Corrupção livrou BankBoston de R$ 509 milhões em multas, diz MPF

A Justiça Federal em Brasília acolheu denúncia do Ministério Público Federal que apontou suposta corrupção de membros do Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda, em favor do BankBoston. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 509 milhões à União, valor relativo a autuações da Receita que deixou de ser recolhido pelo banco.

A denúncia, acolhida nesta segunda-feira (24) pelo juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira, acusou um grupo de 11 pessoas, incluindo o ex-diretor jurídico do banco, Walcris Rosito, o auditor da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite, então chefe da Divisão de Orientação e Análise Tributária da Delegacia Especializada em Instituições Financeiras de São Paulo do órgão, e três então conselheiros do Carf: José Ricardo da Silva, Leonardo Mussi e Valmir Sandri.

A ação penal é mais um desdobramento da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República no Distrito Federal em março de 2015 para investigar o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), colegiado que analisa recursos contra multas aplicadas pela Receita.

Operando no Brasil desde os anos 40, o BankBoston teve suas operações compradas em 2006 pelo Banco Itaú, que dois anos depois incorporou o Unibanco, formando o atual Itaú Unibanco. Em nota à imprensa, a Procuradoria esclareceu que “entre os denunciados não há representantes do Banco Itaú, que adquiriu a instituição financeira durante o período de tramitação dos recursos no tribunal administrativo”.

Segundo a denúncia, subscrita pelos procuradores da República Frederico de Paiva Carvalho e Hebert Reis Mesquita, o BankBoston corrompeu tanto Leite quanto os conselheiros do Carf por meio de microempresas, como a Pagnozzi, Pagnozzi & Associados Consultoria Empresarial, a SGR e a Mussi & Sandri.

“Créditos tributários de centenas de milhões de reais eram exonerados e o Bank Boston, por meio de seu diretor jurídico, Walcris Rosito, gestor fraudulento dessa instituição, pagava valores milionários com base em percentual dessas exonerações, que eram branqueados num sofisticado esquema de lavagem de dinheiro por interpostas pessoas jurídicas e contratos de advocacia combinados com formalização retroativa de sociedades em conta de participação”, diz a denúncia acolhida pela Justiça Federal.

A suposta propina estaria vinculada a dois procedimentos fiscais abertos pela Receita Federal por suposto não recolhimento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). As autuações, ocorridas em 2006 e 2007, cobravam R$ 597 milhões do banco. O suposto esquema no Carf conseguiu excluir, desse total, R$ 509 milhões, segundo a Procuradoria, em valores da época e não corrigidos.

Segundo a denúncia, o auditor Leite recebeu R$ 1 milhão e o escritório dos conselheiros Mussi e Sandri, R$ 1,78 milhão. A denúncia afirma que a empresa dos dois conselheiros saiu de uma receita de R$ 51 mil, em 2006, para R$ 129 milhões no período 2007-2013. Eles se tornaram conselheiros do Carf em 2008 e 2010, diz a denúncia.

Outra firma associada ao suposta esquema, segundo a denúncia, a Pagnozzi, recebeu R$ 44,9 milhões do BankBoston de 2005 a 2015, o que representou mais da metade de todo o faturamento da empresa no mesmo período, R$ 82,4 milhões.

O acolhimento da denúncia não significa condenação, mas sim que o juiz federal concordou haver indícios suficientes para a abertura de uma ação penal, ao longo da qual os acusados terão o direito de se defender. A Folha não localizou a defesa de antigos gestores do Bank Boston, de Rosito e dos outros denunciados.

Em nota, o banco Itaú afirma que “em 2006, adquiriu as operações do BankBoston no Brasil, sendo que o contrato de aquisição não abrangeu a transferência dos processos tributários do BankBoston, que continuaram sob inteira responsabilidade do vendedor, o Bank of America”.

“O Itaú não tem e não teve qualquer ingerência na condução de tais processos nem tampouco qualquer benefício das respectivas decisões. O Itaú esclarece, ainda, que nenhum dos denunciados foi funcionário ou diretor desta instituição”, diz a nota.

