Caixa antecipa e paga PLR nesta terça-feira (27.03)
A Caixa Econômica Federal resolveu antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para esta terça-feira (27.03). O valor estava previsto para ser creditado na próxima quinta-feira (29.03).
A mudança de datas foi decidida na manhã desta terça-feira, pouco antes do anúncio oficial do resultado do banco em 2017. A Caixa teve lucro líquido de R$ 12,5 bilhões.
Pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o banco tinha até o dia 31 de março para efetuar o pagamento.
A PLR na Caixa é composta pela regra básica Fenaban (90% do salário base), mais parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido (pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social.
A Caixa é o último dos cinco maiores bancos do país a distribuir os lucros. Essa não é a primeira vez que acontece. Ano passado, a situação se repetiu com o pagamento da primeira parcela.
Diretoria Executiva da CONTEC
BANCO DO BRASIL ENCERRA INSCRIÇÕES DE CONCURSO PARA 60 VAGAS
São 30 vagas imediatas e 30 para formação de cadastro de reserva para o cargo de escriturário, que exige nível médio; remuneração inicial é de R$ 2.718,73.
Terminam nesta terça-feira (27) as inscrições do concurso público do Banco do Brasil, que tem 60 vagas no total: 30 imediatas e 30 para formação de cadastro de reserva para o cargo de escriturário, que exige nível médio.
As vagas são para Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O candidato, ao ser classificado, poderá ser convocado para uma das três cidades, a critério exclusivo do Banco do Brasil.
A remuneração inicial é de R$ 2.718,73 para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 737 por mês e, cumulativamente com o benefício de ajuda alimentação/refeição, o banco concede a cesta alimentação, no valor mensal de R$ 580,83.
Há ainda possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; e previdência privada.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.cesgranrio.org.br. A taxa é de R$ 48.
A realização das provas está prevista para o dia 13 de maio, nas cidades de Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.
As provas terão questões de conhecimentos básicos: língua portuguesa, língua inglesa, matemática e atualidades do mercado financeiro e conhecimentos específicos: probabilidade e estatística, conhecimentos bancários e conhecimentos de informática. Haverá ainda prova de redação.
A seleção tem validade de um ano, a contar da data de publicação do edital de homologação dos resultados finais, podendo ser prorrogada, uma única vez, por igual período.
O último concurso do Banco do Brasil foi realizado em 2015 para o total de 860 vagas: 95 imediatas e 765 para formação de cadastro de reserva. A Cesgranrio também foi a organizadora do concurso. (Fonte: G1)
Banco do Brasil
60 vagas
Salário: R$ 2.718,73
Inscrições: de 8 a 27/03
Taxa: R$ 48
Prova: 13/05
CAIXA SEGURIDADE PREVÊ FECHAR PARCERIAS ATÉ JUNHO, EM PASSO ESSENCIAL PARA ABRIR CAPITAL
Parcerias fazem parte de preparação da Caixa para colocar seu negócio de seguro e previdência na bolsa de valores.
A Caixa Seguridade, braço de participações da Caixa Econômica Federal em seguros e previdência, deve concluir até junho a formação de joint ventures (sociedades com outras empresas) nas suas quatro áreas de negócios, em preparação para sua oferta inicial de ações na bolsa de valores (IPO, na sigla em inglês).
“Os sócios nas joint ventures esperamos concluir até junho”, disse nesta sexta-feira o diretor de relações com investidores da Caixa Seguridade, Thiago Souza Silva, durante apresentação a analistas da Apimec. “Depois é aguardar a melhor janela de mercado para o IPO.”
A Caixa Seguridade tentou pela primeira vez se listar em bolsa em 2016, mas suspendeu os planos devido às condições adversas do mercado e aos entraves na negociação com a francesa CNP Assurances, sua sócia na Caixa Seguros Holding, joint venture que tem negócios como a Caixa Seguradora e a corretora Wiz.
Desde então, a Caixa Seguridade se concentrou no redesenho da parceria com a CNP, que vence em 2021. A expectativa dos executivos da companhia é de que as negociações para extensão do acordo com os franceses seja concluída até junho. No pós 2021, o acordo envolverá os segmentos vida, prestamista e previdência.
Para outras divisões de negócios, a Caixa Seguridade está negociando joint ventures separadas com outros interessados, uma para englobar as áreas habitacional e de consórcios, outra para auto e “ramos elementares (proteção de patrimônio)” e uma última para capitalização.
