Caixa Federal: proposta incompleta e ataque ao plano de saúde

A Caixa Federal apresentou uma proposta incompleta, durante a quinta rodada de negociação para renovação do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), realizada nesta terça-feira (7), em São Paulo, a exemplo da Fenaban e do Banco do Brasil. A proposta não contempla dezenas de direitos garantidos no atual Aditivo; entre eles, PLR Social, GT Saúde Caixa e GT contencioso Funcef. Os sindicatos e a Caixa Federal voltam a se reunir no próximo dia 17; no mesmo dia, rodada de negociação com a Fenaban.

PLR: Os representantes da Caixa Federal reafirmaram que será respeitada a regra básica negociada com a Fenaban.

Função: A Caixa Federal não garantiu a incorporação de remuneração de função, direito histórico dos empregados retirado antes mesmo da aprovação da chamada reforma trabalhista. O direito está mantido por liminar obtida na Justiça pela Contraf-CUT.

Caixa Minuto: A Caixa Federal mantém a designação de função exclusivamente por minuto dos caixas, e ameaça utilizá-la com avaliadores e tesoureiros. Os sindicatos querem o fim do Caixa Minuto. A Caixa Federal mantém a função efetiva dos atuais caixas.

Saúde Caixa: A Caixa Federal apresentou a seguinte proposta: “A Caixa oferece aos empregados e respectivos dependentes assistência à saúde, em modalidade, forma e condições modificáveis a qualquer tempo, respeitadas as normas da ANS e orientações estabelecidas pela CGPAR.”

A resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), cabe destacar, exclui os aposentados atuais e futuros do plano de saúde; elimina contribuição por grupo familiar; e “quebra a solidariedade”, o princípio pelo qual os empregados contribuem da mesma forma, independente do tempo de banco e idade. Na terceira rodada, realizada no dia 23 de julho, os representantes da Caixa Federal afirmaram que a resolução 23 da CGPAR seria parâmetro para decisões sobre o Saúde Caixa.

Avaliação

Para o diretor do Sindicato e representante da Federação dos Bancários de SP e MS na mesa de negociação, Carlos Augusto (Pipoca), a proposta para o Saúde Caixa “mostra claramente que a instituição financeira pública não tem apreço pelos seus aposentados. A Caixa Federal pretende quebrar a tradição de um plano de saúde, que é superavitário e se mostrou sustentável ao longo do tempo, por uma questão contábil (Comitê de Pronunciamentos Contábeis/CPC 33) e por uma resolução do governo que não tem força de lei. A intransigência da Caixa Federal, no entanto, poderá ser derrotada com mobilização”.

Contraproposta do Banco do Brasil é reposição da inflação e renovação da maioria das cláusulas do ACT revisando

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (07/08), em São Paulo, o Banco do Brasil informou que seguirá o reajuste que vier a ser firmado com a FENABAN – que na data de hoje propôs apenas a reposição do INPC, sem qualquer produtividade, ignorando os expressivos lucros dos Bancos –, e renovação da maioria das cláusulas do ACT revisando, muitas das quais com ajustes a definir.

O Banco propôs manter as seguintes cláusulas do ACT revisando: 2ª; 3ª; 4ª; 6ª; 7ª; 20; 22; 23; 24; 25; 26; 27; 28; 29; 30; 34; 35; 36; 39; 40; 41; 44; 47; 48; 49; 51; 52; 53; 55; 56; 57; 59; 61; 63; 71; 79; 80 e 83.

E ajustar a redação das seguintes cláusulas do ACT revisando: 18; 19; 42; 50; 60; 62; 64; 65; 70 e 74, cujas redações com os ajustes pretendidos ficou de disponibilizar no decorrer da próxima semana.

Uma das pretensões destacadas pelo Banco consiste na redução de três para dois ciclos avaliatórios para descomissionamentos por desempenho, salientando que no início das negociações pretendia reduzir para apenas um ciclo.

A Comissão Contec destacou a necessidade de manutenção de três ciclos para descomissionamentos por desempenho.

A contraproposta apresentada pelo BB será debatida com os funcionários para resposta ao Banco em data a ser agendada até o dia 17/08.

Além de haver ignorado o expressivo lucro do Banco nos últimos anos, apresentando proposta sem produtividade, a empresa sequer trouxe as redações de ajustes que pretende fazer, o que inviabiliza a avaliação das referidas cláusulas.

