Proposta no Senado quer aumentar rendimento do FGTS dos trabalhadores

A ideia é que a rentabilidade do FGTS se aproxime da poupança

 SÃO PAULO – Um projeto em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado quer aumentar a remuneração dos depósitos feitos nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos trabalhadores. O objetivo, segundo a autora da proposta Rose de Freitas (PMDB-ES), é que os valores das contas se aproximem da poupança, garantindo o aumento do poder de compra do consumidor.

De acordo com o texto, a proposta é oferecer uma correção das contas com juros de 12% ao ano nos três primeiros anos fiscais após a aprovação da lei e, posteriormente, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Para o relator da proposta na CAE, senador Paulo Rocha (PT-PA), o projeto corrige “uma grave distorção do fundo”, que seria a baixa remuneração dos recursos do trabalhador. “O FGTS é uma poupança compulsória do trabalhador, cujos recursos são advindos do recolhimento feito pelo empregador no valor de 8% sobre o valor da remuneração. Atualmente, os saldos dessas contas são remunerados pela TR + 3% ao ano, um montante que não tem sido suficiente nem para repor as perdas inflacionárias”, argumenta.

Após votação na CAE, o projeto segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em que a decisão será terminativa se não houver recurso para votação em Plenário.

Com Agência Senado

Fonte: InfoMoney

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Caixa vai reduzir juros de financiamento com recursos da poupança

A Caixa Econômica Federal irá reduzir as taxas de juros de financiamento imobiliário com recursos da poupança. O presidente da instituição, Gilberto Occhi, afirmou, nesta segunda-feira (19/3), em um evento no Rio de Janeiro, que o conselho do banco está estudando a movimentação do mercado e deve alinhar suas taxas. O balanço sairá até semana que vem.

Segundo o presidente, foi observada uma atração na demanda do mercado, à medida em que os bancos privados anunciaram a redução em suas taxas. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a Caixa perdeu liderança no financiamento imobiliário nas linhas de créditos com recursos da poupança e foi ultrapassada por concorrentes pelo terceiro mês seguido.

No entanto, Occhi revelou que o balanço da instituição será o melhor da história do banco e, pela primeira, vez será melhor do que o desempenho do Banco do Brasil. Segundo ele, os dados positivos foram resultados de ajustes, redução de custos e melhorias na eficiência do banco.

De acordo com o presidente da instituição, a Caixa tem um orçamento para 2018 de R$ 82,1 bilhões de investimentos habitacionais no país. Desse total, cerca de R$ 58,8 bilhões virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), R$ 12,7 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo  (SBPE) e, o restante, de outras fontes.

Ele afirmou que a meta da Caixa é financiar cerca de 650 mil novas unidades habitacionais nos próximos anos, especialmente do programa governamental Minha Casa Minha Vida. Occhi disse que avalia com o governo a criação de um complemento à caderneta de poupança no financiamento do crédito imobiliário, a Letra Imobiliária Garantida (LIG).

Fonte: Correio Braziliense

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BRADESCO AFIRMA QUE NÃO HAVERÁ DEMISSÕES NO FECHAMENTO DE AGÊNCIAS

Os bancários ficaram apreensivos após o Bradesco anunciar o fechamento 200 agencias em todo o país. O maior medo é com a possibilidade de perda de emprego.

Imediatamente após a notícia, o movimento sindical procurou o banco para tratar do assunto.

O  departamento de Relações Sindicais do Bradesco que informou que se trata de um estudo, uma vez que, com a aquisição do HSBC, passaram a coexistir duas, e até três agências muito próximas.

O banco também disse que não tem a intenção de demitir funcionários, mas realocá-los em agências próximas que estão com déficit de pessoal.

O banco também afirmou que o “banco digital” não vai substituir as agências físicas, visto que grande parte da população prefere o atendimento pessoal dos bancários.

Aumento das receitas

Outro motivo de preocupação do movimento sindical é com o aumento do assédio moral por meio das práticas de cobrança de metas. O banco pretende aumentar a receita com a venda de produtos aos clientes. Atualmente, a média de produtos adquiridos por clientes é de 1,6. A meta é chegar à média de 2 produtos por cliente.

O banco alega que tem um departamento que faz um estudo para determinar metas possíveis de serem alcançadas, sem abusos. Disse ainda que, se houver excessos na cobrança de metas é devido à má postura de gestores.

Mais uma vitória

O Sindicato dos Bancários de Marília e Região obteve mais uma vitória na Justiça do Trabalho. Trata-se de reversão da demissão de uma bancária por justa causa, imposta pelo banco Santander, em meados de 2015. Acionado, o Dr. Amaro, do Departamento Jurídico do Sindicato, ingressou com ação judicial que foi julgada procedente nos pedidos. Na sentença, o juiz condenou o banco ao pagamento de todas as verbas rescisórias e danos morais.

