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Movimento sindical cobra e Bancos Itaú e Santander antecipam pagamento da PLR

Valores serão creditados no próximo dia 25 de fevereiro

Os Bancos Itaú e Santander informaram o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), ambos programados para o próximo dia 25 de fevereiro. Conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) – as instituições teriam até o dia 1º de março para realizar o crédito. A antecipação do benefício é resultado do trabalho de reivindicação feito pelo movimento sindical por meio das Comissões de Organização dos Empregados (COEs) Santander e Itaú, no caso da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, representadas pelas dirigentes Ana Stela Lima e Patrícia Bassanin (Santander) e Reginaldo Breda e Valmir Gomes (Itaú). O pedido foi solicitado assim que os bancos divulgaram seus lucros.

“A negociação para o adiantamento do beneficio é sempre uma forma de valorizar o esforço dos trabalhadores, principalmente neste período de pandemia em que o trabalho tem sido intenso para atender a população e continuar cumprindo as programações de metas e compromissos das instituições”, comenta o presidente da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, David Zaia.

Os valores serão creditados nas contas dos funcionários.

Santander
Na mesma data, o banco Santander informou que vai pagar os valores do programa próprio de participação nos resultados (PPRS). A divulgação de resultados do Santander, referente ao exercício de 2021, ocorreu na última quarta-feira (2). O banco lucrou R$ 16,347 bilhões em 2021, alta de 7%.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Quatro chapas concorrem às Eleições Cassi 2022

Cargos da disputa incluem Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento; Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal

As chapas que concorrerão às Eleições Cassi 2022, previstas para ocorrer entre os dias 18 e 28 de março, tiveram até o último dia 31 para realizar suas inscrições. Dentre as quatro inscritas para disputar aos mandatos que vão de  junho de 2022 a maio de 2026 estão: Unidos por uma Cassi Solidária; Entre que a Casa é Sua; Cassi Independente e Mais União na Cassi.

Questões relacionadas à gestão da Telemedicina da Cassi, bem como a falha nos atendimentos durante a pandemia, tentativa de desmonte da Cassi e promessas pendentes desde 2019 como ampliação da lista de medicamentos abonáveis e redução de valores de coparticipação, estão entre as principais pautas das eleições. Os cargos de disputa incluem: Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento; Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Fevereiro mês de conscientização às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort)

Mergulhando no mês de conscientização às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort), o dia 28 de fevereiro remete, internacionalmente, aos cuidados necessários a estas enfermidades. Num século de incentivo aos profissionais multitarefas no mercado de trabalho, a doença avança e permeia a vida de milhões de pessoas no mundo.

Entre as causas das lesões é necessário atentar-se aos movimentos repetitivos em atividades comuns do cotidiano, seja em casa ou no trabalho. Como exemplo, temos desde a digitação, uso do celular, limpeza caseira até o carregamento de peso excessivo.

No ambiente bancário a sobrecarga de trabalho devido ao funcionamento de agências e departamentos operando com número reduzido de empregados tem potencializado as causas das lesões.

Entre os sintomas é possível se deparar com dificuldades ou redução do uso de membros do corpo, dores localizadas, além de fraqueza e fadiga. O não tratamento dos distúrbios podem gerar tendinites, bursite, lombalgias e mialgias e, claro, o afastamento do trabalho em alguns casos específicos.

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Governo Federal, mais de 8 mil auxílios-doença foram concedidos aos trabalhadores com sintomas de LER-Dort apenas em 2020.

Apesar dos perigos da doença, existem tratamentos médicos que abrangem desde o uso de medicamentos, sessões de fisioterapia, cirurgias e até adaptações necessárias do ambiente profissional, conforme a orientação de um médico especializado.

Há também a prevenção às lesões, principalmente no trabalho, por meio da ginástica laboral, que traz exercícios leves voltados a todo o corpo de forma terapêutica. Também é importante a prevenção individual como a execução de uma postura correta da coluna no dia, alongamentos e a manutenção de um estilo de vida saudável, diminuindo o risco de lesões.

