Confira horário bancário para os jogos do Brasil na Copa do Mundo
De acordo com a Circular n.º 3.897, de 09.05.2018, do Banco Central do Brasil, e por motivos de segurança das agências e de transporte de valores, recomendamos que sejam adotados os seguintes horários de funcionamento das agências bancárias nos dias de jogos da Seleção Brasileira de Futebol:
a) Jogos no horário das 9h00
Interior: das 13h00 às 17h00 (horário de Brasília/DF);
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 13h00 às 17h00 (horário de Brasília/DF).
b) Jogos no horário das 11h00
Interior: das 8h30 às 10h30 (horário de Brasília/DF) e das 14h00 às 16h00 horário de
Brasília/DF);
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 8h30 às 10h30 (horário de Brasília/DF) e das 14h00
às 16h00 horário de Brasília/DF).
c) Jogos no horário das 15h00
Interior: das 9h00 às 13h00 (horário de Brasília/DF);
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 9h00 às 13h00 (horário de Brasília/DF).
Os bancos deverão, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, afixar em suas
dependências aviso sobre o horário de atendimento nos dias de jogos.
Fonte: Febraban
Resoluções da CGPAR precarizam saúde nas empresas públicas
Planos terão restrições a dependentes e aposentados, vão custar mais para o empregado e favorecer o lucrativo mercado da saúde privada
Análise jurídica das três resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR, publicadas no último dia 26), feita a pedido do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, revela que as mudanças nos planos de saúde dos empregados nestas empresas são ainda piores do que se pensava inicialmente. Duas dessas resoluções (de números 22 e 23) tratam especificamente dos planos e, a outra (21), da competência dos Conselhos de Administração para a nomeação e destituição de titulares da auditoria interna. Todos os estudos estão disponíveis em arquivo anexo e no site do comitê (www.comiteempresaspublicas.com.br).
No caso específico dos planos de saúde em empresas estatais federais, a resolução 23 concretiza a minuta que se tornou pública em julho passado. A versão então veiculada causou apreensão à época, porque diminuía a participação das empresas no custeio dos planos, aumentava a dos empregados e restringia o rol de dependentes. A resolução agora publicada evidencia esses itens e acrescenta novas restrições. Apesar de terem sido feitos ajustes que afastam algumas dúvidas, como a forma de aplicação do limite de 20 mil vidas para que seja ofertado plano de benefícios por operadora (embora permaneça obscuro se tal número contempla os dependentes dos segurados), há questões que permanecem muito problemáticas, como o impedimento da filiação de pais aos planos, mesmo que dependentes econômicos.
São quatro as modalidades de planos tratados nas resoluções: autogestão por operadora própria, os geridos pela área de recursos humanos, os que optam por uma operadora de mercado e os que trabalham com o ressarcimento das despesas. Na modalidade autogestão, por exemplo, a resolução estabelece que as empresas deverão fechar seus planos para adesão de empregados admitidos após a entrada em vigor da resolução; somente estarão autorizadas a oferecer aos novos empregados benefício de assistência à saúde na modalidade de reembolso, e os editais de processos seletivos para admissões de empregados das estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde.
De acordo com a análise realizada, trata-se de um movimento a mais na direção do “mercado”, na medida em que se impede que as empresas optem por operar os planos de saúde por seus próprios meios, devendo contratá-los com operadoras privadas, sejam elas na modalidade de autogestão (semelhante a entidades fechadas de previdência complementar) seja por meio da contratação de seguradoras privadas, setor altamente lucrativo e fonte interminável de insatisfação por parte dos segurados.
Aposentados – O custeio do benefício à saúde pela empresa só será concedido durante a vigência do contrato de trabalho. Respeita-se o direito ´adquirido´ (embora a abrangência não esteja especificada) dos atuais aposentados e pensionistas filiados aos planos de saúde, mas os futuros não terão essa possibilidade. Ao se aposentar, esse trabalhador deverá passar à condição de autopatrocinado, com plano de benefícios mantido exclusivamente por ele.
