Recolocação: profissionais omitem dados e aceitam ganhar menos, aponta pesquisa

Com mais de 13 milhões de desempregados, quem procura por recolocação aceita salário e cargo menor, identificou pesquisa feita por site de empregos. Recolocação profissional: candidatos afirmam que aceitariam ganhar menos e ter um cargo menor só para voltar ao mercado de trabalho

A busca por recolocação no mercado de trabalho faz surgir uma nova tendência. Os profissionais brasileiros estão abrindo mão de cargos e altos salários, sendo que 82% dos respondentes de uma pesquisa afirmaram que, para se recolocarem, têm aceitado salários menores que o do emprego anterior.

O estudo foi feito pela Catho e identificou que, 30% dos respondentes que estão em busca de recolocação no mercador afirmaram que já omitiram e omitiriam mais de uma vez qualificações profissionais para concorrerem a vagas inferiores ao cargo anterior.

Apenas 17% dos respondentes afirmaram que não aceitariam um cargo e salário abaixo do anterior, enquanto 69,44% disseram que não omitiram qualificações e experiências profissionais para concorrer a vagas de emprego.

“A alternativa para esse dilema é avaliar criticamente se a vaga em questão oferece os requisitos mínimos que o profissional poderia aceitar – mesmo que abaixo de sua última experiência profissional – e analisar seu grau de interesse pelos desafios que a oportunidade proporciona”, explicou a psicóloga e supervisora de assessoria de carreira da Catho , Larissa Meiglin.

Empregadores 
A pesquisa questionou os empregadores sobre a contratação de profissionais melhor qualificados e experientes para vagas sem tantas exigências e 54,30% dos respondentes afirmaram não selecionar este tipo de candidato, enquanto 45,70% dos respondentes afirmaram que contratariam sem problema algum.

Os índices percebidos no estudo feito pela plataforma de empregos , evidenciou que, tanto profissionais quanto contratantes devem estar atentos a esse medida, já que não é saudável a um profissional entrar em uma empresa contando os dias para sair, assim como a empresa não sente o efeito negativo da rotatividade da mão de obra .

Outros dados 
O crescente desemprego faz surgir ainda a escassez de oportunidades aos profissionais altamente qualificados. Dos respondentes, 29% deles afirmaram ter perdido oportunidades de recolocação profissional por apresentar um currículo superior às exigências da vaga anunciada. Por parte dos recrutadores, 51% deles afirmaram que já precisaram baixar as exigências de uma vaga para encontrar um profissional. (Fonte: 
Brasil Econômico)

 

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Juízes criticam a reforma trabalhista e podem não aplicar nova lei


Documento com 125 enunciados, a ser publicado nesta terça, recomenda que sejam considerados inconstitucionais alguns pontos da norma (Denise Drechsel)

O resultado de um evento com juízes do trabalho na semana passada aumentou a insegurança jurídica às portas da entrada em vigor da reforma trabalhista, no próximo dia 11 de novembro.

No encerramento de um congresso realizado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a plateia formada por 600 juízes e procuradores do trabalho aprovou um documento com 125 enunciados que questionam a Lei nº 13.467/2017 e explicitam teses de como se deve interpretar e aplicar (ou não) pontos da reforma nos tribunais. A publicação oficial desses enunciados está marcada para esta terça-feira (17).

Na prática, eles recomendam que sejam considerados inconstitucionais alguns pontos da norma, como a prevalência do acordado sobre o legislado ou a tarifação do dano extrapatrimonial.

Com inspiração na súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que defende a responsabilidade subsidiária das empresas sobre empregados terceirizados – contestada por meio de um recurso extraordinário em tramitação do STF ainda não julgado –, querem, por exemplo, que funcionários terceirizados sejam equiparados a empregados diretos, com os mesmos benefícios. O documento também ressalta que a reforma trabalhista seria incompatível com as convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A publicidade desse documento coloca mais lenha na fogueira da polêmica no meio jurídico relacionada a ações do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra grandes empresas.

O caso mais recente é a ação civil pública ajuizada contra a Guararapes, proprietária da Riachuelo e responsável pela produção de suas roupas e calçados da marca, pela qual o MPT do Rio Grande do Norte pede que a empresa têxtil assuma de forma solidária a responsabilidade sobre os empregados contratados por quase 50 oficinas de costura terceirizadas, cerca de 4 mil pessoas, além do pagamento de uma indenização coletiva de R$ 37,7 milhões.

