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Campanha Nacional: bancários querem renovação da CCT

Reunidos na Conferência Interestadual dos Bancários de SP e MS, realizada ontem (17), em Itanhaém, litoral Sul de São Paulo, 174 delegados aprovaram as propostas para a Campanha Nacional deste ano, referentes aos temas remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho e liberdade sindical. A Interestadual aprovou também as prioridades da Campanha: renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), reposição da inflação registrada entre os meses de setembro de 2017 e agosto deste ano, aumento real, e melhores condições de trabalho com mais contratação. A Conferência aprovou ainda a criação do Protocolo de Venda Responsável com Condições de Trabalho, que tem como objetivo principal o fim das metas abusivas.

As propostas aprovadas pela Conferência Interestadual foram debatidas em três encontros regionais (Erban), realizados pela Federação dos Bancários de SP e MS entre os dias 24 e 26 de abril em Caraguatatuba, que reuniram dirigentes dos 23 sindicatos filiados. A etapa seguinte será a apresentação e defesa das propostas aprovadas na Interestadual durante a 20ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre os dias 8 e 10 de junho em São Paulo. As resoluções da Nacional, que irão compor a pauta de reivindicações da categoria, serão encaminhadas à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos); posteriormente, abre-se o processo de negociação para renovação da CCT.

Reforma trabalhista

A Campanha deste ano será a primeira sob as regras da nova legislação trabalhista (Lei nº 13.467), em vigor desde o dia 11 de novembro do ano passado, que afetou 43 cláusulas (61%) da CCT em relação aos seguintes pontos: disposições gerais, emprego, igualdade de oportunidades, liberdade sindical, remuneração, saúde e condições de trabalho. E mais: na abertura do processo de negociação será necessário firmar um termo de compromisso com os bancos para garantir as atuais cláusulas da CCT até a renovação. Isso porque o também chamado acordo coletivo de trabalho perde validade no dia 31 de agosto deste ano. A data-base da categoria é em 1º de setembro.

O presidente Geofredo  os diretores Edilson,Dejair, Jeferson e Adriano representam o Sindicato dos Bancários de Marília e Região

SOB PROTESTOS DE FUNCIONÁRIOS, CAIXA FAZ FESTA PARA 6 MIL GERENTES

Em nota, Caixa disse seguir a iniciativa de outros grandes bancos brasileiros

Sem convite para entrar no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, funcionários de menor escalão da Caixa Econômica Federal protestaram nesta quarta (16) contra evento que reuniu seis mil gestores do banco para palestras e, ao fim, uma micareta com o cantor Saulo, ex-banda Eva.

Pela manhã e à noite, um caminhão de som encostou em frente ao estádio para criticar a iniciativa, considerada incoerente em função do momento vivido pela instituição, que anunciou cortes de R$ 2,5 bilhões e o fechamento de cem agências. Uma banda mais modesta, de som eclético, animou o que os organizadores chamaram de “festa dos excluídos”.

Só os gestores da Caixa, como gerentes gerais, superintendentes e diretores, foram chamados para o evento, batizado de “Seleção Caixa: em campo pelo Brasil”.

“Se todos os empregados têm responsabilidade de bater metas, por que só alguns são convidados? Se a Caixa é o que é, é por conta de todos os funcionários”, criticou Fabiana Uehara, trabalhadora do banco e diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, que organizou o movimento.

Ela diz que a Caixa não deveria fazer um evento de tal porte quando prepara um programa de eficiência e “ataque aos direitos dos trabalhadores”.

“Se a caixa está anunciando uma nova política, isso, com certeza, vai no viés de cobrar mais dos trabalhadores. As pessoas são penalizadas para entregar os resultados”, afirmou, citando a possibilidade de mais afastamentos e adoecimentos nos ambientes de trabalho.

A Caixa tem mais de 80 mil trabalhadores.

Para evitar penetras, o evento foi marcado por um eficiente esquema de segurança. O estádio foi cercado e, para passar por dois checkpoints, era necessário ter a camiseta 9 da “Seleção Caixa”, distribuída aos agraciados com os convites, além de uma credencial. O número é uma referência ao lucro perseguido pela instituição este ano, de R$ 9 bilhões.