Haverá um prazo de 48 meses para que todas as empresas migrem para um sistema paritário de contribuição aos planos de saúde, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários – atualmente a média é de 75% para as estatais e de 25% para seus empregados, mas obviamente, a tentativa será de implantar as mudanças o mais rapidamente possível. As resoluções atingem trabalhadores empregados em 147 empresas públicas.
Sem negociação – A CGPAR também vai de encontro às negociações trabalhistas com as entidades representativas dos trabalhadores ao determinar que “as empresas estatais federais que possuam o benefício de assistência à saúde previsto em Acordos Coletivos de Trabalho – ACT – deverão tomar as providências necessárias para que, nas futuras negociações, a previsão constante no ACT se limite à garantia do benefício de assistência à saúde, sem previsão de qualquer detalhamento do mesmo”.
“A exemplo que ocorreu com a reforma trabalhista, estas são péssimas mudanças para os empregados das empresas estatais. De cada trabalhador dependem milhares de outras pessoas, que também serão lesadas. São retirados direitos dos que estão na ativa e dos aposentados, e não se abre caminho para negociação; ou seja, estão cerceando a prática democrática. O governo golpeia a saúde pública, com o corte de investimentos, e também a dos empregados nas empresas públicas, beneficiando a saúde privada. A única saída será a organização para resistir a tamanho descaso”, aponta a coordenadora do comitê e representante dos empregados no CA da Caixa, Rita Serrano.
GOVERNO REDUZ ESTIMATIVA DO SALÁRIO MÍNIMO DE 2019 PARA MENOS DE R$ 1.000
Estimativa do governo federal era de R$ 1.002, mas revisão da expectativa de inflação para baixo derrubou a previsão do salário para R$ 998. Entenda
O governo federal revisou a estimativa para o salário mínimo de 2019 de R$ 1.002 para R$ 998. O cálculo inicial tinha sido feito pelo próprio governo e divulgada em abril deste ano , mas agora a expectativa de uma inflação menor em 2018 impacta a fórmula que calcula o valor do salário. A nova previsão consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, divulgada pela Comissão Mista de Orçamento.
Este será o último ano em que a antiga fórmula criada em 2006, durante o governo do ex-presidente Lula, e renovada em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, será utilizada. Ela prevê que o salário mínimo seja calculado levando em consideração o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país) de dois anos anteriores e a inflação do ano imediatamente anterior.
Dessa maneira, para calcular o salário mínimo de 2019, o governo deve somar o resultado do PIB de 2017 (1%) com o Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC) de 2018, mas como esse Índice só é consolidado depois do anúncio do salário mínimo o governo faz uma estimativa, geralmente utilizando a projeção do próprio mercado e caso o reajuste estimado fique abaixo da inflação oficial consolidada, uma compensação deve ser dada pelo governo no ano seguinte.
A diferença no cálculo, portanto, se dá justamente na estimativa feita pelo governo para a inflação do ano vigente. Na primeira oportunidade, a equipe econômica tinha usado o centro da meta (4%) resultando num reajusta de 5% que, somada à compensação por 2018, projetava um salário mínimo de R$ 1.002 para 2019.
Agora, porém, diante de um cenário em que todas as projeções da inflação estão abaixo do centro da meta, o governo usou uma estimativa de 3,3% e reduziu o valor estimado para R$ 998.
Dessa forma, o salário mínimo que serve de referência e base de cálculo para 45 milhões de pessoas e que atualmente está em R$ 954, terá um reajuste de R$ 44 e não mais de R$ 48 como foi anunciado inicialmente.
A revisão, porém, cai como uma luva nos planos do governo que estima economizar R$ 1,21 bilhão no próximo ano. Isso porque o aumento que antes seria de R$ 48 geraria uma conta de R$ 14,54 bilhões que teria que ser incluída no orçamento do ano que vem. Agora, com um reajuste menor, a conta final também diminui para R$ 13,4 bilhões já que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo resulta num impacto de R$ 303,9 milhões nas contas do governo.
O maior peso desse reajuste segue sendo o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que paga a aposentadoria do setor privado e outros benefícios como auxílio-desemprego, auxílio-maternidade, pensões etc. São R$ 243 milhões a mais destinados apenas para isso uma vez que o valor dos benefícios pagos aos aposentados e pensionistas não pode ser menor do que um salário mínimo. Dessa forma, estima-se que o governo gaste algo em torno de R$ 596 bilhões do orçamento apenas com o INSS em 2019, o que deve ficar entre 8% e 9% do PIB.
