Mais uma.

Um funcionário, da agência 011, Santander de Marília, estava protegido pela Cláusula do Acordo Coletivo, que dispõe da Estabilidade Provisória de Emprego. Contudo, mesmo amparado pelo diploma legal, o Banco Santander efetuou sua demissão. Procurado pelo bancário, o Sindicato dos Bancários de Marília, através do seu Departamento Jurídico, chefiado pelo Dr. Amaro, após intervenção, conseguiu sua reintegração. Fique alerta. Qualquer ato que prejudique seu direito, procure o Sindicato.

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Trabalhadores mostram união em protesto na Esplanada

A diretoria da CONTEC, representantes de sindicatos e federações de bancários e securitários se juntaram a mais de 50 mil trabalhadores na Esplanada do Ministério no dia de ontem (24/05) para uma manifestação contra as reformas Previdenciária e Trabalhista. O protesto também reivindicou a saída do presidente da República, Michel Temer, flagrado em conversas não republicanas com o empresário da JBS, na última semana.

Tudo foi organizado pelas entidades sindicais e começou logo pela manhã no Estádio Nacional Mané Garrincha, seguindo mais tarde, com uma marcha até a Esplanada dos Ministérios. Num clima muito tranqüilo, os trabalhadores reivindicaram seus direitos.

No entanto, um grupo de arruaceiros – não identificados pelos sindicalistas – com o objetivo de descaracterizar a passeata, fizeram ações de ataques a policiais; depredaram o patrimônio público ateando fogo em edifícios, banheiros químicos e lixeiras.

Apesar da tentativa, não conseguiram barrar os trabalhadores, que estão unidos e mostraram força e coesão. A população brasileira também está acordada para os prejuízos que essas reformas trarão. Sabemos que sem luta não conseguiremos barrar esses projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional. E o movimento deste 24 de maio de 2017 mostrou que a classe trabalhadora está unida e não ficará calada assistindo apenas corrupção, desvios de dinheiro e cassação de seus direitos por meio de aprovações absurda de projetos por parte do Congresso Nacional.

Afinal, quem realmente faz esse país crescer com trabalho honesto, árduo e seriedade é o trabalhador brasileiro!
Diretoria Executiva da CONTEC

Caixa fecha postos de trabalho mesmo com lucro de R$1,488 bilhão no 1º trimestre

A Caixa lucrou R$1,488 bilhão no 1º trimestre de 2017, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Esse número é devido ao crescimento da margem financeira operacional e à redução das despesas de captação no mercado.

Em contrapartida, mesmo com os altos números de rendimento, o banco finalizou o trimestre com o fechamento de 5.863 postos de trabalho, sendo que 3.850 foram fechados como resultado das adesões de trabalhadores ao Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário – PDVE

Mesmo com a redução de empregados, foram abertas mais sete agências, no trimestre, para atender o número de clientes que aumentou para 2,7 milhões. O aumento totaliza 86,2 milhões nos últimos doze meses.

De acordo com Dionísio Reis, dirigente sindical, os números rebatem a alegação de que o banco está quebrado. “Há duas semanas, a agência de classificação de risco Fitch afirmou que o banco está em situação alarmante e que vai precisar de capital do governo.

Esse é o já conhecido discurso de quem quer enfraquecer a empresa para justificar abertura de capital ou privatização. Assim como resistimos na década de 90, resistiremos agora e sempre. ” (Fonte: Diesse)

 

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Reunião do COE do Itaú

Reunião do COE do Itaú

O Presidente do Sindicato dos Bancários de Marília  e Região,  Geofredo Borges da Rocha estive participando da reunião do COE do banco Itaú, no dia 22 de maio, em São Paulo, sobre problemas que o banco está enfrentando. Os pontos levantados pelos dirigentes sindicais serão levados ao Encontro Nacional dos Funcionários dos Bancos Privados, que acontecerá em São Paulo, nos dias 6, 7 e 8 de junho.

Durante a reunião do COE do Itaú, foram discutidos os seguintes assuntos: metas abusivas, segurança no trabalho, avanço digital (banco digital), garantia de emprego, terceirização, trabalho (como ficará no caso da aprovação da reforma trabalhista) e saúde (lei 6529), esta última objetivando a proteção das gestantes, garantindo que estas tenham sua licença maternidade assegurada e em sua volta ao trabalho, não sejam alocadas em outra agência que não a sua.

O Encontro Nacional dos Funcionários dos Bancos Privados, em São Paulo – para o qual os apontamentos serão levados – tem como objetivo debater estratégias de mobilização e lutas frente aos temas de emprego, saúde e condições de trabalho dos bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco Mercantil do Brasil e Bic Banco.