Vale destacar que a LER/DORT é considerada uma doença crônica, invisível, muitas vezes irreversível.

De acordo com Gustavo Frias, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) na Mesa Temática de Saúde, é necessário o esforço das instituições para conscientizar e reverter o cenário de ocultação da doença. “Em geral, por medo de ser demitido muitos bancários escondem a doença. É importante observar que trabalhar doente só agrava a situação. Recomenda-se procurar um médico especialista o mais cedo possível”, recomenda o representante.

Fontes: FEEB SP/MS

Agência Brasil

Tua Saúde

Sindicato de Campinas 

Dia Mundial de Combate a Ler 

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GT não chega a consenso para promoção por mérito na Caixa

Banco insiste na utilização da GDP como único critério para avaliação

Em reunião realizada na segunda-feira (31), os representantes dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal formalizaram aso banco que não aceitam a imposição do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como critério absoluto para avaliação e distribuição dos deltas (plano de carreira) aos trabalhadores, como quer a direção do banco.

O coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan, informou que levou a proposta da Caixa à Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa, que também recusou a proposta do banco.

“Fizemos um histórico sobre as negociações e os parâmetros oferecidos pela Caixa e, de fato, houve a discordância da Comissão, reafirmando nossa posição contra a GDP como único critério para avaliação”, informou.

A representação dos empregados reafirmou a proposta de distribuição linear de 1 delta para todos os empregados elegíveis. Também solicitou que ausência dos empregados que aderiram à paralisação no dia 27 de abril de 2021, não seja considerada como falta não justificada, uma vez que a greve é um direito do trabalhador. Faltas injustificadas são impedimento para a participação no processo de Promoção por Mérito. A Caixa informou que ainda não tem posição sobre o assunto.

Na reunião anterior, que aconteceu no dia 8 de dezembro, a Caixa chegou a ampliar o número de empregados elegíveis ao primeiro delta, mas manteve a GDP como critério único para avaliação.

“Entendemos que a Caixa fez um esforço para ampliar o número de empregados aptos ao primeiro delta, mas recusamos a GDP como critério absoluto porque entendemos que ela utiliza pontos subjetivos para a avaliação que impossibilitam sua mensuração. Além de uma ‘curva forçada’ para mudar a cultura de avaliação dentro da empresa”, destacou Marcelo Lopes de Lima, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb- SP/MS) no GT.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, reforça o posicionamento sobre a GDP. “Ela tem sido usada principalmente para assediar os empregados, especialmente no cumprimento de metas desumanas. E é um absurdo chegarmos ao final de janeiro sem termos critérios claros de avaliação dos empregados para a Promoção por Mérito. Isso é uma falta de respeito do banco com seus trabalhadores”, disse Takemoto.

A coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, informou que vai entrar em contato com o banco para tentar avançar no impasse. “Se a negociação não for possível no GT, a discussão sobre a Promoção por Mérito será levada para a mesa permanente de negociação”, informou.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Comando Nacional negocia protocolos de segurança sanitária

Retorno dos bancos é insuficiente para garantia da saúde

Nesta segunda-feira (31), o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniu para tratar sobre os protocolos de segurança sanitária apresentados no dia 18 de janeiro. Em resposta, os bancos apresentaram retorno insuficiente às reivindicações. “Tivemos alguns retornos positivos, porém, a avaliação geral para a segurança da categoria é de que a resposta dos bancos continua insuficiente diante da gravidade da situação enfrentada”, destaca o secretário geral da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Reginaldo Breda.

Os bancos se posicionaram quanto à garantia de testagem para trabalhadores que mantiveram contato com colegas contaminados pela Covid-19. Em caso de não haver possiblidade para realização do teste, a orientação é para que o retorno ao trabalho ocorra no 11º dia após o contato.

Sobre a situação, a Fenaban informou que os bancos enviarão comunicados aos gestores orientando o afastamento de 10 dias, com retorno somente a partir do 11º dia, no caso de não haver testes disponíveis, podendo ser reduzido para 7 dias, com retorno a partir do 8º dia, caso haja um segundo teste negativo, após o 5º dia de sintomas.

