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4,5 mil empregados saem no PDVE e Caixa não irá fazer novas contratações

4.519. Esse é o número de empregados que aderiram ao Programa de Demissão Voluntário Extraordinário (PDVE) aberto pela Caixa Econômica Federal no início deste ano. Esse número faz parte de um balanço parcial feito pela empresa e a quantidade de trabalhadores que saíram pode aumentar. Isso porque, os números da última semana e, em especial, do último dia de adesão – dia 31 de março – ainda não foram fechados.

Na próxima terça (10), a Caixa vai pagar as indenizações dos últimos empregados que optaram pelo PDVE. Até o próximo dia 18, a estatal deve divulgar o resultado final do programa. De qualquer forma, a Caixa não atingiu a meta. A expectativa da direção do banco era que 10 mil empregados deixassem a empresa. O PDVE deve atingir, no máximo, 5 mil.

Apesar da grande quantidade de trabalhadores que deixaram a Caixa, a cúpula do banco reafirmou que não irá fazer novas contratações. A postura da estatal contraria decisão da justiça que determinou a contratação de 2 mil novos empregados que foram aprovados no concurso público de 2014. A Caixa perdeu por duas vezes na justiça e já recorreu.

NOVOS PSI

A direção do banco informou que até o fim do mês, vai reabrir os Processos de Seleção Interno (PSI). Esse é o prazo que a estatal disse precisar para reestruturar as áreas que perderam empregados no PDVE.

A Diretoria Executiva da Contec discorda da postura da Caixa em não substituir os empregados que aderiram ao PDVE e vai lutar para que novas contratações sejam realizadas.

Diretoria Executiva da CONTEC

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Decisão sobre Itaú e Unibanco faz Receita deixar de arrecadar R$ 25 bi

Uma decisão do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) impôs uma derrota bilionária à Receita Federal. Por cinco votos a três, o órgão decidiu que o Banco Itaú não tem de pagar R$ 25 bilhões em tributos pela fusão com o Unibanco.

A maioria do conselho entendeu que a estrutura societária utilizada pelos dois bancos no processo de fusão, em 2008, foi legal. Para a maior parte dos conselheiros, não caberia cobrar IRPF (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) por ganhos de capital, quando um patrimônio se valoriza ao ser vendido.

Vinculado à Receita Federal, o Carf julga, na esfera administrativa, a cobrança de multas e de tributos em atraso. A Procuradoria­Geral da Fazenda Nacional informou que vai recorrer à Câmara Superior, a máxima instância do Carf, para tentar reverter a decisão.

Para a Receita Federal, a fusão gerou ganho de capital de R$ 17 bilhões. Isso porque, em 2008, os acionistas do Unibanco receberam ações em duas etapas: primeiramente do Banco Itaú e depois da Itaú Holding (conglomerado que controla o banco). Segundo o Fisco, as ações foram emitidas por R$ 12 bilhões, mas o Itaú recebeu R$ 29 bilhões ao repassar os papéis aos acionistas do Unibanco.

A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú e do Unibanco é o processo de maior valor que tramita no Carf. Em julho do ano passado, a Operação Zelotes da Polícia Federal (PF) prendeu o ex­relator do processo sob a acusação de que ele tinha cobrado propina do Itaú para votar a favor do banco.

Segundo a PF, a própria instituição financeira denunciou o advogado e colaborou com as investigações. O conselheiro foi desligado do Carf.
A Agência Brasil procurou o Itaú, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

Fonte: UOL

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Governo negocia pontos para tentar aprovar reforma

Pressão faz Planalto recuar e aceitar alteração de cinco pontos da reforma. Idade mínima e tempo de contribuição permanecem inalterados. Policiais, professores e trabalhadores rurais se beneficiam com mudanças

Sob forte pressão de parlamentares da própria base aliada para flexibilizar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer (PMDB) deu carta branca para que a Câmara dos Deputados altere cinco pontos do texto, entre eles a regra de transição, na tentativa de melhorar a situação do governo na batalha pela aprovação da medida no Congresso.

O sinal verde dado pelo presidente, no entanto, vai custar pelo menos 17% da economia prevista inicialmente com a proposta original num período de dez anos.

Com as alterações, o impacto fiscal da reforma será reduzido em R$ 115,26 bilhões entre 2018 e 2027. A conta foi divulgada ontem pela Casa Civil, mas o Ministério da Fazenda só deverá apresentar o impacto total depois que o relatório estiver aprovado, já que, neste momento, não há como dimensionar exatamente o custo das alterações, que não foram totalmente definidas.

Os pontos da reforma que podem ser negociados são a regra de transição; Benefício de Prestação Continuada; aposentadoria rural; pensões; e aposentadoria especial para professores e policiais. Tempo de contribuição e idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres permanecem iguais e inalterados.