A seleção reunida pela Caixa é de todos os estados do país, como revelou a Folha de S. Paulo na última quinta (10). Dos seis mil convidados, cerca de quatro mil são de fora de Brasília e tiveram as passagens custeadas pelo banco.

O custo do evento é mantido em sigilo pela instituição, que, mesmo nesta quarta, dia das palestras e da micareta, informou não ter concluído o orçamento.

A Caixa convidou celebridades. Os mestres de cerimônia foram o ator Luigi Barricelli, astro de novelas globais, e a apresentadora Renata Fan, do Programa Jogo Aberto, da Band.

Cafu, ex-seleção de futebol, foi chamado para uma palestra especial, cujo propósito era motivar os gestores. Ele foi precedido pelo próprio presidente do banco, Nelson Antônio de Souza; por Gil Giardelli, webativista que falou sobre inovação; e a expert em tecnologia digital Martha Gabriel.

O narrador Galvão Bueno foi chamado, mas declinou. O presidente Michel Temer, também convidado, não apareceu.

A Caixa não divulgou o conteúdo das palestras, alegando se tratar de “assunto estratégico interno do banco”.

Em notas enviadas à reportagem, justificou que o propósito do investimento na “Seleção Caixa” é divulgar suas “novas e desafiadoras metas” para 2018.

“A Caixa está seguindo a iniciativa de outros grandes bancos brasileiros, que também promoveram eventos da mesma magnitude voltados para a implementação de suas ações em 2018. Entre eles, o Banco do Brasil, que em março passado reuniu 7 mil empregados no estádio do Palmeiras, em São Paulo”, afirma o banco em nota. (Fonte: Folha.com)

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Sindicato participa da Conferência Interestadual

A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul realiza a Conferência Interestadual hoje dia (17) , em Itanhaém, para discutir e definir as reivindicações da Campanha Nacional. As resoluções da Interestadual serão apresentadas na 20ª Conferência Nacional, a ser realizada entre os dias 8 e 10 de junho, em São Paulo, As reivindicações que serão discutidas e votadas na Interestadual foram apresentadas em três encontros regionais (Erban), realizados pela Federação entre os dias 24 e 26 de abril em Caraguatatuba, que reuniram dirigentes de 23 sindicatos filiados.  As reivindicações estão dividas em quatro temas: remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho e liberdade sindical. A Conferência Nacional, cabe destacar, define a pauta de reivindicações da categoria. Vencida essa etapa preparatória, terá início o processo de negociação com a Fenaban, quando se estabelece o índice de reajuste dos salários, a PLR, os valores dos tíquetes, dentre outros pontos. A data-base da categoria é 1º de setembro. Será a primeira Campanha Nacional sob as regras da nova legislação trabalhista, em vigor desde o dia 11 de novembro do ano passado. Congressos e Encontros A Conferência Nacional dos Bancários será precedida de dois congressos de bancos públicos (34º Conecef e 29º Congresso do BB) e encontros nacionais dos bancos Itaú, Bradesco, Santander e Mercantil do Brasil, que serão realizados nos dias 7 e 8 de junho, em São Paulo.

O presidente Geofredo  os diretores Edilson, Jeferson e Adriano representam o Sindicato dos Bancários de Marília e Região

7 MILHÕES ESTÃO COM FGTS ATRASADO; VEJA AS MAIORES EMPRESAS DEVEDORAS

 

Garantido pela Constituição como forma de o trabalhador constituir um patrimônio, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ainda é alvo de calote por parte de empresas. Cerca de 7 milhões de trabalhadores no país estão com seus depósitos irregulares. (Vinicius Pereira)

Ao todo, segundo dados obtidos pelo UOL com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o montante devido chegou a R$ 27,8 bilhões em abril em dívidas ativas cobradas pelo órgão.

Veja mais abaixo quais as maiores empresas devedoras.