Teletrabalho e fornecimento de máscaras

O Comando Nacional voltou a cobrar dos bancos o retorno do teletrabalho, principalmente para aqueles que possuem alguma comorbidade que possa ser agravada nos casos de contaminação pelo vírus da Sars-Cov-2.

O fornecimento de máscaras também foi cobrado mais uma vez. Em resposta os bancos alegaram que os bancários preferem usar suas próprias máscaras de pano. A exigência da distribuição de máscaras adequadas e indicadas por especialistas para a segurança do trabalhador foi novamente reivindicada pelo Comando Nacional.

Vacinas

A vacinação contra a gripe também esteve entre as reivindicações. O Comando solicitou o adiantamento da vacinação contra a gripe como forma de prevenção conta a doença e com a finalidade de evitar confusão entre a gripe e a doença, uma vez que os sintomas são muito parecidos.

De acordo com a Fenaban é possível que não haja antecipação, pois os laboratórios precisam produzir a vacina e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa autorizar a importação. A previsão é de que a vacinação nos bancos seja realizada entre abril e junho, dependendo de quando a nova vacina ficar pronta e do tempo que a Anvisa levará para autorizar sua importação.

Dentre as reivindicações que permanecem em pauta estão:

  • Sanitização das agências e unidades administrativas com casos confirmados;
  • Exigência do passaporte da vacina dos clientes;
  • Distribuição de máscaras adequadas (PFF2/N95) para os funcionários;
  • Protocolo unificado;
  • Retomada do teletrabalho em home office;
  • Controle de acesso de clientes;
  • Redução do horário de atendimento para diminuir tempo de exposição;
  • Garantia de álcool-gel nas agências e departamentos;
  • Manutenção de marcação do distanciamento;
  • Suspensão de visitas a clientes, pelo menos neste momento de alta de casos de infecção;
  • Melhorar o atendimento da telemedicina;
  • Compromisso com a não-demissão;
  • Antecipação da vacinação contra a gripe.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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BB: Sindicatos cobram intensificação dos protocolos sanitários nas agências

Falta de condições seguras foram denunciadas pelos representantes dos trabalhadores durante mesa de negociação

Nesta sexta-feira (28), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com o banco para cobrar intensidade no cumprimento da segurança sanitária no ambiente bancário. Os representantes dos trabalhadores relataram falta de condições seguras contra a Covid-19 e outras doenças virais, mesmo em meio ao aumento exponencial de funcionários contaminados.

Durante a reunião foram apontadas medidas que constam nos protocolos de segurança e que não estão sendo cumpridas com o mesmo rigor em algumas agências. Os representantes também destacaram casos como falta de equipamentos de segurança adequados e de orientação a funcionários terceirizados.

A falta de afastamento mínimo de um metro entre funcionários da Central de Relacionamento do BB (CRBB), de atendimento telefônico, também foi relatada.

Medidas reforçadas

O movimento sindical cobrou do banco resposta à longa fila de espera no atendimento da telemedicina da Cassi que os trabalhadores tem enfrentado.

Dentre as medidas emergenciais reforçadas pela CEBB ao banco estão:

  • Exigência do passaporte vacinal;
  • Redução do horário de atendimento nas agências;
  • Limitação de entrada dos clientes nas agências;
  • Punição pra quem não usar máscara e para gestor que não orientar;
  • Punição para quem insistir em permanecer no local do trabalho com sintomas ou positivado;
  • Teletrabalho para locais de grande aglomeração e todos dos grupos de risco;
  • Fechamento de agências para sanitização e não apenas higienização;
  • Estabelecimento de critérios para o fechamento das agências em caso de falta de funcionário; e
  • Testagem de casos suspeitos.

Em resposta, o banco disse que irá analisar os pedidos, mas adiantou não haver perspectivas para o trabalho remoto institucionalizado, alegando que a aplicação do teletrabalho poderia criar insegurança no ambiente de trabalho.