A Caixa Seguridade também pode concluir em breve a negociação para possível renovação com a Wiz, corretora que tem exclusividade na venda de produtos da Caixa até 2021.
“Até 2021 não muda nada; para depois disso vai ter processo competitivo e precisamos de um bom prestador de serviços”, disse na reunião o diretor comercial da Caixa Seguridade, Gustavo Fernandes, explicando que a empresa já enviou uma contraproposta à Wiz, de quem aguarda resposta.
Maior participação de mercado
Após a constituição da holding Caixa Seguridade em 2015, a companhia vem implementando mecanismos usados em rivais do setor privado para tentar ampliar sua participação e a rentabilidade, incluindo incentivos para funcionários que venderem mais apólices.
Assim, a fatia de mercado da companhia no mercado segurador brasileiro subiu de 5,5% para 8,1% no final de 2017. Segundo Fernandes, a meta é elevar essa fatia nos próximos anos para níveis próximos aos detidos pela Caixa Econômica no crédito, hoje de 23%.
A Caixa Seguridade fechou 2017 com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, 19% a mais que no ano anterior, e com R$ 20 bilhões em prêmios emitidos, avanço de 40% ano a ano.
A rentabilidade sobre o patrimônio, que caiu de 34,1% para 32,7% no ano passado, deve subir nos próximos anos para níveis ao redor de 40%, disse Silva. (Fonte: G1)
BANCOS TOTALIZAM REDUÇÃO DE 390 POSTOS DE EMPREGO, ENTRE JANEIRO E FEVEREIRO DE 2018
Rio de Janeiro, Paraná e Bahia foram os estados com maior redução
Os bancos reduziram 390 postos de emprego em todo o Brasil, nos dois primeiros meses de 2018, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 4.271 admissões e 4.661 desligamentos. Apenas no mês de fevereiro, os bancos fecharam mais de 1000 postos de trabalho pelo país.
Rio de Janeiro, Paraná e Bahia foram os estados que mais fecharam postos. Foram fechados 184, 90 e 76 postos respectivamente. Já São Paulo, registrou 61,3% das admissões e 59% do total de desligamentos, apresentando o maior saldo positivo no emprego bancário no período analisado, com 100 postos abertos no mês.
A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento de 424 postos nos dois primeiros meses de 2018 e a Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 13 postos.
Com foco em contratações nas faixas etárias entre 18 e 24 anos, os bancos criaram 1.635 vagas para trabalhadores com até 29 anos. Para a faixa etária acima de 30 anos, todas apresentaram saldo negativo (-2.025 postos, no total), com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 1.043 postos
Desigualdade entre Homens e Mulheres
As 2.078 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e fevereiro de 2018 receberam, em média, R$ 3.378,25. Esse valor corresponde a 74,9% da remuneração média auferida pelos 2.193 homens contratados no período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 2.263 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.573,07, o que representou 78,0% da remuneração média dos 2.398 homens desligados dos bancos no período.
Primeiros reflexos da Reforma Trabalhista nos dados do CAGED
As demissões sem justa causa representaram 56,5% do total de desligamentos no setor bancário entre janeiro e fevereiro de 2018. As saídas a pedido do trabalhador representaram 34,9% dos tipos de desligamento. Nesse período foram registrados, ainda, 8 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram do emprego nessa modalidade apresentaram remuneração média de R$2.800,38, bastante inferior à média (R$ 6.512,12). (Fonte: Dieese e Caged)
Saída de Occhi abre disputa entre partidos pela Presidência da CAIXA
O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, está de saída da empresa. Ele vai ser o novo ministro da Saúde no lugar de Ricardo Barros, que deixa a pasta para concorrer às eleições deste ano. O PP já indicou o nome de Occhi para o presidente Michel Temer, que já deu sinal verde.
Esta deve ser a última semana de Occhi à frente da Caixa. Ele vai anunciar o maior lucro da história da empresa nesta terça-feira (27.03) e se despedir do banco. A saída de Occhi abriu uma disputa pelo cargo. PP, PSD e MDB brigam pelo comando da instituição.
O PP quer fazer o sucessor. E já indicou o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson de Souza. Mas, dificilmente, ele será aceito. O PSD, partido do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quer um nome mais técnico. E patrocina a indicação do vice-presidente de Finanças da Caixa, Arno Mayer.