É primeira despesa cortada em empresas em crise 
De acordo com especialistas, a dívida ocorre, pois as empresas elegem o FGTS como uma das primeiras dívidas a não serem pagas assim que começam a ter dificuldades financeiras.

“Há uma maior lentidão na cobrança, pois o Fisco não é um cobrador tão eficiente quanto pode parecer”, diz a advogada Adriana Pugliesi, especialista em Direito Comercial e professora do CEU Law School.

Dessa forma, a dívida com o fundo gestor dos recursos vem aumentando. Em abril, o montante devido cresceu 13,5% em relação ao mês imediatamente anterior. Só os 15 maiores devedores atingiram cerca de R$ 2,17 bilhões em passivos.

Maiores das empresas tenta se recuperou ou já faliu
Além de a bola de neve aumentar, há a possibilidade de o fundo não conseguir receber o montante total devido, pois a maioria das maiores empresas devedoras está em processo de recuperação judicial ou a empresa já faliu.

“Muitas massas falidas nem chegam a ter ativos que justifiquem isso [a tentativa de reaver o dinheiro]. A possibilidade é mínima. A União recebe a preferência em terceiro lugar, precedida pelos créditos trabalhistas de até 150 salários mínimos por trabalhador e os créditos titulares de garantia real (hipoteca etc). Aí, sim, vem a União”, diz Adriana Pugliesi.

A massa falida de algumas empresas famosas está na lista. É o caso da Varig, com uma dívida de R$ 820 milhões, e da Vasp, com R$ 160 milhões em débito -ambas as aéreas lideram a lista de devedores.

O setor de educação também se destaca. Dentre as 15 maiores companhias em débito com o fundo, cinco são educacionais. A Associação Sociedade Brasileira de Instrução, dona da Universidade Cândido Mendes (terceiro lugar no geral -R$ 132 milhões), e a Gama Filho (quarto lugar -R$ 130 milhões) são as que acumulam as maiores dívidas no setor.

Na lista, também aparecem grandes empresas multinacionais, como a Vale (sexto lugar, com R$ 105 milhões) ou prestadoras de serviço como a Eletropaulo (oitavo lugar -R$ 91 milhões).

Confira a lista das 15 maiores devedoras
– Estas são as 15 maiores devedoras do FGTS, segundo a PGFN:
– S.A. Viação Aérea Rio-Grandense (massa falida) – R$ 820 milhões
– Viação Aérea São Paulo S.A – Vasp (massa falida) – R$ 160 milhões
– Associação Sociedade Brasileira de Instrução (Universidade Cândido Mendes) – R$ 132 milhões
– Sociedade Universitária Gama Filho – R$ 130 milhões
– TV Manchete LTDA – R$ 107 milhões
– Vale S.A – R$ 105 milhões
– Laginha Agro Industrial S.A – R$ 103 milhões
– Eletropaulo S.A – R$ 91 milhões
– Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa) – R$ 89 milhões
– Smar Equipamentos Industriais Ltda. (massa falida) – R$ 80 milhões
– Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu – R$ 79 milhões
– Zihuatanejo do Brasil Açúcar e Álcool S.A (em recuperação judicial) – R$ 75 milhões
– Teka Tecelagem (em recuperação judicial) – R$ 74 milhões
– Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura – R$ 65 milhões
– Usina Pumaty S.A (em recuperação judicial) – R$ 62 milhões

O que dizem as empresas
Veja o que empresas citadas como devedoras do FGTS dizem:

A Vale disse que faz o depósito do FGTS dos trabalhadores regularmente e que o débito com o fundo ocorre em função de discussões da incidência da contribuição em outros pagamentos. Confira o comunicado na íntegra:

“A Vale sempre depositou os 8% obrigatórios em lei de todos os seus empregados e nunca sofreu nenhum processo judicial relacionado a esse tema. As discussões da Vale nas ações judiciais se referem exclusivamente à obrigatoriedade ou não de depósitos de FGTS em parcelas trabalhistas em que há controvérsia sobre a incidência, como, por exemplo, a participação de resultados e um terço constitucional de férias. Essas ações tiveram a sua origem em processos administrativos de órgãos fiscalizadores e, posteriormente, ações judiciais (execuções fiscais) ajuizadas pela União Federal. Todas foram devidamente garantidas e tiveram a sua exigibilidade suspensa. Todas as discussões têm garantia judicial, o que nos permite a obtenção e manutenção da Certidão de Regularidade Fiscal até o final dos processos (trânsito em julgado). Somente nesse momento é que saberemos se há algum débito a pagar (não há como prever o prazo de julgamento, pois depende da atividade jurisdicional)”.