“Mais uma vez nos reunimos para cobrar medidas que já deveriam ser cumpridas há tempos. Estamos mais uma vez diante de um cenário crítico e o banco nada faz para assegurar a saúde tanto do trabalhador como dos milhares dos clientes, evitando assim a disseminação do vírus no ambiente bancário, que é um dos locais mais visitados pelo público por se tratar de serviço essencial”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul na CEBB.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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A Diretoria do Sindicato dos Bancários de Marília e Região toma posse na data de hoje 03/01/2022 para novo mandato que terá vigência até o dia 31/12/2025.

O Presidente reeleito, Edilson Julian, destaca os desafios diante da pandemia que trouxe a modalidade de teletrabalho (Home Office).

A eleição ocorrida em Outubro de 2021, teve 99,44% dos votos válidos em favor da chapa Democracia e Luta, reelegendo parte da diretoria e recebendo cinco novos dirigentes que vieram para agregar e fortalecer a luta pela categoria bancária.

Devido a pandemia Covid 19, a cerimônia administrativa aconteceu com parte da diretoria eleita no saguão de entrada da sede da entidade sindical, na Rua São Luiz – Marília. A vigência do mandato da nova diretoria compreenderá de janeiro de 2022 a dezembro de 2025.

A situação de pandemia nos trouxe novos desafios, e aumentou o leque de negociação após ser implantado o Home Office, trazendo um novo acordo a ser debatido em mesa, além de continuarmos a lutar por melhores salários, condições de trabalho e qualidade de vida do trabalhador bancário. “Não podemos deixar o trabalhador perder os direitos conquistados ou ter seu trabalho desvalorizado diante da nova modalidade, estamos aqui para auxiliar e buscar o melhor acordo possível” contextualizou Julian.

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COE debate remuneração variável com o Itaú

Movimento sindical reivindica envio da proposta oficial do banco sobre o GERA, para que possa apresentar contraproposta com mudanças O banco Itaú apresentou na tarde desta quarta-feira (22) as principais alterações feitas no programa de remuneração variável, o Gera, para 2022, em reunião realizada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.  

Entre elas está a compensação de pontos no trimestre, que seria a média de pontos em três meses, com a justificativa do funcionário ter a oportunidade de recuperar um mal desempenho em um dos meses.

Representantes dos trabalhadores discordaram da mudança que altera o pagamento mensal para semestral e prejudica todos que fizeram suas programações contando com o recurso disponível no mês.

Para a remuneração semestral, as alterações são o fim da curva forçada (Ranking entre gerentes), o fim da elegibilidade e a inclusão de indicadores de produção (créditos e produtos).

De acordo com o movimento sindical, após o banco apresentar suas alterações formalizadas, a representação avaliará e fará uma contraproposta. Os representantes dos trabalhadores pediram, ainda, uma atenção especial na forma como essas mudanças serão passadas para os gestores, ressaltando a importância de uma orientação clara, até para manter a equipe motivada.

A diretoria do Itaú disse que a equipe responsável pela formulação do GERA se comprometeu a participar das reuniões informativas aos bancários.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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Caixa amplia a distribuição de deltas, mas mantém como único critério a GDP

Para representante da Feeb-SP/MS, GDP é uma sistemática que deveria ser discutida e construída pelo GT

Nesta quinta-feira (8), bancários da Caixa participaram da reunião do Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito, que teve como objetivo a apresentação da proposta que amplia a distribuição de deltas. Apesar da proposta contemplar com um delta mais de 90% dos empregados, a GDP foi mantida como critério de avaliação.

“Pela proposta a empresa daria um delta a todos os empregados que estivesse classificação igual ou superior a baixo desempenho na GDP, isso na prática exclui do primeiro delta os empregados com desempenho não atende, pelas projeções apresentadas, 94,3% dos empregados teriam acesso a pelo menos um delta, os empregados com desempenho excepcional receberiam o segundo delta”, explica o representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul no GT, Marcelo Lopes de Lima.

Para a representação a proposta avança no sentido de inclusão, mas regride com relação aos problemas trazidos com a GDP, uma sistemática que não foi discutida com os empregados e vista muito mais como um instrumento de assédio, do que como uma ferramenta de avaliação de desempenho.