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Bradesco estuda fechar até 200 agências este ano, diz presidente

Octavio de Lazari Junior é nomeado presidente do Bradesco

O Bradesco está estudando o fechamento de até 200 agências este ano em meio a uma revisão de sua rede de 4.750 pontos de atendimento, disse nesta terça-feira(13) o novo presidente-executivo do segundo maior banco privado do país, Octavio Lazari.

Após a aquisição de 800 agências brasileiras do HSBC Brasil em 2016, por US$ 5,2 bilhões, o Bradesco fechou por volta de 565 agências no ano passado.

Depois de conseguir grandes economias de custos com a aquisição, o Bradesco está agora focado em ampliar receita, disse Lazari, que assumiu o comando do banco na segunda-feira.

“Grande parte do aumento das receitas virá do maior número de produtos vendidos por cliente”, disse o executivo à Reuters em entrevista na sede do Bradesco, em Osasco (SP).

O Bradesco quer elevar o número médio de produtos vendidos de 1,6 atualmente para 2 por cliente até o final deste ano, disse Lazari. Ele acrescentou que o banco tem usado ferramentas de análise de dados para identificar quais produtos devem ser oferecidos a cada um de seus 30 milhões de clientes.

Lazari, 54 anos, foi indicado para a presidência-executiva do Bradesco em fevereiro, em substituição a Luiz Carlos Trabuco Cappi, que passou a presidente do conselho de administração da instituição. As nomeações marcam uma mudança de geração para o Bradesco. O ex-presidente do conselho, Lázaro Brandão, de 91 anos, deixou o posto em outubro.

O novo presidente afirmou que o Bradesco está concentrado em expandir serviços digitais não apenas por meio do banco online Next, lançado no final de outubro e com apelo entre clientes mais jovens, mas também trabalhando conjuntamente com startups de tecnologia financeira, as fintechs.

O novo presidente do Bradesco afirmou que o Next tem atualmente cerca de 80 mil clientes.

Lazari comentou que o orçamento do Bradesco em 2018 prevê um retorno sobre patrimônio estável com a performance de cerca de 18% do ano passado, que ficou abaixo do nível alcançado pelo Itaú Unibanco .

“Apostamos num Brasil que ia dar certo, mas que infelizmente não deu ainda”, disse o executivo. “Mas não perdemos a crença de que ainda vai dar certo.”

Lazari afirmou que o setor bancário precisa “apreender a conviver com juros baixos” e acrescentou que “não espera que os juros voltem a níveis elevados”.

O novo presidente do Bradesco também disse que a holding Bradespar não tem intenção de vender sua participação na mineradora Vale no curto prazo.

Fonte: G1

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ACORDO PREVÊ PAGAMENTO DA PLR DA CAIXA ATÉ O DIA 31

O movimento sindical tem cobrado antecipação, o que pode ocorrer até a data determinada pelo ACT em vigor, mas valores ainda dependem da publicação do balanço de 2017 (Leonardo Guandeline)

A segunda parcela da PLR deve ser paga pela Caixa até o dia 31 de março, data limite determinada pelo Acordo Coletiva de Trabalho (ACT) em vigor. Os bancários tem cobrado a antecipação, mas o pagamento ainda depende da publicação do balanço de 2017. A PLR é conquista da mobilização dos trabalhadores ao lado do movimento sindical e passou a ser paga pela Caixa em 2004.

Além disso, o banco público distribui, desde 2011, 4% do lucro líquido entre todos os empregados, que corresponde à PLR Social, fruto da Campanha Nacional de 2010. A PLR Social – que também deve ser paga até o dia 31 – leva em conta funções sociais da Caixa.

Na Caixa, a PLR é composta pela regra básica Fenaban (90% do salário base), parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social. Isso garante a distribuição superior a 19% do lucro líquido para todos os trabalhadores da empresa.

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Os empregados da Caixa tiveram creditados no último dia 20, retroativos a janeiro, os reajustes da promoção por mérito. Conquista renovada ano após ano desde a Campanha Nacional de 2007, os deltas agregaram aumento de cerca de 2,34% nas remunerações do Plano de Cargos e Salários (PCS). De 87.635 trabalhadores do banco (em 31/12/2017), 83.985 eram promovíeis. Destes, 72.128 (85,9%) receberam deltas. (Fonte: Seeb SP)

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Novo diretor de Relações Trabalhistas da FENABAN visita a CONTEC

A CONTEC recebeu nesta quarta-feira (07/03), em sua sede social,  a visita do Dr. ADAUTO DE OLIVEIRA DUARTE novo Diretor de Políticas de Relações Trabalhistas e Sindicais da FENABAN, que registrou ser uma visita de cortesia e que esperava manter em nível adequado as relações com a nossa Confederação e as entidades sob sua coordenação, a fim de que sejam atingidos os objetivos da parte dos trabalhadores e dos Bancos.