Vale dizer que o orçamento aprovado para 2018 já previa um déficit público de R$ 157 bilhões , com direito a uma folga de R$ 5,7 bilhões que já foi consumida por conta dos subsídios dados pelo governo para diminuir o preço do litro do óleo diesel e acabar com a greve dos caminhoneiros que afetava o abastecimento de produtos de primeira necessidade em todo país.
Além disso, é comum que a previsão do salário mínimo do ano seguinte seja revisada várias vezes ao longo do ano vigente, isso porque a previsão da inflação para o ano seguinte vai variando.
Nesse caso, enquanto o governo está usando uma projeção de inflação de 3,3%, a previsão do Boletim Focus, uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, divulgada essa semana foi de 3,65% , por exemplo. Se consolidando, o salário mínimo poderia voltar a romper a barreira dos R$ 1.000.
Como é calculado o salário mínimo?
O salário mínimo no Brasil foi criado por Getúlio Vargas em 1º de maio de 1940, data em que já era comemorada o Dia do Trabalho. De lá pra cá a legislação trabalhista e a política monetária mudaram diversas vezes até que em 2006 o governo do então presidente Luis Inácio Lula da Silva, em acordo com as centrais sindicais, criou a nova base de cálculo para garantir um aumento real no poder aquisitivo dos brasileiros.
O governo estabeleceu que dali em diante o salário mínimo seria definido por lei que determinava um reajuste anual com base na inflação e no PIB. Se houvesse deflação (queda no preço dos produtos) e/ou PIB negativo (como nos anos de 2015 e 2016), o salário mínimo não perderia valor, ou seja, o valor absoluto final nunca diminuiria para os trabalhadores.
Essa forma de calcular deveria valer por 10 anos, mas em 2015 a presidente Dilma Rousseff aprovou a renovação dessa base de cálculo por mais quatro anos (até 2019), com possibilidade de prorrogação por mais quatro (até 2023). No ano que vem, portanto, deverá ser discutida a manutenção da atual ou a mudança para uma nova base de cálculo do salário mínimo. Especialistas, inclusive, esperam que essa seja uma das pautas da campanha presidencial.
A nova política de valorização do salário mínimo trouxe aumentos reais ao poder aquisitivo dos cerca de 45 milhões de brasileiros que recebem ele, mas também impactou as contas públicas. O valor do salário mínimo era usado para atualizar, por exemplo, o benefício dos aposentados e pensionistas do INSS de modo que os gastos com a previdência dispararam.
Isso fez com que a presidente Dilma Rousseff, na mesma ocasião da prorrogação da forma de cálculo do salário em 2015, vetasse a política de valorização do benefícios concecidos pelo INSS. Dessa forma, os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo como benefício (44%) passaram a contar apenas com o reajuste da inflação ano a ano.
Qual o valor do salário mínimo necessário?
A atual política de valorização do salário mínimo, no entanto, não foi suficiente para cobrir todos os gastos pelos quais os cidadãos brasileiros têm direito previsto na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social. Ciente disso, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (DIEESE) calcula mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
O cálculo do DIEESE é feito levando em consideração o sustento de uma família de dois adultos e duas crianças. Com base no valor da cesta básica mais cara dentre as capitais brasileiras naquele mês multiplicado por três (dois adultos com peso um e duas crianças com peso 0,5 na conta) chegasse ao valor gasto pelo trabalhador com alimentação.
Como o gasto estimado em alimentação de uma família do extrato social mais baixo da população é em torno de 35%, o DIEESE faz uma ponderação para saber qual o valor total necessário para suprir todos os direitos básicos de um trabalhador e, portanto, definir mensalmente o valor do salário.
O último número divulgado pelo DIEESE, relativo ao mês de abril, levou em consideração a cesta básica do Rio de Janeiro, calculada como a mais cara do país, de R$ 440,06. Dessa forma, o valor do salário mínimo necessário no mês de abril ficou em R$ 3.696,95. Uma quantia 3,87 vezes maior do que o salário atualmente em vigor.