Fonte: Folha.com

Diretoria Executiva da CONTEC

Unidas centrais querem alterar reforma

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a Força Sindical, Nova Central, CSB, CTB e CSP Conlutas realizaram uma reunião, na tarde desta segunda-feira (24), para deliberar quais ações as entidades fariam a partir de agora que a proposta de reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado Federal e sancionada pelo presidente Michel Temer.

Os sindicalistas reforçaram a necessidade de ampliação da unidade das entidades para construírem e defenderem juntas uma proposta de medida provisória modificando pontos da reforma trabalhista.

Durante o encontro foi pontuado os temas que as centrais defenderão mudança na reforma trabalhista, entre elas a contribuição de negociação coletiva, contrato de trabalho intermitente, homologação de rescisão do contrato de trabalho, jornada 12×36, trabalho de gestante e lactante em locais insalubres, trabalho autônomo e salvaguarda de trabalhador terceirizado.

Para Chiquinho Pereira, secretário de Organização e Política Sindical da UGT não adianta chorar o leite derramado a proposta já foi aprovada e agora é preciso fortalecer a unidade das Centrais em causas comuns. “Não adianta a gente firmar um compromisso aqui e logo em seguida fazer reunião em separado com parlamentares ou o presidente, precisamos trilhar um caminho único.”

O dirigente fez um relato de como foi a reunião com o presidente Temer, que aconteceu no dia 20 e disse que essa questão da reforma trabalhista ainda não acabou. “Agora temos que conversar com a sociedade, com o congresso e com a Casa Civil para que a Medida Provisória seja aprovada”, disse Chiquinho.

Canindé Pegado, secretário Geral da UGT também defendeu a maior unidade das centrais, realinhando as ações de luta para que a organização da classe trabalhadora possa se reestruturar depois da aprovação da reforma trabalhista. “Fizemos de tudo para negociar as reformas, fizemos mobilizações, mas a luta foi desigual, pois o congresso foi todo intransigente e aprovou leis que interessavam somente o setor patronal.”

“Por mais que se tivesse um projeto de reforma, em algum momento abre-se espaço para negociação, que é o que acontece numa democracia, mas dessa vez não, todos os poderes se juntaram e todos estavam fechados pela reforma trabalhista, isso foi uma luta desigual”, explicou Pegado.

Fonte: UGT

QUEM OPTAR PELO PDVE DO BRADESCO DEVE FAZÊ-LO APENAS APÓS 2 DE AGOSTO, PARA NÃO PERDER PLR

A adesão ao PDVE do Bradesco é individual e voluntária. O sindicato não interfere na decisão individual de cada trabalhador. Apenas instrui que a adesão seja tomada com muito cuidado e que o funcionário leve em conta que, se decidir pela adesão, que faça isso após o dia 2 de agosto, para garantir o recebimento da PLR deste ano, conforme estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Após a adesão, o bancário ainda terá até cinco dias para desistir.

Os trabalhadores solicitaram que o próprio banco emita um comunicado para o público elegível informando que quem aderir após dia 02/08/2017 terá direito à PLR proporcional, assim como quem já aderiu pode desistir até 5 dias e aderir novamente após essa o dia 2 de agosto.

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Bancos fecham 10.752 postos de emprego em todo o país no primeiro semestre de 2017

 Planos de desligamento lançados por grandes Instituições Financeiras têm forte impacto no emprego no setor

Os bancos já fecharam 10.752 postos de emprego em todo o Brasil, no primeiro semestre de 2017, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados com maior incidência de saldos negativos.

Planos de desligamento lançados por grandes Instituições Financeiras têm forte impacto no emprego no setor.

Se analisarmos desde janeiros de 2016, observa-se saldo positivo somente no primeiro mês da série (janeiro de 2016). Desde então, foram registrados apenas saldos negativos.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento de 6.030 postos. A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 4.429 postos.