A proposta será discutida pelos representantes dos empregados no GT junto com a comissão de empresa.

“Temos muitas críticas a GDP. Primeiro porque ela não foi discutida, segundo porque não tem uniformidade, transparência e pela própria Caixa é vista como um instrumento inacabado, pois a curva forçada é uma prática para educar os gestores a serem mais rigorosos nas suas metas e avaliações. Com todos esses problemas temos muito dificuldade em aceitar o uso exclusivo dela em uma sistemática que deveria ser construída pelo GT”, destaca o representante da Feeb. 

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS

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COE e GT Saúde do Itaú avançam em negociações sobre protocolos de segurança sanitária

Trabalho presencial para grupo de riscos foi revertido em mesa de negociação

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram ontem (02) com a direção do banco, para retomar pautas relacionadas à saúde e segurança do trabalhador.

A reversão da decisão do Itaú em convocar o grupo de riscos para o trabalho presencial foi o principal avanço da negociação.

“A pandemia não acabou, zelar pela saúde de todos, especialmente do trabalhador que faz parte do grupo de riscos é um ato de responsabilidade. A negociação avançou nesse sentido por meio da luta dos sindicatos”, explica Walmir Gomes, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Durante a negociação a representação sindical destacou a realidade sobre o cenário atual, bem como a ameaça da nova variante Omicron e enfatizou a importância do reforço ao cumprimento dos protocolos de saúde e ao uso correto das máscaras.

O banco se comprometeu a manter em home office os trabalhadores de grupos de risco e afirmou a continuidade nas campanhas de incentivo a vacinação das funcionárias e funcionários, bem como da dose de reforço ao grupo de risco. O Itaú também informou aos representantes dos trabalhadores que os protocolos de segurança sanitária entre os bancários por meio de campanha interna estão sendo intensificados.

Demissões
As demissões ocorridas em agências e departamentos também estiveram em destaque em um segundo momento da negociação. De acordo com relatos dos trabalhadores, muitos desligamentos ocorrem por cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. A COE cobrou do Itaú uma posição sobre as demissões que estão ocorrendo nas agências de todo o país e sugeriu a realocação destes funcionários.

Com relação ao assunto, o banco informou que haverá o fechamento de agências deficitárias e que os funcionários serão realocados em outras agências.
Ainda em mesa de negociação foi levado ao banco o caso de denúncias sobre funcionários que estão sendo desligados por não terem as certificações CPA 10 e CPA 20. Para o banco essa não é uma política institucional. A representação cobrou do banco a emissão de um comunicado oficial sobre o procedimento para certificação e esclarecimento aos funcionários.

Parcelamento de dívidas
Sobre o parcelamento de dívidas da devolução da antecipação salarial feita pelo banco aos funcionários que se afastam para tratamento de saúde, conforme previsto na cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, ficou definido que uma nova reunião será marcada para que o banco apresente um acordo para que todas a entidades sindicais avaliem em conjunto e passe a ser válido para todo o país. O banco destacou que fazer o acordo por sindicato, pode ocasionar em problemas operacionais na folha de pagamento.

Banco de horas negativo
O acordo de banco de horas negativas, feito entre os representantes dos trabalhadores e o banco, com vigência de dois anos, vence em agosto de 2022. Uma nova data, ainda no mês de dezembro, para discutir o tema, será agendada pelo banco.

Diversidade
Uma reunião também será agendada pelo banco para tratar sobre o tema diversidade. Entre os pontos defendidos pelos trabalhadores estão a igualdade salarial entre homens, mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, imigrantes, jovens, idosos, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política.

Segurança bancária
O banco também se comprometeu a agendar uma nova data para debater, especificamente, o tema com a participação de um diretor responsável pela segurança bancária. Nesta pauta, os trabalhadores ressaltam a importância de garantir a proteção aos trabalhadores e clientes nas agências de negócios e unidades de varejo; manutenção de vigilantes; porta de segurança com detecção de metais; segurança ao manuseio de numerário e escudos de proteção entre outros equipamentos de segurança nos locais de trabalho.

Fonte: Federação dos Bancários SP/MS