O que é salário mínimo regional?
Antes mesmo da lei de 2006 que criou a política de valorização do salário mínimo, uma outra lei importante envolvendo o salário mínimo foi aprovada. A Lei Complementar 103, de 200, deu aos estados autonomia para decidir um valor diferente do salário mínimo dentro de seus limites territoriais, com a condição de que não fosse menor do que o federal.
Em 2001, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a criar o seu salário mínimo regional. Na ocasião o valor federal estava em R$ 180 e o gaúcho era de R$ 230. Atualmente, o valor do salário mínimo do Rio Grande d o Sul é de R$ 1.175,15.
No ano seguinte foi a vez do Rio de Janeiro criar um salário mínimo próprio. O valor do salário federal era de R$ 200 e os cariocas passaram a ganhar R$ 220. Atualmente, o valor do salário mínimo do Rio de Janeiro é de R$ 1.136,53.
De lá pra cá, os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina tamvém criaram suas próprias tabelas de reajuste do valor do salário mínimo e não seguem o valor instituído pelo governo federal, mas utilizam o valor de parâmetro para seguir tendo reajustes acima do nacional e, portanto, se tornando mais atrativos para a mão de obra trabalhadora que passa a procurar oportunidades nesses lugares de olho numa melhor remuneração. (Fonte:Brasil Econômico)
MEIRELLES DIZ QUE CAIXA ESTÁ SENDO PREPARADA PARA PRIVATIZAÇÃO
Pré-candidato ao Planalto, ex-ministro da Fazenda defende pulverização de capital da Petrobras e bancos públicos (Marina Dias e Daniel Carvalho)
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) afirmou nesta quarta-feira (6) que a Caixa Econômica Federal está sendo preparada para iniciar um processo de abertura de capital e venda de parte da empresa para a participação privada, modelo que também defende para a Petrobras e o Banco do Brasil.
“A Caixa está sendo preparada para isso, com o novo estatuto e etc. Com o tempo, podemos até pensar, sim, em abrir o capital da Caixa, começar a vender participação privada”, disse Meirelles durante sabatina com pré-candidatos ao Planalto promovida pelo jornal Correio Braziliense.
O ex-chefe da equipe econômica de Michel Temer evita falar em “privatização clássica” para a Petrobras e os bancos públicos, mas defende maior participação do setor privado nessas empresas, com o cuidado de manter um mercado competitivo em vigor.
O ex-ministro disse ainda que não é solução vender a Petrobras para um único comprador ou o BB —que hoje já tem acionistas na Bolsa— para uma instituição financeira privada, o que geraria o chamado monopólio privado que, na sua avaliação, “é um perigo”.
A proposta, segundo ele, é fazer a pulverização e abertura de capital das empresas de maneira gradual. Ele diz que a União não precisaria, necessariamente, perder o controle político das instituições no processo, mas que é preciso aumentar a competição do setor.
COMBUSTÍVEL
Questionado sobre como resolver a alta do preço dos combustíveis, que gerou a greve dos caminhoneiros e a consequente crise do desabastecimento no país, Meirelles voltou a propor a criação de um fundo de estabilização com o objetivo de equilibrar o preço da gasolina nas bombas.
Segundo ele, é preciso preservar a política de preço da Petrobras, mas a questão dos impostos pode subir ou descer em função do preço do petróleo e, dessa forma, é necessária uma compensação, que viria com o fundo.
“A política de preço da Petrobras não pode e nem deve ser controlada. Isso é uma coisa. Outra é o preço na bomba, que aí tem a parcela dos impostos. O fundo poderia ser usado para compensar a queda [dos preços]”, explicou. (Fonte: Folha.com)
CAMPANHA SALARIAL 2018: Bancários entregam pauta de reivindicações à Fenaban na quarta (13/06)
A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociações – CEBNN/CONTEC entrega a pauta de reivindicações da categoria à Fenaban no próximo dia 13 de junho (quarta-feira).
A entrega acontecerá às 13h, na Sala do Conselho, no Edifício sede da FENABAN, situada na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485, São Paulo – Capital.