A advogada Mayra Palópoli, especialista em Direito do Trabalho, afirma que muitas empresas, prestes a fazer novos empreendimentos, estão procurando os escritórios de advocacia para pedir conselhos de como atuar nesse cenário. A maioria acaba recuando, por medo de futuras ações trabalhistas diante da incerteza jurídica, o que significa na prática menos postos de trabalho, afetando de modo indireto o trabalhador, enquanto permanecer o imbróglio.

Ela acrescentou ainda que existe um consenso de que a reforma não foi bem redigida e há pontos a esclarecer. Mesmo assim, recorda, os juízes não podem se eximir de aplicar a lei. “Enquanto não houver decisão superior diferente, os juízes têm de aplicar a lei como está”, explica.

A advogada Vitória Alfieri Perracini também relata a insegurança das empresas e a necessidade da “reforma da reforma”. Ela concorda com os juízes de que alguns pontos geram controvérsia na hora da aplicabilidade e poderiam ter sido melhor abordados pelos legisladores. Ela espera, porém, bom senso dos juízes e uma aplicação igualitária, com mais equilíbrio.

“É difícil para os juízes, mas eles também não podem ser arbitrários a ponto de falar que não vão aplicar a reforma, porque eles estão generalizando”, explica. “A justiça do trabalho brasileira é uma justiça pró-trabalhador, e é necessário essa visão seja mais equilibrada, pois há muitas demandas trabalhistas sem procedência, nem tudo que se fala é verdade, é de direito e os juízes não deveriam fechar os olhos para isso”. (Fonte: Gazeta do Povo)

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Santander lidera ranking de queixas de clientes feitas ao BC no 3º trimestre de 2017

Ranking leva em consideração bancos com mais de 4 milhões de clientes. Votorantim e Caixa são, respectivamente, o segundo e o terceiro com mais reclamações. (Alexandro Martello)

O Santander foi o banco que mais recebeu reclamações de clientes consideradas procedentes pelo Banco Central no terceiro trimestre deste ano, informou o BC nesta segunda-feira (16).

O ranking compara as queixas contra instituições financeiras com mais de quatro milhões de clientes. No segundo trimestre deste ano, entre abril e junho, a Caixa Econômica Federal foi o banco com mais reclamações e o Santander foi o segundo.

Neste mais recente levantamento, que considera o período de julho a setembro de 2017, o conglomerado Votorantim foi o segundo com mais queixas consideradas procedentes pelo BC e a Caixa Econômica Federal aparece na terceira colocação.

O Banco Votorantim informou em nota que o ranking do BC é um importante instrumento de transparência, mas apontou que a sua “atual posição no ranking se deve a um caso pontual.”

Já a Caixa informou que “valoriza a opinião dos clientes”, que as reclamações são usadas para melhorar e modernizar seu atendimento e que “revisa permanentemente seus serviços e produtos para garantir a satisfação dos seus clientes.” (veja abaixo a íntegra das notas)

O G1 entrou em contato com o Santander e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Queixas 
O levantamento considerou procedentes 1.600 queixas contra o Santander no último trimestre, a maior parte delas relacionada a “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços disponibilizados em internet banking”.

O Santander tem mais de 38,8 milhões de clientes e alcançou índice de reclamações de 41,16. Para obter o índice, o BC divide o número de reclamações pelo de clientes do banco e multiplica o valor por 1 milhão. O órgão criou a fórmula para equilibrar as queixas em relação ao tamanho da instituição financeira.

O Votorantim, segundo no ranking, teve 130 queixas e um índice de reclamações de 32,05. O banco possui mais de 4,05 milhões de clientes. A Caixa Econômica Federal, terceira colocada, recebeu 2.764 queixas e alcançou um índice de 31,88. Bradesco e Banco do Brasil aparecem em quarto e quinto lugares, respectivamente.

Leia a íntegra da nota da Votorantim: 
O Conglomerado Banco Votorantim considera o ranking do Banco Central um importante instrumento de transparência e esclarecimento para a sociedade. O levantamento nos mostra quais são os pontos de melhoria que os clientes esperam de nossa operação, o que nos faz investir constantemente na melhoria de nossos processos e atendimento.