Arno está alinhado com as premissas defendidas pelo ministro da fazenda. Além disso, ficou ao lado de Meirelles na disputa com Occhi no caso que resultou na mudança das escolhas dos vice-presidentes da instituição. Meirelles defende nomes técnicos, enquanto Occhi queria manter as indicações políticas.
O MDB também cobiça o cargo. Fábio Lenza – vice-presidente de Produtos e Varejos – e Marcos Jacinto – vice-presidente de Pessoas – agradam ao partido. O primeiro conta com o apoio do clã Sarney. Tanto, que está há 14 anos como vice-presidente e atuou em diversas áreas da Caixa. Jacinto tem respaldo do MDB da Câmara.
Arno é o favorito. Além de um nome mais técnico, pode servir de argumento para trazer o PSD para uma aliança com o MDB. Temer deve decidir o substituto de Occhi até o fim desta semana.
Rescisão de contrato de trabalho sem sindicato fragiliza empregado, aponta debate no Senado
A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), em vigor desde novembro do ano passado, acabou com a necessidade de o sindicato da categoria ou o Ministério do Trabalho revisar a rescisão dos contratos dos trabalhadores. Com isso, empregados e empregadores têm recorrido a cartórios para finalizar as relações trabalhistas. Audiência pública promovida na última quinta-feira (22) pela Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho apontou que a medida deixa os profissionais desprotegidos. Na Agência Senado
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa, cartórios já têm oferecido o serviço por meio de uma escritura pública que pode ser emitida, inclusive, por meio eletrônico, sem a necessidade de comparecimento ao local físico. Ele observou que a participação dos sindicatos e do Ministério do Trabalho garantia o pagamento correto dos valores rescisórios.
“Estão fazendo por meio eletrônico, o que aumenta a possibilidade de sonegação de direitos trabalhistas. A reforma trouxe uma série de instrumentos para retirada de direitos trabalhistas. É preciso rever esses instrumentos”, apontou.
Para o vice-presidente da subcomissão, senador Paulo Paim (PT-RS), a extinção da necessidade de comparecimento ao sindicato ou à superintendência do Ministério do Trabalho para homologar uma rescisão contratual abre espaço para fraudes.
“Daqui a pouco o trabalhador vai receber a rescisão pelo correio”, lamentou Paim.
Itamar Kunert, da Central dos Sindicatos Brasileiros, ressaltou que a homologação garante segurança jurídica para trabalhadores e empresários, pois demonstra que o empregador pagou o que deveria e o trabalhador recebeu aquilo que tinha direito.
“A homologação é a coisa mais importante não apenas para o trabalhador, mas para o empresário. É uma garantia de que houve um corte no contrato de trabalho”, assinalou.
Demissão imotivada
A Reforma Trabalhista criou a possibilidade de funcionário e patrão negociarem uma demissão de comum acordo. O trabalhador que optar por essa nova forma de demissão perde o direito ao seguro-desemprego e ganha somente a metade do valor correspondente ao aviso prévio e da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa nova ferramenta pode ser utilizada para coagir o trabalhador ao consenso, segundo participantes da audiência.
Na avaliação de Rogério Silva, membro do Comando Nacional de Mobilização do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), a demissão sem justa causa — aquela que não pode ser justificada por falta grave do trabalhador ou por motivos econômicos relevantes — precisa ser revista.
“A dispensa imotivada é hoje um poder que o empregador tem sobre o empregado, algo que já não é permitido em vários países. Essa dispensa não poderia ser por puro arbítrio do empregador”, criticou.
O presidente da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, Hugo Melo Filho, também defendeu a regulamentação do artigo 7º Inciso I da Constituição Federal, estabelecendo regras para proteção do empregado contra dispensas arbitrárias.
Contratos precários
Outro ponto frisado na reunião foi a regulamentação de novas modalidades de contratos de trabalho como intermitente e temporário. Para a vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a juíza Noemia Porto, esses contratos precários enfraquecem os sindicatos e diminuem o poder de negociação dos trabalhadores e o respeito aos seus direitos.
“Está em curso um processo de desprofissionalização dos trabalhadores e um processo de desindicalização que atinge a identidade coletiva dos trabalhadores, que é fundamental pela luta de melhor qualidade de vida e de trabalho. Eu deixo de ser o engenheiro ou a cozinheira e passo a ser o PJ, o autônomo, o trabalhador intermitente”, alertou.