O representante da FENABAN registrou que está fazendo leituras realistas  e interessantes do atual cenário e que entende haver ainda bastante turbulência, mas que temos de encontrar caminhos para responder os desafios que nos são colocados diariamente.

 

O presidente  da CONTEC, Lourenço Prado,  agradeceu a cortesia da visita, e apresentou membros da CEBNN – Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação enfatizando a necessidade de se realizar a reunião com a Comissão de Negociação da FENABAN, solicitada em 01 de fevereiro passado, para solução de diversas pendências  (aplicação da Convenção Coletiva de Trabalho vigente, trabalho intermitente, terceirização, Contribuição Sindical, homologações das rescisões trabalhistas nos Sindicatos, dentre outros).

Prado destacou ainda que 2018, sendo um ano de eleições gerais e de Copa do Mundo de futebol, e ainda o fato de já estarmos em março, há uma necessidade de se antecipar o início da Campanha Salarial, para maior produtividade, economicidade e forma construtiva,  de que se beneficiariam os trabalhadores e os Bancos.

A   CONTEC reivindicou do novo Diretor da FENABAN que estudasse a possibilidade de fornecimento de ata resumida, das sessões de negociação, onde ficassem registrados temas debatidos, lista das presenças e data da próxima reunião, a partir desta Campanha Salarial de 2018.

Ao se despedir, o Dr. Adauto agradeceu a receptividade na CONTEC e registrou a responsabilidade das partes, Bancos e entidades sindicais, de busca constante do equilíbrio, dentro do espirito das negociações, que devem ser sempre  lastreadas na lealdade e boa fé.

Diretoria Executiva da CONTEC

Desigualdade salarial entre homens e mulheres no setor bancário, aponta Caged

Os bancos contrataram 1.283 mulheres em janeiro deste ano, com salário médio de R$ 3.116,41. Esse valor corresponde a 71,8% da remuneração média recebida pelos 1.316 homens contratados no mesmo mês. A diferença salarial entre homens e mulheres também foi constatada nos desligamentos. As 991 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.649,80; valor equivalente a 76,3% do salário médio dos 956 homens desligados dos bancos. Os dados acima constam de análise do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do trabalho, divulgado no último dia 2.

Posto de trabalho

Os bancos criaram 652 postos de trabalho no citado mês de janeiro, em todo o país. Foram admitidos 2.599 bancários e demitidos 1.947. O estado de São Paulo registrou 64% das admissões, 41% do total de desligamentos e apresentou o maior saldo positivo no emprego bancário, com 588 postos abertos. Os piores saldos foram registrados no Rio de Janeiro (-49 postos) e Rio Grande do Sul, com o fechamento de 33 postos de trabalho bancário.

Os bancos múltiplos com carteira comercial (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) foram responsáveis pela abertura de 592 dos 652 postos de trabalho criados em janeiro. “Mas todas as classes de atividade econômica do setor bancário apresentaram saldo positivo em janeiro de 2018”, destaca o Dieese.

Reflexo da reforma trabalhista

As demissões sem justa causa representaram 56,6% do total de desligamentos. As rescisões dos contratos de trabalho solicitadas pelos bancários representaram 32,7%. E foram registrados cinco casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. “Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017”, frisa o Dieese. Os bancários desligados nessa modalidade “apresentaram remuneração média de R$ 2.182,40, bastante inferior à média (R$ 6.512,12)”.

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QUEM O ITAÚ PROCURA DENTRE 523 MIL CURRÍCULOS QUE RECEBE AO ANO

Em entrevista exclusiva, diretor executivo de RH do banco  Itaú, Sergio Fajerman, fala de que tipo de profissional o banco precisa agora e  no futuro (Camila Pati)

No ano passado, mais de 523 mil pessoas enviaram currículos  para tentar uma vaga de emprego no Itaú. Para se ter uma ideia do poder de  atração do banco, uma nota publicada pelo Site EXAME, em dezembro do ano passado  falando sobre um programa do banco para contratar gerentes teve mais de 420 mil  acessos.