Desigualdade entre Homens e Mulheres
As 5.375 mulheres admitidas nos bancos nos seis primeiros meses de 2017 receberam, em média, R$ 3.576,00. Esse valor corresponde a 68,2% da remuneração média auferida pelos 5.249 homens contratados no mesmo período.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 10.811 mulheres desligadas dos bancos entre janeiro e junho de 2017 recebiam, em média, R$ 6.519,00, o que representou 78,3% da remuneração média dos 10.565 homens que foram desligados dos bancos no período.

Fonte Dieese

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Caixa reabre PDVE e quer tirar mais 5 mil empregados

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (14), a reabertura do Programa de Demissão Voluntário Extraordinário (PDVE). No primeiro semestre, 4.645 empregados deixaram o banco. Desta vez, a meta da direção é desligar mais de 5 mil bancários.

O prazo para aderir a nova fase do PDVE começa nesta segunda-feira (17) e vai até 14 de agosto. As condições para aderir ao plano são as mesmas da etapa anterior: estar aposentado pelo INSS ou comprovar condição de se aposentar até 31 de dezembro; ter 15 anos ou mais de serviços prestados a Caixa ou estar com função incorporada até a data do desligamento. Nesse último caso, não há exigência de tempo mínimo de serviço.

Para tornar atrativo o PDVE, a Caixa oferece aos empregados 10 salários líquidos a título de indenização. Esse valor é limitado a 500 mil reais.

SAÚDE CAIXA

Em relação ao plano de saúde, o PDVE faz a seguinte divisão: por prazo indeterminado (vitalício) e por prazo determinado (24 meses). Serão contemplados com o Saúde Caixa de forma vitalícia, os empregados aposentados pelo INSS durante a vigência do contrato de trabalho com a Caixa; os admitidos já na condição de aposentados pela previdência com o mínimo de 120 meses de contribuição para o plano e aqueles não aposentados na data do desligamento, mas que venham a se aposentar até 31 de dezembro.

Os que terão direito a 24 meses do Saúde Caixa são os não aposentados até 31 de dezembro, aqueles com menos de 15 anos de banco e os aposentados que contribuíram com menos de 120 meses para o plano.

TÍQUETE ALIMENTAÇÃO

Ao aderir o PDVE, o empregado deixa de receber o tíquete. Não há nenhuma prorrogação ou indenização no prevista no plano.

A Diretoria Executiva da Contec repudia mais essa clara tentativa de desmonte da Caixa e orienta aos trabalhadores do banco a não aderirem ao PDVE. Além disso, a Diretoria vai lutar para que a estatal volte a contratar e promova a substituição dos mais de 4 mil empregados que já deixaram a empresa na primeira etapa do programa.

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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Conferência Interestadual define reivindicações da Campanha

 

Reunidos na Conferência Interestadual dos Bancários de SP e MS, realizada hoje (13) em Itanhaém, litoral Sul de São Paulo, 147 delegados aprovaram as reivindicações da Campanha Nacional deste ano, referentes aos temas emprego e condições de trabalho, novas tecnologias (automação e digitalização bancária), terceirização e pejotização.
Antes de discutir e aprovar as reivindicações específicas, os delegados da Conferência Interestadual, promovida pela Federação dos Bancários de SP e MS, debateram os impactos da recém aprovada reforma trabalhista no mundo do trabalho. As resoluções da Interestadual serão apresentadas durante a 19ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada no final deste mês de julho, entre os dias 28 e 30, em São Paulo. As decisões da Nacional serão encaminhadas à Fenaban.
Neste ano, cabe lembrar, a Campanha Nacional não irá discutir o tema remuneração (reajuste salarial). A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada no ano passado, tem validade de dois anos. Dentre outros pontos, a CCT garante reposição da inflação (setembro de 2016 a agosto deste ano), aumento real de 1% e manutenção da PLR.
Delegados: O sindicato dos Bancários de Marília e região foi representado pelo presidente Geofredo o vice Edilson e os diretores Jeferson e Hamiltondiretores do Sindicato.