A Eletropaulo afirmou que a dívida citada pela PGFN se refere a uma ação judicial da época em que a empresa era estatal, e tal ação ainda está em andamento.

“A Eletropaulo não possui pendências relativas ao FGTS e está em dia com suas certificações de regularidade. O valor citado pela PGFN pode se referir a uma ação judicial, ainda em andamento, de suposto débito de FGTS em período em que a empresa ainda era estatal (1993 a 1998). A exigibilidade dessa dívida está suspensa em razão de garantia judicial fornecida pela empresa.”

O grupo Galileo, que representa a Gama Filho e a Assespa, afirmou que passa por problemas judiciais. O advogado Emanuel Peixinho, da MCP Advogados, que representa a companhia, disse que a empresa deverá pagar os débitos no encerramento do processo de falência.

“Acredito que temos ativos superiores aos passivos. Com a liquidação da falência, todos os credores receberão”, disse ele.

A Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura não respondeu. Procuradas pelo UOL, as demais empresas ou administradoras das massas falidas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

O que o trabalhador pode fazer 
Com tantos problemas, o trabalhador deve ficar atento e verificar rotineiramente se os depósitos estão sendo realizados pelo empregador.

Caso o trabalhador identifique um problema, deve informar a empresa e exigir o depósito. Se ele deseja entrar com uma ação trabalhista, deve guardar todos os demonstrativos de pagamento.

Ele pode também recorrer ao sindicato da categoria, fazer uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho ou ainda procurar um advogado para requerer o direito judicialmente em até dois anos.

FGTS é benefício para trabalhador e financia obras públicas 
O FGTS, que pode ser sacado na aquisição da casa própria, aposentadoria ou ainda em situações de dificuldades, como demissão sem justa causa ou de doença grave, é referente a 8% do salário registrado via CLT.

Apesar de o trabalhador não receber quando bem entender, o dinheiro depositado não fica parado.
Ele é destinado pela Caixa a financiar projetos públicos como obras de infraestrutura, habitação e
saneamento. (Fonte: UOL)

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CAIXA FECHA AGÊNCIAS E VENDE IMÓVEIS EM 2018 PARA PERSEGUIR LUCRO DE R$ 9 BI

Conselho de administração já aprovou meta; medidas serão discutidas em encontro com funcionários (Maeli Prado e Julio Wiziack)

A Caixa aprovou uma meta de lucro para 2018 de R$ 9 bilhões, resultado que será alcançado graças a um corte de custos operacionais de R$ 2,6 bilhões. Boa parte desse enxugamento virá do fechamento de agências.

Serão encerradas as atividades de cerca de 100 agências cujas operações são consideradas insustentáveis ou aquelas que disputam clientes em endereços muito próximos.

Com isso, o banco passará a possuir 4,1 mil agências, segundo pessoas que participam das conversas.
A meta foi aprovada pelo conselho de administração da instituição, que se reuniu na última quinta-feira (10).

A mudança de curso na Caixa rumo à profissionalização do banco será um dos temas de evento que a instituição organizará no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, nesta quarta-feira (16).

O encontro reunirá 6 mil gerentes de todo o país, com show de axé e o ex-jogador de futebol Cafu como palestrante motivacional, como mostrou reportagem da Folha.

A ideia é transmitir aos gestores que a instituição, daqui para a frente, terá que atuar com uma independência maior do governo federal. Para isso, o banco precisa ser eficiente e estar atento a riscos e retorno das operações.