Mercado de trabalho
Apontada pelo governo como saída para gerar emprego no país, a reforma trabalhista não conseguiu abrir nenhum novo posto de trabalho, de acordo com a pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas (Cesit/Unicamp), Marilane Oliveira Teixeira. Também não conseguirá assimilar as 4,5 milhões de pessoas em idade economicamente ativa que entraram no mercado de trabalho desde 2015, conforme a pesquisadora.
“No mesmo período foram retiradas 726 mil pessoas do mercado. É como se ninguém tivesse sido incorporado e, além disso, mais de 700 mil saíram. É uma catástrofe”, disse.
Trabalho informal
Ainda de acordo com dados apresentados pela pesquisadora, o trabalho informal, que vinha registrando queda até 2013, disparou nos últimos anos e tende a aumentar com a reforma:
“Hoje, somando o trabalho não registrado e o por conta própria são 36 milhões de homens e mulheres contra 34 milhões com carteira de trabalho”, registrou.
Fonte: Diap
Associações, Sindicatos, Cabesp e Banco Santander chegam a um acordo sobre déficit da Caixa Beneficente.
Após inúmeras e exaustivas reuniões de negociação em que foram analisados e debatidos estudos atuariais em busca de uma equação que atenda a necessidade de preservar a CABESP e sua capacidade de atendimento no curto e longo prazo, as Associações, Sindicatos, CABESP e Banco Santander chegaram a um acordo visando solucionar o déficit operacional que vem ocorrendo sistematicamente nas contas da Cabesp há alguns anos.
Esse déficit operacional, que no ano de 2016 foi de R$ 437,6 milhões, vem sendo coberto pela rentabilidade das aplicações financeiras, que constituem o patrimônio da CABESP. No entanto, com a acentuada queda dos juros, essa rentabilidade vem diminuindo mês a mês, o que, aliado ao fato de que a inflação média é sempre bem maior do que a inflação geral, a estabilidade financeira e o futuro da Cabesp vêm sendo colocados em risco.
O envelhecimento da massa segurada também vem colaborando para o aumento severo do déficit.
O percentual de custeio da Cabesp hoje é de 2,5% da remuneração mensal de cada associado, cabendo ao patrocinador aportar valor correspondente ao montante arrecadado dos associados.
Pelo acordo firmado, a contribuição será elevada de modo igual para os associados e para o Santander, sendo 4% em 2018, 5% em 2019 e 6% no ano de 2020, ocasião em que, baseado em novos estudos atuariais, essa contribuição poderá ser alterada dentro do intervalo de 2,5% a 6%. Essas novas contribuições serão em valores exatamente iguais para os associados e para o Santander, que assim, passa a contribuir mais para a CABESP.
Quanto à COPARTICIPAÇÃO, a proposta inicial do banco era a seguinte: elevar o teto de R$ 125,00 para R$ 270,00, cobrança individualizada dentro do grupo familiar e inclusão de novos procedimentos ligados à manutenção da saúde. Além disso, propunha ainda estabelecer a cobrança de uma franquia nos casos de internação. Após as negociações houve consenso que não haverá alteração na COPARTICIPAÇÃO neste momento.
Após 12 meses da implementação desse acordo haverá um novo estudo atuarial, quando serão avaliados os impactos dessa nova contribuição, ocasião em que serão novamente discutidos os assuntos relacionados à COPARTICIPAÇÃO e qualquer alteração será deliberada pelos associados em Assembleia Geral Extraordinária.
Outra importante deliberação foi que, para a validade desse acordo, tudo deverá ser aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, convocada especificamente para esse fim, já que serão necessárias alterações no Estatuto da CABESP. O Estatuto estabelece que, não havendo quórum na AGE, a deliberação será encaminhada para plebiscito.
Ainda, segundo o acordo, haverá um prazo de 60 dias antes da realização da Assembleia destinado a esclarecer e tirar dúvidas dos associados com relação à necessidade do aumento da contribuição.
Vale ressaltar a valorização do processo negocial e a transparência adotada, condições fundamentais para chegarmos a esse acordo a ser deliberado pelos associados.
Lembramos a todos que o resultado dessa negociação só foi possível graças à unidade das associações e sindicatos, bem como a atuação da direção da Cabesp – que deu total transparência ao processo, expondo todos os números e estudos solicitados.