O encontro contará ainda com a apresentação de um comparativo do Dieese do balanço dos bancos no terceiro trimestre.

 

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Bancos fecham mais de 8,5 mil postos de trabalho no 1º quadrimestre

Cortes de vagas aumentaram 87,5% na comparação com o mesmo período de 2016
A Pesquisa do Emprego Bancário de maio mostra que os bancos fecharam 8.536 postos de trabalho no primeiro quadrimestre (janeiro a abril) de 2017.

O saldo representa um aumento de 87,5% no número de cortes de vagas, na comparação com o mesmo período de 2016. O apontamento foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

Os dados mostram que, de janeiro de 2016 a abril de 2017, apenas no primeiro mês os bancos contrataram mais do que demitiram. Nos outros 15 meses seguintes, o saldo de emprego foi negativo no setor. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais afetados pelos cortes.

Faixa etária
Os dados apontam, ainda, que a maior parte das demissões ocorreu com bancários acima dos 25 anos de idade e se concentra na faixa que vai dos 50 aos 64 anos, onde a redução foi de 6.132 postos de trabalho.

Desmonte da Caixa
Os dados segmentados por tipo de instituição apontam que a maior responsável pelo saldo negativo é a Caixa Econômica Federal. No período, o banco federal contratou 120 pessoas e demitiu 4.440, um saldo negativo de 4.320 postos de trabalho.

O grande número de demissões na Caixa é resultado de um Plano de Demissões Voluntárias Extraordinário (PDVE) lançado pela direção do banco no início de 2017, nas vésperas de o banco iniciar o atendimento dos trabalhadores interessados em efetuar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O levantamento do Dieese traz ainda informações sobre o motivo das demissões e as diferenças de remuneração entre homens e mulheres. (Fonte: DIEESE)

Reformas são oportunidade de abrir a ‘caixa-preta’ do Sistema S


Reforma trabalhista deixou intacta a dinheirama que os sindicatos empresariais usam como bem entendem
A reforma trabalhista deve acabar com a obrigatoriedade da contribuição sindical e com as sinecuras dos sindicatos oportunistas. Mas deixou intacta a dinheirama do Sistema S, que os sindicatos empresariais usam como bem entendem.

Trata-se do conjunto de serviços administrados pelos organismos oficiais dos empresários cujas iniciais começam com S: Sesi, Senai, Sesc, Senar, Senac, Sest, Senat, Sebrae, Sescoop. É um bolão de recursos 4,5 vezes maior do que o do imposto sindical. Em 2016, os sindicatos patronais e dos trabalhadores receberam R$ 3,6 bilhões, enquanto só o Sistema S ficou com R$ 16 bilhões – excluindo-se a contribuição colhida paralelamente pelo Sesi e o Senai.

Sistema S . O Sistema S nasceu há 75 anos, como parte das instituições getulistas destinadas a incentivar a industrialização. Seus recursos provêm da cobrança de contribuições das empresas, de 0,2% a 2,5% das folhas de pagamentos, e têm por objetivo financiar iniciativas que garantam qualificação profissional, educação, cultura, serviços de saúde e lazer para os trabalhadores.

Hoje, seu funcionamento se caracteriza pela produção de alguns serviços de excelência que, no entanto, escondem o principal. Em 2015, ano do balanço mais recente, o Senai, matriculou 3,4 milhões de pessoas em cursos profissionalizantes e de tecnologia. O Sesc ofereceu milhares de espetáculos de teatro e de shows artísticos.

Mas é um resultado obtido em ambiente marcado pela falta de transparência, como concluíram investigações do Tribunal de Contas da União, o TCU. O edifício da Fiesp na Avenida Paulista, um dos pontos mais valorizados de São Paulo, foi construído inteiramente com recursos do Sesi e do Senai.

Certas sugestões de que os sindicatos partilhassem a administração desses recursos foram sumariamente rejeitadas. Prevaleceu um acordo tácito: os sindicatos continuariam a usar como quisessem os recursos do imposto sindical e os empresários fariam o mesmo com os do Sistema S. Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, esse acordo deve ficar capenga.

Uma busca rápida no site do TCU mostra que tramitam pelo menos 29 processos sobre falta de informações ou de prováveis desvios de recursos.

Na semana passada, o Senado enviou mais dois requerimentos de investigação ao TCU e ao Ministério da Transparência. O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), autor dos requerimentos, sustenta ponto de vista que levanta preocupação: “O Sistema S é um caso de desvio de recursos públicos maior do que o da Petrobrás”.