A atual posição no ranking se deve a um caso pontual em determinada operação e isso se comprova pelo fato de que, se expurgarmos essas ocorrências, voltaríamos a ter índices de procedência que nos colocariam nas últimas colocações do levantamento do Bacen, como tem sido habitual ao Conglomerado nos últimos anos.

Leia a íntegra da nota da Caixa: 
“A Caixa Econômica Federal esclarece que valoriza a opinião dos clientes e a utiliza como subsídio para melhoria e modernização de todos os seus processos de atendimento. Informa também que revisa permanentemente seus serviços e produtos para garantir a satisfação dos seus clientes, priorizando a redução das reclamações e o aumento da solução em todos os canais, internos e externos.”

Leia a íntegra da nota do Bradesco: 
“Reduzir os índices de reclamação é foco permanente do Banco, assim como oferecer um atendimento de qualidade a todos os clientes e usuários. O banco vem desenvolvendo nos últimos anos um extenso programa de análise da origem das manifestações de seus clientes e usuários.

Esse trabalho é realizado juntamente com os gestores de produtos, processos e serviços e vem produzindo melhorias na solução e redução das manifestações e, consequentemente, da posição do banco nos diversos rankings de reclamações existentes. Além disso, entre outras ações adotadas estão os constantes investimentos em treinamento do quadro de colaboradores e em infraestrutura. É importante ressaltar que o Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses.”

Leia a íntegra da nota do Banco do Brasil:
“O Banco do Brasil adota ações de aprimoramento para que a melhora no atendimento e a adequação de nossos produtos e serviços repercutam na satisfação dos clientes. O BB segue com a expansão do atendimento digital e com a modernização dos processos de atendimento para melhorar ainda mais a experiência dos clientes”. (Fonte: G1)

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Governo planeja anunciar privatização da Caixa no fim do ano, diz portal


Informação foi divulgada pelo Relatório Reservado, publicação digital voltada para o mercado financeiro. Banco tem patrimônio líquido de R$ 63,6 bilhões e ativos totais na ordem de R$ 1,277 trilhão

O governo Michel Temer estuda incluir a Caixa Econômica Federal (CEF) no pacote de privatizações que já têm Eletrobras, Infraero e Casa da Moeda, entre outras. A informação é do portal especializado em economia Relatório Reservado, que publica uma newsletter diária encaminhada a agentes do mercado financeiro.

Segundo o site, o anúncio oficial deverá ser feito no final do ano, depois da privatização da Eletrobras, junto com outras medidas de reestruturação da máquina pública, além do anúncio de que o programa Bolsa Família será incluído na Constituição Federal. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria da Caixa não confirmou e nem negou a informação, embora estivesse a par do assunto.

Segundo o Relatório Reservado, a responsabilidade pelo desenho da privatização está nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Não fica claro, porém, se a empresa estatal seria vendida em sua totalidade ou apenas uma parte.

De acordo com a reportagem, a “venda da CEFé uma das raras operações capazes de gerar os recursos extraordinários para o equilíbrio das contas públicas, em 2018, um ano em que os calendários fiscal e eleitoral se entrechocam”. O governo vive uma fase de desajuste das contas públicas – o déficit primário deste ano deve chegar a R$ 159 bilhões, mesmo valor previsto para 2018 – e qualquer incremento de receita nesse cenário é mais do que bem vindo.

Um negócios das arábias 
Se ocorrer, a privatização da Caixa envolveria número superlativos. O banco estatal tem um patrimônio líquido de R$ 63,6 bilhões e ativos totais na ordem de R$ 1,277 trilhão. No primeiro semestre deste ano, a CEF teve um lucro líquido de R$ 4,073 bilhões, segundo o Banco Central.

O resultado do primeiro semestre é bem superior ao lucro de R$ 2,4 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado. Já no primeiro trimestre deste ano, a Caixa havia informado um lucro líquido 81,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 1,488 bilhão. A Caixa tem cerca de 80 milhões de clientes e 95 mil funcionários. O Grupo Caixa conta com duas subsidiárias: a Caixa Participações e a Caixa Seguridade.