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Programa de Desligamento Voluntário Especial Bradesco

Nesta quinta-feira (13/07), o Banco Bradesco anunciou internamente que fará o primeiro Programa de Desligamento Voluntário Especial ( PDVE) para seus funcionários. Na proposta, alguns incentivos para estimular a adesão como:

1 – Pagamento, em parcela única, equivalente a 0,60 da remuneração fixa de junho/2017, por ano trabalhado, limitado a 12 salários, os quais,  pela natureza  indenizatória, não sofreriam  incidência de Imposto de Renda e INSS;
2 – pagamento de valor equivalente a 06 meses de “vale alimentação” , base junho/2017 em parcela única no Cartão Alimentação;
3 – manutenção do Plano de Saúde e Odontológico por 18 meses a partir da data do desligamento;
4 – verbas rescisórias na modalidade de dispensa “sem justa causa”;
5 – pagamento da multa do FGTS e saque do saldo.

O Bradesco é o primeiro banco privado a propor esta modalidade  de programa de demissão. O anúncio vem logo após a aprovação do PCL 38/2017 (reforma trabalhista), pelo Senado Federal  e, às vésperas do Governo Temer sancionar a referida legislação.

O Bradesco chegou a empregar mais de 150.000 trabalhadores no final dos anos 1980, mas hoje este número deve ter sido reduzido a menos de 100.000. E, atualmente, e os bancários,  que já foram mais de 1.100.000 (1989), hoje, com certeza,  atinge alto por  volta de  500.000. A introdução de novas tecnologias no setor financeiro – sem negociação com as entidades sindicais dos trabalhadores –  as privatizações, fusões e incorporações provocaram esta drástica redução do número de trabalhadores, lamentavelmente,  agora quando o País amarga uma cifra recorde superior  a 14.000.000 desempregados.

Não resta dúvida de que se trata de uma iniciativa patronal inoportuna, não deseja por ninguém  e injusta.

O sindicato acompanha de perto a iniciativa do Bradesco e tenta agendar uma reunião de negociação com o banco para tratar do assunto.O PDVE não pode de forma alguma ser imposto ao trabalhador. Aderir ao plano tem de ser uma decisão que cabe única e exclusivamente ao funcionário. O que é bom para um, pode não ser para outro, por isso é fundamental que cada bancário avalie bem se o que está propondo o banco é vantajoso para ele.É preciso que os bancários leiam atentamente todas as regras e condições do plano antes de aceitar a proposta

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Férias, horário e almoço: entenda 12 pontos da reforma trabalhista

O Senado aprovou a reforma trabalhista na noite desta terça-feira (11). O texto havia sido aprovado pela Câmara em abril e não sofreu alterações pelos senadores. Agora, segue para sanção do presidente Michel Temer. As mudanças devem entrar em vigor 120 dias após a publicação da lei no Diário Oficial da União.

A reforma ainda pode sofrer modificações?
Sim. Um acordo feito entre governo e parlamentares prevê que alguns pontos polêmicos sejam vetados por Temer ou modificados por meio de medida provisória. Esse acordo foi anunciado pela primeira vez no relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que sugeriu alterar seis pontos.

O que diz quem é a favor da reforma?
O governo e defensores da reforma afirmam que o projeto moderniza as leis trabalhistas e vai gerar empregos. O que diz quem é contra a reforma? A oposição afirma que a reforma retira direitos dos trabalhadores e vai prejudicar as condições dos empregados. Confira abaixo 12 pontos da reforma trabalhista.

ACORDO COLETIVO COM FORÇA DE LEI
Um dos pontos centrais da reforma é que os acordos coletivos de trabalho definidos entre as empresas e os representantes dos trabalhadores poderão se sobrepor às leis trabalhistas definidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O texto lista alguns pontos específicos em que isso valeria, que dizem respeito à jornada de trabalho e salário, por exemplo.