Necessitamos de uma contraproposta que contemple as reivindicações dos funcionários quanto às questões econômicas, de saúde, segurança, previdência e condições de trabalho.

A mobilização dos funcionários definirá o rumo das negociações.

FAIXA 2018

Fenaban apresenta proposta incompleta, apenas reposição da inflação

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta terça-feira (7), durante a sexta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, proposta incompleta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Apesar de assumir compromisso durante a quinta rodada (1º de agosto) em apresentar uma proposta global, a Fenaban se limitou em propor reajuste dos salários e verbas (PLR, vales, etc.) com base na inflação acumulada no período de setembro de 2017 a agosto deste ano; o índice oficial será divulgado nesta quarta-feira (8). Diante dessa indefinição, a Fenaban e o Comando voltam a negociar no próximo dia 17, em São Paulo.

Para avaliar o rumo da Campanha Nacional, após seis rodadas de negociação, os sindicatos devem realizar assembléias nesta quarta-feira (8). Além da Campanha Nacional, as assembléias deverão discutir e organizar o Dia do Basta (10 de agosto), dia de mobilização nacional em defesa do emprego, dos direitos trabalhistas e da aposentadoria, convocado por vários centrais; entre elas, a UGT.

Para o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS, Reginaldo Breda, que acompanhou da sexta rodada, “o momento exige mobilização da categoria nas duas frentes de luta: específica, dos bancários; geral, da classe trabalhadora”.

Assembleia

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marília e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 52.059.664/0001-20, Registro sindical nº 7076-1v por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembleia geral extraordinária que se realizará no dia 08/08/2018, às 18:00 h., em primeira convocação, e às 19:00 h., em segunda convocação, no endereço sito à Rua Taquaritinga nº 91 em Marília – SP, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

  1. 1. Avaliação e deliberação sobre contraproposta a ser apresentada pela FENABAN na reunião de 07/08/2018, à pauta de reivindicações entregue em 13/06/2018;
  2. 2. Deliberação acerca de paralisação das atividades durante o dia 10/08/2018;

 

Marília – SP 02 de agosto de 2018.

Geofredo Borges da Rocha

Presidente

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Sindicato completa hoje (07/08),75 anos de existência

BREVE HISTÓRICO DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE MARÍLIA E REGIÃO

Em 1934 um grupo de abnegados bancários fundaram a Associação de Bancários de Marília. Naquela época, o primeiro passo para a criação de um Sindicato era constituir uma Associação para depois transformá-la em Sindicato. Finalmente em 07 de agosto de 1943 foi fundado oficialmente o Sindicato dos Bancários de Marília.

Ressaltamos que o Sindicato dos Bancários de Marília e Região foi o 3.º Sindicato criado no Estado de São Paulo, pois naquele período só existiam o Sindicato dos Bancários de São Paulo e o Sindicato dos Bancários de Santos. Em 30 de janeiro de 1947, nas dependências do Sindicato foi realizada a assembléia de fundação do Clube dos Bancários de Marília, sem vínculo com o Sindicato.

O Sindicato dos Bancários de Marília e Região é um dos fundadores da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (19/10/1956).

A história do Sindicato foi truncada em 1964, em virtude do golpe militar, que forçou o presidente da época, o companheiro Alair Boarin (Banco do Brasil) a renunciar ao cargo. Assumiu por alguns dias o companheiro Wilkins Capeline (Banco do Brasil), que se apresentou junto a Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

Em seguida o Sindicato foi invadido e lacrado pelos agentes do DOPS, que fizeram uma devassa na documentação do Sindicato, “apagando” a história do mesmo desde a sua fundação até aquele momento. Começou ai a fase negra do Sindicato, sendo nomeado um interventor, para dizer que o Sindicato “existia”.

Em 1969, 8 (oito) bancários do Banco do Brasil, reabriram o Sindicato, apesar das fortes restrições e perseguições daquele momento, tentando sindicalizar os bancários de bancos públicos, pois os bancários de bancos privados eram demitidos sumariamente caso sindicalizassem.

Nesse clima, elegeram o funcionário do Banco do Brasil, o companheiro Newton Payot Sabaraense, que permaneceu no Sindicato até 1971, quando foi promovido e transferido para Brasília. Assumiu o Cargo de Presidente do Sindicato o companheiro Walter Antônio Righetti, que era funcionário do Banco Comercial do Estado de São Paulo (cujo banco foi comprado pelo Itaú), sendo o 1.º Presidente de banco privado, após a revolução de 1964.

