestou informações sobre a contratação da consultoria prevista no acordo.

O Banco informou que o processo de contratação já foi concluído e que em breve será feita publicação do nome da consultoria contratada.

TRANSPARÊNCIA

A Cassi apresentou o site da Prestação de Contas, com a previsão do tempo de duração de cada projeto ou iniciativa. Foram apresentadas as propostas em andamento para dar mais transparência nas contas da Cassi e a divulgação mais rápida de resultados financeiros e projetos executados.

Os associados da Cassi poderão acompanhar as prestações de contas diretamente no seguinte endereço do site da Cassi: http://www.cassi.com.br/images/hotsites/prestacaodecontas/index.htm.

Foram apresentadas também as alterações no aplicativo Cassi para smartphones e tablets, com novas funções, objetivando facilitar mais informações aos associados.

MODELO ASSISTENCIAL

As Entidades manifestaram preocupação com eventuais propostas da consultoria que possam vir a alterar as características do atual Modelo Assistencial da Cassi que possam prejudicar os associados.

Tanto o Banco do Brasil quanto a Cassi reafirmaram que qualquer alteração proposta terá que passar pelos órgãos de governança da Cassi, que tem participação de indicados pelo Banco e eleitos pelo Corpo Social.

ATUALIZAÇÃO PELO FIPE SAÚDE

As Entidades voltaram a cobrar do banco a atualização do valor do ressarcimento dos 23 milhões pelo Banco do Brasil, com a aplicação imediata do Fipe-Saúde, considerando que os valores dos associados já tiveram reajuste do acordo salarial nos ativos e reajuste do benefício dos aposentados.

O Banco se negou a fazer a antecipação do reajuste, alegando que o fluxo de caixa da Cassi está positivo e não vê necessidade no momento. As Entidades continuarão a cobrar a referida atualização antecipada.

PRÓXIMA RODADA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nova rodada de Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos deverá ocorrer em setembro.

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O Banco do Brasil: Verba de Caráter Pessoal (VCP)

O Banco do Brasil afirmou hoje (1º) que a Verba de Caráter Pessoal (VCP) não será prorrogada, durante rodada de negociação com os sindicatos, em Brasília. A ampliação do prazo de pagamento do complemento salarial aos atingidos pelo processo de reestruturação, implantado a partir do dia 20 de novembro do ano passado,  foi reivindicado pelos sindicatos na primeira reunião para discutir as novas medidas, realizada dois dias depois (22) do anúncio do pacote de maldades. A dirigente sindical Maria do Carmo Peggau representou a Federação dos Bancários de SP e MS na mesa de negociação.

Para os sindicatos, a VCP deveria ser paga até a realocação dos prejudicados, que perderam cargos e/ou funções e parte considerável dos salários, e não apenas durante quatro meses. O número de funcionários que não conseguiram a realocação, segundo o BB, é de 2.100; foram realocados em cargos inferiores, com redução salarial, 1.600 funcionários.

 

Condições de trabalho: Os sindicatos voltaram a cobrar melhores condições de trabalho nas agências que absorveram clientes de unidades fechadas. Os representantes do BB informaram que a dotação de algumas agências foram revistas, como parte de um projeto iniciado em São Paulo, a ser expandido para todos as unidades. O grupo que analisa a citada revisão é formado por superintendências, com participação das Gepes.

TAO: No que se refere às nomeações, o banco informou que o TAO Especial e o TAO Normal permanecem abertos. Nos dois, a prioridades são os funcionários que receberam VCP.

Mérito: Os sindicatos reivindicaram a inclusão da mesma pontuação diária do cargo anterior na Carreira de Mérito dos funcionários que receberam VCP, visando minimizar as perdas salariais.

Nomeação dos caixas: Os sindicatos reivindicaram também a nomeação dos caixas que estão em substituição por período maior que 90 dias.

Hora extra, novo plano: Os sindicatos propuseram a prorrogação das horas extras, opcionais, para os funcionários que aderiram à jornada de 6h no novo plano de funções.

Escritórios digitais: O banco informou que existe um esboço de cronograma de implantação de novos escritórios digitais. Os sindicatos exigiram melhores condições de trabalho, com aplicação da NR-17 (ergonomia). O Banco assumiu compromisso em agendar reunião para discutir os problemas levantados pelos sindicatos.

Greve geral: O banco afirmou que não negocia abono ou compensação do dia da greve geral (28 de abril). Em Campinas, o juiz Marcelo Chaim Chohfi, da 5ª Vara do Trabalho, concedeu no último dia 16 liminar em ação ingressada pelo Sindicato, proibindo o desconto. E, caso o desconto tenha sido efetuado, o BB deve restituir o valor “devidamente corrigido, na folha de pagamento sequencial”.

Audiência no MPT: Marcada para o dia 2 deste mês de junho, a quinta audiência no Ministério Público do Trabalho dia 09