Diretoria Executiva da CONTEC
Validade da CCT termina dia 31 de agosto
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária tem validade até o próximo dia 31 de agosto. Antes da reforma trabalhista – Lei nº 13.467, em vigor desde o dia 11 de novembro do ano passado -, a validade da CCT era prorrogada até o fechamento do novo acordo coletivo. Agora, com a nova legislação, deixou de existir a chamada ultratividade das normas coletivas, que assegurava a prorrogação da CCT durante o processo de negociação.
Para garantir que a CCT permaneça válida até a celebração de novo acordo coletivo, os sindicatos vão propor aos bancos a assinatura de um pré-acordo na abertura das negociações.
Começou a Campanha Nacional. Junte-se ao Sindicato na mobilização em defesa da prorrogação da CCT.
ENCONTRO NACIONAL – BANCÁRIOS PEDEM REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO E AUMENTO REAL DE SALÁRIOS
Durante o 46º Encontro Nacional dos Bancários e Securitários de Planejamento da Campanha Salarial 2018/2019, realizado de 25 a 27 deste mês, em São Paulo, dirigentes sindicais de todo País definiram a minuta de reivindicações que será negociada com os banqueiros na campanha salarial deste ano.
Durante o evento, ficou definido que a classe vai reivindicar reajuste com base no INPC dos últimos doze meses (setembro/2017 a agosto/2018) mais aumento real de 5%, e aumento real de 10% sobre verbas e benefícios, como vale-alimentação e cesta-alimentação.
Além da questão salarial, o Encontro Nacional planificou outras reivindicações dos bancários para este ano, conforme segue:
– Contratação de mais bancários para atender a demanda de serviços e evitar a extrapolação da jornada de trabalho;
– Que as homologações das rescisões de trabalho voltem a ser realizadas nos sindicatos, já que alguns bancos, entre eles o Santander, Itaú e Banco do Brasil, vêm realizando essas homologações em suas agências, brecha essa aberta pela reforma trabalhista;
– Maior participação na PLR;
– Fim das metas abusivas e do assédio moral;
– Fim das terceirizações;
– Melhoria da segurança nas agências;
– Melhoria no ambiente de trabalho para prevenir e combater as doenças ocupacionais.
O calendário definido pela Contec prevê que a pauta de reivindicações será entregue à Fenaban até o dia 13 de junho.
PARTICIPAÇÃO
O Sindicato do Bancários de Marília e região participou do Encontro Nacional com seu vice presidente Dejair Besson e com diretores Sidney Minali e Fabio Sauniti Lopes
Fonte- FEEB PR
LUCRO DA CAIXA DISPARA PARA R$ 3,2 BI NO PRIMEIRO TRIMESTRE
A lucro líquido da Caixa Econômica Federal disparou para 3,2 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 114,5 por cento em relação a igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira.
O lucro, segundo o banco, foi influenciado pelo avanço no resultado bruto da intermediação financeira, pelo crescimento nas receitas com prestação de serviços e pelo forte recuo nas despesas administrativas.
De janeiro a março, houve avanço de 21,9 por cento no resultado bruto da intermediação financeira em relação ao mesmo período do ano passado, movimento influenciado pelo recuo de 41,2 por cento nas despesas de captação e pela redução de 27,7 por cento nas despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa.
As receitas com prestação de serviços somaram 6,4 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 6,2 por cento ante um ano antes. No mesmo período, as despesas de pessoal caíram 12,5 por cento, enquanto as outras despesas administrativas tiveram baixa de 5,9 por cento.
Com esses resultados, o índice de eficiência operacional alcançou 48,4 por cento, melhora 3,2 pontos percentuais na comparação anual, e a melhor marca da série da Caixa.
REDUÇÃO DA CARTEIRA
A carteira de crédito ampla da Caixa somava 700,2 bilhões de reais no fim de março, queda de 2,1 por cento em 12 meses. Segundo o banco, essa redução se deve a estratégia adotada para adequação do seu portfólio às regras de Basiléia III.