Hoje, o Planalto não tem os 308 votos necessários e enfrenta rejeição significativa – são 261 deputados totalmente contrários, de acordo com o Placar da Previdência do jornal “O Estado de S. Paulo”. A divulgação do levantamento acelerou as discussões sobre em quais pontos o governo poderia ceder e levou o presidente Temer a convocar uma reunião de emergência com o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), para anunciar a mudança. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também concordou com os novos termos.

O texto da reforma tem se mostrado a batalha mais difícil do governo Temer desde que assumiu a presidência, em maio de 2016. A pouco mais de um ano das eleições do Congresso, em que boa parte dos senadores concorre a mandatos de oito anos, o Planalto tem enfrentado dificuldades para aprovar medidas polêmicas.

Desde que a PEC chegou à Câmara, alguns pontos foram questionados pela maioria dos parlamentares, que temem retaliação da base eleitoral. Entre os mais controversos, estão as regras que alteram a aposentadoria do trabalhador rural e de transição, ambas flexibilizadas.

Esta foi a segunda vez que o Planalto recuou na proposta. Em 22 de março, Temer já havia anunciado que servidores de estados e municípios estariam desvinculados da reforma. Neste caso, caberia a cada ente fazer a própria reforma, aliviando a pressão sobre o Planalto e acalmando categorias como policiais e professores, em sua maioria contratados por estados e municípios. (Isabel Filgueiras, com Agência Estado)

Transição

A regra que consta na Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência considera basicamente a idade de 65 anos para aposentadoria e inclui na transição apenas as pessoas que estão acima dos 50 anos, no caso dos homens, e de 45 anos, no caso das mulheres. A proposta prevê um pedágio de 50% para cada ano que falta para a aposentadoria pelas regras atuais. O governo já acena com a possibilidade de aceitar a ampliação dessa faixa de transição. De acordo com o relator, Arthur Maia (PPS-BA), estudo feito pela Câmara mostra que há no mais 89 modelos diferentes de regras de transição atualmente no país. “A PEC reduzirá isso para duas ou três, dando racionalidade à questão”, disse.” Estamos trabalhando para ampliar o número de trabalhadores [a serem incluídos na regra de transição], para diminuir de 50 anos para, por exemplo, 40 anos”, disse Maia.

Fonte: O POVO

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE MARÍLIA E REGIÃO, entidade sindical de 1º grau, devidamente registrada no M.T.E. sob o nº 7076-1v 12-pg-Ago/43, CNPJ nº 52.059.664.0001-20, convoca a categoria dos trabalhadores em estabelecimentos bancários, com base territorial composta pelos municípios de Marília, Garça, Ourinhos, Vera Cruz, Campos Novos Paulista, Ocauçu, Ipauçu, Salto Grande, São Pedro do Turvo, Oscar Bressane, Lupércio, Chavantes, Echaporã, Álvaro de Carvalho, Júlio Mesquita, Oriente, Alvinlândia e Canitar,  todos no Estado de São Paulo, para ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, que será realizada no dia 12/04/2017, às 18h,  em primeira convocação, e às 19h,  em segunda convocação, na sede social da Entidade, localizada na Rua Taquaritinga, nº 91, no município de Marília, Estado de São Paulo, e na subsede, localizada na Rua dos Bancários, nº 300, no município de Ourinhos, Estado de São Paulo, para deliberação de alteração estatutária.

Marília, 06 de abril de 2017.

GEOFREDO BORGES DA ROCHA

Presidente

demissao

Bradesco terceiriza setor e demite bancários com 30 anos de casa

 

Sobrecarregados e sem direitos garantidos, terceirizados não conseguem desempenhar funções, o que cria problemas para as agências

nocivos que já atormentavam os bancários começam a se agravar em setores do Bradesco. O Departamento de Suporte de Produtos e Serviços (DSPS), na Cidade de Deus, teve 10 trabalhadores, muitos com mais de 30 anos de banco e perto da estabilidade pré-aposentadoria, demitidos. E os terceirizados, em menor número e contratados com salários menores e menos benefícios, não conseguem suprir a demanda da área.

O processo de terceirização do setor de expedição de malotes começou em dezembro do ano passado, e a conclusão estava prevista para o mês seguinte. Como a empresa contratada não tinha conseguido suprir a demanda de cerca de 5,4 mil malotes expedidos diariamente, 24 horas por dia, o prazo para a conclusão da terceirização foi estendido até fevereiro deste ano. Nesse período, os bancários do setor continuaram trabalhando, com a garantia de que seriam realocados para outras áreas ao fim do processo.

“Na oportunidade, os gestores garantiram a realocação, mas não foi o que aconteceu. Já foram demitidos cerca de 10 funcionários, muitos deles com mais de 50 anos de idade, alguns em estabilidade pré-aposentadoria e outros perto de consegui-la”, denuncia o cipeiro da Cidade de Deus, Valdemar Piu-Piu.