O QUE NÃO PODE MUDAR
O texto define uma lista de pontos da CLT que não podem ser retirados ou mudados por convenção coletiva: Não podem ser alteradas normas de saúde, segurança e higiene do trabalho. Não podem mexer também no pagamento do FGTS, 13º salário, seguro desemprego e salário-família, que são benefícios previdenciários. Ficam de fora, ainda, o pagamento do adicional por hora extra, licença-maternidade de 120 dias e aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.

JORNADA DE TRABALHO
A jornada de trabalho pode ser negociada, observando os limites constitucionais. Hoje, a jornada padrão é de 8 horas por dia, com possibilidade de 2 horas extras. A jornada semanal é de, no máximo, 44 horas. Outra modificação é na jornada parcial. Atualmente, a lei prevê jornada máxima de 25 horas por semana sem hora extra nessa modalidade.

A reforma cria duas opções: contrato de até 30 horas semanais, sem horas extras, ou de até 26 horas semanais, com até 6 horas extras. Hoje, o trabalhador nesse tipo de jornada tem direito a férias proporcionais de, no máximo, 18 dias; a proposta prevê 30 dias de férias. A reforma também oficializa a jornada 12 x 36, em que o funcionário trabalha 12 horas e folga nas 36 horas seguintes. Esse, porém, é um ponto que o relator Ricardo Ferraço sugeriu que seja modificado por Temer.

INTERVALO PARA ALMOÇO
O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha, no mínimo, 30 minutos nas jornadas maiores do que seis horas. O tempo mínimo atualmente é de 1 hora. Apesar de constar no texto final aprovado, esse trecho também pode ser vetado por Temer. Em seu parecer, Ferraço disse que a discussão sobre o intervalo não está “madura” e que pode prejudicar as condições de trabalho.

FÉRIAS
As férias poderão ser divididas em até três períodos de descanso. Nenhum deles pode ser menor do que cinco dias corridos, e um deve ser maior do que 14 dias corridos. Além disso, as férias não podem começar nos dois dias antes de um feriado ou do dia de descanso na semana.

FERIADOS
Os acordos coletivos também poderão determinar a troca do dia de feriado. Um feriado na quintafeira poderia ser mudado para sexta-feira, por exemplo, impedindo a folga na quinta e na sextafeira (dia enforcado). A folga seria só na sexta.

BANCO DE HORAS
Atualmente, a criação de um banco de horas para contar horas extras trabalhadas só pode ser definida por um acordo ou convenção coletiva. Isso não pode ser decidido individualmente entre o patrão e o empregado. A reforma modifica isso, liberando o banco de horas por acordo individual. Segundo o texto da reforma, se o banco de horas não for compensado em seis meses, essas horas terão de ser pagas como horas extras, com um adicional de 50% ao valor.

TRABALHO INTERMITENTE
A reforma cria o trabalho intermitente, que permite a contratação de funcionários sem horários fixos de trabalho, ganhando de acordo com o tempo que trabalharem. Nesse caso, o funcionário não tem a garantia de uma jornada mínima. Se for chamado pelo patrão para trabalhar por cinco horas no mês, recebe apenas por essas cinco horas.

Se não for chamado, não recebe nada. Além do pagamento pelas horas, ele teria direito ao pagamento proporcional de férias, FGTS, INSS e 13º salário. Profissões que têm uma legislação trabalhista específica, como os aeronautas, não podem estabelecer o contrato intermitente. Ferraço também sugeriu que isso seja vetado por Temer e regulamentado por medida provisória, que “deve conceder salvaguardas necessárias para o trabalhador e talvez delimitar setores em que este tipo de jornada vai ser permitido”, de acordo com seu relatório.

GESTANTES
A reforma trabalhista prevê a possibilidade de grávidas trabalharem em condições insalubres, ou seja, que podem fazer mal à saúde, como barulho, calor, frio ou radiação em excesso, desde que a insalubridade seja de grau mínimo ou médio, e que elas apresentem um atestado médico permitindo. Atualmente, isso é proibido. No caso em que a insalubridade for de grau máximo, a grávida continua impedida de trabalhar no local, tendo de ser transferida para outra função.