A nova postura começa a incomodar funcionários. A Fenae (federação das associações de pessoal da Caixa) divulgou nota de repúdio ao que classificou como “desmonte” da instituição financeira.

“Se debater medidas que significam o enfraquecimento da Caixa é inadmissível, fazê-lo em um megaevento financiado com dinheiro público chega a ser deboche”, afirmou a entidade em nota.

Na mesma linha de redução de custos, a Caixa também aprovou o compartilhamento de compras e serviços com outras instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A avaliação no conselho do banco é que essas medidas são necessárias para corrigir os indicadores de eficiência da Caixa, que estão abaixo do restante do mercado.

Recente auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, mostrou que a Caixa melhorou sua taxa de recuperação de empréstimos em atraso quando foi impedida pelo órgão de vender carteiras de crédito.

O tribunal tinha identificado que o banco desistia de cobrar dívidas onde ainda havia grande possibilidade de recebimento pela Caixa. Mas a instituição preferia vender esse crédito para outras empresas especializadas em cobrança.

Essa restruturação é parte de um processo maior para reforçar a musculatura do banco, que teve início no final do ano passado, com a aprovação de um novo estatuto que ampliou os poderes do conselho de administração.

Além de redução de custos, esse processo envolve também medidas para aumentar o capital do banco e atender a exigências internacionais de solidez bancária.

Para isso, várias medidas foram aprovadas pelo conselho. Entre elas, a retenção de lucros, ou seja, o pagamento de apenas 25% do lucro na forma de dividendos à União nos próximos dois anos.

Também se bateu o martelo na venda de imóveis próprios, em uma medida que deve gerar outros R$ 500 milhões.

Com o novo estatuto, que foi aprovado com aval do presidente da República, o conselho da Caixa ganhou mais poderes e, agora, tenta evitar que o próprio presidente da República, Michel Temer, interfira demais na gestão do banco.

A controvérsia do momento envolve a capitalização do banco por meio de operações de financiamento com recursos do FGTS para projetos habitacionais e de infraestrutura do Ministério das Cidades.

Temer consultou o banco para saber se esses empréstimos poderiam ser feitos mas, pelo novo modelo de gestão, as operações só serão conduzidas se passarem pelo teste de “risco e rentabilidade”.

Pelo novo modelo, nenhum negócio que comprometa o resultado será aprovado. A Caixa está, inclusive, implementando um sistema que avalia, com base em indicadores de risco e retorno, se uma operação deve ou não ser feita.

O QUE MUDOU COM O NOVO ESTATUTO DA CAIXA
O conselho de administração passou a ter poder de eleger ou destituir os vice-presidentes do banco; regra anterior previa que somente o presidente da República podia fazê-lo

Vices precisam ser aprovados pelo Banco Central

Dois dos oito membros do conselho precisam ser independentes, ou seja, não são indicados por nenhum órgão público

Os dirigentes da Caixa não poderão: ter parentesco com membros do conselho ou da diretoria; ter dívidas ou terem causado prejuízo ao banco; ter declarado falência; possuir cargos em empresas que sejam fornecedoras da estatal

PRESIDENTES, VICE-PRESIDENTES E MEMBROS DO CONSELHO DEVERÃO:
Ter experiência profissional em instituições financeiras ou na área em que trabalharão no banco de no mínimo dez anos…

…ou ter experiência de no mínimo quatro anos como: diretor de conselho de administração, membro de comitê de auditoria ou chefia superior em empresa do porte da Caixa, entre outros cargos listados no estatuto

O estatuto prevê a criação de quatro novos comitês, entre eles o de Correição, que emitirá parecer sobre prevenção e apuração de irregularidades

Uma vez por ano, ocorrerá uma assembleia-geral com competência para destituir os próprios membros do conselho, decidir remuneração dos administradores e aprovar as demonstrações contábeis da Caixa (Fonte: Folha.com)

bancos lucros

LUCRO DOS MAIORES BANCOS DO BRASIL NO 1º TRIMESTRE É O MAIOR DESDE 2015

Ganhos de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil estão crescendo

O lucro líquido dos maiores bancos do Brasil no primeiro trimestre do ano foi o maior desde o 2º trimestre de 2015, segundo levantamento da Economatica.