Ataídes observa que Sesi, Sesc, Senai e outros “S” mantêm dezenas de milhões de reais em aplicações financeiras e investimentos imobiliários, notoriamente desvios de função, enquanto a aplicação do princípio de gratuidade, uma das obrigações do sistema, mal alcança 15% dos cursos ofertados. Exemplo disso é o Sebrae, encarregado de oferecer serviços aos pequenos e médios empresários. As investigações do TCU mostram que, nos últimos quatro anos, só 4,9% da receita bruta da instituição foram destinados a cursos gratuitos.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA
Um dos desafios é obrigar as entidades paraestatais a seguir o modelo de gestão da iniciativa privada, com normas de compliance e governança. O TCU verificou que 83% das entidades do setor não possuem auditoria interna e 78% não são dotadas de conselho fiscal.

Para o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, a forma de seguir critérios de transparência é garantir a fiscalização dos balanços por auditores independentes. “A população paga um imposto a entidades privadas, que usam os recursos sem prestar contas a ninguém.”

Além da reforma trabalhista, a reforma da Previdência pode provocar mudanças. Uma das propostas já em discussão prevê a destinação de 30% dos recursos do Sistema S para aposentadorias públicas e despesas com saúde e assistência social.

Se isso acontecer. o Congresso terá a oportunidade de abrir a caixa-preta do Sistema S que há anos segue intocada. Fonte: Estadão)

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Vale e Itaú lideram lucros no 1º tri entre as empresas de capital aberto

Por setores, o de bancos ficou mais uma vez na liderança, com alta de R$ 1,15 bilhão ou de 8,1% no lucro líquido. Veja os maiores lucros nos 3 primeiros meses de 2017.

Foi da Vale o maior lucro líquido no 1º trimestre entre as empresas de capital aberto, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. A mineradora registrou ganhos de R$ 7,89 bilhões nos 3 primeiros meses do ano, um alta de 25% em relação ao mesmo período de 2016.

O segundo maior lucro foi do Itaú Unibanco, com lucro de R$ 6,05 bilhões. Na sequência, ficaram Petrobras, Bradesco e Banco do Brasil.

Entre as 20 empresas mais lucrativas em 2017, o setor que mais se destaca na lista é o de bancos, com 5 companhias. Veja tabela abaixo:

Por setores, o de bancos permaneceu na liderança. As 18 instituições financeiras listadas na Bovespa registraram lucro líquido de R$ 15,4 bilhões no 1º trimestre, com alta de R$ 1,15 bilhão ou 8,1%. O segundo setor mais lucrativo foi o alimentos e bebidas com R$ 2,08 bilhões.

Dos 24 setores avaliados, 12 setores têm queda de lucratividade no primeiro trimestre de 2017 com relação ao mesmo período de 2016. Somente dois setores registram prejuízo consolidado no primeiro trimestre, segundo o levantamento. O setor de Construção, com 13 empresas, teve prejuízo de R$ 216,7 milhões e o de Comércio perdas de R$ 113,6 milhões.

O levantamento analisou o lucro de 232 empresas no primeiro trimestre, cuja somatória atingiu R$ 43,8 bilhões, o que representa um crescimento de 41,8% ante o mesmo período de 2016. A Economatica destaca, entretanto, que a variação dos lucros da Petrobras, Eletrobras, Vale e Oi é muito elevada e distorce essa base de comparação. (Fonte: G1)

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Bancos investem menos em tecnologia e ampliam número de agências físicas

País tem 23,4 mil agências bancárias, o maior número registrado pelo setor nos últimos anos. Em contrapartida, os investimentos em tecnologia caíram 2,11% em 2016
Os investimentos dos bancos em tecnologia da informação totalizaram R$ 18,6 bilhões no ano passado, de acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O montante representa queda de 2,11% em relação aos R$ 19 bilhões registrados em 2015. Em contrapartida, a rede física dos bancos no Brasil foi ampliada em 500 agências no passado, totalizando 23,4 mil unidades contra 22,9 mil registradas em 2015. O número é o maior registrado pelo setor nos últimos anos.

Os dados constam na pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2017, divulgada nesta quarta-feira (10) e feita em parceria com a consultoria Deloitte. Do total desembolsado pelos bancos com tecnologia em 2016, a maioria (45%) foi para desenvolvimento de software, 35% para hardware, 19% para telecom e 1% destinado a outras tecnologias. A tendência, conforme a Febraban, foi a mesma apresentada em estudos anteriores.