Mulheres que estão amamentando poderão trabalhar em locais insalubres, independentemente do grau, desde que tenham o atestado médico. Hoje, isso não é permitido. Ferraço propõs que isso seja modificado por Temer porque “o dispositivo como está implicaria abrir espaço para abusos contra mulheres menos esclarecidas, com menor poder de barganha e em ambientes mais insalubres e desprotegidos do que os hospitais”.

IMPOSTO SINDICAL
A proposta também acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical, que passa a ser opcional. Atualmente, todos os trabalhadores devem pagar, no mês de março, o imposto que equivale a um dia de trabalho por ano. Esse valor é destinado ao sindicato de sua categoria. Apesar de não ter sido citado no relatório de Ferraço, o governo pode modificar esse ponto também. O texto da reforma determina que a obrigatoriedade deixa de valer imediatamente, mas o governo estuda a possibilidade de que essa mudança seja gradual, sob pressão de grupos sindicais.

HOME OFFICE
A reforma regulamenta o teletrabalho, conhecido como home office, quando o funcionário trabalha à distância –de sua casa, por exemplo. Entre outras medidas, ele determina que o home office deve constar no contrato de trabalho, assim como as atividades do trabalhador, e que a jornada do funcionário nessa situação não tem limite máximo definido por lei. O contrato deve estipular de quem é a responsabilidade pelos custos e manutenção do material usado no trabalho.

TERCEIRIZAÇÃO
Em março, o presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que libera a terceirização em qualquer atividade da empresa. A proposta de reforma trabalhista também trata da questão, complementando a nova lei. Para evitar que trabalhadores sejam demitidos e, em seguida, recontratados como terceirizados pela mesma empresa, o texto da reforma determina que é necessário esperar, no mínimo, 18 meses para poder contratar novamente o mesmo empregado.

Fonte: UOL

Diretoria Executiva da CONTEC

Diretores do Sindicato de Marília participam do 13º Congresso da Contec

Aconteceu na ultima sexta-feira (29/06), o 13º Congresso Nacional dos Bancários e Securitários, organizado pela Contec, Feebs e sindicatos. O encontro terminou sábado (1º de julho) com palestras, debates e planejamento para atuação e militância das categorias em relação a diversos temas importantes, como a Reforma Trabalhista, em tramitação no Congresso Nacional. O Sindicato dos Bancários de Marília e Região participou do encontro representado pelo Vice presidente Dejair Besson e o diretor Sidney Minali.  A abertura dos trabalhos começou com a leitura, discussão e votação do Regimento Interno da 13ª edição do congresso. Em seguida, houve palestras com temas como previdência social pública e privada; legislação trabalhista; manutenção financeira das entidades sindicais; estrutura e enquadramento sindical; e a iniciação dos debates sobre as futuras campanhas salariais dos bancários e securitários. Entre os palestrantes, a doutora Cecília Garcez, representante da Previ, que colocou luz sobre o sistema de previdência pública no Brasil; dr. Jarbas Antônio Biage (Banesprev), mestre em Direito das Relações Socias pela PUC SP; e o Dr. Hudson Marcelo da Silva, especialista em Direito Sindical e mestre em Filosofia pela Unicamp SP. O 13º Congresso Nacional dos Bancários e Securitários é realizado no Novotel, em São Paulo.

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Com avanço digital, bancos demitiram 20 mil pessoas em 2016

 Pesquisa da Deloitte e da Febraban mostra que isso tem a ver com os novos hábitos dos clientes: 57% das transações em 2016 foram feitas via smartphone, tablet ou computador

Se por um lado a tendência pela digitalização no sistema bancário tem reduzido os custos por parte das instituições financeiras, por outro, ela acarreta em uma acelerada redução de postos de trabalho e de pontos fixos de atendimento. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com a consultoria Deloitte mostram que em dois anos o setor fechou 1.208 agências bancárias, 929 apenas no ano passado.