De janeiro a abril, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander somaram juntos ganhos de R$ 16,3 bilhões.

O resultado é 13,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (R$ 14,39 bilhões).

Além disso, é o terceiro melhor trimestre da série histórica desde 2006, atrás apenas do segundo e do primeiro trimestres de 2015, com R$ 17,34 bilhões e R$ 16,47 bilhões, respectivamente.

O maior lucro foi do Itaú, com R$ 6,28 bilhões, que citou avanço das receitas com serviços e queda da inadimplência como fatores para a alta de 3,7% em relação ao ano anterior.

O Bradesco apresentou o segundo melhor resultado, com um alta de quase 10%, para R$ 4,467 bilhões. Foi o segundo maior lucro trimestral já registrado pelo banco.

O Santander obteve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, o que representou um avanço de 54% sobre o resultado do mesmo período de 2017, que havia sido impactado por uma tributação extraordinária de R$ 872 milhões.

Já o Banco do Brasil não ficou muito atrás, com ganhos de R$ 2,74 bilhões. O acréscimo de 12,% sobre o lucro do primeiro trimestre do ano passado foi puxado pelo aumento das receitas com tarifas e pela redução das despesas de provisão. (Fonte: G1)

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Banco do Brasil tem lucro de R$ 2,75 bilhões no 1º trimestre, alta de 12,5%

Resultado foi puxado pelo aumento das receitas com tarifas e pela redução das despesas de provisão; carteira de crédito para pessoas físicas cresce 3%.

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,749 bilhões no 1º trimestre, um resultado 12,5% acima do registrado nos 3 primeiros meses do ano passado (R$ 2,443 bilhões). Na comparação como 4º trimestre de 2017, entretanto, quando o banco teve lucro de R$ 3,108 bilhões, houve queda de 11,6%.

Já o lucro líquido ajustado cresceu 20,3% no 1º trimestre, alcançando R$ 3 bilhões. O Banco do Brasil disse no balanço que o resultado pelo cresceimento de 5,4% das receitas com tarifas e pela redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.

Carteira de crédito
A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 3% na comparação anual, atingindo R$ 177,2 bilhões no 1º trimestre. Segundo o BB, os destaques foram o crédito consignado e o financiamento imobiliário, que avançaram 8,2% e 6,8%, respectivamente.

Já a carteira de crédito das pessoas físicas caiu 6,3% no ano, influenciada principalmente pela queda de 7,4% nas nas operações de capital de giro, além do recuo em investimentos e crédito imobiliário.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL), indicador de rentabilidade, aumentou de 12,4% para 13,2% na comparação anual.

O BB informou que em abril atingiu 1,9 milhão de clientes com contas digitais. “Para 2018 o desafio é atingir 3 milhões de clientes digitais”, informou o banco. (Fonte: G1)

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Bancos cortaram cerca de 56 mil postos de trabalho desde 2012

Além de frear desenvolvimento econômico devido às altas taxas de juros cobradas, grandes bancos colaboram com avanço do desemprego no país, mesmo registrando lucros bilionários (Thiago Pereira)

Com taxas de juros que “enforcam” a economia real e colaboram para a estagnação do crescimento, os grandes bancos que atuam no Brasil também têm contribuído com a elevação do desemprego. Desde 2012, o setor, que registra sucessivos lucros bilionários, cortou cerca de 56 mil postos de trabalho no país. A reportagem é da Rede Brasil Atual.

Mesmo mantendo lucros estratosféricos, bancos extinguem postos de trabalho, agravando a crise no Brasil (Arte: Freepik)

O maior movimento de fechamento de vagas se deu nos últimos três anos, com cerca de 50 mil cortes. No ano passado, Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil – as quatro maiores instituições com ações listadas na Bolsa – somaram R$ 57,63 bilhões em lucros. Em 2016, esse número foi de R$ 50,2 bilhões e, em 2015, alcançaram a cifra de R$ 61,9 bilhões, de acordo com a consultoria Economatica.