Além da liderança absoluta na concessão de crédito habitacional no país, a Caixa é responsável pelo pagamento de bilhões de reais em benefícios e programas sociais aos brasileiros – só em 2016 foram pagos R$ 242,1 bilhões. Mais de 355 mil cidadãos recebem no banco o programa Minha Casa Minha Vida, num total de R$ 41,4 bilhões pagos.

A expectativa do governo, segundo o Relatório Reservado, é atrair investidores estrangeiros com a privatização da Caixa, possivelmente chineses.

“Um assunto por vez” 
Indagado sobre uma possível privatização da caixa em agosto pelo jornal Valor Econômico, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desconversou. “Tem que ser tratado um assunto por vez”, disse, por ocasião do lançamento da 17.ª edição do anuário Valor 1000. “A privatização da Eletrobras é histórica, e acho que não é o momento de discutir outras privatizações. No geral, a minha opinião é favorável a privatizações, mas o país tem que estar preparado para essas ações”, afirmou o ministro.

O governo já mostrou disposição publicamente de vender o braço de seguros do banco, a Caixa Seguridade, mas o processo até agora não avançou. O processo mais avançado é a venda da Lotex, a rede de loteria instantânea do banco público, prevista para ocorrer neste ano.

A informação, reproduzida na intranet do Banco do Brasil, caiu como uma bomba entre os bancários. “Isso não trará nenhum benefício para o Brasil e a população”, destaca a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. “Não podemos aceitar essa lógica de privatização. Não podem fazer isso sem passar pelo Congresso Nacional e chamo todos os brasileiros a resistirem e defenderem a Caixa como empresa pública”, disse.

Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria de comunicação da Caixa informou que já estava a par da notícia e disse que encaminharia uma nota oficial sobre o assunto. Mas, depois, em um segundo contato, informou que a questão seria respondida assim que fosse possível. (Fonte: Gazeta do Povo)

Incorporação de função BB-

Após BB entrar com mandado de segurança, TRT mantém tutela e dá ao banco 60 dias para cumprimento da decisão


Em resposta ao requerimento do banco, o TRT emitiu nesta segunda-feira (02), decisão na qual mantém a tutela, acrescida de dois novos pontos: a fixação do prazo de 60 dias para o cumprimento da medida e a observação da necessidade de se resguardar o direito à instituição financeira de comprovação de justo motivo para os descomissionamentos

Como já era previsto, o Banco do Brasil (BB) resolveu recorrer da decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Brasília (TRT 10ª Região), que concedeu na semana passada, tutela antecipada em favor dos trabalhadores do banco, com vistas a restabelecer a gratificação de função aos funcionários que exerceram função gratificada por 10 anos ou mais e entrou com um mandado de segurança.

A liminar conquistada pelo movimento sindical estabelece o restabelecimento do pagamento da gratificação de função e determina a nulidade de quaisquer supressões de gratificações no contrato de trabalho e a incorporação definitiva da gratificação ou comissão recebidas por 10 anos ou mais, passando a receber tratamento de salário e acompanhando os reajustes das CCTs e ACTs, com reflexos em Repouso Semanal Remunerado (RSR), férias, acrescidas de 1/3, 13º salário, horas extras, anuênios, PLR, FGTS e contribuições para a PREVI, sob pena de multa diária de R$1.000,00.

Mandado de segurança

No mandado de segurança, o BB expõe as seguintes alegações: que a liminar apresentada pelos representantes dos trabalhadores não comprova o direito dos trabalhadores à incorporação de função; que não há danos aos direitos transindividuais destes funcionários; que a reversão ao cargo é um pressuposto do poder diretivo do empregador; que a Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) alterou o artigo 468 da CLT, determinando que a gratificação de função não será incorporada à remuneração; que o Plano de Reorganização Institucional do banco configura justo motivo mencionado na Súmula 372 e que também a recusa do empregado em ocupar as vagas disponibilizadas pela empresa configuraria justo motivo para a destituição da antiga função e que a multa diária de R$1.000,00 seria exorbitante.