Na sua gestão foi adquirida a séde da Rua São Luiz n.º 1571, pois o Sindicato até então ocupava uma sala de favor no Edifício São Pedro também conhecido como Edifício dos Bancários na Rua 9 de julho 1.607, pois só residiam bancários que adquiriram os apartamentos através de financiamento. Nesse Edifício foi instalado também o Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários (IAPB).

Com a aposentadoria do companheiro Righetti, em 1978, assumiu o companheiro Manoel Dias Lopes (Banco Mercantil de São Paulo), que permaneceu até 1983. Em seu mandato foi adquirido o prédio anexo ao da Rua São Luiz n.º 1581, instalando o novo consultório odontológico e a instalação da sub-séde Ourinhos.

Em 1984 assumiu o companheiro Pedro Magalhães (BANESPA), que construiu o salão de festas da Rua Taquaritinga n.º 91, instalou a sub sede de Garça e implantou um sistema de visita aos locais de trabalho com reuniões periódicas, falando principalmente da importância da sindicalização da categoria, conseguindo desta maneira o maior índice de sindicalização do país ou seja 98,20%. Ainda no seu mandato foi realizada em 10 e 11 de setembro de 1985, em pleno regime militar a maior greve dos bancários, que quebrou a intransigência dos banqueiros, pois esses não acreditavam na mobilização e união dos bancários e o resultado dessa luta foi a conquista do maior reajuste salarial dos últimos tempos.

Em 1987 assumiu o companheiro Wanderley Martins Mendes (BANESPA), o Wando, que demoliu o antigo prédio e construiu a nova séde do Sindicato na Rua São Luiz n.º 1571, e no seu mandato foi realizada até então a mais extensa greve dos bancários, quando os bancos não funcionaram por 15 dias, em 1987. O Companheiro Wando foi reeleito para os mandatos 1988/1990 e 1991/1993.

Com a alteração do Estatuto em 1983 o mandato da Diretoria passou a ser de 4 anos à partir de 1994

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Caixa Federal não apresenta propostas, na 4ª rodada

 

Campanha Nacional

A Caixa Federal não apresentou nenhuma proposta nesta quinta-feira (2 de agosto), durante a quarta rodada de negociação da pauta específica com os sindicatos, que retomou temas como descomissionamento, Saúde Caixa e legislação trabalhista. A exemplo da Fenaban, a proposta completa da Caixa Federal para renovação do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) deverá ser  apresentada no próximo dia 7 (terça-feira), durante a quinta rodada; no mesmo dia, a Fenaban apresentará sua proposta global ao Comando Nacional dos Bancários. O dirigente sindical Carlos Augusto (Pipoca) representou a Federação dos Bancários de SP e MS na mesa.

Balanço de rodadas

Na primeira rodada, a Caixa Federal e os sindicatos definiram o calendário de negociação. Na segunda rodada, realizada no dia 20 de julho, a Caixa Federal afirmou que não tem autorização para pagar a PLR Social. E mais: irá seguir tão somente a regra básica da PLR da Fenaban.

No que se refere aos pontos da pauta da segunda rodada (saúde e condições de trabalho), os sindicatos reivindicaram o fim dos descomissionamentos arbitrários, inclusive de gestantes, e a manutenção da titularidade da função dos empregados afastados para tratamento de saúde. Os sindicatos reivindicaram ainda garantia de ampla defesa dos empregados nos processos disciplinares; hoje, inclusive, quem entra com recurso corre o risco de agravar a situação. A Caixa Federal não se manifestou sobre esses pontos. Porém, não aceitou o fim do Caixa Minuto.

Já na terceira rodada, realizada no dia 26 de julho, a Caixa Federal reafirmou que a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) será o parâmetro para as decisões referentes ao Saúde Caixa.