Já o fechamento de vagas – diferença entre demitidos e contratados – foi de 17.905, em 2017, depois de ter alcançado 20.553 no ano anterior. Mesmo em 2015, quando os lucros foram recordes, 9.886 postos de trabalho foram extintos.

Em dezembro do ano passado, os dispensados ganhavam em média R$ 7.456. Já a média salarial dos contratados foi de R$ 4.139, o que representa apenas 56% da remuneração dos desligados.

Neste ano, a tendência continua. Nos primeiros três meses deste ano, foram 2.226 vagas extintas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

De janeiro a março, apenas os três maiores bancos privados –  Itaú Unibanco, Santander e Bradesco – registraram lucro líquido de R$ 14,3 bilhões.

Reestruturação que corrói empregos
Segundo o economista do Dieese Gustavo Cavarzan, trata-se de uma “reestruturação produtiva” por meio da qual o setor pretende maximizar resultados reduzindo estruturas. Mas nem sempre foi assim. De 2003 a 2011, os bancos conciliavam a ampliação dos negócios, com o crescimento do número de agências e de funcionários. Desde 2012, a terceirização e a substituição tecnológica, tendências verificadas desde os anos 1990, são intensificadas.

Além da terceirização (transferência de serviços para empresas prestadoras de serviços, ainda que de natureza bancária), os bancos se utilizam dos chamados “correspondentes bancários” – quando outros estabelecimentos comerciais, lotéricas e agências dos Correios, por exemplo, passam a oferecer serviços financeiros, em substituição a agências de bancos.

“Esses estabelecimentos fazem contratos com os bancos para prestar determinados serviços, só que os trabalhadores não são bancários, não têm os direitos previstos em convenção coletiva da categoria, têm salários muito menores, entre outros fatores. Assim, os bancos conseguem expandir suas atividades sem contratar, ou até mesmo demitindo”, explica Cavarzan.

Outro processo ainda mais decisivo é a intensificação da tecnologia no setor. Estudo divulgado pela própria Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que 35% de todas as operações bancárias hoje são realizadas por meio de smartphones. Só em 2017, os grandes bancos investiram R$ 19,5 bilhões em desenvolvimento tecnológico.

Só os bancos ganham
Contudo, apesar dos custos infinitamente mais baixos dessas transações, as tarifas bancárias não caem, ao contrário, continuam subindo. O técnico do Dieese destaca que, segundo relatório do Bradesco, o custo das operações virtuais é de cerca de 3% do que seria se elas fossem realizadas numa agência. Ainda assim, as tarifas tiveram reajuste de cerca de 9%, segundo o Dieese, frente a uma inflação oficial de 2,95%, no ano passado.

“A gente não vê esse movimento, que está no discurso dos bancos – de que os clientes seriam beneficiados com a redução de custos –, sendo reproduzido na prática. As tarifas seguem aumentando muito acima da inflação geral. Essa redução de custos está sendo totalmente apropriada pelas empresas”, ressalta Gustavo.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, os avanços tecnológicos são importantes, mas não podem ficar a serviço apenas dos banqueiros. “É preciso assegurar transações seguras, com a redução do valor das taxas para população, com melhores serviços e melhores condições de trabalho para a categoria.”

Ela lembra que o uso das novas tecnologias pode ainda aumentar a exclusão de parcela mais pobre da população, além daqueles que vivem em áreas afastadas, fora dos espaços urbanos, e que não contam com fácil acesso à internet.

Segundo, em vez de haver um compartilhamento dos ganhos tecnológicos, parte das inovações serve para tornar mais precárias as relações de trabalho no sistema financeiro. “Os trabalhadores sempre tiveram de se mobilizar para conquistar seus direitos, e isso não vai mudar. No ano passado, durante negociação salarial, os trabalhadores conseguiram incluir cláusula para garantir a requalificação e realocação de trabalhadores atingidos pelo avanço tecnológico. Esperamos que todos os bancos mantenham e cumpram o compromisso.” (Fonte: Rede Brasil Atual)