Maior banco do país em ativos totais (1,425 trilhão de reais), o Itaú tem 100  mil funcionários e 50 milhões de clientes e seu principal desafio, segundo o  diretor executivo de RH, Sergio Fajerman, é ser ágil dentro dessa grandiosidade.

Ao receber o Site EXAME, na sede do banco, o executivo falou sobre o perfil  profissional mais procurado, carreiras do agora e do futuro. “A gente vai ter  por um bom tempo profissionais diferentes convivendo no banco”, diz. Para ele, a  transformação digital ainda tem um longo caminho.

Fajerman também falou sobre as vantagens de trabalhar numa empresa desse  tamanho e disse que procura desmistificar, na medida do que é possível, ideias  preconcebidas sobre o tema.

Passando por grandes mudanças na maneira de trabalhar, o banco adotou, por  exemplo, modelos de trabalho comuns em startups e fintechs baseados em times  multifuncionais e autônomos, os chamados squads, em algumas áreas. O RH é uma  delas.

No entanto, ele diz que não quer “vender sonhos”. “Trabalhar numa startup não  é a mesma coisa do que trabalhar num banco de 90 anos. A regulação não é a  mesma”, diz ele.

A seguir, confira trechos da conversa:

Site EXAME: A tecnologia tem mudado a demanda profissional dentro do  sistema bancário, funções antes ocupadas exclusivamente por humanos hoje podem  ser desempenhadas por robôs e computadores. Como você enxerga essa transformação  em termos de demanda profissional? 

Sergio Fajerman: A transformação que está ocorrendo é menos disruptiva  ou impactante em termos de tempo. O Itaú tem cerca de 50 milhões de clientes.  Ainda tem uma fase que a gente vai conviver com esse sistema tradicional e esse  sistema novo, ainda vai ter um período de convivência grande. A gente vai ter  por um bom tempo profissionais diferentes também convivendo aqui. Não tem melhor  ou pior, são diferentes profissionais que atendem a necessidades especificas. O  perfil do nosso cliente ainda é muito diferente. Pode ser que num futuro, já na  próxima geração a gente tenha 100% de consumidores ou de clientes digitalizados.  Mas por enquanto vai ter uma mistura. Seja por questões de regulação e seja por  questões de clientes a gente tem aí um longo caminho para percorrer.

Tendo em vista este cenário, que tipo de carreiras são mais demandadas? E  se você tivesse que fazer uma projeção para 5 e para 10 anos o que diria sobre a  necessidade do banco? 

Sergio Fajerman: nos próximos anos a gente vai ter que ter habilidade  de navegar bem por esses dois mundos. Se a gente não se preocupar com o novo,  dizendo que vai demorar, o bonde passa e a gente fica para trás. Mas por um bom  tempo eu vou precisar lá do backoffice, precisar do caixa, das agências. É  difícil precisar quanto tempo e qual a quantidade, é algo que a gente vai ter  que ficar acompanhando de forma muito cuidadosa. Tem a as atividades mais  tradicionais, mas cada vez mais vou precisar descobrir o novo.

Que profissionais, então, são essenciais para descobrir o novo?

Sergio Fajerman: por exemplo, cientistas de dados. A gente tem uma  quantidade de dados absurda que passa pelo banco, a tecnologia hoje faz com que  o armazenamento desses dados seja muito barato. Agora tem que saber usar. Aí tem  uma legião nessa carreira meio nova que são os cientistas de dados, os  engenheiros de dados, que isso, sem dúvida, nós vamos ter que trazer. A gente  sempre teve muito estatístico, matemático para fazer modelagens de forma geral.  Mas cientista de dados vai além, entra no campo de machine learning,  inteligência artificial, são profissionais robustos nesse campo, tem escopo  maior, tem profundidade maior.

Precisa ter gente que entenda de programação, de como fazer isso. Também tem  todo um novo campo, de reconhecimento facial, reconhecimento de voz. Precisa ter  pessoas muito bem preparadas para esse tipo de situação. Quanto mais você lida  com informação, mais a segurança da informação passa a ser importante também.

Vai ter todo uma gama de profissões ligados a dados seja análise, seja  programação, seja inteligência artificial, machine learning. Temos bilhões de  informações aqui dentro nós precisamos saber usar isso melhor para melhorar a  performance do banco. Também há um terceiro campo que a gente está investindo  também que tem um lado que vem das startups, das fintechs, das bigtechs, que é a  questão da experiência do usuários. Colocar o cliente no centro é mudar para  atender a real necessidade do cliente. Esse é um exemplo dessas carreiras,  precisa der especialistas no cliente.