Quando analisados os investimentos e despesas relacionadas à implantação de novas tecnologias, computação cognitiva e analytics despontaram como as que mais demandaram capital em 2016, sendo responsáveis por 24% e 47% do total, respectivamente. “Isso demonstra uma tendência, cada vez maior, entre os bancos, de entender o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los”, destaca a Febraban, em nota.

O estudo da Federação também traz, pela primeira vez, destaques sobre os investimentos que os bancos fazem para oferecer melhorias aos seus clientes. Segundo as instituições financeiras entrevistadas, as três principais prioridades para o mobile banking serão as melhorias das transações com movimentação financeira (77%), possibilitar que o cliente consiga customizar a exibição dos serviços (54%) e realizar melhorias relacionadas à acessibilidade (46%). Já no caso do internet banking, os focos serão as customizações pelo cliente (62%), as melhorias relacionadas a acessibilidade (54%) e proporcionar uma integração multicanal (46%).

Os investimentos e despesas feitos pelo setor financeiro em tecnologia da informação mantiveram, conforme a pesquisa, os mesmos níveis do governo, que historicamente sempre foi o mercado que mais investiu nesse segmento, com fatia de 14%, um ponto porcentual acima da média mundial. Em 2015, essa fatia estava em 13%.

Canais móveis
Segundo a Febraban, as transações bancárias feitas por meio do mobile banking, que inclui celulares e tablets, praticamente dobraram no ano passado, com expansão de 96% em relação a 2015, totalizando 21,9 bilhões. Com este desempenho, o canal superou o internet banking, pela primeira vez, galgando a liderança entre as plataformas utilizadas pelos clientes para operações bancárias com ou sem movimentação financeira.

O mobile fechou o ano passado representando 34% do total das operações, um aumento de 14 pontos porcentuais em relação à pesquisa feita em 2015, seguido pelo internet banking (23%). Se levadas em conta somente as transações com movimentação financeira, o salto foi ainda maior, com o canal expandindo-se em 140%, passando de 500 milhões de transações, em 2015, para 1,2 bilhão no exercício passado. Nos últimos três anos, o volume quadruplicou.

“O crescimento do mobile deve-se, em boa parte, à migração de operações feitas pelo internet banking e ATMs”, avalia Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação bancária da Febraban, acrescentando que 42 milhões de contas ativas no País já contam com esse recurso, alta de 27% ante 2015.

Transações
No ano passado, o setor bancário contabilizou 65 bilhões de transações, uma alta de 17% em relação a 2015, de 55,7 bilhões, e a segunda maior nos últimos seis anos, de acordo com dados da pesquisa Febraban.

O levantamento também mostra que 9,5 milhões de clientes já são considerados “heavy users” no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal. “O uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. O consumidor demonstra confiança nos canais digitais e o setor vem investindo para oferecer cada vez mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias”, destaca Fosse, em nota.

Juntos, os canais de internet e mobile, respondem por 57% do total de movimentações financeiras. Contribui ainda o crescimento das contas totalmente digitais, abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial entre clientes e instituições bancárias. Conforme a Febraban, o número chega a quase um milhão e a expectativa é de que as contas totalmente digitais somem 3,3 milhões até o final do ano – contas digitais são aquelas abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial entre clientes e instituições bancárias.

“A opção dos brasileiros pelo mobile banking reforça a necessidade de investimentos para ampliar e facilitar o uso deste canal e permitir a customização pelo próprio cliente”, destaca Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros.

Agências físicas
Conforme a Febraban, a rede física dos bancos no Brasil foi ampliada em 500 agências no passado, totalizando 23,4 mil unidades contra 22,9 mil registradas em 2015. O número, que havia encolhido em 2015, é o maior registrado pelo setor nos últimos anos e corresponde a 17 bancos responsáveis por 91% da rede física no Brasil.

A rede física passa, segundo Gustavo Fosse, por um momento importante de readequação e redefinição de papel, adotando cada vez mais um modelo consultivo. “Essa mudança exige, também, um novo perfil e habilidades de seus funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes”, acrescenta ele.

Outros pontos físicos, como PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registraram alta de 6% no ano passado em relação a 2015 e atingiram um total de 48,5 mil.

A região Sul foi a que apresentou o maior crescimento, passando de uma participação de 18% em 2015, para 21% em 2016. “A região Sul foi a que apresentou o menor número de fechamento de estabelecimentos no ano passado e isso pode ter contribuído para o aumento do número de PABs e PAEs registrado no período”, explica Fosse.