Com relação à Funcef, outro ponto da pauta da terceira rodada, a Caixa Federal não aceitou a revisão da metodologia de equacionamento do REG/Replan e nem consultar os associados sobre questões fundamentais dos planos de benefícios. Os representantes dos empregados criticaram a falta de rumo e transparência da atual gestão da Funcef, os frequentes deficits e as tentativas em desrespeitar os regulamentos dos planos de benefícios.

todos por tudo

Fenaban promete apresentar proposta global dia 7

 

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assumiu compromisso hoje (1º de agosto), durante a quinta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, em apresentar proposta global para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) na sexta rodada, que será realizada no dia 7 (terça-feira), em São Paulo. Na pauta da rodada de hoje, cláusulas econômicas e igualdade de oportunidades.

Para o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS, Reginaldo Breda, que participou da negociação, “os sindicatos aguardam uma proposta decente, que atenda os interesses da categoria. Afinal, após cinco rodadas, nenhuma definição sobre a nova CCT”.

Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 28 de junho, a Fenaban adiou sua resposta sobre a assinatura do termo de pré-acordo. Já na segunda rodada, realizada no dia 12 de julho, a Fenaban informou que não assinaria o pré-acordo naquele momento e concordou em definir um calendário de negociação, com três rodadas.

Pré-acordo: A assinatura do termo de pré-acordo, cabe lembrar, é uma necessidade porque o também chamado acordo coletivo de trabalho perde validade no dia 31 deste mês de agosto e a nova legislação (Lei nº 13.467, reforma trabalhista) acabou com a ultratividade das normas coletivas, que assegurava a prorrogação da CCT durante o processo de negociação. A data-base da categoria é 1º de setembro.

3ª e 4ª rodadas

Na terceira rodada, realizada no dia 19 de julho, nenhum avanço sobre o tema saúde; apenas um passo a frente no item segurança. A Fenaban reafirmou concordância em alterar a cláusula 33ª da CCT, estendendo aos bancários vítimas do crime extorsão mediante sequestro a mesma proteção garantida às vítimas de sequestro consumado.

Na quarta rodada, realizada no dia 25 de julho, a Fenaban não concordou em incluir a garantia de emprego na CCT. Quanto aos novos tipos de contratos previstos na legislação trabalhista (terceirizado, intermitente e temporário), em vigor desde novembro do ano passado, a “Fenaban nega a aplicação; porém, não concorda em incluir a proibição na CCT”, destaca o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS.

A Fenaban, no entanto, aceitou durante a quarta rodada (25 de julho) analisar a proposta de CCT para todos os bancários, independente da remuneração ou escolaridade, incluindo os hipersuficientes (trabalhador com salário superior ao dobro do teto do benefício previdenciário, com curso superior completo), invenção da citada legislação trabalhista.

Assembleia dia 8 avalia proposta da Fenaban

 Diante do compromisso da Fenaban em apresentar proposta global na sexta rodada (dia 7), a Federação orienta os sindicatos a realizarem assembleia no dia 8 deste mês de agosto. Na pauta, dois pontos: proposta da Fenaban e Dia do Basta contra o desemprego, a ser realizado no próximo dia 10.

Bancos: lucros e demissões

O sistema financeiro mantém a lucratividade em alta. Em 2017, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Federal) lucraram, juntos, R$ 77,4 bilhões. Um crescimento médio de 33,5%. No primeiro trimestre deste ano, os citados cinco maiores bancos lucraram R$ 20,6 bilhões; uma alta de 20,4% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Em outros termos, os bancos reúnem todas as condições para valorizar os salários da categoria bancária.

Mas, mesmo com a lucratividade em alta, os bancos demitem. Entre 2012 e 2017 fecharam 54.199 postos de trabalho. Já no primeiro semestre deste ano, fecharam 2.846 postos de trabalho. Para agravar esse quadro, os bancos reestruturam a rede de agências em nome das novas tecnologias. Entre dezembro de 2016 e abril deste ano foram fechadas 1.680 unidades físicas no país. Em contrapartida, o número de agências digitais no país mais que triplicou. Entre 2016 e 2017 passou de 101 para 373.

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Itaú Unibanco tem lucro de R$ 12,8 bilhões na primeira metade de 2018

Presidente do banco diz que demanda por crédito continua saudável

O Itaú Unibanco teve leve variação no lucro do segundo trimestre. As receitas maiores nas áreas de tarifas, crédito e vendas de carteiras compensaram os efeitos do aumento de despesas com provisões para perdas com inadimplência.

O maior banco privado do país informou nesta segunda-feira (30) que teve lucro líquido recorrente de R$ 6,38 bilhões no segundo trimestre, alta de 3,5% ante igual período de 2017, mas com recuo de 0,6% na medição sequencial. As projeções para o ano foram mantidas.