“Como resultado dessa estratégia, houve o crescimento nas carteiras de menor risco, como habitação e infraestrutura, e redução da exposição nas carteiras comerciais, tendo como efeito a redução da provisão para devedores duvidosos”, disse a Caixa.
O índice de inadimplência da Caixa chegou ao fim do período em 2,9 por cento, aumento de 0,07 ponto percentual sobre março do ano passado, “permanecendo abaixo da média de mercado de 3,28 por cento”, disse o banco.
A Caixa desistiu este mês de acessar até 15 bilhões de reais de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fortalecer a posição de capital, em acordo com o Ministério da Fazenda.
Em vez disso, o banco recorrerá a outras iniciativas para sanar sua posição de capital, por meio de uso do próprio lucro para fortalecer o patrimônio, mas pode incluir também a redução do ritmo de algumas operações e a venda de alguns ativos e de carteiras de crédito. (Fonte: Extra)
Bancos fecham 2.347 postos de emprego nos quatro primeiros meses de 2018
Somente em março, os bancos fecharam mais de 121 postos de trabalho pelo país
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontam ainda que São Paulo registrou 58,1% das admissões e 65,5% do total de desligamentos, apresentando o maior saldo negativo no emprego bancário no período analisado, com 663 postos fechados no ano. Rio de Janeiro e Paraná foram os estados que mais fecharam postos, depois de São Paulo. Foram fechados, respectivamente, 462 e 323 postos. O Pará apresentou o maior saldo positivo (95 postos).
Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, a pesquisa deixa clara a falta de responsabilidade social dos bancos. “É inadmissível que ao mesmo tempo que os banqueiros lucram cada vez mais, eles cortem postos de trabalho. Toda a população é atingida, pois aumenta o desemprego no país, sobrecarrega os profissionais que continuam empregados nas instituições e prejudicam a qualidade do atendimento aos clientes. Isso, sem comentar as altas taxas de juros executadas no País.”
A situação é mais alarmante se levarmos em conta que, desde janeiro de 2016, apenas em 4 meses os saldos foram positivos (janeiro de 2016, julho e novembro de 2017 e janeiro de 2018).
Para a presidenta da Contraf-CUT, está na hora dos bancos cumprirem seu papel dentro do país. “Eles precisam parar de só pensar no lucro e começar a se preocupar com o desenvolvimento do Brasil, gerando cada vez mais empregos e disponibilizando crédito aos brasileiros com juros realistas”, completou.
De acordo com dados dos balanços das instituições financeiras, os cinco maiores bancos que atuam no país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) eliminaram 16,9 mil postos de trabalho somente em 2017. Levando em conta todo o setor bancário, segundo o Caged, o número de vagas extintas no ano passado chegou a 17,5 mil.
Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander – os quatro maiores bancos múltiplos com carteira comercial que atuam no país –, lucraram R$ 17,4 bilhões apenas nos três primeiros meses de 2018.
No período, o Banco do Brasil atingiu lucro líquido ajustado de R$ 3 bilhões, crescimento de 20,3% em relação ao primeiro trimestre de 2017. O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 5,1 bilhões, alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O Itaú obteve lucro líquido recorrente de R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação a igual período do ano passado. O Santander alcançou lucro de R$ 2,9 bilhões, alta de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Caixa ainda não divulgou seu lucro trimestral, e junto com os outros quatro bancos citados acima, responde por aproximadamente 90% dos empregos do setor bancário.
Os bancos não lucram apenas com o fechamento de postos de trabalho. A alta rotatividade com redução salarial é outra maneira encontrada por esses conglomerados para aumentar os ganhos.
De janeiro a abril, os bancários admitidos recebiam, em média, R$ 4.007, enquanto os desligados tinham remuneração média de R$ 6.607. Ou seja, os admitidos entram ganhando 61% do que os que saem.
A discriminação de gênero é outra realidade nos bancos. Em abril, as bancárias mulheres foram contratadas com média salarial de R$ 3.245, o que equivale a 72% do salário médio dos bancários homens, que no mesmo mês foram admitidos com média salarial de R$ 4.488. As bancárias demitidas recebiam, em média, R$ 5.549, equivalente a 73% do salário médio dos homens desligados que ganhavam R$ 7.579.