Entre as fintechs que surgiram, o Nubank chama bancos tradicionais de  dinossauros. Como você enxerga essa imagem que banco tradicional tem na cabeça  do jovem? Sergio Fajerman: estamos muito atentos ao que está acontecendo, sem  abrir mão do legado. Esse vai ser nosso desafio. No nosso Centro Tecnológico (CT),  há o modelo de layout do que o Nubank ou de uma empresa de tecnologia. Espaço  aberto, pessoas trabalhando em comunidade, você tem os squads (pequenos times  multifuncionais). A área de recursos humanos hoje trabalha em squad.

Ninguém mais tem lugar marcado. É claro que não quero vender sonhos.  Trabalhar numa startup não é a mesma coisa do que trabalhar num banco de 90  anos. A regulação não é a mesma. Tem uma questão de escala. Você ter 100 mil  pessoas e um legado, uma história de aquisição de outras empresas que vêm com  sistemas diferentes, não é a mesma coisa, naturalmente é diferente. A arte está  é manter os valores que nos trouxeram até aqui sem ficar para trás em relação às  novidades, esse é o maior desafio. Sermos grandes e ágeis.

Quais as vantagens de trabalhar em uma empresa com 100 mil funcionários e  50 milhões de clientes? 

Sergio Fajerman: Outro dia, eu estava conversando com um jovem que  tinha vindo de uma startup e está trabalhando na área de tecnologia aqui do  banco, ele estava encantado. Me disse que quando você tem uma startup e lança um  produto você quer que as pessoas testem e fica lá esperando isso acontecer  quando você não tem nome e não tem dinheiro. Não tem insumo. Você lança e quer  feedback para poder melhorar. E aqui no Itaú você lança um aplicativo e o piloto  é com 2 milhões de pessoas. É muito legal também esse impacto que você pode ter  na vida das pessoas.

Que imagem vocês buscam combater ou desmistificar na cabeça do jovem que  quer saber como é trabalhar aqui? 

Sergio Fajerman: uma pessoa em começo de carreira pode se perguntar se  não é uma empresa muito hierárquica, ou muito burocrática. Ele pode se perguntar  se ele será ouvido. Isso que a gente busca combater. A gente tem na nossa  cultura um termo que a gente valoriza muito que é o melhor argumento é o que  vale. O que estamos querendo dizer é que: não importa o teu nível, se tiver o  melhor argumento é o que vai valer.

O que pode ser visto como uma desvantagem de trabalhar em um banco tão  grande? 

Sergio Fajerman: Tem uma questão importante que é que o sistema  financeiro brasileiro é muito regulado, e tem que ser assim. Hoje as fintechs  estão entrando mais no segmento de menor risco e a gente é um banco universal,  estamos em todos os lugares, em todos esses segmentos. Fintechs ainda são  monoproduto, ou têm dois ou três produtos. É lógico que tudo isso pode mudar,  mas por ora é assim. Isso também é uma característica que tem prós e contras.  Estamos sujeitos a milhares de regras, regulações e leis, temos que cumprir  todas elas, obviamente, isso traz uma complexidade para o negócio que é maior do  que se você está num nicho específico.

Qual o perfil comportamental que dá mais chance de sucesso dentro do Itaú?

Sergio Fajerman: tem um dos nossos valores na nossa cultura que ser  fanático por performance. Para trabalhar aqui tem que ter essa motivação por  resultado, querer se superar todo dia, tem que ter uma atenção grande aos  detalhes. Lidamos com o dinheiro das pessoas, é um ambiente muito regulado. Tem  que ter muita atenção a todos os detalhes em todo processo, seja do produto, das  questões legais ou de regulação. Tem que ter muita atenção aos riscos  envolvidos.

E a ambição? 

Sergio Fajerman: Acho que sim, mas tão grande quanto a ambição a gente  tem um valor da nossa cultura que é ética inegociável. Tem que ser ambicioso,  mas uma ambição do bem, de querer se superar de querer o melhor para o banco,  querer o melhor para o cliente. A ambição colocada fora de contexto pode parecer  uma coisa agressiva e não é. Acho que todo mundo, empresa, as pessoas deveriam  ambicionar, se superar todo dia, mas numa boa.

Numa entrevista de emprego, o que você observa num candidato? Sergio Fajerman:  O que eu observo num candidato é se a pessoa está antenada com as questões do  mundo, se ela tem as competências técnicas para aquela posição e é uma pessoa  bem articulada. Acho que essa combinação é muito forte. Cultura geral e  raciocínio lógico e acabam sendo uma boa referência para saber se a pessoa vai  ter sucesso. Porque mal ou bem o que a gente faz aqui o tempo todo é resolver  desafio, então raciocínio lógico é uma coisa muito importante. (Fonte: Exame)