Segundo ele, as demissões não tiveram critérios justos, e os gestores que cuidavam do setor durante o dia alegaram que apenas foram avisados sobre os desligamentos dos trabalhadores do período da noite e que não participaram das decisões.

“Os colegas estão revoltados com isso, porque os gestores do período da manhã não acompanham o serviço dos outros turnos, não dão feedback sobre o trabalho, então como podem avaliar o nosso desempenho? Agora está todo mundo indo trabalhar tenso, porque sabemos que podemos ser chamados a qualquer momento e perder o emprego”, lamenta Valdemar Piu-Piu.

“Após quatro meses da mudança, a empresa terceirizada continua tendo dificuldade em manter a qualidade do serviço que era feito por bancários, e muitas agências têm reclamado de problemas com o desempenho atual”, conta, lembrando que o serviço era feito por 30 bancários e agora é realizado por 19 terceirizados que  recebem salário inferior ao piso da categoria, têm jornada maior e outros direitos, como o vale-refeição, mais baixos.

Valdemar diz que o setor é mais uma prova de como a terceirização é ruim para os trabalhadores que perdem seus empregos e para os terceirizados, que têm sobrecarga e menos direitos. “O Bradesco não pensa na sua responsabilidade social quando demite colegas faltando pouco tempo para a aposentadoria. É injusto e cruel por parte da gestão”, finaliza.

banco original

Original demite mais de 60 contratados só há 4 meses

Banco de Meirelles, ministro da Fazenda do governo Temer, dispensa trabalhadores, tirados inclusive de outras instituições, de forma arbitrária, revelando desrespeito e incapacidade para planejamento da instituição; Sindicato terá reunião com banco na quinta-feira e cobra indenização

São Paulo – Promessas de ótimos salários, o sonho americano de ganhar muito dinheiro num banco de investimento, serviço garantido e promoções no prazo de um ano numa instituição em franco crescimento.

Foi assim que o Original – banco idealizado por Henrique Meireles, atual ministro da Fazenda do governo Temer – atraiu quase 100 bancários para trabalhar nas áreas de cadastro e fraude.

Quatro meses depois, mais de 60 trabalhadores estão vivendo, na realidade, um pesadelo. Foram todos demitidos arbitrariamente, no dia 3 de abril, numa situação de profundo desrespeito.

O Sindicato já solicitou reunião com a direção do banco, que será realizada na quinta-feira 6, pela manhã.

Os nomes dos dispensados foram falados na frente dos demais colegas, chamados para uma sala onde estavam o RH e o gerente operacional, que demitia um a um. Eram cerca de 5h da manhã. Quem entrava para trabalhar era levado direto para a sala da degola. “Estamos passando por uma reestruturação e você será desligado”, dizia o gerente operacional.

“A gerente de RH ficava numa outra sala entregando um papel com agências de emprego para recolocação e mais nada. Menos de cinco minutos, tudo assinado e tchau!”, relata um dos demitidos, que não se conformam com esse discurso pronto.

“O banco alega estar mal, mas segue fazendo 11 sorteios de R$ 100 mil semanais (foram três até agora), altos investimentos com propaganda no Faustão, sendo R$ 3 milhões para contrato até maio, todos os domingos, apenas nas vídeo-cassetadas, e isso não tem gerado retorno algum”, denuncia o trabalhador. “Além disso, será patrocinador oficial do Cirque du Soleil no Brasil. Como, se estão cortando custos? Fico sem entender.”

Golpe – Em grupos de conversa os bancários já começam a perceber que foram usados pelo Original para baixar o volume de contas paradas, que estava altíssimo.

Para dar conta da demanda, “muitos de nós tiveram a carga de trabalho dobrada, pois o banco havia acabado de iniciar suas operações. Não dá nem para contar as vezes em que eu e muitos outros ficamos trabalhando dias a fio, das 9h da manhã até as 21h, as vezes até as 22h, inclusive aos sábados e feriados, para suprir a demanda do banco. Tudo isso para agora sermos descartados de forma arbitrária, sem critérios específicos e assim, em massa”, indigna-se uma bancária.

“De 105 analistas 60 foram demitidos. Quando entramos, eram apenas 12 e havia 15 mil contas paradas, 30 dias para uma abertura e muita reclamação. Aí nos contrataram prometendo o mundo. Muitos pediram demissão de outros bancos sob a promessa de que tinha serviço para um ano e que após esse ano o banco já teria mais de 1 milhão de contas ampliando a alta demanda e tendo vagas em diversos departamentos. Pediam para termos paciência vestir a camisa do banco que em um ano coisas boas iriam acontecer, que a projeção deste ano já estava fechada, mas para não termos medo de demissões”, relata um trabalhador.