Decisão

Segundo o entendimento do Desembargador do Trabalho, José Leone Cordeiro Leite, embora a reversão ao cargo seja inerente ao poder diretivo do empregador, tal fato não exime o banco do pagamento da gratificação aos trabalhadores que tenham exercido função gratificada por 10 anos ou mais; ressalta que a Lei 13.467/2017, que institui a Reforma Trabalhista e altera o artigo 468, ainda não entrou em vigor e, portanto, não pode ser invocada e decide, portanto, determinar a fixação do prazo de 60 dias para o cumprimento da liminar que restabelece o pagamento da gratificação de função aos funcionários nas condições mencionadas e também a observância ao direito do BB à comprovação de haver justo motivo, amparado na Súmula 372, para os descomissionamentos e também considerou razoável o valor de multa diário fixado em R$1.000,00.

Ação Civil Pública

A decisão faz parte da ação civil pública movida pelos representantes dos trabalhadores que integram o Comando Nacional dos Bancários, cujo objetivo é a incorporação de função aos funcionários que tenham sofrido redução salarial e tenham exercido função gratificada por 10 anos ou mais, afetados por reestruturações ou descomissionamentos. A reivindicação baseia-se na Súmula 372, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determina a impossibilidade da retirada de gratificação de função percebida por 10 anos ou mais, tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. Cabe ressaltar que a tutela antecipada é de caráter provisório e a sentença definitiva só será conhecida com a ação transitada em julgado. Todos os sindicatos da base da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) estão representados nesta ação. 

Salário mínimo do brasileiro deveria ser de R$ 3.668,55, aponta Dieese

O valor é 3,92 vezes do que o salário em vigor em setembro, de R$ 937

O salário mínimo ideal para sustentar uma família brasileira de quatro pessoas deveria ser R$ 3.668,55, de acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira (4).

O valor é 3,92 vezes do que o salário em vigor em setembro, de R$ 937. A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de agosto para setembro. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$ 3.744,83 (4 vezes o salário mínimo).

Esses números fazem parte da pesquisa mensal que o Dieese realiza para calcular uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

É importante lembrar que o salário mínimo de 2017, de R$ 937, entrou em vigor em 1º de janeiro, com um aumento de 6,48% sobre os R$ 880 de mínimo em 2016 foi feito com base na inflação, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Segundo o Dieese, 2017 é o primeiro ano em que o salário mínimo não teve aumento real (acima da inflação) desde 2003, início da série registrada pelo departamento. (Fonte: Dieese)

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Bancos fecham 14.460 postos de trabalho no Brasil, nos primeiros oito meses do ano

Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil foram responsáveis pelo fechamento de 7.347 postos. Só a Caixa 6.845 postos
Os bancos fecharam 14.460 postos de trabalho no Brasil, entre janeiro e agosto de 2017, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (22), pelo Dieese. Em agosto de 2017, registrou-se saldo positivo em 72 postos no setor bancário, após dezessete meses consecutivos de saldos negativos. Porém, em agosto, o Caged registrou o fechamento de 3.780 postos.

Todos os estados apresentaram saldo negativo de emprego no período compreendido entre janeiro e agosto de 2017. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 3.751, 2.042 e 1.546 postos, respectivamente.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 7.347 postos. A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 6.845 postos.

Faixa Etária

Os bancários admitidos no período concentraram-se na faixa etária até 39 anos de idade. Os desligamentos concentraram-se nas faixas etárias superiores a 25 anos e, especialmente, entre 50 a 64 anos, com fechamento de 11.614 postos de trabalho. Os saldos são positivos apenas para as faixas de idade até 29 anos.

Desigualdade entre Homens e Mulheres 

As 7.677 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e agosto de 2017 receberam, em média, R$ 3.540,35. Esse valor corresponde a 69,2% da remuneração média auferida pelos 7.735 homens contratados no mesmo período.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 15.166 mulheres desligadas dos bancos entre janeiro e agosto de 2017 recebiam, em média, R$ 6.629,66, o que representou 78,6% da remuneração média dos 14.706 homens que foram desligados dos bancos no período.

Fonte: Dieese

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Unidade e Resistência vence eleições nos bancários com 97,97% dos votos válidos

A chapa Unidade e Resistência, liderada pelo bancário Geofredo Borges da Rocha, do Itaú/Unibanco, venceu as eleições no Sindicato dos Bancários de Marília e Região, realizadas na quinta-feira, dia 28. Ao longo de todo o dia os trabalhadores bancários votaram na nova diretoria da entidade sindical. As urnas percorreram as agências e postos de atendimento bancário de Marília e toda Região. Na sede do sindicato, na rua São Luís, região central de Marília, uma urna permaneceu fixa. Todo este procedimento eleitoral, conduzido pela comissão eleitoral, foi operado por bancários de outras bases sindicais, o que assegurou isenção e total transparência no pleito ocorrido quinta-feira.