Quanto ao emprego, um levantamento no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho indica que no ano passado o setor perdeu mais de 20 mil vagas, número muito superior ao visto nos anos anteriores — 2015 teve fechamento de 9.886 vagas; em 2014, 5.004 e em 2013, 4.329.

O resultado coincide com uma mudança sensível no comportamento dos clientes bancários. Ainda de acordo com a Deloitte e com a Febraban, 57% das transações bancárias em 2016 foram feitas por smartphones, tablets ou computadores.

No Banco do Brasil, por exemplo, os chamados “escritórios digitais”— que atendem virtualmente clientes com maiores movimentações e renda acima de R$ 4 mil — a produtividade dos gerentes aumentou entre 20% a 30%. “Um gerente que tinha uma média de 400 clientes na carteira no atendimento presencial consegue, nesse formato, atender 500, 550”, afirma Simão Luiz Kovalski, diretor da área de clientes do banco.

A diferença, segundo o executivo, é que o funcionário conversa com clientes simultaneamente, pelo telefone, e-mail e pelo chat disponível no aplicativo. Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper, explica que o ambiente online proporciona menos “distrações” ao profissional.

“Já dei aula para grupo de funcionários da plataforma online que foi um espetáculo. Eu achava que seria ruim porque eles ficam mais distantes e sozinhos no dia a dia, mas vi que mesmo em grupo eles são mais rápidos, objetivos e conseguem fazer mais tarefas ao mesmo tempo, porque foram treinados para isso”, afirma.

Quem consegue se adaptar à tecnologia sai na frente no setor Quem sai na vantagem no meio dessa transição, são os profissionais que conseguem se adaptar. O professor explica que embora a necessidade de adequação não seja algo exclusivo do Brasil, ela fica mais evidente em países que não têm a economia tão consolidada.

“Quem não tiver mobilidade, flexibilidade em adaptação, fica distante do mercado de trabalho, principalmente em cenários conturbados. As pessoas precisam ter a mente aberta e se preocuparem com um programa de educação continuada, independente de seu perfil de trabalho”, explica.

Por isso, parte dos próprios bancos opta por investir na qualificação e especialização de seus profissionais. No Itaú, por exemplo, foram investidos R$ 22,3 bilhões no treinamento de colaboradores em 2016. Por sua assessoria de imprensa, o banco afirmou que sua Escola de Negócios foi “totalmente repaginada para incorporar novos temas”. Na UniBB, universidade corporativa do Banco do Brasil, já existem oito cursos voltados para a transformação digital, que oferecem aulas presenciais, vídeo-aulas e treinamentos em serviço.

Apesar de as contas digitais e transações virtuais já serem uma realidade no Brasil, o professor Eduardo Diniz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que, devido às mudanças do cenário econômico brasileiro nos últimos anos, ainda não é possível saber o que é realmente resultado dessas transformações.

Diniz explica que não é possível afirmar que exista uma relação direta entre digitalização e desemprego de bancários, já que para os atendimentos virtuais representarem uma produtividade mais alta, é preciso de um grande esforço, porque há também aumento da demanda.

“Antigamente quando tinha que ir a agência física, a pessoa ia uma vez por semana. Quando atende no digital, a pessoa procura mais o banco. Portanto, tem que ter também mais gente trabalhando capaz de manter as plataformas funcionando”, afirma. Mesmo assim, o professor também reconhece que profissionais menos qualificados tendem a ser os mais afetados.

O sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região posiciona-se a favor da inclusão da tecnologia no trabalho, mas afirma que “ela não pode ficar a serviço apenas dos banqueiros, com o objetivo de reduzir os custos”. Em nota, a secretária-geral do sindicato, Ivone Silva, afirmou que “é preciso transações seguras, com a redução do valor das taxas para população e melhores condições de trabalho para a categoria”.

Dados do Banco Central mostraram um aumento de 3,45% no número de pessoas que usam o sistema bancário em 2016. A explicação, segundo analistas, é justamente a ideia de que a digitalização pode promover um aumento na produtividade dos funcionários responsáveis por atender os correntistas. (Fonte: Estadão)