Metodologia
Realizada há 25 anos pela Febraban, a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária tem a participação de 17 bancos, que representam 91% dos ativos do setor no país. (Fonte: Gazeta do Povo)

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Centrais decidem ocupar Brasília dia 24 contra “reformas” que retiram direitos

Reunidas em São Paulo, nesta segunda-feira (8), as centrais sindicais decidiram que no próximo dia 24 vai haver uma grande marcha da classe trabalhadora em Brasília contra as propostas de reforma trabalhista (PLC 38/17) e previdenciária (PEC 287/16). Veja o calendário:

1) Dia 9 – terça-feira, às 10h, sede da CUT-DF, reunião das centrais sindicais para organizar visitas aos deputados e sensores no Congresso Nacional e participação na reunião com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), às 18. Ferraço é relator do PLC 38/17, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

2) Dia 9 – terça-feira, às 14h30, no Dieese, em São Paulo, reunião do setor de organização e de imprensa para preparar a Marcha de Brasília, do dia 24.

3) Dia 15 – segunda-feira, corpo a corpo nos aeroportos e reuniões com os deputados e senadores nos estados.

4) Dia 17 – quarta-feira, “Ocupa Congresso”, lideranças das centrais sindicais visitam parlamentares e líderes partidários no Congresso Nacional.

Centrais divulgam nota com calendário de lutas contra “reformas”
Na nota pública, as nove centrais sindicais brasileiras — CTB, CUT, Força, Intersindical, NCST, UGT, CGTB, CSB e CSP Conlutas — prometem lutar contra o desmonte da Previdência Pública e das leis trabalhistas.

Elaboram calendário para organizar a agenda. De 8 a 12 estarão permanentemente no Congresso Nacional para pressionar deputados e senadores contra as propostas. Haverá também muitas atividades de rua. De 15 a 19, as centrais vão “ocupar Brasília”.

Leia a íntegra da nota pública:

São Paulo, 4 de maio 2017

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

As centrais sindicais, reunidas na tarde desta quinta-feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores.

A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.

As centrais sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

CALENDÁRIO DE LUTA

8 a 12 de maio de 2017
– Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;

– Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

15 a 19 de maio:
– Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;

– Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

Se isso ainda não bastar, as centrais sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.

Por fim, as centrais sindicais aqui reunidas convocam todos os sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores
CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
(Fonte: Diap)

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Acordo de dois anos evita perdas salariais dos bancários

Meta do governo é promover perdas salariais aos trabalhadores. Acordo realizado pelos bancários em 2016 garante aumento real para a categoria
O economista Fernando Antonio Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério do Planejamento, anunciou que o Governo Federal tem a meta de demitir 20 mil funcionários públicos federais em 2017.

Ele disse que no ano passado nenhuma categoria do funcionalismo obteve ganha real de salário. Do total, 12 grupos tiveram reajuste pelo IPCA e 23 abaixo de IPCA. Segundo ele, “é preciso reduzir as despesas com pessoal, dado o esforço generalizado do país na contribuição para o ajuste fiscal”.

Para este ano, ele disse que, por conta do acordo na Campanha Nacional dos Bancários de 2016, o governo não poderá promover perdas salariais aos bancários.

Neste ano, diante de um cenário de terceirizações e avanço digital, a categoria poderá se concentrar na defesa do emprego e nos temas das mesas temáticas de saúde, igualdade de oportunidades, segurança bancária e prevenção de conflitos.

Desmonte das empresas públicas Em um ano (maio/2106 a maio/2017) houve uma redução de 22 funcionários públicos, com grande destaque para os bancos públicos. A intenção do governo federal é continuar com essa política de redução dos quadros e de programas de desligamento voluntário (PDVs). Neste ano, a meta é de, pelo menos, uma redução de 20 mil, para 510 mil. A reposição do quadro não deve ultrapassar os 25% do total previsto com a redução.

O Banco do Brasil já promoveu um PDV no ano passado e a Caixa um PDVE neste ano. O resultado é a sobrecarga de trabalho e a consequente degradação das condições de trabalho e da saúde da categoria.

Na pauta do governo, estão PDVs para os Correios, Conab e Eletrobrás. Esta última deve ser a próxima a passar pelo desmantelamento. Hoje 23 mil funcionários, com 39 subsidiárias ligadas à empresa. Os planos do governo preveem privatizações das seis distribuidoras de energia ainda em 2017 (Ceron, Eletroacre Ceal, Cepisa, Boa Vista Energia e Amazonas Energia).