O lucro líquido recorrente no primeiro semestre foi de e R$ 12,8 bilhões. De acordo com nota, houve um aumento de 3,7% na comparação com o mesmo período de 2017.

Numa mão, a carteira de crédito evoluiu 3,7% em três meses e 6,% ante os resultados de 2017, para R$ 623,3 bilhões. A expansão, pontuada pelo foco nas operações que rendem maiores spreads, como no varejo, fizeram a margem financeira com clientes crescer 4,5% na base sequencial, para R$ 15,95 bilhões. A margem com clientes ajustada ao risco subiu de 7,4% para 7,6% no período.

De acordo com o banco, “há uma retomada gradual da concessão de crédito, com aumento da demanda em diversas linhas”. Todas as carteiras de crédito oferecidas pelo Itaú Unibanco registraram crescimento, o que resultou em alta de 3,7% da carteira total ajustada.

“Apesar da redução das expectativas de crescimento econômico para 2018, a demanda por crédito continua saudável. No primeiro semestre de 2018, concedemos 28% mais créditos para pessoas físicas e 20% mais créditos para as micro, pequenas e médias empresas em relação ao mesmo período de 2017.

Além disso, os R$ 8,73 bilhões da receita com tarifas e serviços representaram um aumento de 2,3% contra o primeiro trimestre e de 8,6% ano a ano.

O Itaú Unibanco ainda teve no período receita com a venda de carteiras ativas sem retenção de riscos, com valor de face de R$ 608 milhões.

O banco também vendeu carteira que já tinha sido baixada a prejuízo com valor de face de R$ 7,4 bilhões (segundo o banco, de um grande cliente), com impacto de R$ 101 milhões no lucro líquido.

Isso compensou o aumento de 3,9% das provisões para perdas esperadas com calotes, também sequencial, para R$ 4,27 bilhões. O banco atribuiu esse aumento à expansão maior da carteira de varejo, que incorre em maior risco.

Assim, o custo do crédito — o resultado das provisões para inadimplência menos os valores recuperados — caiu 4,9% ante o trimestre anterior e 19,5% ano a ano, para R$ 3,6 bilhões.

Essa evolução se deu num ambiente de prolongada melhora do perfil de risco da carteira. O índice de inadimplência acima de 90 dias caiu a 2,8%, o menor nível em 13 trimestres, com apoio das operações no Brasil, onde o índice foi de 3,4%, também o menor desde o primeiro trimestre de 2015.

Entre os pontos de menor brilho no balanço, as despesas não decorrentes de juros, de R$ 12,26 bilhões, representam aumento sequencial de 5% e subiram 6,1% ano a ano, refletindo em parte maiores gastos com marketing durante o Copa do Mundo.

O Itaú Unibanco também teve uma importante queda de 22,8% na margem financeira com o mercado (tesouraria) em relação ao trimestre anterior, para R$ 1,34 bilhão.

Por último, o banco teve redução sequencial de R$ 89 milhões nas receitas de serviços com cartões de crédito, devido às maiores despesas com programas de recompensas e menores receitas com aluguel de máquinas e com taxa de desconto (MDRs).

No conjunto, o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido, que mede como um banco remunera o capital do acionista, foi de 21,6% no trimestre, queda de 0,6% contra o trimestre anterior, e aumento ano a ano de 0,1%.

Na última semana, o banco Santander divulgou lucro de R$ 3,025 bilhões no segundo semestre de 2018.

O lucro do Bradesco também cresceu 10% em relação ao segundo trimestre de 2017, e foi a R$ 5,161 bilhões.

Fonte: Folha.com

COE exige mudanças no SQV do Itaú

 

Sistema não dá acesso aos bancários às informações sobre a sua performance, de modo a corrigir suas falhas.