Santander é condenado por pressão para atingir metas


Tribunal Regional do Trabalho considerou o banco culpado por humilhações sofrida por funcionária em reuniões, irregularidades na remuneração, jornada abusiva

O Santander foi condenado por pressionar uma trabalhador a atingir metas. A decisão é do juiz do Trabalho substituto Igor Cardoso Garcia, do TRT de São Paulo.

A funcionária, segundo o site Migalhas, alegou que durante as reuniões de trabalho, a gerente comentava a produção individual de cada trabalhador na frente de todos os empregados, mostrando inclusive um ranking das posições relativas a quantidade de vendas, e por isso, era frequentemente pressionada e humilhada.

Afirmou também que funcionárias com a mesma função, produção e tempo de empresa recebiam salário superior ao dela, que fazia horas extras frequentemente por ter que visitar clientes fora do horário de trabalho, sem poder contabilizar porque ultrapassariam as oito horas diárias. Relatou, ainda, ausência de hora de descanso antes de começar a jornada extra e descontos mensais não autorizados.

O juiz Igor Cardoso Garcia julgou os pedidos parcialmente procedentes e condenou o Santander, considerando que a empresa já foi condenada diversas vezes em razão de assédio moral, a pagar R$ 200 mil como medida de desestímulo.

“Deve-se ressaltar que, se o Poder Judiciário realmente deseja a redução das ocorrências de doenças ocupacionais – se as campanhas divulgadas na mídia não forem apenas figura de retórica -, as punições devem ser suficientes a estimular o transgressor a não mais repetir a transgressão.

Afinal, o empresário investirá em segurança e saúde no trabalho apenas e tão somente quando for mais vantajoso tal investimento do que o custeio de indenizações. Até lá, preferirá custear indenizações a investir em segurança e, ao mesmo tempo, fingir que se preocupa com a saúde de seus empregados.

Neste caso, estamos diante de mais uma trabalhadora vítima de grave ofensa em razão das altas pressões por atingimento de metas por parte de um banco. E apenas adotando indenizações que desestimulem a prática do ilícito (cobrança excessiva de metas, jornadas exaustivas etc) os bancos passarão a cuidar da saúde de seus empregados.” (Fonte: Seeb SP)

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Plano de demissão do Bradesco tem 7,4 mil adesões

Funcionários com mais de dez anos de casa ou tempo para aposentadoria puderam aderir ao plano

O Bradesco registrou 7,4 mil adesões ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) lançado em 13 de julho. O prazo para adesão se encerrou em 31 de agosto e somente funcionários com mais de dez anos de casa ou tempo para aposentadoria puderam aderir ao plano. O banco não divulgou, porém, quantos dos funcionários que serão desligados da empresa são oriundos do HSBC.

O lançamento do PDVE aconteceu um ano paós o Bradesco adquirir o HSBC por R$ 16 bilhões. Apesar de ter se comprometido a manter a sede do banco britânico em Curitiba, assim como grande parte dos funcionários e da estrutura herdada, o Bradesco acabou abrindo um plano de demissão neste ano para diminuir o seu quadro de funcionários.

Após a aquisição do HSBC, o Bradesco tinha, no total, 106.644 funcionários e 5.122 agências. Com as demissões do PDVE, o quadro de funcionários cai para cerca de 99 mil pessoas. O banco não informou quando acontecerá os 7,4 mil desligamentos.

Os funcionários que serão desligados terão direito ao pagamento da multa do FGTS e saque do saldo, verbas rescisórias na modalidade de dispensa “sem justa causa”, manutenção do plano de saúde e odontológico por 18 meses, pagamento de valor equivalente a seis meses de vale alimentação e um bônus de 0,60 da remuneração fixa de junho por ano trabalhado, limitado a 12 salários.

Segundo nota divulgada nesta terça-feira, o Bradesco afirma que “a implementação do PDVE não afeta o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários, em todas as localidades e atividades em que atua”. (Fonte: Gazeta do Povo)