“Dá até medo de pensar nas projeções de crescimento feitas pelo senhor ministro da Fazenda para o Brasil, se nem seu banco, que é de pequeno porte, a equipe consegue administrar e acaba causando tantos prejuízos na vida de dezenas de bancários, imagine administrando um país”, critica a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

O Sindicato está cobrando do banco indenização a esses bancários, a prorrogação do convênio médico, do auxílio-alimentação. “Como têm menos de um ano no emprego, sequer conseguem recorrer ao seguro-desemprego. O banco tem de ter responsabilidade com essas pessoas, não pode destruir a vida delas e achar que ficará impune”, avisa Ivone. “O Sindicato vai denunciar a toda a sociedade o que significa trabalhar no Original do ministro Meirelles. Essa postura só reforça o tipo de administração que caracteriza o governo Temer: os trabalhadores que constroem o dia a dia do país são tratados como lixo e isso não vamos aceitar.”

foto desfile marilia

Sindicatos fazem protesto contra reformas

 

O Comitê em Defesa da Democracia de Marília, formado por centrais sindicais, sindicatos e entidades representativas realizam hoje (04) e amanhã (05), manifestações contra as reformas da Previdência e Trabalhista, que serão votadas no Congresso. Hoje na avenida Sampaio Vidal, ao final do desfile de aniversário de Marília, haverá panfletagem para informar a população sobre as leis e as consequências da reforma

Amanhã (5) a partir das 8h acontece nova manifestação no cruzamento das ruas Nove de Julho e Tancredo Neves.O grupo vai distribuir folhetos informativos à população e depois sai em passeata pelas principais ruas do centro e se concentra na praça Saturnino de Brito, em frente a Prefeitura.

O objetivo é convocar a população para se manifestar contrariamente a proposta de reforma que deve modificar as regras para aposentadoria de milhares de trabalhadores. Foram impressos 60 mil folhetos e instalados outdoors em pontos estratégicos da cidade para divulgar a manifestação. Um carro de som também tem percorrido a cidade nos últimos dias para convidar a população a participar.

O protesto é organizado pela CUT e Força Sindical, e conta com participação dos principais sindicatos de trabalhadores de Marília (Metalúrgicos, Professores, Químicos, Gráficos, Servidores, Comércio, Bancários, Motoristas, Vigilantes).

Para o presidente do Stiam (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação) Wilson Vidoto Manzon, a reforma da Previdência da forma como está sendo proposta pelo Governo, vai prejudicar fortemente a população que contribui, que é do setor privado. Ele defende uma reforma que seja aplicada de modo justo e de forma igualitária para todos. “Sou a favor de uma mudança de modo justo, que seja a mesma para todos. Da forma como estão querendo não vai ter expectativa de aposentar, você vai trabalhar e não vai conseguir se aposentar”, disse Vidoto.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília, Irton Siqueira Torres,  disse que as ações dos sindicatos devem ser principalmente de esclarecer o trabalhador, os aposentados e também a juventude, das dificuldades de aposentadoria, caso as reformas passem no Congresso.

O Sindicato dos Bancários também apoia a manifestação. “Esperamos que a reforma não passe mas temos que nos manifestar contra. O Governo tira dinheiro da seguridade social e quer cobrar do trabalhador. As maiores empresas do Brasil devem 468 bilhões para Previdência e o Governo não cobra e diz que a Previdência é deficitária”, disse Geofredo Borges da Rocha, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e região. Amanhã também estão programadas manifestações de trabalhadores em cidades da região.

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Sancionada lei da terceirização

O presidente da República, Michel Temer, sancionou no último dia 31 o Projeto de Lei (PL) 4302/98, que permite a terceirização em todas as atividades das empresas privadas e de parte do setor público, inclusive a chamada atividade-fim, e vetou três pontos. Um deles era a prorrogação do prazo de até 270 dias do contrato temporário de trabalho; os outros dois repetiam direitos já previstos na Constituição Federal, segundo justificativa do governo federal. A lei da terceirização recebeu a seguinte numeração: 13.429 (31/03/2017) e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Em nome de regulamentar o contrato de mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados, na verdade o governo federal regulamentou a precarização do trabalho ao concordar com a terceirização geral, ampla e irrestrita.

O PL 4302/98 foi desenterrado e aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 22 em tramitação a toque de caixa. Afinal, a aprovação no Senado ocorreu há 19 anos.

PL 4330 vira PLC 30

O PL 4302/98 não foi o único a tratar do tema terceirização. Em 2013, voltou a tramitar na Câmara dos Deputados o PL 4330/2004, visando regulamentar a terceirização e foi aprovado também num dia 22, mas de abril de 2015. Hoje, o PL 4330 tramita no Senado como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015 e prevê a terceirização da atividade-fim das empresas do setor privado, mediante uma série de exigências.