No último dia 24, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com representantes do banco para obter informações sobre o Score de Qualidade de Vendas (SQV). O objetivo era saber porque cresceu tanto o número de bancários punidos, inclusive com demissão, após a implantação do programa, sem saber porquê. Questionamos principalmente a falta de transparência do SQV na avaliação da qualidade do serviço, não permitindo ao bancário saber que falhas está cometendo para buscar corrigi-las. Com isto, a pontuação negativa vai aumentando, até dar origem a advertências e finalmente à demissão. No encontro, os sindicalistas reclamaram também dos problemas de saúde que podem ser gerados pelo programa, devido à pressão para o cumprimento de metas e pelo risco de dispensa. Questionaram outro prejuízo causado pelo SQV: o impacto que gera nos programas próprios de remuneração dos funcionários, uma vez que se trata de um sistema que analisa a performance de cada um. Segundo o Itaú, o programa foi implementado para evitar vendas casadas, fraudulentas aos clientes depois de receber reclamações de que não teriam adquirido determinados produtos, mas tiveram os valores desconta- dos de suas contas.

Como funciona- Um dos exemplos de como funciona o SQV para avaliar o bancário: uma central proativa liga para os clientes para confirmar, ou não, o interesse na aquisição do produto, ou serviço. No caso de não confirmação, a venda é cancelada e o funcionário é penalizado e seu nome é adicionado na tabela que aponta as penalizações. Os pontos são mantidos na tabela por 12 meses. Mas o bancário não sabe que está sendo pontuado. O funcionário fica num beco sem saída: ou não atinge os números exigidos e é demitido, ou, no desespero, busca qualquer alternativa para alcançar as metas abusivas e é dispensado. Para funcionar de verdade, o SQV tem que dar a ele acesso às informações de modo a corrigi-. Vêm ocorrendo demissões devido ao assédio moral no banco, realizado pelos gestores.

Intransigência da Caixa Federal marca 3ª rodada

A Caixa Federal manteve uma postura intransigente durante a terceira rodada de negociação da pauta específica, realizada nesta quinta-feira (26), em Brasília. Os representantes do banco público reafirmaram que a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) será o parâmetro para as decisões referentes ao Saúde Caixa. O diretor do Sindicato, Carlos Augusto (Pipoca) participou da rodada como representantes da Federação dos Bancários de SP e MS.

Para os sindicatos, a resolução 23 da CGPAR onera os associados, quebra o princípio de solidariedade (comum a planos de autogestão administrados por RH), exclui aposentados, impõe períodos de carências e permite cobrança de franquias. E mais: acaba com a cobrança de mensalidade única por família, trazendo novas restrições para dependentes, vetando a oferta do plano em novos concursos e proibindo a entrada de novos associados. Os sindicatos reivindicaram a manutenção do atual modelo de custeio do Saúde Caixa. Hoje, o banco responde por 70% das despesas assistenciais, cabendo aos usuários os outros 30%.

Os representantes dos empregados reivindicaram também a garantia do plano de saúde para o empregado aposentado e grupo familiar e o princípio de solidariedade. Na questão dos novos concursos públicos, a assistência à saúde deve integrar o pacote de benefícios.

Funcef

Com relação à Funcef, outro ponto da pauta da terceira rodada, a Caixa Federal não aceitou a revisão da metodologia de equacionamento do REG/Replan e nem consultar os associados sobre questões fundamentais dos planos de benefícios. Os representantes dos empregados criticaram a falta de rumo e transparência da atual gestão da Funcef, os frequentes déficits e as tentativas em desrespeitar os regulamentos dos planos de benefícios.

Contencioso: Os sindicatos cobraram responsabilidade da Caixa Federal; ou seja, que custeie integralmente o contencioso. A origem está baseada na relação de emprego entre participante e patrocinadora. Os representantes dos empregados destacaram que o CTVA não foi criado pela Funcef. Em 1998, a Caixa Federal implantou o Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) sem a inclusão dessa rubrica na base de contribuição à Funcef. O que resultou no maior objeto de ações com repercussão previdenciária sobre a Fundação.

Os sindicatos reafirmaram que eventuais mudanças no estatuto da Funcef devem ser amplamente debatidas e aprovadas pelos associados. E nenhuma alteração estatutária poderá acabar com as eleições entre os participantes para a Diretoria e Conselhos da Fundação, ou retirar os direitos atualmente previstos.

Mobilização: Na avaliação do diretor do Sindicato, Carlos Augusto (Pipoca), “depois de três rodadas, está cada vez mais claro que somente uma forte mobilização poderá quebrar a intransigência da Caixa Federal”.

4ª rodada: Os sindicatos e a Caixa Federal voltam a negociar no dia 2 de agosto. Na pauta, descomissionamento, Saúde Caixa, legislação trabalhista, dentre outros.