As Associações e Sindicatos promoverão uma campanha de esclarecimentos com os associados com a finalidade de esclarecer todo o processo negocial e fazer a defesa desse acordo que foi norteado pela perenidade da Cabesp e a manutenção dos nossos benefícios.
Considerando a importância da CABESP para todos, sua participação na assembleia que irá deliberar sobre o tema é fundamental.
São Paulo, 21/03/2018
AFUBESP
SINDICATOS
AFABESP
ABESPREV
Bancos, os que mais lucram, e bebidas têm os maiores descontos no Refis
Bancos e fabricantes de bebidas foram os setores que conseguiram os maiores abatimentos em suas dívidas dentro do Refis, o programa de parcelamento de débitos tributários da União. Os cortes ultrapassaram 50% do valor da dívida inscrita.
Há casos similares, mas pontuais, entre grandes empresas de outros setores, como Braskem e Volkswagen.
Lançado no início de 2017, o Refis foi aprovado pelo Congresso em dezembro com condições mais vantajosas do que pretendia o governo.
A Folha obteve a lista das maiores adesões na Procuradoria-Geral da Fazenda via Lei de Acesso à Informação. As informações são públicas porque se referem à Dívida Ativa da União.
Os dados não incluem o total dos débitos considerados pela Receita Federal. Nos mais diversos setores, empresas questionam dentro da Receita um grande volume de cobranças que, até um parecer final do órgão, permanecem sob sigilo.
As mil maiores dívidas inscritas no Refis obtiveram descontos de R$ 11,7 bilhões — um terço do total.
O setor bancário concentrou os maiores descontos. Quatro de cinco instituições abateram mais da metade de sua dívida –Itaú Unibanco, Safra, Santander e Rural (em liquidação extrajudicial).
Juntos, esses bancos negociaram uma dívida de R$ 657,3 milhões. Terminaram se comprometendo a pagar R$ 302 milhões.
Ambev e Heineken acumularam descontos acima de 50%. Na Cervejaria Petrópolis (Itaipava), o corte foi de 42,5%. Juntas, renegociaram dívidas de R$ 451,8 milhões.
Na BR Distribuidora, que recentemente abriu o capital, o corte foi maior, de 61%. Maior empresa brasileira, a Petrobras abateu 45% da dívida, quase R$ 3 bilhões.
No setor de alimentos, as três maiores empresas (JBS, Marfrig e BRF) negociaram R$ 4,7 bilhões em pendências tributárias. Com o Refis, elas obtiveram descontos de R$ 1,6 bilhão –o equivalente a 34% das dívidas.
Perdão
Os descontos maiores estavam previstos na lei que criou o Refis. Pessoas e empresas que aceitassem pagar 20% da dívida na entrada poderiam parcelar o restante em até 175 prestações mensais com abatimentos de juros que variaram de 90% –para pagamento em uma só parcela — a 25%, para o parcelamento máximo.
O programa ainda concedeu descontos para multas e mora. Quem optou por parcelar em menos vezes conseguiu um desconto maior.
Segundo advogados tributaristas consultados pela Folha, com folga de caixa devido aos efeitos da recessão, que fechou a torneira do crédito, os bancos preferiram arcar com uma entrada maior e quitar o restante em poucas vezes. Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, pagaram em duas parcelas.
O Banco Alfa afirmou já ter quitado o Refis. Deu uma entrada de 20% à vista e pagou o restante com descontos em dezembro do ano passado.
No ramo de bebidas, que enfrentou dificuldades nos últimos anos com a retração do consumo, a opção foi uma entrada maior com um parcelamento diluído no tempo (em até 145 vezes).
“Atendi empresas que preferiram tomar empréstimo para aderir ao programa com 20% de entrada para ter descontos maiores”, disse o advogado Edison Fernandes, ex-conselheiro do Carf. Ele não revelou as empresas.
Entre as mil maiores adesões, 25% não obtiveram descontos por optarem pelo parcelamento em dez anos com mensalidades progressivas.
Tributaristas que assessoraram essas companhias afirmam que, na maior parte dos casos, a escolha foi feita para preservar o caixa diante das dificuldades financeiras que ainda enfrentam pós recessão. Aderiram a esse parcelamento empresas do setor sucroalcooleiro, como a usina Itamarati e a calçadista Amazonas.
Fonte: Folha de S. Paulo








